Uma guerra entre gémeos

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A guerra já começou mesmo. Mas, por enquanto, não é entre civilizações ou sequer entre religiões. É coisa mais rasteira e feia: um simples confito entre reflexos da mesma ignorância, da mesma mesquinhez fundamental.
De um lado, os imãs que acreditam piamente que a deles é a única visão certa; que quem ousa entender o mundo de forma diferente é apenas um blasfemo a pedir conversão urgente. Do lado de “cá”, lemos comentários como os que o Daniel respigou. Obras de gente igualmente solipsista, para quem o Outro é fonte de todos os males, para quem só “nós” é que somos, evidentemente, civilizados e tão superiores.
Para quem se entretém hoje a acirrar multidões — acrecentando quando necessário caricaturas ainda mais ofensivas às originais — a provocação de um jornal manhoso é bastante para decretar que todo um continente deve agora limpar-se de um novo pecado original. Para os “nossos” comentadores, sempre tão irredutíveis na perfeição das suas certezas, a liberdade de expressão passou de súbito a absoluto sem fronteiras que não deve ser limitado por qualquer susceptibilidade ou valor do tal “outro”.
Uns vêem do lado de lá turbas selvagens que nada respeitam, bárbaros às portas do império da decência e da justiça. Os outros idem. Todos berram o seu ultraje com este caso. Todos apontam o dedo às abjectas criaturas que se empilham do outro lado, incapazes de decência, sentimentos nobres ou de fazer “sonhar” seja quem for. Todos causam asco.

PS: Será que alguém já se lembrou de perguntar àquela opinião com pernas que sabe tudo sobre tudo como se chamava o homem que, de calcanhar, deu uma Taça dos Campeões ao FCP? Com tanto ardor que os assuntos da bola lhe provocam, se calhar o senhor esquecia esta exibição da sua ignorância mesquinha e passava a admitir que os muçulmanos até podem ser gente admirável.

45 thoughts on “Uma guerra entre gémeos”

  1. Não é tudo tão mais simples, tão mais apaziguador para os bons sentimentos de todos, quando conseguimos encontrar o ponto certo da equivalência entre os dois lados da barricada?
    Estás errado, ele também. Estão quites. E assim, de repente, passou a blasfémia a equivaler à sua justa punição; as caricaturas à destruição das embaixadas; a suposta humilhação do Islão à destruição das torres gémeas.
    E assim evitámos responder à única pergunta que merece resposta: de que lado estou da barricada?

  2. Mas quem falou de equivalência ou de ficar “quites”? Só mesmo a tua imaginação.
    Algumas posições histéricas e fundamentalistas são equivalentes, isso sim.
    Se a escolha é entre estar com o Sousa Tavares ou com os mullahs malucos, escolhe tu que essa guerra não é minha.
    Mas a tendência para colocar palavras e ideias na boca de quem não concorda contigo é reveladora. Que podes tu saber, sequer em sonhos, do que eu penso da “destruição das torres”?
    É o truque barato do costume: se eles não dizem o que nos dava jeito, fazemos de conta que sim.

  3. Eu não quero, não quero, chamar bom-senso ao que o Luís diz. Mas, pronto, podem também chamar-lhe inteligência.

  4. “à única pergunta que merece resposta: de que lado estou da barricada?”

    Estou do lado dos homens e mulheres de boa vontade em qualquer parte do mundo.

  5. O Fernando Venâncio é dos tais que querem estar sempre de bem com deus e com o diabo. Classificou de “Nítido. E desabrido. Sempre coisas recomendáveis num ponto de vista” o artigo do Francisco José Viegas no JN, que começava assim: “Vamos ser claros. A coisa é esta estamos todos debaixo de fogo. Estamos, os que prezam a liberdade, o debate e o riso. Quem está a pôr-nos debaixo de fogo é uma multidão de crentes muçulmanos, articulados pelo fundamentalismo islâmico (…)”.

