24 de Fevereiro de 2012 – a “consciência” que assolou o Parlamento

Decorreu no dia 14 na Assembleia da República a discussão e a votação dos projetos-lei do Bloco de Esquerda e do Partido Ecologista “Os Verdes” sobre o alargamento da possibilidade de adoção a casais do mesmo sexo. Foi também votado o projeto do BE que previa a alteração do Código do Registo Civil de forma a acolher a possibilidade de uma criança ser registada com dois pais ou duas mães. Pela segunda vez este ano, o Parlamento votou a favor da discriminação.
Como parlamentar, tenho vergonha desse dia. A casa da democracia, no debate mais pobre a que assisti nos últimos tempos, invocou a “consciência” para que cada Deputado, exceto os proponentes, votassem livres como passarinhos.
Consciência? Do quê?
A possibilidade de adoção por casais do mesmo sexo permitida em muitos mais países e estados do que o CPMS é uma questão que a democracia devolve à “consciência”? Da minha consciência faz parte um leque de coisas, como uma fronteira entre o moralmente aceitável e o seu inverso, não faz, não lhe pertence certamente, o fim de uma discriminação fundada no preconceito e na ignorância.
Todos os Deputados sabem que há famílias homoparentais, todos os Deputados sabem da agonia de essas famílias não terem por parte da lei uma proteção da criança idêntica à das famílias em que há um pai e uma mãe, todos os Deputados receberam estudos que já cansam de barbados favoráveis à admissão da adopção por casais do mesmo sexo.
Por quê? É bom para o tão exclamado interesse da criança quer quando a família já existe de facto quer quando se coloca a abertura de mais candidatos à desinstitucionalização de crianças.
Consciência? Talvez do preconceito e da ignorância, impedindo a proteção das crianças e a adoção, naturalmente avaliada caso a caso (havia quem não soubesse isso).
Consciência? Dizia-se no debate que “só está em causa o interesse superior da criança”, não há um “direito a adotar”.
E se fossem passear os neurónios?
Sim, no processo de adoção tem-se em conta o superior interesse da criança, mas também, até porque o adensa, a vontade inabalável de quem quer adotar. E por isso sim, há um direito a ser-se candidato à adoção, e por haver esse direito, essa vontade, esse desejo de fazer alguém feliz e nessa felicidade a sua, o interesse da criança sai beneficiado, pelo que a lógica é circular.
Que vergonha saber que tenho um direito que para mal de tantas crianças e de tantos casais faz parte de um condomínio, por causa da “consciência”.
Vamos ver quantas questões de direitos fundamentais serão catalogadas como sendo de consciência.

53 thoughts on “24 de Fevereiro de 2012 – a “consciência” que assolou o Parlamento”

  1. destroce nada. Prefiro dar o meu dinheiro de contribuinte para deputados como a aisabel do que para broncos reacionaróides do psd, que defendem a supremacia de modelos de família que nem eles têm, deus me livre.

  2. Não é “consciência do quê”, é consciência de QUEM. Neste caso, das pessoas que receberam do povo soberano um mandato representativo. Em democracia essa consciência é a base do sistema. O abastardamento pode estar é na chamada disciplina de voto, no voto contra a consciência dos deputados. O abastardamento está na consagração da desconfiança em relação à consciência de cada deputado.

    Então a Isabel queria que a direcção do grupo parlamentar (quiçá do Partido) em cuja bancada se senta, adoptasse por decisão de um iluminado qualquer uma posição unânime que fosse contra o que a maioria pensa, a maioria dos seus colegas deputados, a maioria dos eleitores desse partido, a grande maioria dos portugueses em sucessiva sondagens?

    Diz a Constituição, a que você à vezes se refere, que os pais e as mães têm uma acção insubstituível em relação aos filhos, que a paternidade e a maternidade constituem valores sociais eminentes e que as crianças têm direito à protecção da sociedade e do Estado, com vista ao seu desenvolvimento integral. A Constituição não se refere directamente à adopção, mas os princípios atrás citados servem por analogia para ajuizar constitucionalmente sobre ela.

