Nascidos em caixas

Nenhuma norma ou lei – da Internet, do café ou da Galáxia – pode justificar o enxovalho público a que, há dias, foi submetido aqui o Daniel de Sá. A libérrima política do Aspirina em matéria de comentários permitiu que indivíduos exercessem a ofensa (não a crítica, a ofensa) sistemática.

Paralelamente a isso, construiu-se (se não nas intenções, decerto nos efeitos) um microclima em que a insinuação delirante ganhou rédea solta. Assim, alguns comentadores declararam-se «certos» de que o Daniel de Sá fora induzido à colaboração no Aspirina para ser publicamente massacrado. Uma variante virulenta desse delírio anunciou ao Mundo que esse é um procedimento habitual neste blogue.

Nada me obriga a dar acolhida a quem usa as caixas de comentários para a terapia de frustrações e paranóias. Anuncio que, nos «posts» que eu assine, valerá alguma – mínima, mas decidida – restrição. As caixas de comentários têm criado espaços onde frequentemente apetece estar. Deles, quanto de mim dependa, banirei a violência.

Nunca esquecerei que eu – e o Valupi, e o José do Carmo, e o Jorge – todos «nascemos», para o Aspirina, nas caixas de comentários (o João Pedro e a Susana já eram bloguistas – e o Zé Mário, bloguista pioneiríssimo, soube ser para alguns de nós um querido parteiro). O Daniel foi, apenas, o último a revelar-se… blogogénico.

107 thoughts on “Nascidos em caixas”

  1. Fernando:

    Eu não sei como funcionam as entranhas do Aspirina, mas não haveria mal em exigir a quem comenta que deixe um email e um nome ou nick (mesmo que estas regras sejam fáceis de contornar).

    Por outro lado apagar comentários não é pecado (insultuosos), pelo contrário é apenas uma questão de asseio.

    Quanto ao resto, melhores tempos virão.

    Aqui deixo os meus cumprimentos ao Fernando, ao Daniel, e aos demais escribas desta casa.

  2. Luís,

    Há-de haver um limiar mínimo em que assentemos.

    Nós temos permitido tudo, não pomos a mínima exigência. Laxismo? Anti-autoritarismo anos 60? Crença no fundo bom da humanidade? Liberalismo de esquerda? Talvez tudo isso, em composição variável.

    Gostei dessa «questão de asseio».

    Um abraço.

  3. Não me parece que se trate de laxismo.

    Quanto ao liberalismo e ao anti-autoritarismo anos 60 (ou 90) de acordo com a minha experiência é muito bonito quando os outros têm alguma ponderação.

    Abraço

  4. o mesmo enxovalho e a mesma violência encontrei eu logo à chegada a este blog, que há pouco tempo frequento.

    em diversos posts – aliás, às vezes parecia-me que qualquer um seria, que todos esperavam mais um, qualquer que ele fosse, para desancar e destilar fel.
    exemplos seriam inúmeros. é só questão de reler o histórico dos últimos meses.

    nesse sentido, fv, não entendo esta sua particular reacção agora. foi a propósito de daniel sá. mas já a tal de soledade tinha sido massacrada por igual. talvez seja mais amigo do primeiro do que da segunda?

    mas, permita-me que lhe diga, este seu post é, no mínimo, confuso – isto é: ok, muito bem, o princípio parece-me óptimo (evitar insultos reles), mas cuidava eu que o objectivo do aspirina, e no qual todos se parecem sentir tão bem, era o oposto.por uma questão de estilo ou mera patologia, nunca tinha percebido bem. quem sabe achavam divertido.

    por outro lado, vc quer dizer o quê? que vai começar a eliminar comentários? então diga-o, claramente. sem se refugiar em formulações vagas.

    receio contudo que venha tarde, este seu são propósito. inclusive, face ao que muitos dos seus próprios colegas praticam aqui, ou seja, esse grau de ofensa, falta de educação, agressividade gratuita, com que reagem a comentários ou estabelecem diálogos com outros comentaristas.

    creio por último que uma decisão destas deveria ser tomada por todos os autores do blog, e não só por um. tipo ‘mudança de linha editorial’. de outra forma julgo-a de alcance limitado.

    enfim: eu cá voltarei, raramente como é hábito. a ver se isto mudou para melhor. para pior é impossível. (só mesmo a amizade que tenho pela susana me tem feito voltar aqui).

    abraço, e boa sorte.

  5. Sem-se-ver,

    Somos imodestos. Sabemos que a modéstia e a blogosfera não casam. Somos frontais. Na crítica, e no elogio. Cá dentro, e lá para fora.

    Por isso desprezamos, fundamente, quem pense poder lembrar-nos a nossa imodéstia. Ou barafuste quando fazemos pontaria, para a crítica, ou para o elogio.

    Em suma: pelamo-nos por um bom adversário. À altura.

    Abraço.

  6. Não percebi nada. Vai haver censura? auto-censura? Asseio? Temo que o Aspirina, a ser assim, deixe de fazer efeito. Sejamos honestos: quanto mais pirosos são os posts mais comentários provocam. Que o digam, com todo e o devido respeito, daniel e a já saudosa soledade. Sugiro, para evitar ferir susceptibilidades, que aos autores mais possidónios (e não estou agora a referir-me ao próprio) seja outorgado o privilégio de poderem – quando tal lhes aprouver – assinar com pseudónimo. Atentamente.

  7. Ana,

    Vai haver eliminação de comentários notoriamente, e gratuitamente, ofensivos. Isso, em «posts» assinados por mim, ou a pedido dos autores em «posts» publicados sob a minha responsabilidade, e em casos clamorosos mesmo sem pedidos deles.

    A isto chama-se censura. Claro.

  8. É uma questão fascinante, esta da possibilidade de apagar comentários. Porque permite pensar nos critérios a aplicar – o que é o mesmo que ter de repensar toda a História da cultura ocidental (e, em especial, a religião judaico-cristã, a filosofia grega e o direito romano) em ordem a fundamentar as decisões. Bom, isso, no meu caso. E por isso, no meu caso, nada se deve apagar. Seja porque o estatuto anónimo dos comentadores nivela todas as participações (não existindo, assim, comentários legítimos de um lado, ilegítimos do outro – pois são todos, concomitantemente, legítimos E ilegítimos), seja porque eu não quero ter essa trabalheira de encontrar o Logos no meio do pardieiro. Mesmo assim, e para o meu cadastro, registe-se que apago comentários, e nestes casos: Bigornas (ou variantes), duplicações (ou seja, repetições do mesmo comentário) e irritações (pela sua própria natureza, escapando a qualquer critério).

    Já tive valentes discussões com o Fernando, e acordámos nesta regra: cada um trata da sua chafarica. Tem a beleza (e a bondade) da simplicidade. Assim, o blogue não assume qualquer linha editorial (essa tentação é disparatada, pois este blogue é um colectivo, e gosta de o ser por preferir as diferenças à uniformidade).

