Percurso

O Público de hoje traz um excelente texto de Rui Bebiano, «O concurso e a responsabilidade dos historiadores». Trata-se, percebe-se, do concurso «Grandes Portugueses» da RTP.

De assinalar é, não só o texto em si, mas ainda a circunstância de ter aparecido primeiro no diário As Beiras e seguidamente num dos blogues de Bebiano, onde eu o tinha lido já.

À atenção dos observadores de circuitos nos media, ficam a apreciação, mais a interpretação, deste percurso: Imprensa Regional, Blogosfera, Jornal de Qualidade.

69 thoughts on “Percurso”

  1. Ah, então há uma diferença entre Imprensa Regional e Jornal de Qualidade! Tal como em “o Fernando Venâncio trabalha num Jornal de Qualidade, enquanto que um jornalista do Fundão trabalha num jornal Regional”. Posso citá-lo aos meus alunos, FV?

  2. Anónimo das 01:03 PM,

    A designação «Jornal de qualidade» não implica, nem sugere, falta de «qualidade» nos restantes. Trata-se um patamar de exigência que outros jornais não têm, e não pretendem ter – e isto é perfeitamente legítimo.

    P.S. Os alunos dum anónimo não me interessam um chavo.

  3. “patamar de exigência que outros jornais não têm, e não pretendem ter”
    Porque não vai dizer isso aos directores do jornais regionais?

  4. Eis a diferença: um crítico de um Jornal de Qualidade é convidado para “maroscas blogosféricas” de promoção editorial; um crítico de um Jornal Regional – se o há -, não é. Creio que é uma proposta válida para a discussão.

  5. Anónimo das 01:15 PM,

    Os directores de jornais regionais já sabem o que se quer dizer com «Jornal de qualidade». Você é que não. Ou faz-se de parvo.

  6. Não faço; vou ficando com o que vou lendo de si, homem! Veja lá não perca o lugar no seu jornalzinho de Qualidade, com essas maroscas todas, ou ainda acaba a ter de trabalhar num jornal sem “patamares de exigência”…

  7. Mas espere, não foi um jornal “sem patamares de exigência” que publicou o texto do Bebiano antes do (som de trombetas) Jornal de Qualidade? Isto quer dizer que ou o primeiro, como diz, ou o segundo, não cumpriram o nível de exigência requerido. Em que ficamos? Terá sido a publicação de um “excelente” texto num jornal regional uma distração de parolos?… Food for thought.

  8. Anónimo das 01:56 PM,

    «Jornal de Qualidade» é uma designação técnica. Decerto nem sempre merecida, e de certeza nunca definitiva.

    Espero que o Público continue a merecê-la.

  9. Joaquim, é simples:
    Jornal de Qualidade = Jornal onde FV ou algum dos seus amigos escreve;
    Jornal Regional = Jornal sem patamar de exigência, escrito por parolos
    Por amor de Deus, até uma criança entende, homem!

  10. FV dixit: «Jornal de Qualidade» é uma designação técnica. Decerto nem sempre merecida, e de certeza nunca definitiva.”

    Então se concorda que pode não ser “merecida” e que não é certamente “definitiva”, não a use. Ponto final.

  11. Anónimo das 05:15 PM,
    Saudoso TheCynical,

    Neste Universo, as coisas «nem sempre merecidas» são aos pontapés. Andamos totalmente atulhados nas «não definitivas». E mesmo assim temos de viver, e de falar das coisas.

    Mude de Universo, senhor.

  12. “leitura «benévola» do salazarismo não pode ser desligada de uma abordagem que, de tão politicamente «distanciada», se tornou insípida.

    Não percebi nada do que o Bebiano escreveu.

    Aliás, acho que nunca percebi mesmo nada do que ele escreve, onde quer que seja.

    Mas como é Historiador e eu sou anónima e não escrevo para nenhum jornal de qualidade, nem vou comentar.

    Parecia mal.

  13. “Mas o concurso foi também exageradamente dramatizado por alguns historiadores, que se viram confrontados com algumas das hesitações e perplexidades que têm atravessado a sua área de interesses.

    Fale-se claro: foi analisado, muito por alto, pelo VPV e, de forma bem mais profunda e pertinente, pelo Rui Ramos.
    São dois historiadores.

