Das gorduras do Estado, sem demagogia

Não sou economista, não sou dada a finanças, mas penso saber ler, saber ouvir e, sobretudo, sei o que significa o resultado de um esforço enorme, começado em 1975.
Nesse tempo, tempo atribulado, tempo cansado de quase 50 anos de contas equilibradas em cima da miséria, da exclusão, da pobreza, da desigualdade – tão úteis à manutenção de um regime moralista, repressivo, com técnica apurada de propagação do medo – começou a construir-se um modelo de Estado social, de inspiração europeia, esse modelo com pais ideológicos socialistas democráticos e democrata-cristãos.
Com o tempo, um tempo cada vez mais em paz com os seus, o modelo aperfeiçou-se, e a beleza da coisa estava no consenso em torno da ideia que suporta um conjunto de funções básicas do Estado e um conjunto de direitos sociais: na desigualdade, na pobreza, somos todos escravos.
É por isso que liberdade e iguladade são duas faces de uma moeda. Não há liberdade na subjugação, na privação, na impossibildade de aceder aos melhores cuidados médicos que o Estado tem para oferecer, na impossibilidade de garantir o acesso à escola pública das crianças e dos jovens e por aí fora.
Estes direitos, decorrentes de funções do Estado, são de todos. Mesmo quem tem possibilidades de pagar uma intervenção num hospital privado, porque tem seguro, por exemplo, tem o direito de aceder aos melhores cuidados médicos do SNS. Não por acaso o IRS tem escalões diferentes, pelo que mesmo quem mais tem recebe o retorno dos impostos que pagou.
A não ser assim, imagine-se o que se passa noutros países, em que não há um serviço nacional de saúde tendencialmente gratuito, e verificamos números assustadores de famílias a falirem, a cairem na miséria, porque não têm seguro ou, mais grave, tendo seguro, perante uma doença grave, a seguradora encontra um fundamento para não cobrir as despesas.
Não é um desses o nosso país.
Que bom que não é. E que cansaço ler alguns ou a ditarem a morte do Estado social ou a acusarem quem o defende de ser imobilista.
Não somos imobilistas. A Constituição dá margem ao legislador para fazer políticas sociais várias. Repito mais uma vez que desde o 25 de Abril o TC nunca inconstitucionalizou uma política pública de direita, excepto a ideia espectacular de Paulo Portas de excluir do então RMG todos os que tivessem entre 18 e 25 anos, assim, de um dia parao outro. Foi caso único.
De resto, claro que se pode pensar em novas medidas ou políticas sociais em função dos recursos disponíveis (veja-se a criação de taxas moderadoras).
Agora, custa muito, mas muito, ler o compromisso com a Troika, ler o documento de Vítor Gaspar, e constatar que a obsessão da direita não é evitar a recessão, o desemprego, mais sacrifícios a quem já não pode mais, mas é antes ir além da Troika, três vezes além só no IVA, flexibilizar e flexibilizar o mercado de trabalho, omitindo que os Estados onde essa flexibilização é mais acentuada estão com os mesmos problemas de desemprego, de não crescimento, etc, e ter por gorduras do Estado aquilo que eu pensava serem funções do Estado.
Qual é a beleza da coisa?

35 thoughts on “Das gorduras do Estado, sem demagogia”

  1. A mim também me custa muito, mas muito, ler o Gaspar e ficar com forças para lê-la a você. Problema de reumático, como de costume.

  2. Portas é mestre em excluir. Não foi ele (e Nossa Senhora de Fátima) que conseguiu, fazendo muita força, excluir da costa portuguesa a maré negra do Prestige? Eu não vi depois as cuecas do rapaz, mas lá que o petróleo se ficou pela Galiza, ficou.

