Sobre a recorrente proposta do voto obrigatório

Não, obrigada. Tenho verdadeiramente liberdade de opção pelo que for, porque sou livre nas minhas convições, sejam elas quais forem.

Chama-se liberdade de consciência.

16 thoughts on “Sobre a recorrente proposta do voto obrigatório”

  1. nao deixa de ser curioso que na democracia original quem nao votasse perdesse os seus direitos de cidadania. ha ainda quem proponha o inverso: que para se poder votar seja obrigatorio previo exame de cidadania. haveria de ser engrac,ado definir os conteudos a avaliar. :)

  2. Pois Isabel também eu digo – Obrigado mas não. Cheguei a Lisboa em 1966 para trabalhar, tornei-me delegado sindical em 1972, função que mantive até 1996 e muito me prejudicou na chamada «carreira» mas não estou arrependido – nem pensar. Pelo que conheço da vida sindical e do 25 de Abril que está registado na minha caderneta, posso concluir algo. O voto obrigatório seria uma violência tal como o voto tolerado era uma violência. Cem por cento de acordo.

  3. Em relação ao voto obrigatório tem razão. Mas não deixa de ser estranho alguém que apoia o PS e, principalmente, José Sócrates, falar de liberdade de consciência.

  4. isto há gente que estranha tudo…

    E estranhamente, para alguns, tudo que acontece tem o seu ponto central, “SOCRATES”

  5. Violência é alguém ser obrigado a pagar para poder trabalhar. E é o que se passa quando te obrigam a ter uma conta bancária para receber o ordenado.
    A obrigação de votar (apresentar-se na mesa de voto e colocar o boletim na urna ;) ) deveria ser como pagar impostos ou descontar para a segurança social, NATURAL.

  6. Liberdade de consciência, liberdade de dispôr do seu tempo, da sua vontade, da sua atenção, do seu foco de interesses, sobretudo de optar por fazer ou não fazer.

    Um pouco como as corridas de carros da mesma marca. Quem ganha? É sempre um da mesma marca. Quero ir vê-las? Já sei quem vai ganhar, a mesma marca, o mesmo tipo de condutor. Obrigam-me a ir ver? Só se me coarctarem na liberdade de movimentos. Votar de forma obrigatória? E se não cumprir? Multam? Excelente. Executem o cidadão e veremos então a canção dos direitos, liberdades e garantias. Aprovem a proposta. Portugal precisa de se ocupar, entreter.Um boa fonte de se ver o cidadão a manifestar o seu verdadeiro voto.

  7. xiça… até a propósito de um assunto destes o palerma do costume vem contar a vida toda dele… onde estava em 1966, e em 1972, e em 1986 e não sei o quê do 25 de Abril que ficou na caderneta dele…
    xiça, xiça, xiça. Será que este gajo tem noção do ridículo em que cai constantemente?

  8. Tu é que não tens a noção do ridículo em que cais com este pseudo comentário. Não passas dum doente a precisar de tratamento urgente. Vai-te lixar, não passas dum palhação.

  9. Segui o conselho do jcfrancisco e fui de imediato ao Santa Maria que é aqui mesmo ao lado. Expliquei tudo tintim por tintim ao médico que me atendeu e ele disse que isto não é doença nenhuma. Portanto, exijo um pedido de desculpas do senhor jcfrancisco.

  10. Há mais um pormenor que me parece importante: os níveis de abstenção são também um indicador fundamental, fornecendo informações preciosas sobre o que é que os eleitores consideram eleições importantes ou não, e o seu nível de atenção aos temas propostos. Ter essa informação parece-me essencial para uma democracia saudável. A mim, os níveis de abstenção numas eleições europeias, por exemplo, diz-me que há muito a fazer nessa área.

  11. Concordo absolutamente com o João Pedro da Costa! Também acho o voto uma obrigação cívica, mas não vejo como definir sanções eficazes e justas para quem a infringisse. Por outro lado, a abstenção não tem nem de perto o mesmo significado do voto em branco, ou do nulo, pelo que até por esse motivo haveria vantagens em tornar o voto obrigatório (ou antes, melhor, ser obrigatório apresentar uma justificação legalmente válida à abstenção).

    Mas, em alternativa a esta discussão, talvez devêssemos primeiro procurar melhorar as condições objectivas para a expressão da vontade eleitoral. Não tanto nas eleições presidenciais, em que a única melhoria sensível que poderia introduzir-se seria substituir o mais demorado e dispendioso sistema das duas voltas por um sistema de volta única, mas com votos aos pontos, cujo vencedor seria sempre garantidamente o mais justo (demontração feita no Século XVIII por um eminente Matemático francês, Charles de Borda), mas sobretudo e muito em especial nas eleições legislativas, em que, para além deste novo sistema de votos por pontos (o qual, não impedindo nenhuma das formas de expressão já hoje disponíveis, permitiria alargar bastante e sofisticar as formas de manifestação da nossa preferência política individual, em cada momento), seria quanto a mim muito desejável uma drástica redução dos círculos eleitorais (tirando os da Emigração) dos actuais vinte para sete (um por cada Região nacional). O que possibilitaria não só uma muito maior e mais justa proporcionalidade eleitoral, como evitar o lamentável desperdício de votos de todos quantos escolhem listas que não elegem Deputados no seu Distrito, e que ascendem no total a cerca de quinhentos mil portugueses, que assim vêem o seu voto atirado matemáticamente para o lixo!

    Isto sim, faria finalmente reduzir os inquietantes níveis de abstenção actuais e conferir, de novo, frescura, imprevisibilidade e muito mais autenticidade às Eleições Legislativas!

  12. Se sou obrigado a pagar quando me sento na sanita para defecar.
    Se sou obrigado a pagar quando estou doente.
    Se sou obrigado a pagar o aluguer dos contadores de água e luz.
    Se sou obrigado a pagar quando coloco o lixo no contentor.
    Se sou obrigado para alimentar toda uma corja de políticos incompetentes.

    Porque carga de trabalhos é que não posso ser obrigado a votar para
    escolher aqueles que me obrigam a ser um servo das suas leis?

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