    O primeiro nunca me impediu de comentar anonimamente no Espectro.

    O segundo não sei, não tem blogue. Mas já o comentei livremente no Cocanha.

    Esses consigo comentar sem precisar de tradução.

    Neste caso, mesmo que alguém me traduzisse os infinitos textos do Bebiano, não podia.

    Sou anónima e não escrevo em imprensa de Qualidade das berças; nem em Jornal de Referência na cidade.

  14. De acordo, Fernando, mas só se aceitar categorizar os jornalistas de Generalistas, Técnicos ou Marosqueiros (vide Marosca). Também pode acrescentar as categorias de Qualidade e Regional, de que tanto gosta.

  15. Os os blogues? Também podem ser diferenciados entre blogues Regionais e blogues de Qualidade? E se um blogger de Lisboa for de férias e quiser postar de Vila Nova de Milfontes?

  16. zazie
    Com tais dificuldades em atravessar a rua, permita-me aqui ser escuteiro e fazer a boa acção do dia.
    O historiador não pode, em nome duma pretensa objectividade absoluta e duma ‘aproximação científica’ ao passado, (não pode) adoptar um discurso neutro e ‘apolítico’. Mantendo o rigor e o esforço de imparcialidade, deve ousar ‘chamar os bois pelos nomes’, deve questionar o passado ou mesmo invectivá-lo, olhando-o com os olhos próprios do cidadão-historiador, vivo e activo.
    (Cuidado que isso pode custar a catedrazinha, e a carreira!)
    Doutro modo perde a capacidade crítica. E exercita uma ciência tão asséptica e neutra que corre o risco de branquear um vivido onde tudo se tornou indistinto e fosco.
    Resultado: cidadãos progressivamente excluídos dos processos de compreensão da história, e presa fácil de todo o tipo de interpretações e reescritas.
    Ora o dever primeiro dos historiadores é impedir que o passado seja apagado ou reescrito. Ou não será?!

    Sobre a leitura ‘benévola’ do salazarismo:
    – já lhe chamaram fascismo
    – há quem fale só da ditadura
    – outros ficam-se pelo ‘regime autoritário’
    – alguns falam apenas do anterior regime
    E nós, cidadãos, em que ficamos?
    Os mais atentos lá foram descobrindo
    que a nossa história verdadeira anda há muito afastada dos manuais da dita. Pediu asilo à literatura, e por lá sobrevive, às vezes em choupanas precárias. Dá um trabalhão encontrá-la.
    Voltando ao caso concreto:
    “Muito para além do concurso televisivo, existe quem o procure fazer…” O concurso, capice?
    PS: Já os restantes comentários, a propósito da ingente questão da imprensa regional ou de qualidade, são apenas, ou funcionam aqui, como manobras de diversão da questão posta.
    Dito isto assim, desculpe qualquer coisinha!

  17. bem me queria parecer que era uma hagiografia asséptica muito comedidazinha. Como convém a quem não quer que as memórias se percam (quais?) não interessa. As que se perdem são as que se apagam. E quem apaga já nós sabemos: são os da leitura benévola.

    Muito obrigadinha, ó jagudi. E desculpe qualquer coizinha.

  18. tá a ver como com jeitinho até uma anónima chega lá. O que é preciso é traduzir-se e apontar-se bem quem são os benévolos e os apadores. Depois nunca falha: temos sempre uma corajosa e muito literária historiografia.

    Há quem lhe chame dialéctica erística, mas são más línguas que nunca atingiram o patamar da Imprensa de Qualidade

  19. Agora o que faltou ilustrar foi aquele magnífico exemplo do Historiador a quem isso pode custar a catedrazinha, e a carreira!

    Olarila! isso é que faltou…

    Ficávamos a perceber um niquinho mais acerca de “apagadores” e críticas benévolas.

    Não faz mal. Com muita paciência é possível que para a próxima o historiador deixe uma pista escondida.

  20. O percurso, de facto, tem muita piada. Até porque esse percurso, contariamente ao que parece indicar a maioria dos comentários, demonstra a supremacia da Imprensa Regional.