  3. flexibiliza o governo? aumenta o iva? confesso ter visto também esse programa entre 2005 e 2011, só que á semelhança dos gato fedorento que trocaram a rtp entre a sic, para fazer o mesmo, o programa trocou de realizador(do ps pelo psd). Mais dose menos dose não constitui alternativa

  4. É uma questão de prioridades: para se formar em 10 semanas, 11 grupos de “estudo” não se percebe bem do quê, extra o enxame de assessores de cada ministério, em recordes inimagináveis, porque não divulgam todas as nomeações, ao contrário do prometido, ter-se-á que, em compensação, privar os cidadãos que precisam de órgãos para sobreviver, do respectivo transplante.
    Provavelmente esta conclusão de que devemos deixá-los morrer terá saído de um dos tais 11 grupos de estudo, em que cada elemento ganha 7.700 euros mensais…

  5. edie outro filme já visto. A politica em portugal, não passa de um mero circulo vicioso, ou uma espiral, em que vira-se o disco mas a música com umas nuances diferentes, soa sempre a mais do mesmo.

  6. ( e não há beleza nenhuma, já, isabel, não há sonho, apenas alguns desgraçados que se tentam consolar defendendo que se hoje fosse Sócrates, fazia igual, não se percebendo porque não fez antes…e esquecendo que o próprio FMI já avisou que o governo está a ir longe demais, muito além do acordo…enfim, consolos que os patos, como diz o Vega, arranjam para si próprios…)

  7. Ah, pat…er. Já viste este filme? Diz lá quando?
    O último filme que eu vi sobre o assunto é que Portugal era referência mundial neste tipo de assistência vital (é mesmo de vida ou morte).

  8. edie ir longe demais? para os blogs de direita estarem descontentes,é porque isso do longe demais não ser bem assim como dizem
    E voce não percebe mas percebo eu e explico-lhe já! porque não estava aqui o fmi para impor as medidas. E mesmo assim não sei se nós por essa via dos pecs iriamos aguentar, tendo em conta a taxa de juro ruinosa que estavamos a pagar e o caminho recessivo que estariamos a seguir. Socrates podia ter apostado noutra politica menos austeritária mas não aproveitou a oportunidade de ter coragem com aqueles que mereciam que ele tivesse

  9. er, primeiro tem de se explicar melhor em português, e depois falamos. Para quem sabe tanta coisa, é uma pena que se perca tal sabedoria.

    Um conselho, no entanto, se conseguir, viva no presente e não no passado, por muito que o primeiro lhe pareça muito mais doloroso que o segundo.
    Mas que raio de esquizofrenia esta de virem os patos com saudades do Sócrates…

    :)))
    http://www.youtube.com/watch?v=jtLrbb33ixY

  10. olhe edie.. só sei que um aumentou impostos e o outro está a ir pelo mesmo caminho. Concordo que não corta nas gorduras do estado, mas aumenta impostos á semelhança do que sócrates fez, em que prometeu em 2005 não aumentar impostos
    Eu sei muito bem o que se tem de fazer:cortar gorduras e taxar as grandes fortunas, em vez de se aumentar o iva como sempre.
    Sou critico deste governo, mas com todo o respeito não vejo grandes diferenças em relação á politica de sócrates. Aceito que este governo esteja a dar mais e mais dolorosa pancada, mas o que eu prefiro é pancada nenhuma. E a unica coisa que socrates fez foi dar menos pancada.
    Eu vivo sempre no presente, mas parece-me que existem uns que não teem legitimidade nenhuma para criticar. Sobretudo se nao teem solucoes. Fique voce com as saudades.

  11. Ora aqui está um curso ultra-rápido de Estado social, oferta da Isabel. Este é um trabalho de instrução da maior importância para todas as gerações.

  12. Se entre levar menos porrada e levar mais porrada alguém não consegue descortinar uma diferença então só merece toda a porrada que levar ao longo da vida :p

  13. gato vadio e aqueles que não diferenciam não levar porrada e levar porrada, seja muita ou pouca, e aqueles que não percebem a diferença entre os mesmo de sempre(classes baixas) levarem porradas e parar de mimar os americos amorins deste pais, deviam ir dar uma grandessistima volta ao bilhar grande ,e levar umas mocadas de rio maior para s endireitarem.