    Agora sobre este post do Luís que começa assim “ A guerra já começou mesmo. Mas, por enquanto, não é entre civilizações ou sequer entre religiões. É coisa mais rasteira e feia: um simples conflito entre reflexos da mesma ignorância, da mesma mesquinhez fundamental (….)” diz “Eu não quero, não quero, chamar bom-senso ao que o Luís diz. Mas, pronto, podem também chamar-lhe inteligência”.

    Lendo o que escrevem, percebe-se que Fernando Venâncio, Francisco José Viegas, Luís Rainha (e Daniel Oliveira) afinal estão todos não só na mesma luta, mas no mesmo lado da barricada nessa luta…

  6. “De um lado, os imãs que acreditam piamente que a deles é a única visão certa; que quem ousa entender o mundo de forma diferente é apenas um blasfemo a pedir conversão urgente” diz o Luis

    Onde é que foi buscar isto ? A algum site sionista ? MENTIRA ! Os muçulmanos só criticam os insultos ao Profeta, porque estes são, mesmo de acordo com a lei ocidental, crimes de blasfémia. Só isso.

    Ter outras visões ou entender o mundo de outras formas nunca foi contestado por quaisquer muçulmanos, até porque estes, ao contrários dos “civilizados” cristãos, sempre toleraram nas suas cidades igrejas e sinagogas e respectivos crentes, e nunca foram autores de pogroms e holocaustos…

    Deixe-se de invenções grotescas e islamófobas.

  7. O euroliberal, continua nas amálgamas a preto e branco. Agora quer convencer-nos que todos os muçulmanos são bons e todos os cristãos são maus. Já se esqueceu que já impingira por aqui a exportação pela Europa do “produto paz baseado no respeito do direito internacional” e que dessa Europa exportadora excluíra a “comunada” para quem defendeu a aplicação da justiça sumária e da pena de morte.

    Para estes fundamentalistas o importante é continuar a advogar a guerra, o que interessa é acirrar diferenças e promover ódios. É a sua tarefa. E é para facilitar a tarefa destes euroliberais que o Daniel Oliveira defende a liberdade de opiniões racistas e fascistas, como aliás ontem o fez na SIC…

  8. Ó Luís,

    Estarás por acaso a insinuar, na tua resposta ao António Ferreira, que a dinamitação das “torres” foi um “inside job”? Não tenhas medo,pá, porque já somos dois numa população aspirínica de 27. A nossa grande dificuldade não é tanto a de convencer a Margarida disso, mas mais o EUROLIBERAL que anda “convencido” que foi tudo obra de 19 martires da Al Khaeda. Oh, well.

  9. Margarida,

    Você e a sua linguinha de trapo que andou a passear lá por Jerusalem e se calhar até foi dar uma cabeçada no muro, quando lhe provaram que os seus antepassados tinham sido perseguidos pela Inquisição em Alguidares de Baixo. Dar liberdade aos fascistas e racistas é um osso duro de roer, mas tem de se assumido pelos democratas como você e outros mais à direita na panela da sopa socialista, senão vão chamar-vos demagogos e campiões da liberdade condicionada. Não sei o que é que o Daniel disse lá na Sic do Bilderberger, mas aqui tem tomado posições que não o envergonham. Comprenda?

  10. Meia-blogosfera em guerra com a restante blogosfera. Incautos, adjectivo atrás de adjectivo, rótulo atrás de rótulo, enviando insultos de quintal para quintal. A guerra de que fala, caro Luís, é também uma guerra de umbigos (e barrigas cheias).
    Supostamente, a blogosfera constituiria uma alternativa sólida ao jornalismo remunerado, um território de causas pacíficas sem deixar de ser um território da consciência crítica e um contra-poder inteligente.
    Liberdade de expressão e de opinião? Pois claro. E que tal responsabilidade de expressão?
    Quanto à questão islâmica própriamente dita: o terreno, ao que parece, está armadilhado de cascas de banana. E nós, nesta ocidental fartura vamos escorregando em apartosos bate-cús.
    É só rir!… Se não doer a sério.