    Zazie: por acaso lembro-me de ver um catedrático de História (e olha que não há muitos) da Universidade do Porto lá no programa a falar como se tivesse acabo de sair do Rei das Farturas. Que saiba, ainda não perdeu a cátedra.

  21. O lethos em socieade não existe.Essa é a grande falácia do texto do Rui Bebiano.

    O que existe é o lavar mais branco. E, todo o texto dele é para se ler ao contrário do que insinua. Há mais de 30 anos que se fabricam memórias e quem as fabrica nunca caiu de nenhuma cátedra.

    Até já teve direito a fazer fogueiras de todo esse passado em livros escolares.

    As cátedras estão demasiado ocupadas e nem é academicamente.

    E, é verdade que falta a tal “narratica literária”, mas ele esqueceu-se de explicar quem e o quê que a substitui. O que a substituiu é poder e tem sido doutrina de oficiosa de poder. Depois de ter saneado qualquer tentativa de memória.

    E, aquilo que ele chama de críticas benévolas, mais não é que o aparecimento de ligeiras memórias que o crivo duro da “boa História- daquela que corre do lado certo da Vida- não tem permitido fazer-se ouvir.

  22. O lethos é mesmo a mais disparatada imagem que se podia dar do curso da História e da semântica.

    Tudo se recicla porque o verbo fala sempre mais alto. Por algum motivo a artes da mnemosina precisavam de imagem e de palavra. Muito mais do que da Clio.

  23. João Pedro. Este debate teria muito interesse de ser feito mas propunha que se fizesse no local certo.

    Onde se usam testemunhos históricos e rigor em vez de poesia.

    Na GL tens lá um post (e muitos outros, muitíssimos) do José que anda às voltas com esta questão.

    Por mim sentia-me mais à vontade. Até porque lá não há crise de ser anónima e nem parece que estou em picardias com o Bebiano que nem conheço de parte alguma.

  24. A propósito: acho que nunca tinha trocado uma palavra contigo para estares para aí com apartes de “linda”.

    Se é para imitares o priminho nem percas tempo. Já deves saber como costumo despachar essas afrontamentos eunucos de falsete.

  25. Parece que também não tens grande poder de argumentação? será hereditário?

    É que parecias de boa-fé a querer conversar sobre o assunto. Mas a paneleirice fala sempre mais alto. Esquerdalhada e ainda por cima rota, não vale a pena.

  26. Nâo existe jornal de qualidade!O que nâo tira o valor do jornalista,seja em que pais seja,O melhor exemplo o jornalista do New Yorque Times,que escrevia os seus artigos no quentinho do seu soft,enviando como se estivésse no pais do artigo.
    A reunificaçao da presse é um outro factor para que tal nâo existe!Conrad Black é um exemplo!Mas nâo tira a qualidade do jornalista,sérvem-se das suas qualidades para terem uma maior tiragem.
    O mesmo fenonimo existe em Portugal com os historiadores.Se quérem guardar a job tem que seguir cértos elementos que nâo sâo da sua autoria.
    Ja os livros como Dan Brown tem uma censura que a maioria do publico nâo é capaz de a cerner,é na cretica que se joga o valor literario ou realista de tal obra, tipo Pierre Assouline mas eu creio que é a maeioria do publico informado que da o valor a obra! Nâo nessesariamente a job que ele pratique,refiro-me ao papa ou ao tipo que morreu na priŝao ou uma tal que vai contar a verdade das aventuras que teve com um tal,ou as comeragens da aldeia existe bons escritores em Portugal,creio que nâo precisamos de ir buscar ao estrangeiro,os jornalistas tem que se adapetar ao ajuntamento da presse,que se faz mundialmente no momento presente