  14. Não existe o conceito de não levar porrada para a classe media e baixa de qualquer pais do mundo. É uma utopia, assim como o comunismo e outros ismos que tais. Enquanto o ser humano existir haverá sempre quem dê porrada e quem leve. O segredo está na dose .

  15. Esse discurso de que é tudo a mesma treta e da cegueira perante as diferenças, é aquele que leva a que ninguém se mexa,lá está, ” porque é tudo a mesma treta” . E se achas que o Bloco é que nos safa disto (tendo sido um aliado fortíssimo da direita) e não distingues o cu das calças, claro que mereces toda a porrada que pela frente vier. O pior é que os outros também levam, à conta dessa estúpida ideia.

    (Pelo teu olhar, idêntico aos dos pacifistas e “neutristas” no período da 2ª guerra mundial, defendendo que, sendo tudo a mesma treta, devíamos ficar quietos e não declarar guerra aos nazis alemães, vê onde teríamos ido parar. Que semelhança entre estes extremos idológicos, não?)

  16. E mais, er, ainda não disse nada sobre a aprovação de acabar com a nossa referência com projecção internacional em salvar vidas através de transpalantes de órgãos;sobre o facto de ter os dias contados – literalmente os dias contados, para os doentes que vão ser deixados a morrer por decreto ministerial. Isso também é tudo a mesma treta?

    Saudações. Acredito que apesar de você, e de outros como você….
    http://www.youtube.com/watch?v=1ZNNUU_AbXs&feature=related

  17. gato vadio, engraçado: não conheço isso na holanda, nem na escandinávia, nem na australia e demais paises desenvolvidos.
    Edie: comeco pela ultimo comentario, não concordo, mas proponho o seguinte: explique-me o que faria neste momento o ps para resolver a situacao economica.Eu sei que este governo está errado, mas falta-me alguem mostrar que outros estão certos.
    E 1ºcomentario: se querias que o be e o pcc aporvasem o PEC IV, entao negociassem as medidas com eles, percebes? o ps tem que ser o ps, tem que ser o partido de olof palme e de brandt, não o psd light.
    Eu não consigo perceber diferenças fundamerntais em politica economica.Se dizes ques estou cego, então diz-me. em relação ao que é que estou cego? ambos aumentaram o iva, fecharam maternidades e hospitais.A falta de legitimidade, edie, a falta de legitimidade

  18. A unica coisa qu estou de acordo, é na recusa do tal pacifismo, porque de resto em termos economicos, o que diz o bloco está de acordo com economistas prestigiados como roubini e keynes.Podes gozar com eles, mas quando daqui a 2 anos esitvermos de rastos á conta de pecs e memorandos eu quero ver quem tem coragem para gozar com o bloco.Porque neste pais, quando se acorda para a realidade é tarde sempre

  19. O PEC IV foi chumbado pelo BE, dando carta verde À brutalidade da intervenção da troika e da ultra brutalidade do governo PSD . Não digam que não foram avisados. O Sócrates gastou todo o seu latim a avisar. Tinha sido muito melhor para todos, para a Europa e para Portugal em concreto. Mas claro que se o BE não está de acordo, que se lixem os interesses do povo.
    E respondendo: neste momento, o governo PS estaria a aplicar o acordo PEC, e teríamos evitado os as centenas de milhões de prejuízo em subidas das taxas da dívida , provocados pelo chumbo acima referido e pela crise política que não serviu a ninguém, a não ser aos sedentos de poder que agora nos fodem e aos pahaços que os apoiam. Volto a fisr: há ais oposiçao no PSD que no BE, neste momento. Pergunto: se é tudo a mesma treta, porque é ue antes se movimentaram histericamente, e agora estão em estado catatónico, para não dizer colaboracionista?

    Os PSDs que aqui criticavam no aspirina, calaram-se,, é patético que venha um BE defendê-los só por caiusa da lei da da concorrência à esquerda.Tenha vergonha na cara. Isto custa-me (nos) muito caro.

