Gente gira

Os colégios católicos estão danados com as novas regras de financiamento do ensino particular e cooperativo. Há várias acções previstas, como “intervenções nos roteiros presidenciais”, contando com o apoio da Igreja.

Diz o porta-voz dos Bispos: “Certamente que todas as acções, dentro do espírito democrático, são oportunas para abrir os olhos à opinião pública e ao Governo para a injustiça que é pôr de lado o ensino público que é prestado por estas escolas privadas.”

Pois.

19 thoughts on “Gente gira”

  1. Quando oiço falar da Igreja catolica,

    o que me ocorre imediatamente

    é a Santa Inquisição, é o Banco Ambrosiano, é a pedofilia

    neste caso,

    com imensas indemnizações pagas pela Santa Madre às respectivas vitimas…

    O resto é a tolerancia democratica para com quem nunca na historia a demonstrou com as suas vitimas…

  2. Sim. Muito oportuno sempre, abrir os olhos à opinião pública para a injustiça flagrante que é estar o contribuinte médio a sustentar um negócio privado com o qual nada lucra e saír-lhe ainda mais caro, imagine-se, do a própria Escola pública onde coloca os seus Filhos. Injustiça que, melhor dito, é um verdadeiro escândalo!

  3. certa razão têm : todos os meninos têm direito a educação gratuita , certo ? logo , os pais dos meninos que preferem esses colégios devem receber a quota que lhes cabia de ensino público , 5200 euros – dizem que é o que custa um aluno público- menos o que podem descontar no irs ( pagam impostos , certo?) para abater na mensalidade do colégio… ainda para mais contribuem para a economia pagando um extra.

  4. Como se nas escolas privadas houvesse ensino privado!! Só nas instalações e mesmo assim nalguns casos, pese embora o balurdio trimestral, os «piquenos» têm a «cafeteria» num contentor….

    Mas gostava muito de saber o que é que as escolas privadas em Portugal oferecem de diferente das públicas. Alguém me explica?

  5. Prezado “eu”, dar a possibilidade a todos de optar e de pagar com Justiça é também exactamente o que eu defendo, mas isso em nada interfere com o facto de ser escandaloso subsidiar as Instituições de Ensino Privado (não as Famílas, note-se) como vinha a ser feito, sem qualquer critério, nem avaliação. E é apenas a isso que este Governo quis pôr termo (e muitíssimo bem). A Igreja Católica, mais uma vez, não fica nada bem neste assunto.

  6. Os beatos da Igreja e os beatos do PS estão bem uns para os outros. É mais o que os une do que aquilo que os separa. Tanto uns como os outros são fundamentalistas e acríticos e seguem sempre a voz do dono.

  7. J, belo exercicio de paracer que se escreve alguma coisa util para a discussao, e no entanto, o que escreves-te vale ZERO

  8. eu: estaria de acordo com retribuir o dinheiro dos impostos que é gasto nas estradas àqueles que “não viajam”? Já agora, retribuir o dinheiro gasto pelo estado no SNS aqueles que se tratam na Suiça? Retribuir o dinheiro gasto nas forças de segurança aqueles que contratam a securitas? Esta de reembolsar os que optam por não utilisar os serviços públicos é um eufemismo para acabr com esses mesmos serviços públicos.

  9. Na maioria das situações ter os filhos nos Colégios é uma opção. É importante saber que muitas famílias mandam os filhos para os Colégios para que estes não “se misturem” com a “ralé” (factos, são factos…) e possam ter melhores (?) condições de aprendizagem nos ditos. Como opção que é, terá de ser assumida. Claro que casos há, em que por inexistência de Escola Pública, ou saturação desta, poderá haver protocolos com essas Empresas (umas do âmbito geral – que pressupõem lucros – outras de ensino cooperativo – embora estas, na maioria do caso só de nome e para “contornar” a lei… como todos mais ou menos sabemos…) e aí, sim, julgo saber que nada se modificará e é justo. Quanto ao resto, os tão propalados e arauto defensores do “mercado” aqui já só querem “mamar” na “teta do Estado”? Quando convém, há por aí muita gente que vende a alma ao diabo!!!