  27. zazie
    Desculpo, claro, coisinhas e coisonas, que o tempo já me vai ajudando na tarefa!
    Mas deixo para si as questões da eurística. Para mim é mais pão-pão, queijo-queijo, do limiano ou outro.
    Um exemplo da história, que é o que nos traz aqui:
    Teve o nosso país um império colonial, de marionetas de feira, pormenor aqui despiciendo.
    O qual império chegou finalmente ao eterno descanso com a ‘descolonização’ de 1975; depois duma guerra que deixou atrás dez mil mortos e trinta mil estropiados, fora os muitos que não figuram na estatística, mas ainda andam por aí; depois de dramas humanos inenarráveis, de catástrofes que se abateram sobre brancos e pretos.
    Sendo uma absoluta certeza ‘científica’ que tudo se podia ter passado de maneira diferente, cumpre à história dizer claramente onde é que esteve o erro, quem é que na circunstância manchou à pátria os lençóis de linho.
    Terá sido Salazar, que recusou, (até 1965?, ou 6?, ou 7?, ou mais?) sentar-se à mesa com Mondlane, com Neto, com Cabral, e discutir com eles um plano organizado e mutuamente vantajoso?
    Ou foram os americanos? Ou os russos? Ou quejandos?
    A história deve defini-lo e fazêlo saber ao povo, para ele não andar toda a vida a dar com a cabeça nas paredes.
    O busílis está aqui, zazie, e é esse busílis que lhe encosto agora à virilha (honny soit…)!
    Metade do seu país ainda hoje pensa, e ressona, e se for preciso jura a pés juntos, que os responsáveis pela desgraça foram os comunistas, e o Mário Soares, e o Almeida Santos, e os militares cobardes, e os traidores à Pátria, porque se fosse o Salazar, e o Infante Navegador, e o Afonso de Albuquerque, e os sinos da velha Goa, e tantas glórias de antanho, então sim, éramos felizes.
    Eu chamo, a esta história, um logro.
    E a zazie o que pensa disso? Eurísticas à parte, bem entendido!
    PS: Não acredito que seja necessário lembrar-lhe quem perdeu a cátedra, ou a carreira, ou o natural sossego de alma, por dizer o que tinha que ser dito. Nem um célebre bispo do Porto escapou.

  28. “Convirá recordar que o impacto político do programa foi ampliado, em primeiro lugar, pela própria RTP1, sempre interessada em tornar concorrencial o seu produto, e também por muitos jornalistas e analistas, em busca de tema para os seus artigos e crónicas…”. Concordo. E este foi só mais um.

  29. Em 31 anos de pseudo Democracia, tivemos 23 governos, o que quer dizer que cada um durou em média 16 meses.

    Este comentário não é meu, para variar, alguém se apropriou do meu nick para escrever em meu nome.

    Acabou-se. Não há mais tentativas de diálogo. Isto continua na mesma.

  30. De qualquer forma, antes de me ir embora, só tenho a acrescentar que nutro desprezo por quem usa a História para fazer passar mensagens ou ideologias.

    Ao contrário do que o Bebiano disse, o que mais precisamos é de historiadores isentos e que peguem nos factos recentes.

    Este trabalho não é mais musculado por vender ideologia. Antes pelo contrário. E é aí que reside o problema. O Rui Ramos tem vindo a avançar com algumas análises curiosas mas também tenho dúvidas que consiga ir mais longe sem manipular nada.

    É claro que, do lado oposto, nem vale a pena falar. Este exemplo do Bebiano é absoluta inépcia que vale para tudo e o seu contrário. Pode, chamar-lhe literatura e o FV dizer que está muito bem redigido. Mas não é História.

  31. Para não haver confusões, este foi o último comentário que aqui deixei.
    A paneleiragem que usurpa nicks que se entretenha.
    Se o jagudi quiser dialogar tem o Cocanha. Por lá é obrigado a registo para evitar estas merdas de encapuçados.

  32. Eu suponho que também não interesse um chavo ao fv. A diferença entre António e Anónimo é praticamente nenhuma. Mas a distinção “técnica” entre Imprensa Regional e Jornal de Qualidade (assim, com maiúscula, como mandam as boas regras epistemológicas ;)), fica no meu anedotário pessoal. Esta opinião do Fernando Venâncio vale uma data de chavos.

  33. A maioria dos escritores lenbram-se- d’Alexandre Soljenitsyne! Mas nâo existe muitos que sabem qual foi a razâo que levou a presse escrita como visual a se desinteresar d’ele. Em Portugal é o mesmo fenonimo que se passe com a sua escritura nos meios tanto ,historicos como scientificos basta ver Bush para compreender!Ele Salasar foi chamado para meter as finanças nacionais em ordem,como dictador ele tinha tantas qualidades como eu com o Chinês.Houve uma cérta sosiadade que se aproveitou para o nomear.É aqui que os historiadores tem medo de penetrar porque existe ainda os heridetarios.É a razâo que me léva a dire que a revoluçâo foi uma farça.A maioria dos Portugueses nâo se aperceberam,os que sabem calam-se para nâo perderem a ”job” John dos Santos em escrivando Wall Street teve exatamente o mesmo castigo

  34. “Em 31 anos de pseudo Democracia, tivemos 23 governos, o que quer dizer que cada um durou em média 16 meses”.