    Como é que casais de homens ou de mulheres asseguram a INSUBSTITUÍVEL ACÇÃO DOS PAIS E DAS MÃES em relação aos filhos? Como é que esses tais casais, que ou são exclusivamente paternais ou são exclusivamente maternais, asseguram o DESENVOLVIMENTO INTEGRAL da criança?

    É precisa muita insensibilidade para impor tal quadro familiar a um ser indefeso e inconsciente que vai depois ter de lidar toda a vida com essa circunstância, que se pode revelar um grande problema para o seu equilíbrio psíquico, sociabilidade harmoniosa e desenvolvimento da personalidade – um problema levianamente criado pelos seus pais ou mães que se acham proprietários dos interesses dos filhos.

    Discriminação? Então também considera discriminação o facto de um homem ou uma mulher não poder ter vários maridos ou várias mulheres? O casamento monogâmico imposto pelas leis também é discriminatório para si? Se não é, explique-me lá porquê, que eu a seguir quero-lhe perguntar porque é que as crianças não podem ser adoptadas por três ou quatro pais, em lugar de dois.

  3. Júlio,
    “Como é que casais de homens ou de mulheres asseguram a INSUBSTITUÍVEL ACÇÃO DOS PAIS E DAS MÃES em relação aos filhos? Como é que esses tais casais, que ou são exclusivamente paternais ou são exclusivamente maternais, asseguram o DESENVOLVIMENTO INTEGRAL da criança?”
    Umas vezes melhor, outras vezes pior , outras vezes nem se consegue ver a diferença de outros casais “normais”.

    A maior parte de casos de má, péssima,inadmissível parentalidade que conheço vem de casais heterossexuais bué disfuncionais… Não é critério que se apresente, mas tendo em conta que a maioria dos deputados é uma cambada de brutos, faz sentido.

  4. bom esforço júlio, mas o vedetismo é imune à razão e se contrarias muito vira joana d’arc, só lá vai pelo achincalhamento. topa-me esta intervenção paralamentar & o gozo da situação.

    http://www.youtube.com/watch?v=1sMYrllpoF4

    era só pra dizer que estava drógada com drogas lícitas, acho que implode até ao fim da legislatura e vai asilar como independente no tijolo d’esquerda

  5. “A maior parte de casos de má, péssima,inadmissível parentalidade que conheço vem de casais heterossexuais bué disfuncionais…”

    claro, os outros não existem oficialmente nas estatísticas. descobriste a pólvora, só te falta o rastilho e o forfo, com uma overdose de nirvana chegas lá.

  6. não existem nas estatísticas, mas existem(não conheces???)…e se te reges só pelo que dizem as estatísticas, nunca chegarás ao nirvana…pobrecito.

    bom, de pérolas a porcos chega por hoje…again:goodnight, sleep tight. Over.

  7. não, não aprecio o género, nem faz o meu género. solidariedade… ah bem alembrado, coisa que os independentes não se sentem obrigados e eu tamém pois pelos motivos há vista. vai por mim q’eu não t’ingano, letra do próprio e música do meu mano e se não estiveres d’acordo escusas de amandar palmers… palmiers ou lá que porra era aquela.

  8. esta gaja tamém anda a sniffar moreiritas. quais estatísticas? estás a desconversar sobre o quê? essa das perlas quase me convenceu a comprar um fato de porco.

  9. Edie, como já há muitos problemas com as famílias, bora lá criar mais um. É isso? Você deve conhecer montes de casais do mesmo sexo e com filhos, adoptados ou não, para poder fazer essas comparações. Eu acho que só vi disso uma vez num filme e uma das mães era biológica. Sofismas não faltam na sua argumentação. Até parece que os casais são disfuncionais porque são heterossexuais. Tem graça, os outros não andam sempre à chapada? O facto de se exigir que as pessoas saibam ler e escrever não garante que não sejam ladrões ou assassinos. Como hoje em Portugal a maioria dos ladrões e dos assassinos sabe ler e escrever, conclui o quê? Que a literacia leva ao crime?

