Há uma saída para este Portugal?

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Não posso (no sentido de «não consigo tecnicamente») transpor para aqui a crónica de VASCO PULIDO VALENTE , «A corrupção do Estado», hoje no «Público». Mas aconselho vivamente a que se a leia.

Já o que disse Cravinho teria servido para assustar-nos, como Valupi aqui sublinhou. Mas Vasco faz de Cravinho – que admira – um ameno menino de coro.

Se for verdade o que ele afirma (e não vejo muito por onde iludir-nos), que fazer com este país?

A crónica vai transcrita aqui abaixo. Com um obrigado à Zazie.

61 thoughts on “Há uma saída para este Portugal?”

  1. A corrupção do Estado

    A entrevista que João Cravinho deu na última quinta-feira é indispensável para perceber a corrupção. Cravinho diz duas coisas de uma importância crucial, em que esta coluna tem de resto insistido. Primeiro, que o grosso da corrupção “se faz” com uma ou outra “entorse” imperceptível, “de acordo com a lei”. Segundo, que por isso mesmo a polícia e os tribunais não podem ir longe e só se ocupam de casos menores. No fundo, o Apito Dourado e as operações do género sai um espectáculo, que esconde os crimes de consequência.
    Com grande coragem Cravinho explica qual é o problema: o problema é o de que certos lobbies se apoderaram de “órgãos vitais de decisão” do Estado ou de departamentos que as preparam. Ou. Se quiserem, o de que o Estado se tornou o principal agente de corrupção.
    Isto significa não que o Estado serve, não o interesse do país, como compreendido por este ou aquele partido, mas sim o interesse de lobbies com mais poder ou influência. E, no entanto, nunca se fala disto, embora toda a gente o saiba ou suspeite, a começar pelo presidente da República, porque os “negócios” conseguem inspirar um respeito e um temor que, por exemplo, o futebol não consegue e que manifestamente coíbem a imprensa e a televisão. O que se passa no interior de certos ministérios de que depende a orientação da economia nunca chega à rua. Como nunca chega à rua quem perdeu ou ganhou com os “projectos”, que o Estado autoriza ou financia. Ou quem é e donde vem o impecável pessoal que manda nisso tudo. Ainda anteontem o dr. Cavaco exigiu novas leis para assegurar o que ele chama a “transparência da vida pública”. Infelizmente novas leis não bastam.

    Cravinho descreve o “choque” que sofreu com a complacência do PS perante a corrupção do Estado. Sofreria com certeza um “choque” igual, e talvez pior, no PSD. A verdade é que o “bloco central” se fundiu com o Estado. Não existe um Estado independente do “bloco central” e muito menos dos “negócios”, que o apoiam e sustentam: da banca e da energia, a quatro ou cinco escritórios de advogados. Cravinho, como Cavaco, não percebeu, ou preferiu omitir, que hoje não se trata de reformar uma parte inaceitável do regime, mas pura e simplesmente de mudar o regime. Se, por acaso caísse do céu a “transparência” que o dr. Cavaco deseja, metade da primorosa elite do nosso país marchava para a cadeia como um fuso.

  2. O que o VPV diz, não sei. Mas ele nunca diz nada de novo. Prometo ler, para depois comentar.

    Sobre o Cravinho, tomo a liberdade de citar um comentário meu a outro post:

    Cravinho é um herdeiro da concepção “antimonopolista” e anticapitalista da democracia. O ex-conselheiro de Vasco Gonçalves para as nacionalizações de 1975 – e também directo responsável por elas – nunca deixou de pensar que a corrupção é inerente ao sistema capitalista. Capitalismo igual a corrupção. Para ele, só com transformações radicais do sistema é que se combate a “corrupção”, porque os monopolistas (embora agora lhes chame lóbis) “se apropriaram dos órgãos vitais de decisão” (entrevista à última Visão). As nacionalizações de 1975 foram decididas, é bom lembrar, sob pretextos muito parecidos, por vezes iguais aos agora invocados para o combate à corrupção: acabar com a “sabotagem económica”, impedir a fuga de capitais, assegurar o “predomínio” do poder político sobre o poder económico, etc., etc.