    Mas o que é isto? Já não se pode escrever o que se pensa? E os nomes são exclusivos ? “Zazie” é o nick que uso há anos e a diferença é que não está junto a um Blog. Veja lá se cresce e deixa de fazer birrinhas!

  35. ó putedo de merda que se junta neste blogue.
    Até mete nojo. É sempre a mesma trampa de há 3 e 4 anos atrás.

    Tu usas esse nick no cu, meu grande panasca! é onde deves usar esse nick, cabrão de merda.

    Não há hipótese. Por muito boa-fé que se queira ter, não há hipótese.Esta trampa existe ao vivo e a cores e tem uma expressão política e ideológica. Não são homossexuais decentes. São titias bichonas cheias de tiques.

  36. zazie, tu, a autêntica,

    Não te quero ver fora daqui. Pessoas como tu dão gosto termos este trabalho – que nem sequer é como o teu, longe disso, e simplesmente uma graça muito marginal (o que vale para mim, e para o Valupi). Vá lá, zazie, como tu não há duas. Já outra coisa é chamares ‘paneleiragem’ aos usurpadores do teu nick (que até se dizem inocentes, estás a ver). Não uses como injúria aquilo que nunca o poderá ser.

    [Este comentário foi redigido antes de lido o anterior, que é lamentável].

    António,

    Eu afirmei que ‘jornal de qualidade’ é uma designação técnica. Isto apela, concedo, ao mesmo nominalismo que – na minha profissão – manda chamar ‘língua’ (entenda-se ‘idioma’) àquilo que assim é designado.

    Eu não disse (leia bem, faça-me esse favor) que a ‘distinção’ entre Imprensa Regional e de Jornal de Qualidade fosse ‘técnica’. Tire isso do seu «anedotário»… que, pela amostra, há-de ser bonito.

    Só mais isto. Partir da inteligência dos outros é sinal de alguma grandeza interior. E de, veja lá, inteligência.

  37. Ó Ferdinand:

    Por acaso já passaste por isso? por te usurparem o nome? eu passo-me com essa trampa. Palavra que passo. Acho que se encontrasse ao vivo um desses sacanas era capaz de lhe dar uma lambada estivesse onde estivesse.

    E nós, da nossa geração (ou ligeiramente antes, que eu sou mais nova ehehe) sempre falámos assim. Não havia essa trampa de anglicanismos “gay” para dizer o mesmo. O Cesáriny ainda teve tempo de dizer tudo o que pensava desta escumalha bichona do politicamente correcto.

    Não tem nada a ver com serem ou não serem homo. Tem a ver com serem putas e só funcionarem como putedo.
    E eu nunca deixarei que me roubem as palavras. Porque isso é que é camuflar a verdade numa capa plastificada de aparência bem-aceite.

    Podes crer. Vão lá buscar a dialéctica erística do Schopenhauer para arrumarem as palavras em lugares de infâmia, que eu não me converto. Acredita. Até acho que passou a ser uma necessidade de resistência não ir na onda.

    Tu viste o que aconteceu à tentativa de debate? foi-se. O putedo não pensa. O putedo só serve para se polvilhar de rouge e pó-de-arroz.

    E olha que no meu blogue não há disto. Também andaram por lá a disfarçarem-se com nicks de outras pessoas, para lançarem a confusão e acabei logo com a brincadeira.
    Não censuro uma única palavra, mas quem escreve tem de estar registado. Por isso é que uso o sistema de comentários do blogger.
    Acho que é o mínimo que se deve fazer.