  10. obrigada a todos os que tiveram sentido de humor com a minha invocação em pré-desmaio de drogadona em drogas lícitas após cirurgia na véspera. foi de facto hilariante. mas o chumbo da adoção não foi. e não. não é uma questão de consciência. é uma questão de inteligência. todas as questões de direitos fundamentais o são.

  11. Júlio,

    que raciocínio mais descabelado. Quando diz que defendo que já não basta haver tantos problemas, vamos lá criar mais um, tem noção do preconceito atávico e da parvoíce que acabou de dizer? Claro: se se constituir uma família no seio de um casal do mesmo sexo, os problemas podem surgir, mas não consta que haja agravamento dos mesmos. Pela sua lógica, deve-se proibir tal situação, para evitar mais um problema: Também se deveria proibir a paternidade a pessoas que obviamente não estão preparadas para tal e vão, de certeza criar seres infelizes?

    “Até parece que os casais são disfuncionais porque são heterossexuais” – onde é que eu disse isso?(vá lá um bocadinho de honestidade, para temperar a conversa).
    Pelo contrário, você é que diz que os casais do mesmo sexo não podem em caso algum assegurar “o DESENVOLVIMENTO INTEGRAL da criança”.

    E quer que isto seja uma verdade insofismável , porque sim… Tá certo. Over.

  12. onde tu vês humor há quem sinta achincalhamento do parlamento, onde vês liberdade outros enxergam libertinagem e onde vês direitos fundamentais a maioria cheira fundamentalismo. quanto a inteligência, podes ter ficado com o franchising, mas pelos vistos não ficaste com o produto. oh isabel! o país quer lá saber se foste operada ou se andas drunfada lícitamenta, se não estavas em condições ficavas de baixa e não andavas a fazer figura de tadinha do destroce, nunca vi o alegre na assembleia a queixar-se do eugénio de almeida. interessante era saber o que contrapões aos argumentos do júlio.

  13. Não, Júlio, esse seu raciocínio está completamente errado, lamento. Comparar uma discriminação real, como esta, com a definição legal de contrato de Casamento (em Portugal monogâmico), que aliás é RIGOROSAMENTE IGUAL para todos os Cidadãos, é um irrebatível atestado de deficiência cognitiva.

    Já quanto à sua argumentação contrária à adopção por certo tipo de casais bem definido – uma discriminação, portanto -, também ninguém a compreende. Diz o Júlio (e eu acredito sem ir ver) que “a Constituição não se refere directamente à adopção”, mas que se pode fazer uma “analogia” com esta situação, pelo facto de a C. R. P. defender que “a acção das mães e dos pais é insubstituível em relação aos Filhos”. É a sua opinião. Para mim, é uma analogia comparável à que faz rimar alhos com bugalhos. Ou você acha que “dois Pais ou duas Mães” é constitucionalmente inferior a zero pais e zero mães (= institucionalização da Criança)? Esperamos todos que a Lógica da C. R. P. não seja própriamente um conhecido tubérculo…

    E mais: sendo a acção dos Pais e das Mães “insubstituível” para o “DESENVOLVIMENTO INTEGRAL” das Crianças, para a tal Constituição, como é que a adopção por uma única pessoa, singular e SOLTEIRA, pôde ser considerada… constitucional?! Não joga, não é?

  14. Preconceito contra snifadelas, contra a mulher (moreirita? pleeeease) E tambem que raio de preconceito contra a adopção por casais homo? E contra o ukulele? Contra a Amanda é que não, isso percebi: é grande, não é?

    http://www.youtube.com/watch?v=DZIyudKJzk4&feature=related

    apanhaste aquela parte, dedicada aos anonimos, que diz:
    but if you’re a pop star and you’re a woman
    than it’s much more likely that
    people will say your art sucks.
    Or that its about palmiers

