Pois é, Dr. Mário Soares

“A perspectiva de aumentar o IVA – que Passos Coelho anunciou, como teste – deve tê-lo convencido, pelas reacções negativas que provocou, que terá escolhido o pior momento para desencadear uma crise política, desejada por alguns, com certeza, mas cuja oportunidade o eleitorado em geral não compreende nem aprova. Nem pela maioria dos empresários que temem, com razão, a recessão que está à vista…

É certo que o líder do PSD deve ter sido muito pressionado pelos seus correligionários, ávidos de poder, que não escondem, aliás, que não o suportam e o querem substituir, uma vez realizada a sale besogne, como dizem os franceses. Isto é: o trabalho mais impopular e difícil. Como outros queriam “fritar em lume brando” José Sócrates. Mas ele não os deixou fazer…”

E agora? Vamos ter eleições, que se anunciam para fins de Maio, princípios de Junho. E até lá? Vai ficar o Governo demissionário, sem autoridade, a fazer o menos possível. Porque não é lógico que faça, como é óbvio, a política que o Parlamento rejeitou. Este é um dos imbróglios em que estamos metidos. Dois meses decisivos, sem que ninguém saiba para onde vamos. Foi, por isso, que me permiti alertar o senhor Presidente da República para o perigo de cairmos num vazio de poder. Mas, ao que disse, parece que “foi tudo muito rápido, e não teve espaço de manobra para intervir”.

11 thoughts on “Pois é, Dr. Mário Soares”

  1. Aquilo é uma permanente guerra psicológica, entre delírios e alucinações. É um poder não exercido, sem regras nem limites, o esplendor do vazio. O esquecimento foi erigido como norma, vive-se para esquecer. O PR esquece o PM. Essa a questão.

  2. A seu tempo o coletivo irá aprender qualquer coisa com aqueles que nos lixaram. Haveremos, talvez, e com alguma aprendizagem feita em todos os egiptos, libias, sirias etc., extrair lições.
    Os carcamanos que ali foram corridos não o foram por lá estar há muito ou pouco tempo. Foram “à vida” porque se governavam em vez de governar. A perceção e a responsabilização dos autores da crise, em Portugal,é bem capaz de seguir dentro de momentos… A seu tempo.

  3. Os carcamanos deste governo que foram corridos, depois de mentir ao país pela milionésima vez – e de se desculparem com os “outros” pelos seus erros gravíssimos de negligência e incompetência – e de se vitimizarem pela infinitésima vez, não o foram por lá estar há muito ou pouco tempo. Foram “à vida” porque se governavam em vez de governar. A perceção e a responsabilização dos autores da crise, em Portugal,é bem capaz de seguir dentro de momentos… A seu tempo.

  4. A seu tempo o coletivo irá aprender qualquer coisa com aqueles que nos lixaram. Haveremos, talvez, e com alguma aprendizagem feita em todos os coelhones, pinóquios, varas, penedos, freeports, santos silvas, lacões, silvas pereiras, marias de Lurdes, Jamais e quejandos incompetentes, etc., extrair lições.

  5. Pelo que vejo reproduzi-me sem saber e a contra gosto. Sempre me disseram que despejar os “coelhones” onde não se deve se correm riscos de paternidade..inimPUTAvel.
    Vou deixar de ir às putas!

  6. Para quem tinha dúvidas que este PS não é apenas o PS do Sócrates… Estão todos aí, desde o Mário Soares até ao Jorge Sampaio para apoiar e para defender o Sócrates, sem pudor, nem dúvidas.

    O primeiro partido da República portuguesa perdeu contacto com a realidade.

    O partido da Razão e do Progresso acaba no delírio colectivo e no declínio…

    Quo vadis PS?

  7. “Foi tudo muito rápido, e não teve espaço de manobra”

    Como é que é possível tamanha sonsice. Justificar a sua complacência e responsabilidades perante uma grave crise política como se justifica um acidente de viação.

  8. Envergonhem-se os que em 2005/2006 e durante período eleitoral para as presidenciais tiveram a ousadia ofensiva de abordar a idade de Mário Soares e a capacidade para o cargo.

    Quem dera a Cavaco Silva chegar aos 86 com a capacidade de análise e a sagacidade de Soares.

    Que desgosto ter como presidente alguém que só se mexe quando está em causa o seu bom nome – veja-se BPN e o miserável discurso, que foram dois, no CCB no dia de vitória e que valeu tremendas críticas de Sousa Tavares a João Miguel Tavares (no governo sombra da TSF) passando por Pedro Marques Lopes, tendo estes dois últimos dito que só aquele discurso era motivo de arrependimento para quem nele tivesse votado.

    E assim estava traçado o percurso da nossa Rainha de Inglaterra que só se irrita quando lhe pisam os corgies.

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