Obrigada, Teresa Caeiro

Ao contrário do que se diz por aí, a tal da BBDO não é uma agência que qualquer pessoa conheça, assim, só de ouvir o nome. Há pessoas ignorantes, como eu.

Não vou perder tempo com a profundíssima questão levantada na SICN por Teresa Caeiro, sobretudo quando sei que essa mesma questão foi levantada para comparar o BPP com o BPN para efeitos de dar um chapadão em Alegre. Queria a “novidade” avançada pela Deputada sob o olhar sôfrego de quem a ouvia ter o efeito de desautorizar Alegre quando este questiona Cavaco acerca de quem comprou as acções que ele vendeu, já que Alegre fez campanha publicitária quando era Deputado (e Vice-Presidente da AR) para o BPP.

Pelo que vejo, já estou a perder muito tempo com isto, já vou em 6 linhas de escrita, salvo erro, mas de facto custa-me ver que se atire à cara de um candidato que ele escreveu um texto sobre dinheiro em 2005, para uma publicação que publicitava o BPP, tendo restituído o dinheiro ganho, assim para dizer ao candidato vê lá se te calas que também tens poeira em casa. Custa-me porque não entendo a analogia entre isto  e, perante uma série de factos naturalmente relevantes em democracia, fazer – ousar!- uma pergunta a um outro candidato que pode ajudar – se respondida – a esclarecer eventuais ligações desagradáveis Cavaco/BPN. Custa-me, isto custa-me, porque não encontro analogia possível nas situações dos candidatos, no sentido de ser possível afirmar assim: ligações Alegre/BPP versus ligações Cavaco/BPN. Não sendo isto possível, só um maluco pode pensar que Alegre está mudo desde ontem, aliás desde 2005, pelo que não pode perguntar nadica de nada a Cavaco sobre o BPN.

Mas eu queria agradecer à Teresa Caeiro porque fiquei a saber que foi a BBDO que fez campanhas maravilhosas, como as que se dedicaram à prevenção da violência doméstica. Não sabia, de facto não sabia, que era esta  agência que fazia coisas tão bem feitas.

Naturalmente, descobri por arrasto rostos criativos da BBDO em 2005. Havia lá gente com esta cara.

 Que homem tão bonito, porra.

7 thoughts on “Obrigada, Teresa Caeiro”

  1. Escrever um texto para publicidade de um produto à altura inócuo, seja qual for o ‘cachet’ não é, parece-me a mim,criticável,muito meno condenável.Onde está a desonestidade?Vergonhosa é a delação,em campanha eleitoral,da apoiante de outro candidato,Teresa Caeiro(que,aliás,nunca primou pela inteligência). São estas atitudes bufonas e pidescas que levam a política aos níveis mais baixos, desacreditando-a.Já a denúncia dos relatos da rádio Argel que poderiam prejudicar muitos dos nossos combatentes me parece que,se verdadeira,seria politicamente extremamente grave.

  2. Não se deve comparar o que não é comparável! Parece que Cavaco vendeu as acções , não cotadas em bolsa, ao BPN e que ganhou 140% com esse negócio o que significa que contribuiu para a derrocada do dito Banco e foi cúmplice da maior fraude financeira de que há memória neste país (um buraco de 5.000 milhões de euros). Este Cavaco é um sonso insuportável . Além de sonso é uma criatura cruel. Hoje soubemos que vetou a lei que facilita a mudança de sexo e alteração de identificação dos que têm a infelicidade de nascer em ‘corpo errado’!

  3. Teresa Caeiro perdeu uma oportunidade para estar calada. Que tem a ver uma coisa com a outra? A estória já foi entretanto devidamente esclarecida por Manuel Alegre.
    Aliás, quem tem vindo a defender Cavaco ultimamente ou diz asneiras ou falou para não estar calado.
    Vejamos. Secção asneira:
    i) Jardim – Que não sei quê, a bolsa estava em alta na altura e Cavaco conhecia-se bem nesses meios, etc. Isto quando sabe, ou devia saber, que a empresa nem estava cotada em bolsa.
    ii) Lobo Xavier – Que isto é um esquema dos socialistas para manter o BPN como matéria politizável.
    Secção «Falar para não estar calado»: Miguel Macedo – Que o professor Cavaco é honesto, volta a ser honesto, ah, e também é muito honesto, como todos os portugueses sabem.
    Outras variantes incluem a já esperada acusação de jogo sujo .
    Se não há por lá ninguém melhorzinho, que tal o próprio explicar-se?

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