  11. Por aqui, Andronicus, o Daniel Oliveira escreveu:
    “Sou contra a criminalização da liberdade de expressão. Sou contra a criminalização de opiniões homofóbicas, racistas, fascistas, negacionistas do Holocausto”, e também
    “Sou contra a proibição de ofender símbolos nacionais e de os destruir”.

    Na SIC reafirmou isto que aqui escreveu, mas acredito que nada disto o envergonha apesar de na CRP estar escrito no seu Artigo 46º (Liberdade de associação) estipula no seu ponto 4: Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista.E no seu Artigo 11º (Símbolos nacionais e língua oficial) estipula no seu ponto 1: A Bandeira Nacional, símbolo da soberania da República, da independência, unidade e integridade de Portugal, é a adoptada pela República instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910. E no seu ponto 2: O Hino Nacional é A Portuguesa.

  12. Para a Margarida.

    Do artigo «PARA ACABAR COM O POLITICAMENTE CORRECTO», de Teresa de Sousa, no Público de 7.2.2006.

    «A tolerância religiosa pode significar tudo menos a cedência à chantagem totalitária. Cedendo ao islamismo radical e à chantagem de alguns governos árabes e islâmicos, a Europa está a prestar o pior serviço possível àqueles que nesses países acreditam na possibilidade de conciliar o islão com a democracia e os direitos da pessoa humana».

    «Ceder à chantagem e à ameaça, contemporizar e justificar a demência fundamentalista antiocidental ou o arbítrio e a brutalidade de alguns regimes árabes será sempre a melhor forma de alimentar as suas ideologias e de manter aprisionadas as sociedades que dominam».

    Está a ver como as realidades não se compadecem, Margarida, com a sua concepção um pouco simplista do Mundo?

    Sim, convém não esquecer aquela malta, lá longe, dominada pelo integrismo.

  13. Fernando Venâncio: a Teresa de Sousa foi porta-voz da AOC, lembra-se? Era uma estalinista confessa, era ela que histericamente gritava que eram uma espinha na garganta do Cunhal. Agora, pelos vistos é uma sua referência. Obrigada por nos ter a todos elucidado!

  14. Teresa Sousa ? Coitada, a idade não perdoa… Mas mais uma vez se confirma que a esquerdalhada maoista passou em bloco com armas e bagagens para o bushismo. A doida nem se apercebe que não é o “islamismo radical” que protesta. São todos os muçulmanos ! E pretende ela ser jornalista…

    Para um muçulmano, qualquer que ele seja, insultar o profeta é o pior dos crimes e não toleram isso. Ficam chocados que na Europa a blasfémia punida por lei nunca leve a condenações, a não ser se for anti-judaica, mas esse não é o problema deles. Se os cristãos gostam de ver caricaturas sacrílegas de Cristo como uma que o Aspirina pubicou aí para baixo, é problema deles. Mas que se abstenham de o fazer em relação a Maomé ou o sangue pode correr em larga escala. E os provocadores que gostam de insultar deuses e profetas alheios deveriam pensar na triste vida que nos próximos anos vão levar os caricaturistas dinamarqueses… Porque esse é mesmo prolelema deles…

    P.S. Margarida, o que você diz, vindo de uma defensora do Gulague dos 85 milhões de vítimas, não tem qualquer credibilidade. Devia calar-se, ter vergonha na cara e fazer uma autocrítica completa…

  15. Olhe, Margarida. Eu não fazia a mínima ideia de quem era essa Teresa de Sousa. Como não faço a mínima ideia de quem Você seja.

    Mas what the hell interessam uma coisa e outra? Eu leio pessoas. Não me interessam puto as biografias.

    Deixe-se de lérias e diga – se quiser – o que pensa do que ela escreveu há 5 (cinco) dias.