    Ao combate à corrupção por outros métodos chama Cravinho a “concepção policial”, fatalmente votada ao insucesso, segundo diz. A corrupção não é, segundo ele, “um conjunto de factos isolados”. É um “sistema”. Em linguagem de 1975, uma conspiração, uma sabotagem… (Agora chama-lhe também “corrupção de Estado”, designação retomada por VPV). Não se vai lá com repressão, diz Cravinho. Faz lembrar os líricos que defendem o mesmo para o combate à droga: nada de repressão do tráfico, mas sim medidas estruturais, como ajuda aos países do terceiro mundo produtores de cocaína e opiáceos, etc.

  3. Se a transcrição da Zazie está fiel, folgo em ver o VPV a citar o antimonopolista Cravinho como quem cita a Bíblia ou o Capital de Marx. O que a passagem do tempo nos faz viver! Estará caquético? Perdeu o sentido crítico?

  4. A minha transcrição creio estar correcta. Copiei-a directamente.

    De resto, se há quem goste não merece melhor.

    Essa é a verdade. Temos um país cheio de idiotas que, à custa das ideologias e das camisolas, dão carta branca a esta choldra.

    São como os pobres a olhar para a novela dos ricos: imaginam que ainda podem ir à boleia.

    O estado de poltranice dos portugueses tem avanaçado na proporção directa desta corrupção estatal.

  5. A lógica é mais ou menos esta: então, é a vida, só quem não pode não faz o mesmo”.

    Foi neste serzinho abjecto que se tornou o tuga filho da democracia

  6. O gajo está definitivamente caquético, perdeu todo o sentido de Estado.

    Não há para aí uma clínica psiquiátrica para o internar?!

    “Com grande coragem Cravinho explica qual é o problema: o problema é o de que certos lobbies se apoderaram de “órgãos vitais de decisão” do Estado ou de departamentos que as preparam.”

    Mas em que país é que este gajo vive?! Não é de certeza o meu!

  7. Obrigada pela tua transcrição, Zazie, poupaste-me o preço dum jornal do Belmiro, dinheiro que dou sempre por mal empregue.

  8. Vocês querem ver que o meu Belmiro também posta comentários na Aspirina?!

    Eu sempre disse que aquele menino ia longe!

    (A sair de cena enquanto cai o pano) Anda cá Belmirinho que te quero dar um daqueles beijinhos repenicados que só eu sei dar …

  9. Os novos teóricos do capitalismo monopolista de Estado: Vasco Pulido Valente e João Cravinho (este último já requentado). Falta ali o Carlos Carvalhas para completar o ramalhete.

  10. Peço licença para lembrar que o Belmiro de Azevedo, que contratou o VPV para citar o antimonoplista Cravinho quando fosse útil e viesse a talho de foice, é o líder de um dos lóbis mais fortes que há em Portugal, mais forte do que a Associação Nacional de Farmácias e a Opus Dei juntas. Um lóbi que se serve do seu órgão Púbico, do que o órgão diz e do que o órgão não diz, em apoio das suas estratégias. Um lóbi que tem porta-vozes em todos os órgãos de comunicação social e que já apoiou financeiramente várias candidaturas políticas. Um lóbi que, mesmo assim, não conseguiu aquilo que teria sido o decisivo apoio deste governo do Sócrates para a sua OPA sobre a PT. Isto levanta uma pontinha do véu , como se costuma dizer nos editoriais. E é uma ilustração da suposta “corrupção de Estado” em que vivemos. Todos seguimos a saga da OPA falhada do Belmiro sobre a PT através do Púbico. Lembro-me bem da reacção raivosa do órgão do grupo SONAE ao facto de o governo não lhes ter facilitado a vida com um empurrãozinho da CGD, etc., etc. O VPV devia era ter vergonha naquela fronha. Mas nunca teve, reconheça-se…

  11. O que me espanta é AINDA haver gente “bem formada” com dúvidas sobre a amplitude da corrupção em Portugal.

    De qualquer forma, pode-se falar, criar leis, reformar o Estado, exigir a transparência do mesmo que nada vai mudar.
    A mentalidade ficará a mesma, salvo algumas excepções nas quais não me insiro porque, como se nota, não desisto do derrotismo.

    Acção, sff!

