7 thoughts on “Insulto”

  1. Salvo raríssimas excepções as notícias dominantes são sempre as que favorecem o governo em particular e a austeridade em geral. Sendo sabido que um dos maiores cancros da democracia em Portugal são os média. Quer devido aos proprietários (que em alguns casos até desconhecemos, não por acaso) quer devido aos muitos jornalistas corruptos que se vendem e que vendem notícias a soldo de quem manipula a agenda mediática. Os portugueses não são estúpidos, nem ignorantes, nem mansos, são é manipulados pela (des)informação. Houvesse jornalismo digno desse nome em Portugal (com a devida vénia ás exepções) e já o país teria rebentado de raiva e indignação há muito.

  2. São os próprios compatriotas (já tenho dúvidas…) – os do Governo – que nos insultam; os funcionários estrangeiros que nos invadem – enxovalham-nos! O pior é que parece que tudo vai bem, a caminho do abismo, sem surgir uma alma (mesmo penada) que nos socorra!

  3. Este governo concorda e gosta do que está a fazer. Divertiu-se à grande, a fazer-nos sofrer. Inebriou-se, com o poder. Entretanto, parece que despertam. E vacilam! Pois receiam o colapso total, que fará com que percam todo o caminho que fizeram de uma só vez.

    Eis uma estorieta já antiga, mas cuja adaptação vem muito a propósito.

    Andava pelo mundo, numa cruzada em busca da fama, um cavaleiro sem domínio mas forte e garboso, de nome Gaspar. Com a audácia dos que nada temem e tudo submetem, vagueou por muitos reinos. Chegou, por fim, às margens de um grande rio, nos confins de uma região assolada por camponeses livres. E logo a sua perícia e argúcia na peleja submeteu os camponeses à servidão. Como agradecimento, propôs-lhe o soberano que ali ficasse; se Gaspar aceitasse, conceder-lhe-ia um largo domínio com terra fértil e água. Porém, como o rei não saberia medir — em hectares (que tal era a moeda daqueles tempos) — o valor de Gaspar, pediu-lhe que caminhasse durante um dia inteiro, desde a alvorada até ao crepúsculo. Que todos os terrenos que ficassem no interior do caminho percorrido passassem a ser seus. Quando o dia acabasse, teria que estar de volta ao ponto de partida. Pois que é facto geometricamente óbvio (tal era a matemática daqueles tempos) que se o homem não fechasse o caminho, não haveria qualquer área delimitada.

    O cavaleiro deixou a sua montada e partiu para a sua missão; e caminhou, caminhou, durante largas horas. Estava o Sol no seu auge mas Gaspar, dominado pela cobiça desmesurada, continuou a afastar-se do ponto de partida. Só quando a tarde já ia avançada se deu conta da situação. Deu meia volta e desatou a correr. Mas, mesmo para um forte cavaleiro, era já completamente impossível regressar. Incapaz de reconhecer a amarga derrota, correu como um louco pelas relvas empapadas de água, pelos montados, evitando as tocas de coelho. O dia encaminhava-se para o fim; o pó castigava-lhe a garganta ressequida e as feridas abertas pelas silvas. Tinha sede. Porém, se parasse para beber, perdia tudo. O Sol, impiedoso, também não ia descansar. Quando o último raio de luz se encondeu, por detrás do horizonte, Gaspar tropeça numa toca de lebre e, desequilibrando-se, colapsa com estrondo.

    No dia seguinte, o rei ordenou aos seus súbditos que procurassem o nobre cavaleiro. Encontraram-no pouco tempo depois, falecido, a poucas centenas de passos do local de partida.

  4. Isto só lá vai com uma grande participação nas manifestações de 2 de Março. E proponho que a de Lisboa acabe na Praça do Município e alguém suba à janela para deitar de lá, réplicas destes Migueis de Vasconcelos que nos desgovernam! Incluam uma réplica do Ulrico! Teria um grande efeito simbólico nesta escumalha!

  5. o governo tem direito a insultar as pessoas na cara; já as pessoas insultarem o governo na cara porque se sentiram insultadas, viola as regras da cidade.
    Há oposição interna neste blogue. Valupi e guida de um lado, Penélope do outro. Por vezes a isabel dos lados que vão calhando.
    Vega, saudades das tuas intervenções lúcidas. Mesmo quando não concordo,percebo a justeza. Estás lá no 365 forte, não é?

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