  16. O mesmo vale para o Euroliberal e a sua informação sobre a Margarida.

    Vocês sabem de mais uns sobre os outros. O mal é esse.

  17. Margarida,

    Pois eu, minha senhora, marimbando-me que estou, tanto ou mais que você, para as ideologias fascistas, e relendo essas palavras do Daniel, decido sem gravidade de nenhuma espécie, e sem pensar que estou a fazer favores a ninguem, que o homem, o Daniel, merecia um prémio por ter tido a coragem de ter dito o que disse. Pouco me importa que você se encoste ou não ao papel solene para provar o seu argumento. De facto, até acho piada que uma senhora comunista se encarnice tanto a defender uma constituição que também estipula o direito a um sistema de produção que ela visa abolir às pinguinhas democráticas com todas as forças do seu coração.

    Cara senhora, é sob a capa de se andar a combater o fascismo, o nazismo, e outras coisas constantes dos seu livrinhos dos males eternos, que gente como você, mas mais lá no cocuruto do poder, anda a acabar com a verdadeira liberdade. Porque essa nunca a tivemos e lá estão os mitos e os papeis a que agora se agarra para manter as coisas nesse pé.

    Se vocês, amantes da liberdade com colete de forças, fossem sinceros, não fariam parte dum sistema que hipòcritamente permite a venda do Mein Kampf mas impede a proliferação de obras de autores que pretendem desmitificar as aldabrices da História dos últimos cem anos e até os metem na cadeia por isso. E muita sorte tem você. O Pacheco Pereira poderia dar-lhe ainda mais desgostos ideológicos se não fosse regional e provinciano nos seus esforços sobrehumanos para deitar o comunismo abaixo com uma bala de raspão.

  18. Fernando Venâncio: então agora não interessa conhecer o percurso dos jornalistas e a linha editorial dum jornal? Ou quem são os seus proprietários? É que não estamos sequer a falar dum jornal de província, mas sim dum dos considerados de referência, que é propriedade do grupo Sonae, o tal da OPA sobre a PT.

    E não estamos a falar duma jornalista qualquer, mas da redactora principal que é da mesma linha ideológica do seu director, isto é estamos a falar de quem define a linha ideológica do jornal. E lembramos que é este mesmo jornal que tem como colunistas José Pacheco Pereira, Fernando Rosas, Eduardo Prado Coelho, António Lobo Xavier entre outros defensores dos valores da “civilização ocidental”. E que foi esta mesma gente quem já há uns anos despediu o único colunista com ideias diferentes, o meu camarada Luís Sá…

    Mas vejamos então que “ideias” defende a Teresa Sousa: nos dois parágrafos que aí postou não vejo nenhuma ideia, mas tão somente o objectivo de associar aos muçulmanos o máximo possível de clichés negativos. Em dois parágrafos usa três vezes a palavra chantagem, com duas variações: “chantagem totalitária” e “chantagem de alguns governos árabes e islâmicos”. Associada à “chantagem”, usa o termo de “ameaça” e de “brutalidade” e para meter mais medo acusa-os de “demência fundamentalista antiocidental” de “manter aprisionadas as sociedades que dominam”, de “arbítrio” e de “islamismo radical”. Fá-lo inocentemente? Claro. A rapariga até está cheia de boas intenções. Ela até quer “conciliar o Islão e a democracia com a defesa dos direitos humanos”, ela até comunga consigo a libertação daquela gente “dominada pelo integrismo” (sic).

    …presumo que com novas invasões e bombardeamentos como já defenderam na ex-Jugoslávia, no Afeganistão e no Iraque e como na altura, juntamente com o José Manuel Fernandes a Teresa de Sousa foi uma das mais aguerridas defensoras!

