7 thoughts on “1º de Maio”

  1. Breve, breve, e a continuarem a acontecer as coisas que vemos todos os dias, como a falta de respeito por quem tem de vender a sua força de trabalho e se vê menorizado nos seus direitos, quando não mesmo espezinhado nos mesmos, o 1º de Maio deixará de ser, um dia de festa e comemoração, para de novo se tornar num dia de luta, eventualmente, bastante violenta

  2. Hoje tive uma alucinação, amanhã vou marcar consulta de psiquiatria. Estava eu a tentar passar do lado ocidental para o lado oriental da cidade, e da Baixa à Alameda não se podia. Era povo por todo o lado, gente. Uma marcha monumental e assanhada,mesmo ofensiva contra o governo. Muito maior que a do 11/2.

    Foi quando cheguei a casa, depois de muitas voltas, e liguei a RTP1 que percebi que tenho mesmo de me tratar: para além da concentração popular nos Pingos Doces, e outras notícias menores, lá apareceu a reportagem do “feriado”: dizia a repórter que em Lisboa se viveu um dia perfeitamente normal, com mais gente a trabalhar do que é costume num feriado e (destaque importante), nenhum jornal fez notícia de primeira página sobre a data.

    Ainda me pareceu ver por breves instantes uma nota de rodapé a fugir, que dizia que tinha havido uma manifestação, mas por essa altura já eu desconfiava fortemente dos meus sentidos.

    Agora,a minha última esperança é que o doutor me diga que o governo, tal como proibiu outras empresas públicas de falar sobre a greve geral, terá calado mais uma empresa pública e isso é uma coisa perfeitamente normal, não preciso, portanto, de medicação)

  3. Hoje o Pingo Doce resolveu pôr à prova o nacional foleirismo das nossas gentes.Houve cenas de pancadaria e até funcionários agredidos. Estas cenas fazem-me lembrar aqueles tempos medievais em que o senhor se acercava da janela do palácio e deitava umas moedas para o meio da populaça. E a populaça reagia agredindo-se sem dó, tudo para ficar com uma moedinha! E, lá em cima, o senhor e os seus amigos a rir-se à gargalhada das figuras tristes que os pobres fazem. Não creio que fosse esta a ideia do sr. Pingo Doce, mas o resultado foi uma vergonha. Pobres dos funcionários do Pingo Doce que tiveram que aturar aquele fim do mundo.

  4. Diz “afonso henriques”: «Não creio que fosse esta a ideia do sr. Pingo Doce» (sic)…

    A ideia dos “cérebros” do «Pingo Doce», que trabalham de manhã para o Soares dos Santos e à tarde para o Relvas, foi essa e mais ainda: desviar a populaça das manifestações, gozar com a miséria da maralha e cuspir na simboligia do 1º de Maio, não tanto pelo que representa em si, nem para insultar os Sindicatos (que às vezes até dão jeito…), mas principalmente para ENXOVALHAR O 25 DE ABRIL, político, económico, social e cultural.

    Uma “ideia” vil, vingativa e mesquinha, que só pode provir de ressabiados impotentes que, por um acaso (passageiro), se encontram hoje com as rédeas do Poder absoluto na mão. Mas que depressa se provará não terem estômago para aguentar a besta que cavalgam. Vão desistir como sempre, cobardemente e cabisbaixos, como aconteceu com o incapaz Balsemão, com o inchado Cavaco e com o delicadinho Durão. Só que desta vez, pode ser que a história não acabe tão bem como das outras…

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.