Para quando Passos a deslocar-se num carro eléctrico?

Custa a acreditar, mas parece que o Governo aproveitou a cimeira no Paraguai para vender computadores Magalhães. Mas ao contrário de Sócrates, que implementou o programa e-escolinha e que acreditava nos seus benefícios, Passos suspendeu-o. A direita nunca lhe reconheceu qualquer mérito, muito pelo contrário. Portanto, que raio de argumentos terão usado para os venderem aos mexicanos? Não são bons para nós, mas são bons para os outros? E a empresa que os produz e exporta, e que era acusada de todo o tipo de trafulhices envolvendo o anterior Governo, já merece ser promovida nas cimeiras em que o actual Governo participa? Perguntas que ficam sem resposta porque a comunicação social, vá lá saber-se porquê, deixou de se interessar pelo assunto. Tal como não está muito interessada em dar-nos notícias sobre a visita de três dias de Paulo Portas à Venezuela. Será que houve eleições neste País e nós não soubemos de nada? Não era este País que era governado por um ditador com quem as pessoas sérias da direita jamais fariam qualquer tipo de negócio?

12 thoughts on “Para quando Passos a deslocar-se num carro eléctrico?”

  1. É isso mesmo, Guida. Vai fazê-lo. E isso enquanto a sua central de propaganda, à medida que as coisas se complicam para o governo, ou à medida que se comprovam as boas apostas de Sócrates, manda artigos para os jornais para não deixar morrer o ódio. Que corja! Parece que querem guerra. Isto ainda acaba mal.

  2. Primeiro atacaram histericamente o programa Magalhães, agora vão vendê-lo para o México. A hipocrisia laranja não conhece limites. Canalhas!

    É a homenagem que o vício presta à virtude – dizia La Rochefoucauld da hipocrisia. Em cheio!

  3. Isso de mandar o Pedro andar de carro eléctrico tem algum segundo sentido? É que em Lisboa as principais carreiras de eléctrico acabam em cemitérios: o 28 nos Prazeres, o 18 na Ajuda, e o 6, que já está no céu dos eléctricos, no Alto de São João. É o chamado fim da linha.

  4. Não percebo que ímpeto terá levado o Governo Passos a promover, na cimeira do Paraguai, os computadores Magalhães, mas provavelmente deverá ser para minimizar os impactos mal explicados da Fundação para as Comunicações Móveis (FCM) antes da devida e higiénica extinção, já que os operadores não se deverão opor. Já Sócrates quando implementou o programa e-escolinha enterrou de lastro e de Babel um público escolar que mal consegue uma relação satisfatória com gente e com livros, que fará com computadores ultrapassados. Não pode haver mérito onde houve instrumentalização de recurso do Estado e houve extenso e despudorado suborno de eleitorado, dos filhos do eleitorado, com os efeitos torradeira-valentim sobre que se desejavam em retorno. Daí que os únicos argumentos usados para Passos andar a contaminar-se de mau aspecto vendendo Magalhães aos mexicanos só poderão ser os da pílula amargosa: a empresa que os produz e exporta continua acusada de todo o tipo de trafulhices envolvendo o anterior Governo Sócrates? Continua. Mas conviria que mediante a devida promoção do Magalhães nas cimeiras em que o actual Governo participa essa empresa gradualmente fosse desonerando o erário para que o golpe e o privilégio concedidos acabem por ficar ficar ela por ela, isto se não se colocar, por hipótese, a triste realidade de o Governo Português ter ficado amarrado por um contrato daqueles mais chulos, mais reles, mais ladrões em que o socratismo foi comprovadamente useiro, vezeiro e contumaz, obrigando-o a mortíferas e proibitivas indemnizações, para conceber tal possibilidade basta contemplar a careta esgazeada e pré-presidiária de Paulo Campos. Do mesmo modo, a visita de três dias de Paulo Portas à Venezuela destina-se a recuperar, a salvar, vá, o mínimo do que se transformou em absoluta dissipação de recursos quando passou pela cabeça peregrina dos socratistas esperar alguma palavra e o cumprimento dela. Continua a não haver eleições nesse País governado por um ditador com quem as pessoas sérias da direita jamais farão qualquer tipo de negócio, salvo para compor e recuperar merdas deixadas para trás pelo reles socratismo danoso e malcheiroso.

  5. Este governo tem um lema por demais conhecido:
    – O que era mau no tempo de Sócrates agora é bom, nomeadamente as medidas que ele tomou e nós seguimos à letra, o que era bom, bem…, hããã… já nos esquecemos do que sabíamos!!!

  6. O caso Duarte Lima e o caso BPN estão intimamente ligados. Foi o regabofe do BPN que conduziu à encrencada em que Duarte Lima se enterrou. Os jornalistas lacaios e corruptos tem assobiado para o lado, mais atenta que está aos estudos de Sócrates em Paris. O embaraço dos pêpêdês quando se fala da ligação Duarte Lima-BPN é colossal.

    Ontem, porém, quase imperceptivelmente, sem ecos na televisão, começou a perceber-se alguma coisinha da encrencada em que se meteu Duarte Lima com a derrocada do BPN e sua consequente nacionalização, em 2008. Recorde-se que o assassinato de Rosalina Ribeiro foi um ano depois, em 2009.

    Graças a um artigo do Correio da Manhã, ficámos a saber o seguinte:

    O BPN/SLN, em 2001-2005, no tempo da administração Oliveira e Costa/Dias Loureiro, emprestou 6,8 milhões a Duarte Lima, alegadamente “para comprar obras de arte” (tanto quanto se sabia e se sabe, metade dessa quantia foi realmente para comprar a empresa off-shore Emka, do grupo SLN, empresa essa detentora de 1.300.000 acções da… SLN). O empréstimo foi concedido ao amigalhaço Lima sem garantias bancárias. Só depois de nacionalizado é que o BPN exigiu garantias bancárias a Duarte Lima! Fantástico!

    “O crédito concedido pelo BPN a Duarte Lima, em 2001, ascendeu a 3,5 milhões de euros. A partir daí, o ex-deputado beneficiou de vários empréstimos do BPN, até atingir uma conta-corrente no valor total de 6,8 milhões de euros, no final de 2005. Com a nacionalização do BPN, em Novembro de 2008, Duarte Lima, após negociações com a nova administração do banco, converteu, em 2009, os vários empréstimos num crédito mútuo no montante de seis milhões de euros. Como esses créditos foram concedidos sem garantias, para a compra de obras de arte, a nova administração do BPN, face à situação financeira do banco, obrigou o ex-deputado do PSD a prestar garantias pelo empréstimo de seis milhões de euros.”

    (Correio da Manhã, ver: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/bpn-emprestou-68-milhoes-a-duarte-lima).

  7. Tem uma certa piada ,como estudo antropológico, lêr o modo como o caro Palavras Rex tenta justificar o injustificavel …
    É essa a historiazinha que conta para si antes de adormecer? Está bem então.

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