  20. Pois é edie, era evitar a ultra brutalidade pela brutalidade. o ps diz mata e o psd esfola.É tudo porradaaaaaa, é trocar o alien pelo predador, ou o freddy krueger pelo jason voorhees.Estariamos a pagar mais aumentos de impostos, mais cortes sociais, e duvido muito que evitassemos o fmi, mesmo que fizessemos o pec XX.Voces fizeram foi fita com o pec IV, porque se quisessem que fosse aprovado, voces tinham negociado.
    Gostei do teixeira dos santos, ter dito que se chegassemos ao 7 por cento chamava o fmi.
    Oh edie, colaboracionismo be? Mas quem é que aprovou os inumeros pec e o orçamento? o psd,no ultimo ano ajudou-vos muito , ao abster-se na votacao das medidas, e depois o bloco é que e colaboracionista?

  21. Eu também adorei o barulho e as criticas violentas feitas em todo o verão pelo ps, por seguro. Ouvi o barulho ensurcedor do silencio, e do desaparecimento em combate.

  22. “Estariamos a pagar mais aumentos de impostos, mais cortes sociais, e duvido muito que evitassemos o fmi, mesmo que fizessemos o pec XX”

    Ah, pronto, se estaríamos, é que já nem se discute….depois, se o er não se importar, há-de emprestar-me a sua bola de cristal e desde já lembro que está a decorrer o festival em vilar de perdizes, ou lá como se chama aquilo.

    (o que se inventa para tranquilizar a consciência, não é?)

    (mas não esquecer da letra do chico. lá atrás, “vou cobrar com juros, juro”.)

  23. Acho que o Er tem razão quanto ao fundo da questão, Edie, mas realmente também não perco-me sempre no fundo da questão. Apesar de você, claro. O mais triste de tudo é não conseguirmos dar solução, mesmo sendo Portugal dos maiores produtores mundiais de lítio…

    no mínimo devia dar revolução nas pilhas do coelho, mas sei lá para onde lhe dá?

  24. humm edie.. fazemos assim: voce diz que medidas estariam no PEC IV e o que é que a Edie esperava dai em diante que acontecesse a portugal. Ou a edie vai-me dizer, que embora com menos violencia, não iria também cortes e aumentos de impostos?
    Se a Edie fosse do governo o que é que a edie faria?

  25. e diga-me uma coisa mais: esses pecs iam sendo aprovados até que acontecimento futuro? Não colocaria em risco a economia?

  26. er, afirmou que não tinha dúvidas de que com a solução do PEC IV, sem a subsequente crise política, que tantos milhões nos custou, “Estariamos a pagar mais aumentos de impostos, mais cortes sociais, e duvido muito que evitassemos o fmi, mesmo que fizessemos o pec XX”.

    Agora, pergunta-me:” Ou a edie vai-me dizer, que embora com menos violencia, não iria também cortes e aumentos de impostos?”

    É essa a questão:primeiro diz-me que tem a certeza de que seria mais violento, agora, pergunta-me se eu quis dizer que não haveria impostos e cortes…”

    Tenha dó.

    Por outro lado, que eu saiba a aprovação dos PECs não constituem, por si, um risco para a economia. Vários países os têm e não me parece que o risco venha daí.

    A questão da violência, como diz, é que é muito pertinente, porque pode ser contraproducente e levar a efeitos indesejados como uma uma ultrarecessão, para a qual o FMI já avisou (assim como quem diz: “não queiram ser mais papistas que o papa, que é capaz de dar merda”).

  27. alef,
    por onde andas? Já voltasti?
    Pois por cá está tudo muito doente, as depressões aumentam, o consumo dos pirolitos que servem de antídoto, também, mas realmente, sem solução à vista para o aproveitamento do nosso enorme manancial de lítio.
    Parafraseando um caro amigo:

    “Aqui na terra tão jogando futebol (…)
    Uns dias chove, noutros dias bate sol

    … Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
    É pirueta pra cavar o ganha-pão
    Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
    E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
    Ninguém segura esse rojão
    Muita careta pra engolir a transação
    E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
    E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
    Ninguém segura esse rojão
    A Marieta (m/nota: não é a do jcf)manda um beijo para os seus
    Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
    O Francis aproveita pra também mandar lembranças
    A todo o pessoal
    Adeus