    Uma palavra final para os moralistas que se queixam: por favor, abri os olhos e deixai entrar a luz. Ninguém nos ofende, ninguém nos pode ofender, muito menos aqui onde o estatuto de todos é farsante, chocarreiro. Seria digno de comiseração vir para uma qualquer caixa de comentários, de um qualquer blogue, à procura de reconhecimento, de salamaleques, de mezinhas para o abandono da alma num universo incompreensível. Isso é estúpido. Porque o registo anónimo, e incorpóreo, estimula a expressão das imaturidades e/ou patologias de quem calhar aparecer. Estar a protestar contra essas intervenções é estar muito chateado com a existência de seres humanos. A alternativa serão os ambientes controlados, seguros, assépticos, onde toda a minha gente se porta bem e é educada segundo os códigos burgueses. Ou seja, a alternativa é o aborrecimento e o paternalismo.

  9. FV,

    A Susana já fez parte do elenco de pelo menos 3 blogs antes deste, daí que colocar-se a si, debutante destas coisas, ao lado dela, seja um excesso da sua parte.

    Aliás isso nota-se, até na moderação/ponderação com que a Susana se envolve nestas questões, ao contrário do FV.

    Posso, naturalmente, concretizar: não percebo como se pode publicar um post destes depois do fuzilamento público que aqui foi feito a uma pessoa que assinava com o nickname “soledad” e que em tempos recentes terá aqui colaborado. independentemente de terem ou não existido razões que justificassem excluir a dita senhora do blog, a forma como o fizerem foi vergonhosa. as mãos que agora se levantam em defesa solidária de um membro deste blog, não serão as mesmas que em ocasião semelhante carregaram o alcatrão e as penas? Uns dias antes convidam-se os comentadores abutres para partilharem do repasto, uns dias depois enxotam-se os mesmos a propósito de regras que nunca aqui foram praticadas e respeitadas.

    Sinceramente não entendo.

  10. Como é óbvio, subscrevo por inteiro as palavras do primo. Censurar comentários é uma atitude triste porque anula uma das mais belas especificidades da blogosfera: a liberdade de expressão. No seu estado puro, à bruta, com abusos, exageros e injustiças. Isto porque (e não me canso de dizê-lo) tudo isto não passa de HTML. E o HTML não mói nem aleija. Apenas nos pede um pouco de humildade. Porque isto não é música que se possa dançar sem par.

  11. Primíssimos,

    Posso porventura lembrar-vos que são muitos (se não forem a maioria) os blogues sem caixas de comentários? Posso lembrar-vos que alguns, e exemplares, blogues (recordo o do Francisco José Viegas) fecharam as ditas caixas por já não aguentarem a violência que lhes entrava casa adentro?

    Vocês exprimem-se como se as caixas de comentários fossem sagradas, óbvias, indispensáveis, ingénitas. Não são. Elas são uma oportunidade, não uma fatalidade. E eu recuso-me a vê-las como fatalidades.

    Em suma: eu não sou obrigado (ninguém pode obrigar-me, nem eu posso obrigar-me) a aceitar na minha casa (leia-se, nos meus «posts») tudo quanto qualquer palhaço inidentificado achar poder escrever ali.

    Ou são, pergunto-vos, também as suásticas sobre campas judias (dou o exemplo, porque é eloquente e extremo, óptimo para teste)… «liberdade de expressão»? Não há, não deverá haver, nenhum limite para a loucura e a hediondez? Acabareis cantando hossanas a qualquer «hate mail»?

    Se assim for, esta casa não é minha.

  12. Fernando, invocar a profanação de um cemitério a propósito de caixas de comentários de um blogue não te fica nada bem. Eu, se fosse a favor da censura, e não sou mesmo, censurava-te por faltares ao respeito aos mortos. Já como raciocínio, é apenas básico e falacioso.

  13. Ana,

    Eu avisei que o exemplo era «extremo», «óptimo para teste» – e, por isso, no exacto ponto de ser forçado, polémico, escandaloso.

    Eu não invoquei os mortos. Propus um teste porventura decisivo.

    Chega-te como explicação?

  14. Tanto queres salvar os leitores e autores deste blogue que acabas por perder-te com eles e com ele, meu caro Venâncio. Estou a usar apenas um pouco de intuição – assim como que a puxar para o engraçado permitido ou não censurável.

    Ainda não me puz a pedir opiniões sobre isto aos milhares de portugueses que circulam todos os dias no Terreiro do Paço, mas o affair Daniel, a meu ver, resumiu-se, nas suas causas, à tremenda e supreendente incapacidade da sua figura central para reconhecer que o seu post carecia, digamos assim, de bom gosto estético para consumo geral. O poema estava adequadíssimo e comovente, bom mesmo sem ajudas de lápides, apesar da modéstia de ele lhe chamar um poemeto. Mas, ferido na asa “literária” por uns quantos chumbos sem nome e animado pelas galantes defesas postas pelo Valupi, decidiu pegar no bacamarte e arrasar todos os comentadores sem excepção. Depois foi chorar pro convento.

    Não faço ideia a como é que anda o preço da pescada nestes dias, mas tenho a certeza de que outros talentosos escrivãos surgirão neste blogue para o substituirem em novas procuras de elogio grátis e reconhecimento hipócrita. Quando os convidares, farás bem adverti-los dos perigos anónimos que os espreitam em cada canto desta grande caixa de conversa fiada.

  15. Fernando, claro que não. Porque, primeiro, invocaste mesmo os mortos enquanto “exemplo «extremo», «óptimo para teste» – e, por isso, no exacto ponto de ser forçado, polémico, escandaloso”; segundo, porque como raciocínio continua básico e falacioso. Repara, e isto sem que eu tenha nada de opiniar sobre a tua decisão quanto aos comentários. Afinal, a casa é tua e é natural que só deixes entrar quem tu queiras. Mas esse é outro assunto. Doméstico.

  16. Fernando: a palavra chave aqui é HTML. A tua comparação, por isso, não faz sentido. O HTML não suja.

    Fechares as caixas de comentário nos teus posts parece-me uma melhor opção, sinceramente. O Viegas (e outros) fecham as caixas porque lhes apetece e acho muito bem. É essa a solução para o teu «problema», Fernando, e não a censura. Uma caixa de comentários com censura é uma coisa abjecta, caramba. Pensa lá com calma nisso. A sério.