  10. Mas…mas…há tanta ralé em escolinhas privadas. A «demonstração« sexual começa nos intervalos. Expliquem-me lá o que se ensina de diferente nas escolas privadas, se faz favor.

  11. É óbvio que os nossos Bispos (não confundir com os católicos portugueses,vd o franciscano Carreira das Neves) há muito que estão a criar manobras de diversão para que a questão da pedofilia e homossexualidade na Igreja em Portugal não sejam escrutinadas («et pour cause…). Colégios fundados para receber carenciados como os dos Salesianos estão hoje transformados em escolas de elites só acessíveis a filhos de classes economicamente fortes. Os subsídios são bem vindos.

  12. Pedro , essas coisas que diz são diferentes . ninguém é obrigado a tratar-se , ou a andar de carro ou a pé ( ainda que todos , salvo os acamados e tal , acabem por usar as vias públicas , seja a sapato , a carro próprio ou em transportes colectivos. e aposto que todos , todinhos , consomem coisas que são transportadas ) , todos são obrigados a ir à escola.

  13. eu, esse argumento é mesmo de quem se vê apanhado e estrebucha. escolhes então a via da liberdade de escolha como argumento suplementar. podemos ir por aí, no entanto. suponho que concordes que as pessoas que se deslocam para o emprego têm que ‘escolher’ o meio de transporte utilizado. proporias então que fosse ‘devolvida’ a quantia dispendida nos transportes públicos (passes sociais, por exemplo) a todos aqueles que escolham outros meios, incluindo os que vão de carro, de bicicleta ou a pé. ah, mas, dizes, ninguém é obrigado a deslocar-se. podemos, até, optar por não trabalhar, ou ir viver numa tenda à porta do emprego. consistente também com a tua ideia de que ninguém é obrigado a tratar-se, pode até deixar-se morrer. pensaste antes de escreveres?

  14. ai susana partiste do principio que todos querem viver.. pois , se isso fosse verdade a Dignitas não existia.

  15. mas aqui não se discute a eutanásia, discute-se o direito , eu discuto , de pais poderem por seus filhos em escolas diferentes das do ps ou psd. eu andei numa , e meus pais pagaram tudinho , dado nem ser aqui , e tenho pena que nem todos possam contactar com educadores , dá-se o caso de estes terem sido religiosos , mas até podiam nem ser pois religião foi coisa que apareceu muito pouco. apareceram coisas bem diferentes. e olha , tricas de professores foi coisa que nunca ouvi. os alunos eram a cenita mais importante e a sua formação como adultos que encarassem a vida como uma aprendizagem contínua de um ser bom. tão pouca religião apareceu que me sinto à vontade para contrariar a violência de uma romanização e cristianização forçadas sem achar que voui parar ao inferno.

  16. Não me parece nada útil nem pedagógico confundir as coisas. O argumento de “eu” não deve ser abusivamente generalizado para as Polícias, as Estradas, a Sáude e outros que tais, pois que tem uma natureza diferente e, quanto a mim, merece crédito.

    É obrigatório ir à Escola. O Estado deve suprir a procura geral eficazmente. Mas, em nome da Liberdade, deve permitir que os Pais escolham, por vontade própria, o Ensino Privado (que, naturalmente, também tem de cumprir a Lei). E, em nome da Justiça, porque um Aluno a mais no Privado é também um Aluno a menos no Público (sem quaisquer probabilidades ou sofismas), pode e deve subsidiar a Família desse Aluno, na forma de deduções fiscais. Não tem é que ser num montante equivalente ao gasto médio por Aluno do Ensino Público (isso é de muito difícil contabilização, para além de simplista nos princípios), até porque mesmo quem tem os Educandos no Ensino Privado lucra, em termos globais, com a existência de Ensino Público (da mesma forma que, mesmo quem não tem carro nem carta de condução, lucra na prática com a existência de estradas). Mas alguma bonificação deve ser concedida. O que, evidentemente, é distinto de subsídios sem critério às próprias instituições privadas de Ensino, os quais deverão ser reservados para os tais casos em que a oferta pública se revele ainda insificiente. O que, contudo, deve ser tendencialmente anulado.

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