18 thoughts on “Hoje há uma reportagem na SIC”

  1. Por uma questão de honestidade e de verdade e também no superior interesse da criança, não seria melhor saber sempre quem é o pai biológico?

  2. carlos
    não. sendo 2 mães a família do interesse da criança é a que é de facto essa mesma família: as mães. o materal genético de um dador anónimo é irrelevante. está a cair no erro circular de que só há família normal com pai e mãe. se 2 homens têm o poder parental de um filho, também não tem de interessar saber quem é a mãe biológica. a família é muito mais do que esperma e óvulos.

  3. Imagine então a Isabel que era uma filha assim…
    Imagine agora que está na adolescência, no nosso país, e lhe perguntam quem é o seu pai.
    O que é que a Isabel responde?
    Que o seu pai é a sua mãe?
    Que o seu nascimento não foi fruto de esperma e óvulos?
    Imagine agora, continuando no nosso país, como é que iria ser a sua adolescência depois destas revelações.
    A meu ver todas as mudanças são bem vindas, mas têm de ser acompanhadas com realismo e com o ritmo de desenvolvimento da própria sociedade.

  4. E quem é que decide que duas mães é que é «a família do interesse da criança», é a sra. deputada Moreira? Calma aí que o mundo não começou anteontem, nem sequer começou na ilha de Lesbos. «Erro circular» parece-me o da sra. deputada.
    Diz que a família é muito mais do que esperma e óvulos, mas isso é argumento digno de uma feirante de Carcavelos. Um homem e uma mulher também são muitissimo mais do que esperma e óvulos, não sabia? Pois vá pensando nisso e diga menos disparates.

  5. Imagine que neste país perguntam a esta filha quem são os seus pais? E ela responde que não os conhece. Situação melhor? Não me parece.

    Entretanto, pintam a sociedade deste país com tons exageradamente cinzentos. Digo-lhe, há mais de duas décadas atrás tive um colega de classe que tinha uma mãe lésbica e eu cheguei a frequentar a sua casa. Eu, miúdo da primária, logo me apercebi. Os meus pais também. Problemas? Nenhum. Ah, os meus pais não primavam pelo vanguardismo sexual. Simplesmente é do mais elementar bom-senso respeitar aquela família. E isto, não há processo sociológico que corrompa. Bom senso será sempre bom senso, independentemente dos tempos.

  6. Pode haver filhos adoptivos sem saberem quem é o pai e a mãe, também se faz o mesmo com cachorrinhos.

    Mas pior que isso, é uma mulher ter um filho e esconder à criança quem é o pai.

    Nem que este seja um criminoso ou desclassificado deve ser escondido deliberadamente ao filho.

  7. denuncisate muitissimo bem o preconceito da deputada; “Diz que a família é muito mais do que esperma e óvulos, mas isso é argumento digno de uma feirante de Carcavelos. Um homem e uma mulher também são muitissimo mais do que esperma e óvulos, não sabia? Pois vá pensando nisso e diga menos disparates.”
    Tornaste-te forte candidata ao clube dos comentadores apagados. Quem se mete com a deputada, leva com esse castigo. Regra da casa.

  8. Ó Zé, esta filha pode responder que não conhece os pais, mas já imaginaste que ela pode querer conhecer mesmo o verdadeiro pai? E quem és tu para lhe negar esse direito? E quem é quem para poder decidir em detrimento da própria pessoa?

  9. Deve haver qualquer tipo de confusão, só pode, andam todos à procura do “pai da criança”.

    @Carlos, não sei como conseguiu ler no meu comentário que eu defendia a negação do direito de uma dada criança conhecer o seu pai biológico. Explique-me, e eu respondo.

    é uma mulher ter um filho e esconder à criança quem é o pai

    Bem, se foi uma fertilização in vitro e o esperma proveniente de um Banco de Esperma então é virtualmente impossível conhecer o dito “pai da criança”. Existe um código de confidencialidade entre o dador (de esperma) e o Banco. Quem requer esperma ao banco, apenas conhece as características físicas do dador mas não o seu nome ou localização. É assim, há uma porrada de anos.

  10. Tenho 23 anos e desde pequena que os meus pais (que até nem são as pessoas menos preconceituosas que conheço) me ensinaram que havia meninos na minha sala que não tinham pais ou mães, inclusive a mãe de uma menina faleceu quando tínhamos 7 anos, o pai de um menino fugiu quando ele era bebé e outra vivia só com o irmão e a tia. E ensinaram-me que havia pais que se divorciavam, por várias razões.

    Então eu esperava sempre que os meninos falassem eles dos pais. Não os punha nessa situação. Tinha 6 anos. Os meus pais educavam e eu compreendia.

    Agora a canalha anda aí toda a vida a perguntar pelos pais?

    Além disso, uma criança educada por uma família fora do que é convencional, estará educada e preparada pelos pais ou mães para essas situações.

    O que se calhar falha nesses raciocínios é que os pais, sejam eles quem forem, que educam e introduzem uma criança na sociedade, têm um papel que mais ninguém tem, por exemplo, no combate ao preconceito. Ninguém nasce preconceituoso.

    A questão é que nem toda a gente estará disposta a por de lado o que lhes “faz confusão” para educar os filhos de modo a eles serem pessoas mais abertas e plurais em relação a certos assuntos.

  11. ignatz, parvalhão, foste mesmo censurado porque EU li ontem o teu comentário em que basicamente dizias que “ontem iam abortar a Espanha e agora iam engravidar”. Estou espantado porque nunca aqui pressenti censuras.
    Mas, no melhor pano cai a nódoa. Segue o conselho da patetinha desmiolada que te ajuda na sacristia e repete. Ou estavas bebado e já não tens ideia do que escreveste?

  12. Um pai, fornecedor de esperma por junto e atacado ou entrega ao domicílio, deve conhecer os seus filhos e estes saberem quem é o pai.

    Cachorros é uma coisa, gente é outra.

    Os amigos dos animais que desculpem.

  13. “Ninguém nasce preconceituoso.”

    nascem todos nus, levam com umas fraldas burberry e depois vestem causas fracturantes. haja cachaporra.

  14. um casal de ciganas lésbicas ou mesmo dumas fufas do aleixo irem a espanha engravidar por inseminação artificial é que era reportagem.

  15. eu, naturalmente, não decido nada. a lei avança em função da evolução da sociedade e do saber. no campo da família, a sociedade e o saber já assentaram em que há famílias e não um único modelo de família. está estudado, elas existem, há adultos aos milhares frutos de famílias pai-pai ou mãe-mãe. não estou a inventar nada. estas famílias existem. está tb demonstrado que é do melhor interesse da criança criada por mãe-mãe ou pai-pai que a mesma esteja juridicamente ligada a ambas. basta imginar uma fatalidade do progenitor com o vínculo jurídico. que fazer? por exemplo: a criança é há 10 anos criada por ambos sentindo ambos como pais ou mães. arranca-se a criança daquele/a progenitor de facto??? é esse o melhor interesse da criança?

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