  17. Bem lembrado, Fernando: blogues sem caixas de comentários. Ora, que se passa lá? Seja o que for, sabemos que o autor se imagina detentor de um órgão de comunicação social. Isto é, imagina que há um conjunto de frequentadores que irão ter gosto, interesse, em conhecer o que o autor publica no seu blogue. Mas não abre caixas para não se sujeitar à escumalha que passa (escolha do substantivo da minha responsabilidade). Se calhar, a audiência que pretende ter é a dos amigos, ou a da imprensa, esperando vir a ser citado em jornais, na TV, mas não tendo pachorra para atender o povoléu (processo de intenções da minha responsabilidade). E cumpre louvar o Abrupto, sem caixa de comentários e com comunidade de leitores participativos. Em conclusão, exemplos (e bons) não faltam.

    No Aspirina seguiu-se o modelo do BdE, onde se cultivava a interacção e discussão com a comunidade dos comentadores. Para mim, é o modelo preferido, pois eu não me imagino com algo de relevante para transmitir ao mundo, mas sei bem como é gratificante dialogar com a comunidade que passa.

    Assim, e em resposta às tuas perguntas, creio que cada autor deve aplicar nas suas caixas os critérios que escolher. A temática dos limites (ou seja, da moral) é, repito, fascinante, mas não colhe tratá-la aqui e agora, como é óbvio. Por mim, para mim, basta o bom-senso como fundamento da jurisprudência em causa.

  18. Tirando que a Susana já foi blogger do Afixe e “chefa” do Sociedade Anónima (“chefa” no sentido em que, comigo, decidimos sempre em conjunto tudo aquilo que se passava nos bastidores da Soca, incluindo o tratamento a dar aos comentários) a minha opinião sobre as caixas de comentários é a que cada um sabe de si (sem qualquer juízo de valores).

  19. Valupi,

    Concebo (e tu, claramente, também) estas caixas como «lugar de encontro». Café, taberna, banco de jardim, tanque de lavadeiras, banho turco.

    Tenho para mim que tu, em qualquer lugar desses, não aturarias tudo.

    JP,

    O HTML suja. Oh, se suja! Quando deixar de sujar, deixa também de ser humano.

    Contra os profetas esotéricos da blofosfera, lembro que eu existo também fora daqui. Mais exactamente: é o meu ser não digital que aqui fala contigo, não a sua asséptica tradução em dígitos.

    Lembras-te do mal que fez à literatura a «morte do autor»? Não vamos repetir a triste graça, pois não?

    Susana,

    Não tive em conta a tua biografia pré-aspirínica. Talvez o possas encarar como cegueira que exaltou o presente.

    O «post» foi corrigido neste particular.

  20. Passando à frente de muita coisa acessória, como o critério ou o pretexto de censura, que não me diz respeito quero apenas salientar que existe aqui uma tremenda petição de princípio- e que é de ordem meramente técnica.

    Qualquer blogue escolhe o tipo de comentários que lhe agrada. Existem vários. Eu uso um que exige registo no blogger (podia ser noutro servidor, não importa). Uso-o com uma finalidade simples:

    Evitar que alguém use o nome ou nick, tanto faz- use a identidade de uma pessoa, para se fazer passar por ela.

    Ao impor este método de comentários estou também a oferecer aos leitores uma restrição- conhecida à partida- só pode comentar quem fica com registo- e uma liberdade- se não aceitar esta imposição, não comenta.

    E este é que me parece ser a exigência simples- saber-se à partida, com o que se conta.

    Depoism poderá haver censura ou não- no meu caso já houve moderação- por motivos que se reportavam a intromissões na vida privada – é este o meu limite na blogosfera, mais nenhum; e por motivos de pretexto para expor outros a vexames públicos.

    Quando isso aconteceu também ninguém foi apanhado de surpresa. O musaranho coxo fez post, explicou que ia ficar como porteiro a medir as bossas da loucura dos comentadore, e segui-se em frente.

    O que aqui se está a justificar é o oposto disto.

    E passo a explicar- se eu vejo uma porta aberta de um estabelecimento, sem qualquer indicação de quem pode entrar ou não pode, o comerciante, depois de alguém entrar, não pode dizer que o estabelecimento estava fechado ou sujeito a regras de entrada.

    Porque não as enunciou, nem delas usou antes da entrada.

    É o que se passa na intenção deste post.

    Quer-se manter um sistema onde tudo é permitido à partida, uso indevido de identidade de outras pessoas, comentários com nome, e-mail e site de quem se bem entender e no fim diz-se que se vai mudar as regras depois de se ter deixado entrar de forma indiscriminada.

    O que está aqui não é um erro de direito de uso de posts, ou de censura, ou de o que bem apetecer- é um erro meramente técnico.

  21. Já que o tema voltou à baila, também considero útil, num meio destes que cada um estabeleça os tais limites pessoais, ainda que fique sempre espaço para caprichos ou entedeamentos que levem a fazer o que bem entende de uma caixa de comentários, ou até da interactividade com outros bloggers.

    O meu, como já disse milhentas vezes é este: vale tudo, em termos de linguagem mas há um limite- nunca entrar na devassa da vida privada.

    Porque este também é o limite que eu estabeleço com os outros. É da mais elementar ordem de raciocínio que os limites têm de ser recíprocos. A minha lei é válida para mim e para aquilo que faço aos outros.

    O resto é mera variação de humores e com isso não se estabelecem regras.

  22. Parafraseando a Catarina:

    Claro que cada um sabe de si.

    Mas é bom que use um sistema técnico que não engane ninguém.

    Se eu ofereço a possibilidade de toda a gente se fazer passar por toda a gente, não posso no fim dizer que vou censurar quem se faz passar por outrem.

    Para além de ser ineficaz e enganador, ainda acarreta uma agravante- tecnicamente só o pode fazer se usar os bastidores para espiar IPs.

    E aí é livre, mas anula os critérios estéticos que defende.

    Resumindo: o que eu prefiro para mim e a que também esteja sujeita é a comentários com registo, daqueles que não precisam de espiolhar IPs (no meu caso nem o posso fazer por deliberademente me recusar a usar sitemeter).
    Assim ninguém abusa ou vai ao engano. E auto-limita-se.

  23. Para que não haja confusões ou se pense que me estou a desculpar de alguma coisa.

    Por acaso até fui das poucas pessoas que comentou a defender o Daniel de Sá.

    Se esses comentários não estão agora lá foi pelo facto de terem sido apagados.

    Neste sistema, não existe a possibilidade de nenhum comentador apagar os seus próprios comentários (no meu até existe). Os comentários que são aqui apgadados só o poder ser feitos por quem tem a password do Aspirina.

    Conclusão_ também se podem apagar comentários de defesa e com o tom mais educado possível.

  24. Isto é um espaço público, livremente acessível, em princípio, em qualquer ponto do planeta. Se forem feitas aqui afirmações que constituam imputações de crimes ou atentados ao bom nome não enquadráveis no exercício da liberdade de expressão, crítica e debate, os ofendidos ou o ministério público podem intentar uma acção contra os seus autores e aqueles que lhes derem guarida. Os donos desta coisa também são, pois, responsáveis e é natural que se defendam das acções que lhes possam mover. Fora disto, a citada liberdade terá, na prática, uma interpretação e uma latitude compatíveis com as características do meio de comunicação (aqui só vem quem quer e ainda é preciso subir ao piso dos comentários) e as regras do jogo estabelecidas unilateralmente ou consensuais. Os donos fazem a censura que lhes apetecer e, depois, podem esperar pelo resultado. Por exemplo, não vir cá mais ninguém.