  15. aprende a tocar cavaquinho que isso passa e até fica barato, com $19,95 vais do brel ao milk hotel e ainda dá para imaginares que o lenon está vivo, se não tiveres ukulélé podes praticar com tachos, harmónica do lar ou adpotar um sousaphone. preconceitos, tenho mas não ligo, quanto a snifadelas cá em casa é mais charro, tintol & peidos dos cães, tudo junto dá uma ganza do caralho. casais homo, não tenho experiência pois sou lésbico e vivo com uma paneleira e todos os anos fazemos uma peregrinação à fucking palmer. acho que respondi a tudo e em caso de dúvida lê as instruções no verso.

    and i feel like
    some bird of paradise
    my bad fortune
    slipping away
    and i feel the innocence of a child
    everybody’s got something good to say

  16. oh se dá!

    mas…”isso passa?” não, precisamente pelo que citaste da Polly Jean, não deve passar, não é para passar. Nem são precisas instruções para quem queira perceber.

    Ev’rybody had a hard year.
    Ev’rybody had a good time.
    Ev’rybody had a wet dream.
    Ev’rybody saw the sunshine.

    Ev’rybody had a good year.
    Ev’rybody let their hair down.
    Ev’rybody pulled their socks up. (yeah.)
    Ev’rybody put their foot down.

  17. Não, Dr Júlio de Matos, também não acho nada boa para a criança a adopção por uma só pessoa. Acho péssimo. O que acho bom é o princípio que, por acaso ou não, está na Constituição: paternidade/maternidade. Conceito que os denunciadores de discriminação desprezam em nome do direito dos homossexuais (ou de alguns homossexuais) a imporem a sua ideologia ao resto da população, por trip provocatório ou para se sentirem melhor com a sua consciência.

    Há homens e mulheres, há pais e mães. Não é um handicap humano, não é um atraso civilizacional, é a nossa condição eterna. Nenhum avanço científico vai alterar isso, estou convencido. Os homossexuais também são homens ou mulheres, podem ser pais ou mães, com ou sem cópula. Que ALGUNS homossexuais — os ideologicamente mais próximos dos transexuais hesitantes (conheço um que virou mulher e depois voltou a homem, com as respectivas cirurgias e alterações do BI) — e os seus defensores pretendam revogar essa distinção de género e uniformizar os conceitos milenários de maternidade/paternidade, como quem passa uma sopa, é lá com eles. Para mim é uma maluqueira. Comam lá a sopinha deles como quiserem e deixem lá os outros (incluindo os filhos adoptivos).

    Quando o Dr. Júlio de Matos sublinhou qua lei do casamento monogâmico é igual para todos, logo não discriminatória, não quis perceber o meu ponto. A lei do casamento heterossexual também foi igual para todos durante séculos e séculos, mas hoje alguns consideram-na “discriminatória”. Já entendeu?

    Ora, porque se proibe em Portugal o casamento monogâmico? Se se permitem casamentos de PMS (adoro estas siglas), porque não se há-de permitir uma instituição familiar antiga como a humanidade e que é conservada em muitas sociedades hoje em dia? Em nome de quê? Não estou a defender nem a combater a poligamia. Estou a chamar a atenção para uma situação que, pela lógica exacta dos defensores do CPMS (lindo!) e da adopção por casais do mesmo sexo, também seria uma “discriminação”. Mas isso nunca lhes ocorre. Não, porque esses, apesar de defensores do CMPS, da ACMS e do Ca4, são devotados defensores do protótipo ancestral, do casamento monogâmico dominante na sociedade e aconselhado pela Biblia: um/uma só pode casar com um/uma, mais do que isso é rebaldaria, heresia, primitivismo, fanatismo, eu sei lá. Os juízos preconceituosos e discriminatórios saem sobretudo donde menos se espera.

    Usei o exemplo da poligamia porque me pareceu um termo de comparação revelador. A poligamia de facto (por analogia com a união de facto) está, desde sempre, tão ou mais enraizada em Portugal que a homossexualidade. Esse facto dá algum direito aos polígamos ou aos poligamistas? Apenas faço a pergunta. Em geral, o que é que se pode e (ou) deve reconhecer como direito e pôr em forma de lei? Qual é a regra? Há regra? Se se quer dar direitos de casamento e adopção às PMS, porque não se acaba antes com todos os modelos ancestrais, com todos os “preconceitos” legais, com todas as “discriminações”? O modelo de casamento monogâmico, seja entre pessoas de sexo diferente ou do mesmo sexo, é tão “discriminatório” como o modelo de casamento heterossexual. Esta era a minha questão.