  19. Hoje mais seis terroristas cruzados foram abatidos pela heróica resistência iraquiana.

    E o célebre sniper Juma já vai em mais de cem terroristas abatidos com um tiro certeiro. Muitos do seus êxitos são filmados e circula na net um vídeo de 5 minutos com mais de 12 terroristas a cairem sob as balas do novo Zaitsev… Ver este documento impressionante em:

    http:// informationclearinghouse….rticle11282.htm

    ALLAH U AKBAR !

  20. Cheira-me que o Andronicus é mais um negacionista frustado. Problema dele! E o Euroliberal já perdeu o verniz todo e entrou na fase em que só diz bacoradas sem nexo! Mas o engraçado é que o Venâncio tão preocupado com “integrismos” em terra alheia não denuncia os fundamentalistas que aqui peroram. Como são corajosos estes boys!

  21. Margarida,

    Nitidamente, a noção de «integrismo», ou de «fundamentalismo», não lhe diz nada. Parece que lhe é simplesmente invisível.

    Quem a conhecer melhor, a você, haverá de compreender porquê. Eu não vou investigar.

  22. Chamar «fundamentalistas» a gente como Pacheco Pereira ou Sousa Tavares simplesmente não é sério. Você, Margarida, é ideologia da cabeça aos pés.

  23. Agora que a “imprensa livre” ocidental já demonstrou até à náusea que os maometanos são beras como a ferrugem, será que já há “condições subjectivas” para bombardear o Irão?
    Se não, que mais é necessário fazer para demonstrar que as nossas bombas não encontrarão “pessoas normais” quando explodirem espalhando a superioridade da nossa civilização?

  24. Fernando Venâncio: você é que falou no Sousa Tavares, eu nem o mencionei. E sobre o Pacheco Pereira eu disse que ele é defensor dos valores da “civilização ocidental”, coisa que ele aceitará, de certeza, de bom grado.

    Sobre “integrismos” e “fundamentalistas”, parece que sempre foram tidos em boa conta pelas administrações norte-americana e pela CIA, que lembro-lhe treinou, financiou e armou os fundamentalistas que na década de oitenta combateram no Afeganistão. E ainda há uns meses lembro-me de ter visto o W. Bush de mão dada com líderes do integrismo saudita quando os recebeu no seu rancho no Texas.

  25. Perdão, senhora Margarida, nem frustado nem frustrado. Você é que parece que anda a perder o tino com tantas vespas à sua volta, algo inexplicável para quem defende pontos de vista tão sãos, democráticos e informados. A sua verbosidade indigna-me, porque você recorre constantemente a argumentos esfarrapados pescados nas secções mundanas de jornais. Nesta questão do negacionismo que você atira para o ar para estigmatizar as pessoas, você não está nem à altura para digerir a comida cozinhada em lume brando pelo Le Monde e outros jornais insuspeitos. Quando é que você se resolve a mergulhar de cabeça no verdadeiro miolo da intriga que secretamente liga o seu partido à direita barriguda escondida nos vãos de escada do grande capital e aos nabos socialistas que andam a fingir que são comunistas arrependidos.

    Sabe o que mais? Puxe mas é desse violino e declare-se parte da seita que anda a injectar confusão e ignorância no pagode. Diga-me lá: o que é que a merda do integrismo tem a ver com a acusação de que as tropas soviéticas ajudaram a levantar os cenários que depois serviriam para o lançamento da indústria holocaustica?Se é de Ad lib que gosta, então submeta a sua cacholinha de menina brava a este impulso eléctrico. De Gaule, Eisenhower e Churchill escreveram entre si mais de sete mil páginas de memórias sobre a guerra. Nenhum deles mencionou campos de concentração. É capaz de me explicar porquê? Sou todo ouvidos e fico à espera duma resposta-sugestão que não alegue que esses três rapazes eram zarolhos ou anti-semitas.

    Ok, não sabe tocar violino. Pois use as maracas, minha senhora! Mesmo com reumático terei todo o rosto de dançar ao som da sua rumba.