  25. Pergunta amena para o João Pedro:

    Se ‘tudo é HTML’, poderei também à passagem do PR gritar «Sacana! Pulha! Vendido!», confiante em que o meu advogado saberá convencer o juiz de que foi tudo… movimento articulatório?

  26. As pessoas de espírito livre e as pessoas de espírito censório não costumam dar-se muito bem em espaços confinados.

  27. Esse é outro erro técnico que degenera em argumento falacioso.

    Qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, abre o browser e entra em qualquer site disponível.

    Quem abre o browser do Aspirina, entra nele e só o não poderia fazer se o mesmo implicasse limitação de acesso público.

    Tudo aquilo que é escrito na primeira página tem uma visibilidade incomparavelmente maior com a que se passa nas caves.

    Os responsáveis por um site (blogue) só o são pelo que escrevem na primeira página. Como alguém já explicou, responsabilizar o autor do blogue pela porcaria que possa andar na cave, seria o mesmo que responsabilizar um ministro pelos grafitti e insultos escritos nas paredes do ministério.

    Porque isto não é nem um jornal, nem um café. É uma forma aberta com acesso a milhões de pessoas em qualquer parte do mundo.

    Seria suficiente ter-se conta disto para 2 coisas:

    1- Não valorizar a porcaria que se passa numa cave- pelo simples facto- quando se abre o browser do Aspirina tem-se lá o nome dos bloggers e os escritos assinados. Mas não se tem necessariamente a obrigação de descer às caves.

    Quem desce às caves e vê por lá merda, e insiste em se meter dentro dela, não pode depois vir cá acima queixar-se ao blogger que aquilo cheira mal- ele aguentou o cheiro para por lá andar. não foi esquisito nisso.

    2- Significa que esta diferença também coloca em níveis diferentes qualquer vexame público feito na primeira página ou feito nas caves.

    Se primeira página se usa alguém para a vexar publicamente (e isso nunca aconteceu aqui- tanto quanto sei) está-se a usar um megafone muitíssimo maior.
    Não o pode fazer, em pé de igualdade, quem apenas deixa tretas em local secundário.

    E é do mais simples bom senso que também ninguém atribuiu o mesmo valor a parvoeiras escritas nos sanitário públicos, ou nas paredes e muros na rua, com o que se escreve num jornal.

    Pelo que colocar estas tretas no mesmo plano só pode servir para uma coisa:
    Mais um pretexto para as botas cardadas meterem as patas no meio mais livre que existe.

    E quem alinha nesta confusão, em última instância o que está a fazer é precisamente isso- dar pretexto a misturas e a censuras exteriores- as do poder, que são as únicas que contam.

    Pelo que seria muito mais sensato que quem entender pura e simplesmente publique os postes que entender, da forma mais aleatória que só ao próprio diz respeito e retire os comentários. Quando também lhe apetecer.

  28. Agora a mim é que nunca ninguém se virá queixar com esquisitices de porcaria nos comentários. Ou achar que tenho obrigação de contratar faxineira.

    Para isso ia já obrigar todos os responsáveis com Poder a retratarem-se e a responderem publicamente por todas as calúnias, boatos e difamações que também se escreve nos jornais para os defenderem.

  29. Pergunta inocentíssima à Zazie:

    Se a Sala e a Cave têm estatutos tão diferentes, seria uma solução que o autor do «post» nunca comentasse nele – e idealmente nem lesse os comentários correspondentes?

  30. Para terminar:

    Também é treta de chamar “pessoas de espírito livre” aos parasitas que se instalam nos blogues dos outros para mexericos ou porteirices.

    Vão lá aos blogues deles e experimentem fazer o mesmo e esperem pela resposta- é logo tudo apagado.

    Isto é muito giro desde que não sejamos nós os expostos à chacota pública.

    A maior parte que faz isto até nem tem blogue ou, se tem, ninguém lá vai.

    Quando falo nisto, falo na porcaria de trica larica gratuita.

    As críticas fortes mas com pertinência não entram neste campo.

    A essas, ou há estaleca para as aguentar, ou não há.


  31. «Pergunta inocentíssima à Zazie:

    Se a Sala e a Cave têm estatutos tão diferentes, seria uma solução que o autor do «post» nunca comentasse nele – e idealmente nem lesse os comentários correspondentes?

    Não percebo o tom a dar para o disparatado do “inocentíssima”.

    Passando à frente do tom que não atingi, resposta à questão:

    Não deve ter lido o que eu escrevi.

    Porque eu limitei-me a dizer que se escolhe o modelo técnico de formato de comentários que se deseja.

    E ainda acrescentei que também se é livre de colocar ou não colocar comentários disponíveis em qualquer post ( de forma aleatória)

    Responder nos comentários é outra escolha do própria. Quem quer responde, quando lhe apetece, quem não quer não responde nem dialoga.

    O sistema técnico a que me referia é apenas uma espécie de tabuleta e honestidade para que não se exija no fim aquilo que não se exigiu antes.

    Fora isto, os comentários e participação neles é questão absolutamente gratuita, aleatória e totalmente fora do contexto. Do contexto do post e do contexto do que eu escrevi,

  32. Era eu, o nick descolou (os nicks, urls e e-mails também se descolam por capricho que o dono deles não controla.

    O mundo da técnica tem muito mais que se diga que a lógica estreita de quem o não compreende.

  33. Podes crer, Fernando. A questão é mesmo essa. Toda a gente se cuida.

    Pimenta no cu do outros é refresco.

    O que não invalida a diferença que eu estabeleci entre chacota ou vexame público na primeira página (há casos que até se escrevem boatos e calúnias em relação a bloggers com o desplante de lhe acrescentarem link) com o que se passa neste plano underground dos “riscos nas paredes das ruas”, ou nas tricas de converda em emprego ou boato público que sempre existiu e há-de continuar a existir.

    O que é bom é manter bem clara esta diferença.

    As botas cardadas estão-se pura e simplesmente nas tintas para tricas de porteiras, mas se tiverem pretexto para, à custa disso, entrarem na blogosfera, ora bem, até serve.

    E dar-lhes pretexto é abrir-lhes as portas.

  34. Bom, vou indo.

    Ficou aí a ideia. Foi escrita à pressa. Pode-me ter escapado alguma coisa, como pode ter escapado a outrem outro tanto.

    Agora à defesa é que nunca jogo.