  28. Felizmente não sou político, e por isso consigo falar como uma pessoa normal. Por pessoa normal, entendo aquela que consegue dizer o que pensa, e não o que os outros querem que diga em função do seu próprio pensamento. Se cortes na despesa implicam cortes em pessoas (pessoas mesmo, tachos, boys, colaboradores, whatever), é óbvio que o peso nas contas da receita tem de ser acentuado. É assim tão difícil de entender? O PS nunca conseguiu – nem quis verdadeiramente – cortar nas gorduras do Estado. A máquina do Estado está como está depois da governação socialista (que só foi socialista em algumas coisas, verdade seja dita). E vai piorar com outro partido do centrão (ups, agora parecia o Paulo Portas, antes da conversão). Os cortes na despesa vão piorar o funcionamento do país, não haja ilusões quanto a isso. Nem a Isabel Moreira, nem o Vítor Gaspar frequentam as urgências públicas, e por isso os dois acenam à ideia de termos “um dos melhores SNS do mundo” (sempre gostava de ver o estudo que deu origem a esta maravilhosa asserção). O que eles não sabem, é que neste “exemplo a seguir”, os doentes são despidos nas urgências em frente a todos os outros que aguardam, sem qualquer privacidade. A Isabel, de quem eu gosto e que respeito, devia aqui também argumentar qualquer coisa constitucional. Não temos direito à preservação da nossa imagem, da nossa intimidade? Ou no hospital é tudo diferente? Silêncio ensurdecedor. Pois, é a tal frontalidade política, absolutamente depende da ocasião.

  29. Charles, nem me vou dar ao trabalho de procurar estudos. Olhe à sua volta. Veja a diferença de alturas entre as gerações mais antigas e as mais novas. Veja a redução drástica da mortalidade infantil. Veja o aumento da esperança média de vida.

    Já agora, em que estudo se baseou você para escrever tais asneiras? A que gente anda você a dar ouvidos?

    Foi despido em público? E não apresentou queixa? Se calhar não, pois isso não me surpreenderia em quem se deixa influenciar tão facilmente…

  30. Oh Hakeem, você é muito especial, mas não percebe boi de saúde. Se percebesse, saberia certamente que a mortalidade e a morbilidade são indicadores clássicos de saúde, que foram sendo progressivamente substituídos ao longo das últimas décadas, nos países desenvolvidos, por outros mais complexos, como por exemplo a qualidade de vida. Portanto, não se dê ares de entendido em áreas em que notoriamente não dá uma para a caixa. E o seu comentário denota bem a despreocupação do seu sentido cívico: acha que se fosse eu a ser despido em público (eu, que porventura tenho 10 vezes mais estudos que Hakeem), não saberia mobilizar recursos e recorrer a procedimentos adequados para responder à situação? Há uma diferença: não fui eu a ser despido em público, nem foi o único caso que eu observei. Agora vá dizer a pessoas analfabetas, a idosos, a casos demenciados ou com atraso intelectual, a adolescentes, ou a gente simplória para pedir o livro de reclamações. A sua resposta é tão idiota, que me surpreende a paciência que a minha inteligência teve para lhe responder. Último ponto: aquela boquinha fácil (“Se calhar não, pois isso não me surpreenderia em quem se deixa influenciar tão facilmente…”), sem ponto para se basear, denota bem o baixismo da dua argumentação. Você ou é idiota, ou é gaja, ou é as duas coisas.

  31. O quê? Então vai avisar a ONU que ainda usa esses indicadores para calcular o Índice de Desenvolvimento Humano. Se os teus estudos são assim tão superiores aos meus certamente vão dar ouvidos a um Doutor Honoris Causa…

    Quanto ao nível, deixo que toda a gente avalie. Eu nunca vi ninguém a ser despido numa urgência excepto em casos de extrema necessidade (e nunca totalmente!), nem deixaria que tal insensibilidade humana se passasse. Existe realmente uma diferença de nível muito grande entre nós os dois, ó “gaja ou idiota”.

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