11 thoughts on ““Argumentos desesperados””

  1. A palavra DADA, fica-nos gratuita, se for VENDIDA custa-nos algo.
    E uma ou outra podem ser devolvidas?
    Aí seria o divórcio … ai a porra!

  2. “Trair o seu programa e servir de bengala à austeridade rejeitada por 58% dos votos dos portugueses?”

    “We will stay on the path of fiscal consolidation,”
    “It’s not the direction we challenge, but the speed of travel.”
    Mário Centeno (http://www.ft.com/cms/s/0/0dc91372-87bc-11e5-90de-f44762bf9896.html#axzz3rBqXRokg)

    Se o programa do PS, mesmo já depois de condicionado pelas negociações com PCP e BE, mantém a direção (rumo) do governo anterior , então não me parece que isso signifique acabar com a austeridade. Ou seja, se se trata apenas de mudar a velocidade, parece-me que isso seria facilmente negociado com o PSD. Muito mais fácil do que negociar com PCP e BE que pretendem uma mudança efectiva de direção (rumo).

  3. Quem não se lembra do PCI e PCF que durante muitos anos ao serviço do marxismo-leninismo lixaram a França e a Itália e atrasaram esses países em relação à Alemanha e Inglaterra?~

    Pois este PCP e sua CGTP têm o mesmo comportamento depois de tantos anosapós Praga e após Muro.

    Porra para estes dinossauros.

    Nem o flic-flac do Costa os vai embalsamar

  4. anónimo,a esquerda mudou.não me diga qye não reparou? em condiçoes normais é com a esquerda que o ps mais deve dialogar.a direita faz o mesmo com o cds.tudo normal .

  5. “em condiçoes normais é com a esquerda que o ps mais deve dialogar.a direita faz o mesmo com o cds.tudo normal”

    Cara fifi,
    Em condições normais os partidos devem privilegiar o diálogo com os partidos que apresentem maior proximidade de objectivos. No caso em concreto que aponto, se o objectivo do PS era manter a direção mudando a velocidade, seria natural que negociasse com quem partilha a direção (negociando a velocidade), do que com quem não partilha a direção (neste caso a velocidade é irrelevante).

  6. “onde estavas tu caro anónimo há quatro anos atrás?”

    O que aconteceu há 4 anos, aconteceu no contexto de há 4 anos. Não concordando ou discordando do que aconteceu há 4 anos, não acho que faça sentido evocar o que aconteceu num ciclo político passado para analisar este novo ciclo. Esse é aliás um dos principais erros da direita, que continuam a evocar 1974 para analisar o novo ciclo político. Essa é a principal vantagem deste novo ciclo: a esquerda ultrapassou finalmente, após 40 anos, o que aconteceu em 1974. Estas duas últimas frases não deixam portanto de ser paradoxais.

    No fundo, a sua frase ilustra um problema do contexto socio-político actual: parece que deixou de haver ciclos políticos, onde os protagonistas do ciclo anterior saem de cena dando lugar a novos protagonistas, que por sua vez não são “assombrados” por acontecimentos, promessas e afirmações feitas nos ciclos anteriores. Infelizmente, a Internet (por exemplo) não está a permitir este “esquecimento”, criando uma memória perene constantemente trazida à colação para analisar o novo ciclo. Sem a possibilidade de “esquecimento” e renovação dos protagonistas, de fecho de um ciclo e de um contexto após as eleições, a discussão do ciclo anterior prolonga-se e agudiza-se, polariza-se eternamente. Não há possibilidade de recuo (sem perder a face), de alteração de posições num novo contexto.
    A título de exemplo (sem qualquer acrimónia), imagine-se o que acontecerá se e quando o novo governo PS entrar em rotura com o PCP ou o BE: a manter-se a rotura entre o PS, o PSD e o CDS significa isso que não haverá qualquer possibilidade futura de entendimentos? Para sempre? Tal como aconteceu no passado, num determinado momento alguém terá de esquecer o passado, caso contrário o acumular inevitável de roturas entre partidos levará a uma fragmentação e isolamento que tornará impossível constituir um governo.

  7. “onde estavas tu caro anónimo há quatro anos atrás?”

    Ainda a propósito desta frase e do meu comentário anterior.

    Há efectivamente quem, no PS e no PSD, utilize a fórmula “com este PS/PSD não é possível entendimentos”. Esta fórmula discursiva parece remeter precisamente para a ideia de que os partidos políticos mudam de protagonistas, e que essa mudança permite “enterrar machados de guerras anteriores”, terminar ciclos políticos, não criando uma incompatibilidade eterna (ou que dure 40 anos como aconteceu com PCP e PS).
    Mas será que é isto que vai acontecer? Começo a duvidar. Desde logo porque terminou um ciclo político em que houve eleições, o governo passou para a oposição e a oposição para o governo e nenhum protagonista político principal mudou ou sequer perdeu legitimidade dentro do partido! Se não é inédito, parece. Mas mesmo que algum dos protagonistas tivesse mudado, tenho dúvidas que o relacionamento entre PS e PSD (que estou a utilizar apenas com exemplo para explicar o meu raciocínio, podiam ser outros) mudasse significativamente. Mas não é só.
    Políticos como Assis (no PS) ou eventualmente Rui Rio (no PSD, menos) que defendem posições que poderiam ser utilizadas no futuro para reconstruir relações, são não só ostracizados mas “demolidos” na esfera pública.
    Ao contrário do que aconteceu em ciclos anteriores, em que Guterres, Durão Barroso ou Santana Lopes se afastaram definitivamente no fim do seu ciclo político, já com Sócrates isso não aconteceu: Sócrates ainda hoje está presente, ou seja, o seu ciclo político ainda não se fechou e deixou de influenciar significativamente dois ciclos políticos depois. Isto independentemente de se poder discutir porquê, é algo que me parece novo. E que resulta fundamentalmente da impossibilidade de “esquecer”, ou pelo menos relativizar, o que aconteceu em ciclos políticos anteriores. E nesse sentido a internet e as redes sociais parecem-me ter um papel crucial (negativo).

  8. ah… esquecia-me do principal. o que é que o gajo faz se não lhe derem garantias, desloca-se ou entra em greve? bora lá botar na constituição que o estado tem de cobrir o risco dos investimentos privados.

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