    Isso até seria caso para vir no jornal: no dia em que a zazie jogar à defesa está reformada

    ahahahaha

  35. reli:

    Não se trata de existir estatuto diferente no que se passa na primeira página e no que se pode passar nas caves.

    Não é estatuto, é responsabilização de blogger por ele, como foi aí dito.

    Nenhum blogger deve ser responsabilizado pelos comentários largados nas caixas.

    Ponto final.
    Se alguém quiser responsabilizar outrem pelo que se escreveu nas caixas dos comentários tem a via da lei ao seu dispor.

    Neste caso entram todos, incluindo o blogger que também lá possa ter comentado.

    Não há estatuto diferente porque a responsabilização pública e legal é sempre individual

    E deve continuá-lo a ser.
    O que eu não quero, politicamente, é que se invente o pretexto de considerar que se é também responsável pelos outros- inclusivé pelo que os outros fazem nas caves.

    Foi isto.

    Não é diferença de estatuto, é não haver pretextos para colação à tabela (isso querem os sacanas que temem a blogosfera- os do poder)

    A diferença entre enxovalho é que é diferente- porque a primeira página tem uma visibilidade incomparavelmente maior com as caves.

  36. Aquela gargalhada da Zazie ainda bem que não tem som. Deve ser de arripiar as criancinhas no raio de trinta quilómetros.

  37. Essa ideia de se dizer que qualquer membro de um blogue pode ser responsabilizado juridicamente pelo que foi largado na caixa de comentários é que perigosa.

    E demagógica, para além de não ter argumento justificativo. Porque um blogger não publica comentários de caixa- até pode estar internado ou amarrado ou sem acesso à net e aparecerem comentários nas caixas do seu blogue.

    E depois? é culpado? como se fosse um director de um jornal?

    A imbecilidade é esta, aina há gente de cabeça estreita que julga que a net é o jornal ou o café do bairro.

    Ainda nem se deram conta do que isto é. E depois falam no que está dentro e no que está fora. Outra calinada. não existe dentro e fora. Isto é éter, carago.

  38. Por acaso estás enganado Nikita.

    Há quem diga que se pode conhecer uma pessoa pelo efeito do vinho e pelas gargalhadas.

    no meu caso tenho fama do bom efeito contagiante de ambos.

    Ninguém aprende a rir, tem-se o riso que se merece. O meu dizem que é incomparavelmente agradável.

  39. Fernando, a tua maior preocupação (o exemplo dos nazis, etc.) corresponde, de facto, a uma situação onde a dúvida se reduz a zero. É por isso que apagamos os Bigornas, por exemplo. Assim, tudo o que pareça atentado à Constituição será de imediato apagado, independentemente de eventuais quadros legais que responsabilizassem autores por comentários de terceiros (questão que me ultrapassa neste momento em que escrevo). O problema está, porém, nesse vasto território de perene lusco-fusco onde habita o gosto de cada um. Se um comentador prefere usar o vernáculo, se procura conflitos fulanizados, se repete expressões vácuas num registo infantil, etecetera, que fazer? Bom, o que der na real gana de cada autor. É só isso. Não poderás ser prejudicado – tu que assinas Fernando Venâncio, e que és o mesmo Fernando Venâncio condizente com os dados biográficos que vais partilhando – por alguém ter escrito, numa caixa de comentários a um texto meu – que assino Valupi e não partilho dados biográficos de forma directa – não sei o quê que desse origem a protestos fosse de quem fosse e como fossem.

    Enfim, se eu estiver enganado, significa isso que nem aqui se pode viver um pouquinho daquilo que melhor nos define entre os seres da criação: a liberdade.

    A zazie tem razão, na minha opinião. Um blogue responsabiliza-se pelo que assina. Os comentários são de quem os envia. Se provocarem problemas legais, no máximo levariam ao seu apagamento ou à investigação (possível) da identidade dos seus autores. Mais do que isso, é absurdo ou imbecil ou despótico.

  40. Ainda bem que o ahahahaha
    não tem som. Deve ser de arripiar as criancinhas no raio de trinta quilómetros. Acho que devia haver espelhos de gargalhadas.

  41. Fernando: continuas a fazer comparações sem sentido. Isto é HTML, ponto final. Quem leva isto excessivamente a sério (parece ser o teu caso) escolheu o medium errado para o fazer: o HTML é movediço e pantanoso e não se presta a exercícios de gravitas.

    Quanto à questão legal: é óbvio que a zazie e o Valupi têm razão.

  42. Valupi,

    Há uma desproporção que parece escapar-te (e não to levo a mal, já que não estás implicado): é a que surge do confronto entre os «problemas legais», de difícil mas pragmática solução, e ter o Aspirina perdido um colaborador por receio (absolutamente compreensível) de ser novamente enxovalhado.

    Não preciso de te encarecer o colaborador, que tu defendeste sem o conheceres, e que eu vos apresentei sem conhecê-lo mais que dos seus livros. E todos o conhecíamos, já, dos produtos magníficos que foi deixando aqui nestas caixas.

    É por essa gritante desproporção que os cerimoniosos, assépticos e falaciosos rondós da «liberdade de expressão» me parecem da mais deprimente irresponsabilidade.

    Volto a citar a Zazie:

    Isto é muito giro desde que não sejamos nós os expostos à chacota pública.

  43. Vamos ter é uma exposição do caneco sobre Leonardo da Vinci aqui no Porto e voc~es para aqui na tagarelice…
    E depois venham cá dizer que os da Câmara do Porto são incompetentes…

  44. AO FV E AO VALUPI,

    A BOA EDUCAÇÃO, O CIVISMO, A DECÊNCIA, A TOLERÂNCIA NAS CAIXAS DE COMENTÁRIOS SEGUNDO O SENHOR DANIEL “DE” SÁ:

    “Parecia-me uma história bonita. Mas, se eu vier a saber que sou visto apenas como um sacana vindo de um mundo de merda, retiro-me para não continuar infectando o ambiente.”

    “Eu prometera a mim mesmo não voltar aqui. Mas a canzoada continua a ladrar como se tivesse raiva.”

    “E eu não preciso das vossas fétidas baforadas para me manter nas minhas próprias asas. Sou osso duro de roer, palermas.”

    “Porque, monstros do absurdo, atingistes uma família exemplar.”

    “Tenho pena de que um blog tão bem concebido atraia tal multidão de porcos. Que hão-de continuar a abocanhar as pérolas frequentes que aqui aparecem.”

    “E é a convivência com Homens como o Emanuel que tornam mais difícil aceitar o enxovalho da bestialiade.”

    “Ou não sabem ler, seu patifes da treta? Dissessem de mim o que quisessem, e fossem-se lixar, que tanto se me dava. Assim, vão mas é para o raio que os parta.”

    “Que ele, se sabe deste diálogo, compreenda que eu tenha voltado à pocilga. Quem alguma vez foi tocado pelo seu abraço imenso nunca será contaminado pela podridão deste mundo animalesco.”

