9 thoughts on “Quiromântico”

  1. Que belas mãos! São tuas? Noto esse pai-de-todos com uma unha muito comprida. Tem sido causa de muitos divórcios, sabias?

    TT

  2. tomo uma liberdade que espero não seja mal recebida. lembrei-me de imediato de um texto da emiéle, minha antiga colega de blog, que vem meio a propósito…

    Sinais Exteriores de Ternura

    Há uns dias precisei de confirmar uma citação e fui reler os poemas do Zé Gomes Ferreira acabando por ficar colada ao livro, a relembrar passados. A poesia tem muito essa força, agarra-nos e atira-nos para memórias antigas.

    Logo quando abri o livro, o olhar caiu numa poesia onde o primeiro verso, «dá-me a tua mão» desencadeou montes de recordações.

    O mundo da ternura é enorme mas é de grande delicadeza. E o gesto de «dar a mão» sendo dos mais puros, mais limpos, é um dos que mais me perturba. É certo que se começa por dar a mão quando se é criança e é um gesto de confiança e entrega. Quando damos a mão a um adulto acreditamos que estamos protegidos, que estamos a salvo do mal, é um gesto muito doce.

    Mais tarde, ainda criança mas noutra fase, mais crescidos, e entre amigos, é cumplicidade e é algo de indizível.

    Nunca hei-de esquecer uma menina dos seus 10 anos que, transferida por necessidade para uma terra estranha e uma escola desconhecida, sentindo-se muito infeliz, queixava-se à mãe com uma vozinha a tremer «Mas, mãe, eu cá não tenho uma amiga-de-dar-a-mão!»

    E, depois, em adulto, é um gesto no limiar do gesto erótico, mas mesmo no limiar. Está naquela margem onde tudo é ainda permitido, se pode ousar, se pode sonhar, mas se pode também ainda recuar. É um toque muito expressivo, mas inocente. Deixem-me dizer que, para mim, é talvez de todos o gesto mais sensual. Exactamente por tudo ser ainda permitido.

  3. E, sobre a notícia do Newswise, não é nada que nós, amantes das nossas mulheres há tantos anos, não soubéssemos ou esperássemos. O livro de António Damásio que ando agora a ler conta-me coisas muito mais surpreendentes, inacreditáveis.Até me faz esquecer as coisas tristes que li àcerca do nobelíssimo Egas Moniz.

    Mas, enfim, tudo coisas a confirmar no próximo concílio científico da sociedade dos animais amestrados.

    TT

  4. TT

    Não são as minhas. As minhas são muito melhores.

    Tens razão, falta em manicura o que sobra em realismo. A foto é de 1931, já agora.

    Conta lá o que te tem surpreendido nesse Damásio de boa fama.
    __

    susana

    Texto de saborosa leitura. Muito obrigado.

  5. Desculpa lá Valupi: Guerra!

    E guerra mesmo!

    Eu imaginava que esta minha bonomia ia acabar com uma naifada ou um assalto nos javalis. Não que seja perigoso, nunca me aconteceu nada com centenas, mas um dia há-de ser, pensava eu de que.

    Mas não foi. Hoje, para não abusar dos javalis, fui comer arroz de lampreia, também para dar uma lambidela mental no Afixe.

    E comprei o Público. Há muito que não comprava o Público.

    E fiquei a saber da puta da intenção do PM de fazer uma secreta à maneira, chefiada por um Pina Manique. Será a bolinha ressabiada do Vitorino?

    Sócrates pá, eu desta vez peço-te, mesmo, – eu que detesto pedir! – que voltes atrás, honra o nome do teu mentor, recusa-te a abrir esse precedente, em nome da liberdade.

    Se não desistes disso te garanto que vamos os dois ao fundo, e quem te fará a ficha será esse chefe das polícias que lá vais pôr.

  6. “Ce soir, tu n’auras que ma main.” disse Fanfan a Alexandre (no romance de Alexandre Jardin – Fanfan)

    As mãos. Uma na outra. Misturadas. (Con)fundidas. As mãos — face visível do casal. Primeira ponte física estabelecida entre dois corpos, as mãos. Por cima do rio da compreensão, a ponte para a plenitude. (Arquivo Dezembro 2004 do Paulo Querido)

    Vale a pena sentir a mão na mão.

  7. (ou, mais provável, o sucessor…

    há sempre um sucessor nestas coisas, mais cruel do que possas imaginar…

    E eu vou ao fundo não é por ter medo das ilegalidades que não cometi, mas por ver-te abrir a cova enquanto as hienas riem)

  8. sininho

    Sábias palavras…

    py

    Eu não tenho acesso ao texto do Rui Tavares. Talvez o Fernando consiga ir lá roubá-lo, ou o Rui o publique algures.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.