  38. Creio que houve quem publicasse essa “sessão do Cesariny um pouco antes de morrer.

    Devia ser obrigatório lerem-na, já que não assistiram ao vivo. O Cesariny a ser convidado por um desses lobbys gay para uma treta qualquer lá da militância.
    Quando chegou ao palco e lhe perguntaram o que pensava do movimento gay, foi lindo. Disse que era a palavra mais triste que conhecia. E desatou a imitá-los em trejeitos no palco. E escaqueirou aquilo tudo. Tudo, os rapazinhos que sempre foram os afilhados e que agora nem percebia como é que se faziam tanto choradinho por perseguições que nem existem. E por aí fora. Escaqueirou essa semântica, essa farsa ideológica do gay que se tornou tabu. Que se sacralizou e que toda a gente parece que arruma numa qualquer nova ramificação das espécies.

    Se encontrar o Cesariny dessa sessão posto-o. E dedico-o. Podes crer.

  39. Bem, no caso de eu estar abrangido no putedo, agradeço que me digam e vamos à liça. Em qualquer caso sou apenas o py, diminutivo de pyrenaica, que fez uma variação para pygarço noutro dia.

  40. zazie,

    Todos nós andamos aqui com cargas emocionais de vidas anteriores – ou, dizem outros, de fases antigas desta mesma. Por isso disparatamos. Mas tu trazes tudo isso à flor da pele.

    Arrumaste uns indesejáveis no teu blogue? Sea Dios alabado! Mas quem é que viria perseguir-te… aqui? Esta é outra guerra, abre os olhos. Os fulanos do politicamente correcto (e afianço-te que há, nisso, mais ‘fadistagem’ e bem menos ‘paneleirice’ do que o permitiriam as estatísticas) são tão parvos, tão falhos de tino, que eles mesmos se encarregam de afundar-se.

    Sê uma boa espectadora – como és uma boa tribuna. C*ga neles.

  41. Sê uma boa espectadora – como és uma boa tribuna. C*ga neles.

    ehehe o único problema é que, para isso, tenho de cagar em mim
    ahahah

    Porque a única coisa que me faz passar é ver o meu nick a ser usado por um caralho desses.

    Acredita que já dei lambada ao vivo por menos

    “:O))))

    Eu não censuro nada. Nem bigornas nem nada. Mas não permito que alguém se aproprie da identidade de outrém.

    Que queres. Tu tens os teus limites das palavrinhas mansas. Eu tenho um único: o da verdade. Não suporto essa história de andarem esses grunhos nas janelinhas a fazerem-se passar por outras pessoas conhecidas.

    Que mudem de nick, que insultem colegas de blogue, que sejam doentes e precisem de todo esse folclore, é uma coisa. Agora escrever em nome de outrém, não.

  42. ó putedo de merda que se junta neste blogue a falar com a Zazie sublinhada.
    Até mete nojo. É sempre a mesma trampa de há 3 e 4 anos atrás.

    Tu usas esse nick quando vais ao cu à tua mãe com o malho que compraste na sex-shop, minha grande panasca! é onde deves usar esse nick, fufa de merda.

    Não há hipótese. Por muito boa-fé que se queira ter, não há hipótese.Esta fufa existe ao vivo e a cores e tem uma expressão política e ideológica. Não são fufas decentes. São bichonas da extrema – esquerda cheias de chatos.

  43. E o py que se deixe de paranóias. Até conversamos por mail, carago. Se ele não usou o meu nick não venha agora meter-se onde não é chamado nem fazer-se de vítima.

    Eu estou-me marimbando para o que v.s fazem na cama. Acho um tanto mau gosto que passem a vida a lembrar esses detalhes. Mas estou-me cagando.

    É como se, ao apresentar duas pessoas, uma dissesse que se chama fulano e a outra respondesse: eu cá sou paneleiro.

    É anormal, mas pronto, se têm necessidade de andar sempre com isso na boca, não vou ser eu quem lhes vai tirar a mania.

    Agora o que não tenho de suportar é panascagem de neurónios. Daqueles que pensam com meio-neurónio e ainda por cima bordado em rendinha cor-de-rosa.

  44. Fernando Venâncio, esse foi bom comentário no género que tecnicamente se chama Não Entendi Lá muito Bem.

  45. zazie,

    Nalgum momento mais calmo, explica isso melhor. Quero dizer: diz lá quem é – aqui nesta caixa – o grunho puta paneleiro & politicamente correcto que te usurpou o nick (e ainda parvamente, eu não disse?, assinando Zazie, com maiúscula, e sem hiperligação). A esse vamos crucificá-lo, assim, em directo. A mim também os politicamente correctos e (ui!) as politicamente correctas me põem sempre a esvurmar. Vamos a isso.