  45. Fernando, esse é o lado para que durmo melhor. Esclareço: esse é o lado da responsabilidade alheia. Repara: que tens tu, eu, ou seja quem for, a ver com a forma como o Daniel racionalizou a experiência por que passou? Como é que é possível estabelecer relações de causa-efeito, e daí extrair preceitos regulamentadores, numa dimensão que se esgota no psiquismo de outrem, maior de idade e na suposta/reconhecida posse das suas faculdades mentais?

    Falar de “enxovalho” é que será falacioso rondó, ou desavergonhada falácia, pois está a querer comprar a nossa piedade soberba. Enxovalho?! Comentários de anónimos num blogue conseguem enxovalhar alguém?! Mas que noção de enxovalho é essa que se sujeita aos caprichos dos fantasmas, dos loucos, dos asininos e dos cobardes? Seja lá qual for, não é a minha.

    O Daniel devia saber – e se ainda não o sabe, faria bem em saber – que a sua exposição neste meio poderia originar o fenómeno de “agressividade” que aconteceu. O Daniel, e qualquer um que lhe queira dar um bom conselho, deverá saber que o problema não está do lado dos comentadores – os quais são iguais em todo o lado, e seja com quem for – mas sim do lado do autor exposto. Quem não quer molhas, sabe bem o que tem a fazer.

    É falso atribuir à desistência do Daniel o conteúdo e número de comentários antipáticos, pois isso equivale a destituir o Daniel da sua inteligência. Não é por ele ter sido vítima de si próprio – no sentido em que se revelou inexperiente na gestão de conflitos num blogue, e também no sentido em que a temática em causa era de melindre, complexidade e profundidade afectiva potencialmente disfuncionais – que a realidade se alterou: quem se expõe, num blogue ou no raio que o parta, está a oferecer-se para aquilo que poderá ser visto como um “enxovalho” ou como uma banal manifestação da banalidade dos outros. Venha a sanidade e escolha.

  46. Valupi,

    Precisamente. eu também falei em enxovalho pela intenção com que pode ser feita.

    Mas só se sente enxovalhado por tretas quem pouca estima tem de si.

    A mim ninguém me enxovalha por o tentar fazer das formas mais porcas.

    E já o fizeram. Fizeram com essa intenção de provocar vergonha pública.

    Mas não me atinge. Nunca me atingirá.

    A única coisa que pode atingir e, essa sim, já expliquei- é a devassa da vida íntima (ainda mais do que a mera privada) ou a devassa e afectos de pessoas que me são queridas- que nem estão neste meio.

    Ambas as coisas já me foi feito. Essas sim, tenho-as marcadas para não haver enganos.

    Com esse lixo é que, o que mais desejo é distância.

  47. Quem não suportou a crítica severa a uma obsenidade e começou com o enxovalho foi o dito senhor “de” Sá (é só confirmar).

    A seguir teve o troco justo que mereceu.

    E merece.

  48. repito o que o Valupi escreveu e volto a assinar por baixo

    «Comentários de anónimos num blogue conseguem enxovalhar alguém?! Mas que noção de enxovalho é essa que se sujeita aos caprichos dos fantasmas, dos loucos, dos asininos e dos cobardes? Seja lá qual for, não é a minha.»

    Exacto. o que eu disse é que quem tem essa intenção de enxovalhar bem se cuida.

    Cuidam-se os que agora podem vir para aqui com tretas que é tudo liberdade.

    Porque lá no cantinho deles o mais que querem é estima. E nunca gostam que os amiguinhos e familiares vejam um décimo do que são capazes de fazer noutros sítios.

    Já os coloquei à prova.

    Também já larguei bocas nesses imbecis das tricas que dizem que é tudo liberdade.

    E apagaram-nas em segundos. Para que ninguém soubesse. A ideia que tentei exprimir foi esta. Mais nada.

    Não deve haver pessoa a quem já tenham tentado maior chicana pública que a mim.

    Ando por cá há muitos anos. Era inevitável. Mas aí não tocam. Porque, se também não andasse com cabeça saudável, então o melhor era não me colocar a jeito.

    Devassa e calúnias, intrigas e difamações são uma coisa. Essa sim, é porca e desprezível e não o deixa de ser lá por ser feita com nome e apelido.

    Pelo contrário. Até é mais porca por querer fazer passar a credibilidade de uma mentira com a lata de dar a cara.

  49. …a confirmação:

    “Eu prometera a mim mesmo não voltar aqui. Mas a canzoada continua a ladrar como se tivesse raiva.”

    DANIEL DE SÁ

  50. Para que fique claro:

    Também só pode ser lido como tentativa de enxovalho, o que tem visibilidade notória. Nunca numa caixa de comentários com impossibilidade de se saber quem berrou.

    É como estar numa qualquer conferência ou palestra e ouvir-se umas bocas vindas da plateia. Ou pateada e insultos vindos do público se o espectáculo não presta.

    Isso até tem uma enorme tradição no público de música clássica ou de ópera, São famosas as chacotas.

    E nunca ninguém se lembrou de chamar a rusga pelo facto.

    O que por aqui andou foi um meio termo entre isto e o gratuito de desocupado.

  51. “Eu prometera a mim mesmo não voltar aqui. Mas a canzoada continua a ladrar como se tivesse raiva.”

    DANIEL DE SÁ

    Depois desta afirmação (e do inacreditável post) queriam o quê!?

    Comentários educados e comedidos?
    Pedidos de desculpas?
    Poemas em jeito de resposta!..

    VÃO-SE FODER TODOS, “EDUCADINHOS” DE MERDA!

  52. Poderei à passagem do PR gritar «Sacana! Pulha! Vendido!»?
    Claro que posso. Sobretudo o “Vendido!” Quanto ao
    “Sacana” e ao “pulha” é menos óbvio, mas, no contexto, são termos que não visam injuriar, antes exprimem forte desagrado para com a actuação do político. Quem anda à chuva…
    De qualquer modo, a comparação do Aspirina com o chefe de Estado a passar na praça pública é muito forçada. É enviesar a questão.

  53. As grandes vedetas já levaram as maiores pateadas do público. Não existe maestro que não tenha sido feito em cacos por qualquer ligeira falha.

    O Godard até já apanhou com tarte na cara à saída de festival de Cinema.

    Algum deles disse que foi enxovalhado?

    Alguém se lembrou de responsabilizar os organizadores do espectáculo por isso?

    A lógica é esta.

  54. “Eu prometera a mim mesmo não voltar aqui. Mas a canzoada continua a ladrar como se tivesse raiva.”

    DANIEL DE SÁ

    E ESTE ENXOVALHO NANDINHO, JÁ É DIGNO DE COMENTÁRIO!?