  26. CausasPerdidas:

    http://oilwars.blogspot.com/

    Iran and Venezuela have joined forces in an effort to undermine the U.S. dollar. In October 2005, Venezuelan President Hugo Chavez announced that Venezuela was ready to move the country’s foreign-exchange holdings out of the dollar and into the euro. He also called for the creation of a South American central bank designed to hold in euros all the foreign-exchange holdings of the participating countries.

    Beginning in 2003, Iran began demanding oil payment in euros, not dollars, although the oil itself was still priced in dollars. Iran has announced the intention of opening an Iranian Oil Bourse in March to challenge NYMEX (the New York Mercantile Exchange) and IPE (London’s International Petroleum Exchange).

    Faltam 2 meses. Quer o Chávez quer o Ahmadinejad já foram equiparados ao Hitler, pelo Rumsfeld e pela Merkel, e fala-se alegremente em ataque preventivo com armas nucleares tácticas. Com isto ninguém se indigna…

  27. As much of the Islamic world erupts in a studied frenzy over the Danish Muhammad cartoons, there are voices of reason being heard on both sides. Some Islamic leaders and organizations, while endorsing the demonstrators’ sense of grievance and sharing their outrage, speak out against using violence as a vehicle of expression. Their Western counterparts — intellectuals, including most of the major newspapers in the United States — are similarly balanced: While, of course, endorsing the principle of free expression, they criticize the Danish newspaper for abusing that right by publishing offensive cartoons, and they declare themselves opposed, in the name of religious sensitivity, to doing the same.

    God save us from the voices of reason.

    What passes for moderation in the Islamic community — “I share your rage but don’t torch that embassy” — is nothing of the sort. It is simply a cynical way to endorse the goals of the mob without endorsing its means. It is fraudulent because, while pretending to uphold the principle of religious sensitivity, it is interested only in this instance of religious insensitivity.

    Have any of these “moderates” ever protested the grotesque caricatures of Christians and, most especially, Jews that are broadcast throughout the Middle East on a daily basis? The sermons on Palestinian TV that refer to Jews as the sons of pigs and monkeys? The Syrian prime-time TV series that shows rabbis slaughtering a gentile boy to ritually consume his blood? The 41-part (!) series on Egyptian TV based on that anti-Semitic czarist forgery (and inspiration of the Nazis), “The Protocols of the Elders of Zion,” showing the Jews to be engaged in a century-old conspiracy to control the world?

    A true Muslim moderate is one who protests desecrations of all faiths. Those who don’t are not moderates but hypocrites, opportunists and agents for the rioters, merely using different means to advance the same goal: to impose upon the West, with its traditions of freedom of speech, a set of taboos that is exclusive to the Islamic faith. These are not defenders of religion but Muslim supremacists trying to force their dictates upon the liberal West.

    And these “moderates” are aided and abetted by Western “moderates” who publish pictures of the Virgin Mary covered with elephant dung and celebrate the “Piss Christ” (a crucifix sitting in a jar of urine) as art deserving public subsidy, but who are seized with a sudden religious sensitivity when the subject is Muhammad.

    Had they not been so hypocritical, one might defend their refusal to republish these cartoons on the grounds that news value can sometimes be trumped by good taste and sensitivity. After all, on grounds of basic decency, American newspapers generally — and correctly — do not publish pictures of dead bodies, whatever their news value.

    There is a “sensitivity” argument for not having published the cartoons in the first place, back in September when they first appeared in that Danish newspaper. But it is not September. It is February. The cartoons have been published, and the newspaper, the publishers and Denmark itself have come under savage attack. After multiple arsons, devastating boycotts, and threats to cut off hands and heads, the issue is no longer news value, i.e., whether a newspaper needs to publish them to inform the audience about what is going on. The issue now is solidarity.

    The mob is trying to dictate to Western newspapers, indeed Western governments, what is a legitimate subject for discussion and caricature. The cartoons do not begin to approach the artistic level of Salman Rushdie’s prose, but that’s not the point. The point is who decides what can be said and what can be drawn within the precincts of what we quaintly think of as the free world.