    As sociedades têm coisas a que chamam valores e cultura. E defendem-nos, o que é muito natural. Posso concordar ou discordar de alguns desses valores ou de aspectos dessa cultura, mas compreendo-os muito bem. Em sociedades livres ninguém é obrigado a aceitá-los intimamente e a realizá-los na sua vida pessoal, mas também não é legítimo querer impôr à colectividade os seus valores individuais. É a filosofia de que eu gosto.

  18. Júlio, durante séculos as (raras) Democracias também passaram bem sem o voto dos pobrezinhos. E depois, durante mais algumas décadas, continuaram a passar bem, muito obrigado (e já eram mais algumas dúzias), sem os votos das senhoras, das mulheres e das putas. A Democracia “original” já está, digamos assim, completamente “pervertida”, não lhe parece?

    Quanto à adopção, use os seus neurónios, caramba: o facto de uma Criança não poder ser legalmente adoptada por um casal (legal ou em união de facto) dito “homossexual” (ou formado por pessoas com o mesmo sexo, ou o que lhe quiser chamar, desde que não ofenda ninguém), supostamente cumpridor de todos os critérios de elegibilidade exigidos a qualquer outro potencial adoptante, e sobretudo no caso em que a Criança adoptável não possua em tempo “útil” qualquer outra possibilidade de adopção, esse facto de lhe ser legalmente vedada a possibilidade de ter um lar e dois pais (ou duas mães) não lhe devolve aquilo que ela nunca teve (ou terá), apesar de estar inscrito na nossa Constituição: um Pai e uma Mãe. Ou devolve?

  19. Júlio, não preciso de lhe dar justificações de espécie nenhuma, mas fique de qualquer modo sabendo que, apesar do meu nome (vulgaríssimo), não sou Médico, nem sequer descendente do famoso Neurologista português. Sou um simples Cidadão português, casado, com dois Filhos (naturais) da minha única Mulher e com muita pena de não ter mais (a menina…), mas a vida não permite…

    Conheço alguns casais de PMS (como toda a gente), mas a minha opinião é apenas em abstracto. Apenas sei que, infelizmente, há muito mais Crianças para adoptar do que potenciais adoptantes.

  20. em curto e grosso: o que choca é que os interesses da criança passem para terceirissímo plano quando confrontam o interesse de manter os valores instituídos. Pois que estes sempre mudaram, ao longo da história, precisamente por causa da realidade que leva a novos valores instituintes. Caramba, tantos anos de aprendizagem histórica e ainda andamos nisto.

  21. que bonito ver gente contente por eu ter desmaiado na sequência de uma cirurgia e consequente medicação. estou tão comovida. “não devia ter ido!” “não devia ter anunciado”. que lindo. devia e faria tudo oura vez pois quando desmaiei ninguém entrou em pânico porque eu avisara segundos antes do meu estado. mas o que irrita mesmo muita gente é que de um desmaio acorda-se, mas de uma falta num dia daqueles não se recupera. irita eu ter ido e ter contribuído para quase 40 votos só no PS, não é?
    deve irritar muito..

  22. “irita eu ter ido e ter contribuído para quase 40 votos só no PS, não é?”

    comparado com os votos que o ps vai perder nas próximas eleições por tua causa são peanuts.
    presuntos & água benzida q.b., fazes lá uma falta que nem imaginas. já que estamos com a mão na massa, não sei se já reparaste que o teu umbigo começa a ser um problema para a aeronaútica e espaço aéreo nacional.

    deixa-te de parvoíces, ninguém fica feliz ou infeliz com os teus desmaios, a assembleia é que fiica desprestigiada com esses dramas fundamentalistas e o contribuinte a paga bilhete para uma peça que não encomendou.

  23. ainda gostava de saber quem foi o gajo que teve a infeliz ideia de te meter num lugar elegível na lista de lisboa, foi obra de designer ou decorador de interiores, só pode.