    FUCK YOU

  55. Poderei à passagem do PR gritar «Sacana! Pulha! Vendido!»?

    O FERNANDO ATÉ NO INSULTO É UM QUERIDO TÃO EDUCADO E CULTO.

    FUCK YOU

  56. O que tem um blog de estimulante que um jornal não tem? A possibilidade de diálogo imediato e sem censura com quem escreveu o post e com os outros que o comentam. Alguns vivem essa experiência como uma censura e não como uma porta aberta para crescer com as críticas e estímulos que daí possam surgir permitindo melhorar a sua criatividade.

    As pessoas que se escondem por detrás de um ou vários nicks apenas com o intuito de insultar, estão apenas a demonstrar a sua incapacidade real de serem criativos. Nem por detrás do anonimato conseguem ter originalidade. Estão a sofrer. Mas tal como vêm, também vão. Uns mais depressa outros mais devagar. Quem fica, talvez, talvez, vá aprendendo.

  57. a verdade caro nandinho, é que estas novas gerações dão-te 10 a zero, a ti e ao pobre do daniel. o negrume de um país fechado e inculto, onde reinavam farsas como vocês, acabou. finito.

  58. Mas percebo perfeitamente o FV.

    Ele é que não tentou perceber-me
    ehehehe

    Claro que também me sentiria mal, se acabasse por ser mais ou menos responsável por algo que magoou alguem que muito estimo.

    Ainda que não tenha de compreender os motivos pelos quais as pessoas se sentem magoadas.

    Foi também isto que já me aconteceu na blogosfera- fazerem mal a uma pessoa que me é querida como forma de vingança por falta de estaleca nestas merdas das caixas.

    É assim. Aprende-se e aprendemos a proteger o que deve ser protegido.

    Entendo o FV .Não entendo é o post ou a forma como o quer fazer por partir de um erro técnico.

    Fornecer máscaras à entrada (passe a metáfora) e depois dizer que não se admitem insultos e mascarados é nonsense.

    O problema está neste sistema de comentários. Percebo que não é simpático mudar porque também se perdem todos os que por cá andam. E que também fazem parte da história do blogue. Ou da liberdade de resposta de um comentador.

    o melhor será não permitir comentários nas situações que são mais ou menos passíveis de perceber que “vão dar bronca”.

    Até porque a fauna da casa não é novidade para ninguém ( e incluo-me nela).

  59. É verdade, o Sá foi intolerante, malcriado, ofensivo e agressivo. Tratou de CANZOADA e de PORCOS quem lhe chamou piroso e despudorado – que não são insultos gratuitos, mas críticas com base em valores éticos e estéticos que ele não partilha (até aí tudo bem) nem admite como respeitáveis.

  60. Salamaleques,

    É da maior cobardia recolheres essas citações do Daniel, como se elas tivessem surgido por si.

    Uma pessoa enerva outra até ao desvario, e lança-lhe depois em rosto o que, a partir de então, ela disse.

    Ficas mais bonito caladinho. Acredita.

    Nikita,

    Vale também para ti. Com a agravante de que te julgava mais esperto.

  61. Fernando: não faças do Daniel uma vítima. Compreendo a tentação na medida em que foste tu que o convidaste a entrar no blogue – mas não faças isso, que dá muito nas vistas. Como diz o primito, quem não quer molhas, sabe bem o que tem a fazer. Tão simples quanto isso.

    Mais: não há praticamente nenhum comentador / autor do Aspirina com quem eu já não tenha trocado algumas palavras azedas (brutal eufemismo). E isso não me impede de hoje me dar lindamente com eles (ou não: que eu até os fodo). De resto, é isto que me choca mais nesta tua defesa do Daniel, Fernando: o facto de a tua praxis demonstrar que és um senhor muito boa onda que suporta todos os «insultos» na boa, porque intuitivamente percebes que o contexto de qualquer acto enunciativo é fundamental na sua conformação (e isto não tem nada a ver com a morte do autor, seu reaccionário anti-estruturalista!!!!).

    Pronto, é só isso.

  62. Há muitos, muitos anos, Miguel Esteves Cardoso convidou para escrever no «Independente», que dirigia, o crítico Joaquim Manuel Magalhães. Numa entrevista, o director confidenciaria pouco depois: «O que quer que JMM escrever, eu publico-o».

    Creio que li tudo quanto JMM aí escreveu. Não exultei propriamente com tudo. Possivelmente MEC também não. Mas publicava-o. Porque não o admirava à peça.

    Foi esta confiança prévia, sem limite, não «à peça», o que me levou a encarecer, no Aspirina, o Daniel de Sá.

    Quem não entender isto desista de me entender.

    JP, sem o saber, estava a responder-te.

  63. Foi esta confiança prévia, sem limite, não «à peça», o que me levou a encarecer, no Aspirina, o Daniel de Sá.

    Quem não entender isto desista de me entender.

    Pois, o problema é que a maltosa também não deixa escapar nada e gosta de comparar situações.

    A antecedente com a Soledade não deu direito a este crítério.

    Não importa agora saber-se o motivo pelo qual não deu direito ao critério. Mas importa ver que tudo o que se publica de outrem é lido da mesma forma.

    Ninguém te de saber historial de admiração de uma pessoa por aquela a quem dá voz.

    Os critérios é que têm de ser coerentes.

    O resto é palha. Não aconteceu por aqui nada de especial.

    NÃo é por nada .Queria ver um de v.s a apanhar com tretas que até apanhei muito recentemente.

    Precisamente as da devassa pública, os postes a fazerem o “historial” da má-fama da zazie e depois o circo lá dentro.

    E o mais que penso de maltosa capaz disso é que devia bater punhetas a grilos.

  64. Só por causa das coisas.

    Da outra vez ainda desconfiei que a Soledade percebesse a ponta de um corno destas merdas e acreditei que nem soubesse mudar de nick

    Desta vez percebi que v.s tinham razão. Ela andou por aqui disfarçada de tony, de Elisabete e mais não sei de quê.

    Não é preciso espreitar IPs, há frases e palavras que denunciam o autor.

    Para o caso é secundário. Serve apenas para dizer que também aí não houve tantas anjinho como se quis fazer passar.

  65. Ó JOÃO PEDRO, ÉS O ÚNICO GAJO DECENTE DESSA POCILGA!

    UM ABRAÇO DUM IRMÃO TRIPEIRO.

    ATÉ OS COMEMOS!

  66. Tant pis, FV. Repito e não volto a falar sobre isto: o Sá é que reagiu como uma primadona caprichosa, susceptível e muito desbocada às críticas que numerosos comentadores lhe fizeram com base em critérios éticos e estéticos. Ele enervou-se, não foi “enervado”. Culpa dele. Aliás, não foi só ele.