    The mob has turned this into a test case for freedom of speech in the West. The German, French and Italian newspapers that republished these cartoons did so not to inform but to defy — to declare that they will not be intimidated by the mob.

    What is at issue is fear. The unspoken reason many newspapers do not want to republish is not sensitivity but simple fear. They know what happened to Theo van Gogh, who made a film about the Islamic treatment of women and got a knife through the chest with an Islamist manifesto attached.

    The worldwide riots and burnings are instruments of intimidation, reminders of van Gogh’s fate. The Islamic “moderates” are the mob’s agents and interpreters, warning us not to do this again. And the Western “moderates” are their terrified collaborators who say: Don’t worry, we won’t. It’s those Danes. We’re clean. Spare us. Please.

  28. Como tenho vindo a ganhar o hábito higiénico de não ligar muito aos telejornais, ainda não tinha visto o novo “hit” da corajosa actuação das tropas inglesas no Iraque.

    É cartoon atrás de cartoon.

    Cada vez que a “máquina” trabalha só despeja sementes de veneno naquelas paragens, prontas a ser debulhadas pelos clérigos fascistóides daquelas paragens. Amassam o pão com a farinha que o ocidente lhes deu.
    O pior de tudo, o mais grave, é que muitos dos que partilham desse pão pouco vêem da “nossa civilização” que lhes alivie a digestão.

    Os profissionais da patacoada mediática, deviam por uma vez fazer jus às suas “raízes cristãs” e verem o mundo pelas lentes feitas com aquela fina areia.

  29. O Euroliberal tem falta de sexo! Deve ser como aqueles ranhosos que passam a vida a bater à punheta e depois vem um amigo dizer-lhe se se fazer explodir tem 60 virgens à espera.
    A análise psiquiátrica que a Brigada lhe fez está perfeita. É ele mesmo!

  30. Ninguém deu uma Taça de Campeões ao FCP de calcanhar. Rabah Madjer marcou o golo do empate (1-1) com o calcanhar. Quem marcou o golo da vitória (2-1) foi Juary, com o joelho, a cruzamento desse mesmo Madjer.

    Rabah Madjer é argelino e muçulmano. Enquanto jogador do FCP, consumia uma dieta especial quando os outros jogadores comiam carne de porco.

  31. Dear Charles Krauthammer,

    Nice piece by Chomsky (?). The usual stuff, how to talk about freedom and imperialism in general avoiding unpleasant names like Zionism and political intrigue for the sake of Marxian dialectics. Well my friend, there is to all of this much more than meets the eye. If you wish to democratically balance your presentation, do please direct the political Portuguese aspirinas to a very interesting site on the Internet. It is known as http://www.breakfornews.com. There they will be able to hear about an interesting friendship between the neocon ideologue Daniel Pipes and Fleming Rose, the editor of the Danish newspaper and also about corruption among some Muslim communities in Europe. The amazing power of money! Wouldn’t you agree? Then come back to us for more interesting chats. We love freedom of speech. Preferably straight, as is the habit with some of us when we are drinking scotch.

  32. A Claudia tem falta de peso e deve ser uma portuguesa tipica (petite, costaude et moustachue). Por isso diz caralhadas como um homem. Está nos livros…
    La vache…

  33. No casal Gay, Unreconstructed e Euroliberal, a fêmea é o primeiro. Como o Euroliberal é um árabe fanático o Unreconstructed anda de burca. Belo par !

  34. Os terroristas bushistas são como a Cláudia, o Capitão Porão e o Monty (um ménage à trois infernal): tanto levam pela frente (Iraque) como por trás (Afeganistão)…

    “Bomb kills 4 U.S. troops in Afghanistan” notícia de hoje…

    Hurrah !

  35. Madjer foi respeitado em todas as suas crenças, enquanto jogador do FC do Porto. Não sei se o seria se fosse católico e jogasse num clube qualquer iraniano.

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