    Ficando-te por vociferações, desculpa, não me arrastas.

    António,

    Just sleep a night on it. It apparently helps. [I hope you can read this language].

  46. Ora e entrenham-se. Já chegou a outra e agora vem de Hilga invertida

    A magnífica reflexão do trabalho do Historiador comtemporâneo acabou em conversa de putas.

    São as voltas que a História também dá…

    “:OP

  47. Então tá bem. Quando ela assinar com minúscula e puser link espero que chames a polícia.

    Até porque são detalhes de tal modo difíceis e tão obviamente detectáveis que toda a gente conhece a Zazie capital que aqui apareceu e que deu esta brilhante contribuição para o debate.

    Antes dela apareceu um, com quem nunca tinha falado na vida, que se achou logo com direito a tratar como se fosse da família. Para depois não dizer nada. Ou melhor, dizer que era poeta.

    Pois bem, Ferdinand, isto sem ti é que era mesmo uma casinha de tias.

  48. Não estou a fazer-me de vítima. Estava só a ver até que ponto estava chamado ao barulho, e a potência que tinha de dosear. Conversámos por mail sim senhor, tenho todos guardados, e até foi bom.

  49. «Pois bem, Ferdinand, isto sem ti é que era mesmo uma casinha de tias.»

    Ai, Zazie, eu às vezes até disso duvido…

    Mas – diriam os meus vizinhos holandeses – sempre nos tira da rua.

  50. Zazie,

    Aqui só (quase) tu é que falas (por vezes cinco comentários a fio) e depois afirmas-te partidária e defensora do diálogo.

    E és muito malcriadinha, benza-te Deus. É de pandeleiro pra cima…

  51. Vaz Borges

    Eu não fiz 5 comentários a fio. Foi a ranhosa da zazie sublinhada, que quer exclusividade no nome e dar nas vistas.

  52. Zazie «2»,

    Não é por coisas. Mas poderias dizer-nos em que outros sítios deixaste, já antes, este teu interessantíssimo nick?

    E já agora: leste algum dia o gajo? E que tal, ela chegou a andar naquilo?

  53. ahahaha

    Que pergunta mais engraçada, Ferdinand
    “:O)))

    O Dragão é que costuma gozar com assim com os toinos. Trata-me por “o zazie”
    ahahahaha

  54. Py,

    O que te parece trazido pela coca não passa de perguntas-teste. A Zazie (a primeira) já percebeu. Falta a outra. If any.

    Xone well.

  55. zazie, ‘a Sublinhada’!
    Eu continuo à espera que me alinhave uma resposta à questão que lhe deixei lá para trás.
    Uma vez que lhe pareceu tão indecifrável e errónea a explanação do Rui Bebiano sobre o que deverá ser o trabalho do historiador, faça o favor de me explicar a mim como deve um historiador sério e isento tratar a questão da guerra colonial e do fim do império.
    Se o não fizer, sou obrigado a concluir que a zazie passou por aqui, como quem foi à casa das meninas fazer uma perninha.

  56. Olha lá ó panasca. Achas que eu não tenho mais nada do que dar lições de história a putedo?

    Eu comentei o post e já foi muito. Tu nem o post percebeste meu caralho.

    E acabou-se. Anda por aí outro merdas igual a v.s a usurpar o meu nick.

    Poe menos deixei de comentar no BdE e aqui no Aspiirna.

    Tenho um blogue. Quem quiser dirija-se lá.

    Esquerdalhada bimba e grunha, passo.

  57. As únicas pessoa de esquerda (e comunas ferrenhos) com que me dou são pessoas com outro nível. Nunca perderia tempo com jagudis.

    Gosto muito de um Filipe Moura, de Um Manuel Resende (o poeta hortelão) que é um bacano com mais verdade que um exército de esquerda caviar e de muito outros como é o caso do saudoso Tchernobyl. Mas putedo grunho de tatuagem no braço, tipo Guiné 70/Avante 80, passo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.