    Se me criticarem, eu defendo-me, discuto, argumento, não desato a chamar “cães”, “porcos” e coisas piores aos meus críticos, ainda por cima cobardemente abrigado no tabu do menino que morreu. Mas se usarem de pura arrogância e de puros insultos comigo, aí levam do fino, e com muito gosto. Não teria problema nenhum em repetir cara a cara o que disse do Sá, que é mais ou menos da minha idade. Evitaria o personagem, certamente: não iria ao café dele, virar-lhe-ia as costas, mudaria de passeio. Mas se ele começasse audivelmente, à minha frente, não podendo eu desviar o olhar ou tapar os ouvidos, a fazer o seu estendal de mercadoria avariada, ele pode ter a certeza que eu iria refilar bem alto. Há muita gente como eu, não sou especial.

  67. Não és especial, lá isso é verdade. Mas estás convencido disso.

    Eu também sou capaz de inventar uma rábula do que conseguiria fazer se te visse à frente.

    A diferença é apenas a realidade.

    Está visto que frente a frente até muito chavaleco que goza era capaz de ir a correr para entrar no retrato.

    Bastava saber que saía no jornal ou dava na tv. A ver se havia tanta complicação com os “critérios artísticos”

    Mais de metade ia logo à boleia.
    ehehehe

  68. A grandeza de um blogue também se mede pelo empenho dos seus comentadores (se tivermos em conta a quantidade como critério, que também o é).
    O Valupi traduziu bem o fenómeno Daniel, a meu ver, e quanto à responsabilização legal dos donos de blogues pelas atoardas anónimas só mesmo na cabeça do Pacheco Pereira…
    Aliás, qual de vocês assume alguma responsabilidade pelo “anónimo fuck you” ou outros que escolham este pouso como privilegiado para lançar umas bojardas?
    Quanto ao resto, também alinho com a Zazie na questão da caravana que passa.

  69. Não há nada mais simples para tirar a prova que chamá-los para o palco.

    Ofereçam um post a quem se arma em grande letrado para teorizar um bocadinho.

    Era giro observar-se o resultado.
    O que saía dali e como reagiam os mesmos da pateada nas caves.

    Isto é tudo doutorado em crítica de garagem.

    “:O)))

  70. O Nikita tem razão. Ele desatou a chamar de porcos os comentadores… Mas graças a ele, temos agora no Aspirina B a Miss Piggy, o Naf Naf, os três porquinhos, enfim, temos tanta porcaria e chafurdamo-nos tão bem na m**** que até dá gosto.

  71. A VERDADE É ESTA FERNANDO, DURA, NUA E CRUA:

    FAZ LÁ AS TUAS TRADUÇÕESZITAS DE MEIA TIJELA E DEDICA-TE À PESCA (AÍ HÁ MUITOS CANAIS DE MERDA).
    PERDOA-ME, MAS FALTA-TE TALENTO, CARACTER E EXEMPLO.

    O JOÃO PEDRO E O VALUPI (ÀS VEZES ACORDA TARDE) SÃO OS ÚNICOS ESPIRITOS LIVRES E TALENTOSOS DO ASPIRINA.

    PARA NÃO FALAR DAS SAUDADES DO GRANDE LUIS RAINHA.

  72. Anda aí uma alma danada mortinha, mortinha, mortinha, mortinha por uma peixeirada com intelectuais de esquerda. Ninguém dá nada pra o peditório? Tenham peninha dela…

  73. Insisto numa proposta que me parece sensata e que encontra fundamentação no facto de, a experiência assim o prova, quanto mais pirosos são os posts mais comentários provocam. Que o digam, com todo e o devido respeito, daniel e a já saudosa soledade. Sugiro, para evitar ferir susceptibilidades, que aos autores mais possidónios (e não estou agora a referir-me ao próprio) seja outorgado o privilégio de poderem – quando tal lhes aprouver – assinar com pseudónimo. Atentamente, uma visita habitual do Aspirina

  74. Sugiro que se comece pela possidónia da inteligentíssima sugestão.

    O Valupi coitado, teve de se hipotecar para conseguir autorização para uso de pseudónimo.

  75. Eu cá valorizo sempre a liberdade de expressão acima de tudo.

    Ainda ontem, me entrou pela casa um gajo para me chamar filho da fruta. É óbvio que imediatamente o felicitei por ter entrado em minha casa e por ter usado da liberdade de expressão de forma tão responsável.

  76. eu bem digo que isto é a acédia, agora não sei se tem acento que há uns chiques que gostam mais de dizer acedia.

    Também não percebo tanta conversa, eu já fui censurado em posts de dois ou três autores aqui do sítio, por acaso ou sem ele, tanto me faz. Sempre reconheci o direito ao dono do post de censurar, quanto mais não seja por irritação como diz o Valupi, já que, se tem esse poder, é sempre responsável por acção ou omissão, e portanto nada a fazer: fica à sua consciência.

    O único mérito deste post do Fernando é que fica avisado que daqui para a frente censura o que lhe der na gana, ou na consciência, tanto faz, aí ninguém manda mais que o próprio.

    Até hoje ainda não me chateei, se calhar nalgum caso até agradeço, nem sei, no dia em que me chatear mesmo é muito simples, bazo e o blog fica a secar de saudades…

    Ou talvez não, o que ainda seria melhor por razões que os bros budistas compreenderão…

  77. completamente falida não desesperes que eu ando ali a dar um jeitinho nas taxas de juro. Agora acabei de passar pelas brasas (comi uma dose reforçada de filetes de sardinha aldarbada com arroz de feijão que gosto muito) e já me chegou o sururu dos CEO, burros ainda não perceberam o ponto! Agora convoco os iluminatti e só não vou já aos deuses porque estes têm a mania de me castigar concedendo-me logo os desejos…

  78. Fernando, tudo bem? Sou brasileiro e gostaria que conhecesse meu blog literário, mistura quadrinhos, poesia e texto para contar uma história numa realidade alternativa, atualizarei ele semanalmente, a medida que desenho e decido quais textos são relevantes para contar esta história. Aguardo impressões e críticas!

    Abs!

    outerzone1.blogspot.com

  79. fernando, lapso sem qulquer importãncia, dispensava correcção. quanto às caixas de comentários: por mim, quem faz comentários inúteis é quem traz um peso às costas. mas, como dizia a catarina, cada um faça o que entender melhor; cada um modele a situação para estar bem, aqui.

  80. Achei piada àquela do HTML do JPC… méne, jota, como dizia o Padre António Vieira, lembra-te que até tu és HTML e em HTML te hás-de converter. Tu, as pedras dos cemitérios dos judeus, os pastéis de belém e a gisele bunchen, o que é mais grave.

  81. Este não é daqueles comentários parvos a mais não poder, que apetece apagar da face da Terra? Pois, por teima, não se apaga.

    Nomina stultorum in omnibus sunt.

    Foi o primeiro provérbio latino que aprendi. Tinha eu dez anitos.

    Com a diferença que esse parvo nem nome tem.

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