Inspirar desconfiança

Estava aqui a imaginar uma pessoa qualquer, mais uma vez, a tentar perceber minimamente as propostas e o rumo do maior partido da oposição. Hoje vê-se confrontada com o fim da taxa intermédia do IVA para compensar a fortuna que representa a redução da taxa social única proposta (anúncio de Catroga) – peça fundamental na elaboração do programa do PSD – e com Passos Coelho a negar tal disparate.

Diz que não vai tocar em qualquer taxa, que Catroga é Catroga, mas que quem manda, afirma: – “sou eu”.

7 thoughts on “Inspirar desconfiança”

  1. Imagine-se essa mesma declaração, clarificação, puxar de galões, chame-se o que se quiser à atitude de PPC, feita por Sócrates. O que não faltaria em críticas.

    PPC desautorizou audivelmente Catroga, o homem que lhe escreveu o programa. Mas Catroga não se importará, já que como frisou e refrisou no programa Prós e Contras desta 2ª feira, não é militante do PSD, é independente.

  2. Farense, de facto parece que a divulgação dos rendimentos o inibiu um bocadinho, parece.

    Isto, continua a não haver nada melhor do que provarmos umas pinguinhas do veneno que é costume oferecermos aos adversários.

  3. “… os jornalistas económicos tornaram-se um grupo de lacaios incompetentes cheios de pesporrência e incapazes de pensamento crítico. Permanentemente e sem qualquer objecção, limitam-se a regurgitar as declarações emitidas por aqueles a quem querem ser agradáveis e pelos especuladores do mercado, mesmo quando essa informação é claramente enganosa ou errada. Por conseguinte ou esses jornalistas são tão crédulos ou ingénuos que melhor seria se dedicassem a outra qualquer actividade ou são pessoas que não hesitam em traír conscientemente a sua função jornalística”.

    A frase está entre aspas porque não é de minha autoria. Mas ela traduz tão bem o que infelizmente, hoje, se passa em Portugal, que não resisti a deixá-la aqui. A frase pertence a Stieg Larsson e tanto se pode aplicar a jornalistas económicos propriamente ditos como a certos espécimenes que pomposamente se entitulam Doutores em Economia e de que este nosso Catroga é um magnífico exemplar outros havendo, no entanto, de igual calibre e “sabedoria”.

    Este senhor, no entanto, que diz que a sua brilhante e esclarecedora proposta de descida da Taxa Social em 4% (de imediato aplaudida por Cavaco de quem ao que parece não é mais que o porta-voz) será compensada sem subir o IVA apenas procedendo a um seu arranjo (vá lá saber-se o que isto é!), este senhor, para além das suas brilhantes elucubrações económicas, revelou-se incapaz sequer de respeitar os seus cabelos brancos (as suas cãs como se dizia antigamente) recorrendo ao discurso mais soez e nojento com que um político pode mimosear os seus adversários. Recuso-me a acreditar que os portugueses aceitem ser governados por tal tipo de gente!

  4. Tal qual ANIPER.

    Quando ao “eu não sou do PSD” dito com ar quase enojado no Prós e Contras se junta a gravíssima, rasteira, soez (isso mesmo) comparação entre Sócrates e Hitler, acho que vemos muito do carácter da pessoa em causa.

    É muito interessante atentar na verdadeira máquina de lavar roupa que o factor “tempo” é no nosso país. Diria que o “tempo”, ou o passar dele, é mesmo um electrodoméstico Gaggenau em eficiência. Catroga, que já andou pelo governo, aparece imaculado, competentíssimo, detentor das soluções, todas e mais alguma. Não nos espantemos, já que com Manuela Ferreira Leite sucedeu o mesmo.

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