  24. Júlio de Matos, não neurologista mas aconselhador dos neurónios dos outros: eu poderia subscrever o que diz sobre a evolução da democracia, nem sequer tem erros de gramática. Mas o que é que isso tem a ver com o meu ponto?

    A minha arenga tinha a ver com algo que li num destes posts lamurientos da deputada Isabel Moreira e de que não gostei: chamar “discriminatórias” a leis portuguesas actuais e entrar até em comparações estapafúrdias de Portugal com países que condenam ou querem condenar a homossexualidade como um crime. Não lembra a um careca tal comparação, bem reveladora do radicalismo estratosférico da senhora deputada, que estaria melhor no Bloco, como aqui já foi sugerido.

    Critérios de elegibilidade: na minha opinião, se me dá licença, casal heterossexual e estabilidade familiar deviam ser critérios primordiais. Esta questão da adopção por CPMS é para os seus militantes uma questão simbólica e ideológica, mais do que qualquer outra coisa. Querem fazer (ou que outros façam) esta experiência com crianças – de que nunca calculam os riscos para essas mesmas crianças – para provar qualquer coisa acerca si próprios e da respeitabilidade da homossexualidade. Esse experimentalismo com crianças é temerário, egoísta e insensível. Que arranjem outra estratégia publicitária, sem semelhante risco ou preço para seres humanos confiados a serviços públicos.

    Não interessa pevide a esses tais militantes o previsível efeito, sobre a evolução psicológica da criança adoptada, do choque entre o modelo familiar PMS que lhe sairia na rifa e o modelo largamente dominante na sociedade. Acham que nesse capítulo está tudo estudado e provado por fulanos e fulanas muito competentes, mas esse argumento (sofisma de autoridade) não vale um chavo, pois há muitos mais estudos e pareceres a dizer o contrário. Prefiro ler o Padre Américo, da Casa do Gaiato, mais avançado e conhecedor, ainda hoje, do que alguns pseudo-especialistas que por a aí andam.

    Foram também aqui trazidos argumentos sobre a disfuncionalidade de muitos casais heterossexuais – coisa que se aplica tanto ou mais, ao que sei, aos casais homossexuais: relações tensas, instabilidade, violência, etc. Há ainda poucos casais homossexuais para se ter uma percepção mais nítida disso.

    O argumento de que não há suficientes candidatos à adopção é coxo: quantos casais de PMS iriam adoptar crianças? Mais uma vez, nada disso lhes interessa: a questão para eles é simbólica e publicitária. Querem provar que o casal heterossexual não é padrão, que não há padrões (a não ser o do casamento monogâmico…) e que o casal homossexual até talvez desempenhe melhor a função paternal/maternal.

  25. Não entendo uma coisa em certos argumentos: que consequências tão nefastas seriam essas que poriam as crianças pra toda a vida traumatizadas se adoptadas por duas pessoas que lhes dariam um lar, uma família, afecto e educação, estabilidade?
    Que situações tão negras se teme que aconteça à criança que vem dum orfanato, duma instituição social, onde corre o risco de toda a menoridade nela sobreviver, e que passa a ter direito a duas pessoas que lhe concedem o dom humano de se sentir amada e acarinhada como possivelmente nunca teria sido antes?

    Compreendo a questão básica, de que uma criança deva, em condições biologicamente ideais ter um Pai e uma Mãe que como seus encarregados de educação legitimos a guiem e dirijam para o admirável mundo novo do qual ela assim fará parte. Contudo com base na ideia vigente que uma criança não crescer sem dois progenitores de ambos os sexos, nenhuma família monoparental devia ser legalmente permitida, ne c’est pas?
    Ou seja, não só para se adoptar uma criança seria necessário ter o dedo anelar complementado por um dedo anelar do sexo simétrico, como aquando dum divórcio (situação inimaginávelmente mais avassaladora para uma criança do que perceber que tem um casal de pessoas do mesmo género como seus protectores máximos neste mundo) a criança de lar “incompleto” seria alegremente encaminhada para uma Casa do Gaiato mais perto de si, esperando que uma família com os tiques aprovados pela Santa Madre Igreja Católica toque no sino da esperança tardia e complexada. Ter pais com géneros iguais é “anormal”? Creio que na feliz escala da normalidade o orfanato é capaz de ganhar a taça…

