Não incomodar o professor de Boliqueime

Pacheco Pereira, no seu estilo habitual, veio admoestar e garantir que recordar os acontecimentos na Ponte 25 de Abril, durante o consulado Cavaco, e lembrar o jovem que foi baleado na ocasião é “demagogia”. Estou completamente de acordo, tudo o que refira de uma forma indelicada os momentos mais polémicos do Sr. Professor deve ser imediatamente banido e os autores enviados para Caxias.
Para compensar os amargos de boca, aqui fica uma passagem do livro sobre Cavaco do saudoso director do Diário de Notícias, e assessor vitalício do professor de Boliqueime, Fernando Lima: ” O bloqueio da Ponte foi comparado a outro verificado no Regimento de Comandos da Amadora, em 25 de Novembro de 1975, quando as forças de esquerda tentaram recuperar terreno perdido com a ascensão dos militares moderados no processo revolucionário português”, garante definitivo o Lima, que de chofre acrescenta: “A situação no Regimento de Comandos da Amadora e a da Ponte 25 de Abril tinham muito em comum, assinalavam na altura os analistas militares”. Finalmente uma análise séria e objectiva, e nada demagógica, sobre o acontecido: Pacheco tens alma gémea!
Para motivar a compra do livro de Fernando Lima “O meu tempo com Cavaco Silva”, aqui deixo mais um naco de prosa que faz jus à verborreia doce do autor: “Jamais esquecerei uma visita a Mirandela em que o presidente do município, José Gama, já falecido, organizou uma festa em homenagem à Mãe. A participação dos alunos das escolas conferiu-lhe uma moldura humana inigualável. De improviso Cavaco Silva fez um discurso que espelhava o que naquele momento lhe ia na alma. Muito bonito e tocante”.

4 thoughts on “Não incomodar o professor de Boliqueime”

  1. Esse livro precioso chama-se mesmo “O meu tempo com Cavaco Silva”? Diz-me só como é que o tens…? Compraste-o, confessa!
    :) LOLOLOL

  2. Recordações da “Casa Laranja”:
    Uma Greve Geral e Cavaco a visitar a Periphical Magnetics, em Setúbal, e as camaras deligentemente coordenadas por Marques Mendes a mostrarem toda a gente a trabalhar. A fábrica tinha quase 100 por cento de contratadas a prazo com ameaça de despedimento caso estivessem para “brincadeiras”. Bem escolhida, portanto.

    Já agora, a empresa era uma multinacional norte-americana de peças de informática que, após ter recebido uma parte do milhão de contos que por esses dias entrava no país via CEE, fechou e foi para a Malásia.

    Para outra coisa completamente diferente: se o BdE era para fechar, fechava, não deixavam o cadáver exposto às hienas.

    Obrigado por existirem.

  3. – Lima,Fernando: “O Meu Tempo Com Cavaco Silva”,Bertrand,Lisboa,2004.
    Comprei mesmo o livro, que custou mais de 20 euros, apesar dos agradecimentos do autor à editora Zita Seabra.
    Mas não estou nada arrependido, neste momento – até porque li também os dois volumes da autobiografia do sr. Anibal – já sei os discursos do homem de “a” a “z”.
    E ao contrário do Alegre, não “durmo descansado”. Apenas adormeço quando leio um discurso do putativo presidente Cavaco. Melhor que valiun.

  4. Fez muito bem realçar as ternurinhas do livro. Já sei de certeza, que não o vou comprar. Meu rico dinheirinho!.

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