    Entendo que existam pessoas que não sejam simpatizantes deste modelo familiar, que lhes cause “estranheza” a situação de uma criança ter dois pais ou duas mães. Mas se não existe o direito à adopção (jura ilustre senhor representante legislador?! Consta que existe o direito a ficar calado), existe por parte da criança o direito a ser amada, existe o direito à família (tome ela as formas que tomar, abstendo-se o Governo de por “likes” em assuntos do foro intimo), existe ao direito a ter um lar e o direito à infância, o mais básico dos direitos fundamentais para uma criança. O que aqui está em causa é o Estado não se intrometer nesse direito, nem impor limitações infundamentadas. É só isso que se pede aconteça. E esperemos que assim se suceda eventualmente.

  26. car(t)a anonima:

    com os meus melhores cumprimentos espero que esta a encontre de perfeita saúde e apresento as minhas desculpas por me intrometer no assumpto em efigrafe.

    tendo em consideração que a minha estimada amiga é uma profunda conhecedora de mato grosso atrevo-me a sugerir a tranfusão de sangue latino pela anti rosa de fuckoshima. penso que ficaria mais consentâneo com os móveis utilizados e o pendant com os cortinados uma maravilha, isto na minha modesta opinião de decorador de interiores. por manifesta ausência do legendário gurmete e festival da escanção ibanildo amandava como entrada uma salada de pintelhos do talasnal, prefira o que é nacional, baixo teor calórico e aromas intensos, acompanhado de um tintol comemorativo* para fechar o bouquet.

    para acabar com a festa e com o que esquenta a cabeça da cricas punha esta a 80% do volume e sem gelo

    http://www.youtube.com/watch?v=PJfhGL0F6LE

    *No dia em que foi desafiada a entrar nas listas socialistas por Lisboa, Isabel Moreira foi a casa do seu pai e fez um brinde com vinho tinto. (dn 30/04/11)

    truly yours
    anonimo

  27. “(…) comparado com os votos que o ps vai perder nas próximas eleições por tua causa são peanuts”, diz o convencido cotanonimo.

    Só que os votos que o P. S. poderá perder, eventualmente, por causa da Deputada Isabel Moreira serão “trocos de amendoíns”, comparados com a avalanche de votos que já perdeu, talvez para sempre, por causa do menino Tó-Zé Seguro.

    Sabes, não sabes, cotanonimo, que com Seguro o P. S. não tem qualquer Futuro?

  28. Júlio, “(…) poderia subscrever o que diz sobre a evolução da democracia, nem sequer tem erros de gramática. Mas o que é que isso tem a ver com o meu ponto?”

    “A lei do casamento heterossexual também foi igual para todos durante séculos e séculos, mas hoje alguns consideram-na “discriminatória”. Já entendeu?”

  29. o al zheimeyer esgalhou uma esquerdina à la parkinson inspirado na belita, sujou as calças e acha que a culpa é do seguro. na volta tens razão, se já tivesse corrido com ela, era uma nódoa a menos, assim é uma sobreposição de nódoas e o tózé vê-se mais mas nota-se menos. balha-me deus, nunca pensei dizer isto: a falta que faz um socras para pôr ordem no bordel. tá a ficar parecido com o sportém, discutem àgua engarrafada & direitos fundamentais do pintelho pró currículo, oposição não existe, ideias muito menos e responsabilidade é coisa que não existe em autogestão.

  30. Até acho muito bom que o all mighty lord mande certas beatices pr’ó diabo…

    quanto à piada fatela, só vendo.

  31. este sistema da servideira das comentadeiras é uma treta, retira toda a dinâmica e espontaneidade dos comentários. It SUCKS!! Pronto, agora só tenho de esperar 24 horas para ler este comentário e eventuais respostas…

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