  12. Só há uma solução para isto tudo, e ela é: nas próximas eleições só se vota nos partidos ainda não contaminados pela corrupção, mesmo que tenham nomes tão estrambólicos como Bloco Avante ou Frente dos Analistas da Cona da Prima. Era limpinho: acaba-se logo com a necessidade de termos de travar estas conversas de merda.

  13. Mas, afinal, quais são esses lobbbies que tomaram conta dos órgãos de decisão do Estado? Estarão o VPV e o Cravinho a referir-se à CIP, que quer impor o aeroporto em Alcochete? Estarão a referir-se à SONAE, que quer(ia) a Portugal Telecom? Estarão a referir-se à Igreja Católica e à Maçonaria, que têm ideias opostas acerca dos subsídios do Estado às instituições de assistência e estabelecimentos de ensino ligados à Igreja? Ou será uma referência aos grupos “monopolistas” Mello, Espírito Santo, BCP, que querem tomar conta de gordas fatias da economia e pagar nenhuns impostos?

    Cravinho e VPV, se têm alguma coisa a dizer, não se fiquem por suspeitas lançadas sobre o “sistema”. Isso só serve para, à maneira fascista, desacreditar o que está e pedir “acção” de camisas negras ou azuis ou verdes. Queremos nomes e factos! O nome dos corruptores do Estado. O nome dos governantes a soldo dos lobbies. Podem usar o Aspirina, porque aqui ainda não há censura. Se o VPV perder a mensalidade do Púbico, ganha aqui em apoio moral e notoriedade barata.

    E já agora digam-nos o que a gente há-de fazer aos lobbies, essa canalha corrupta. Que tal mandá-los para a Sibéria? Temos aí o velho Campo Pequeno, se bem se lembram. E Caxias. De qualquer modo, não seria conveniente voltar a nacionalizar os sectores chaves da economia?

  14. Assim já nos entendemos, Nikita! Naming names and spilling the beans. O resto são avé-marias pra vender jornais!

  15. Subscrevo o Nikita:

    «Queremos nomes e factos! O nome dos corruptores do Estado. O nome dos governantes a soldo dos lobbies. Podem usar o Aspirina, porque aqui ainda não há censura. Se o VPV perder a mensalidade do Púbico [sic, claro], ganha aqui em apoio moral e notoriedade barata.»

    E o Aspirina paga-lhe uns bifes. Não já no Gambrinus, sorry, mas ali ao Loreto há uns estabelecimentos catitas.

  16. Há corrupção? Há! Há gajos que ganham a vida a clamar contra a corrupção, advogando a terraplanagem do País e a mudança dos habitantes? Há! Há quem adore ciclicamente voltar ao assunto, sem coragem para uma denúncia concreta e a babar-se do efeito mediático que isso tem? Há!Há quem utilize isto como jogo político? Há!
    É claro que quem banaliza a coisa pela constante gritaria sem demosntração de factos, se não se chama VPV anda lá perto. Quem mais do que ele insiste em demonstra-nos que o País fica parecido com um aborto se não lhe seguirmos a sua veia masoquista? Ler o VPV é o caminho mais directo para a depressão!

  17. Não descobri agora, claudia. Já cá ando há muito e nem é do ser humano que falo. É do tuga situacionista. Conheci o situacionismo do outro tempo e conheço agora este. O que este tem de diferente é a degradação no cinismo, na anomia, na total perda de noções de valores que antes ainda existiam – na vergonha na cara. Pelo menos dantes ninguém tinha o pretexto de fechar as viseiras para o mundinho das guerras partidárias e achar que isso é que é cidadania. A democracia trouxe este gigantesco engano- a ideia de que importa defender os nossos filhos-da-puta contra os filhos-da-puta da facção contrária.

    Claro que nesta lógica não há valor que se aguente. Ela é acompanhada de outra noção- o que conta é o ganho, o sucesso. Há filha-da-putice de sucesso (para eles, não para o país), se for dos nossos, ainda bem (para nós, que votamos neles, e nos estamos nas tintas para o país.

    Para os portugueses que ainda sabem o que deve ser honestidade, e não se acomodaram a este cinismo, nada disto se pode entender com a cabeça dentro da merda de partidos. Por isso é que o VPV (e não só- linkei textos no Cocanha que são bem explícitos) olha para o todo- para o bloco central- e mostra como já não existe Estado independente.
    Entender esta questão é do mero âmbito da cidadania. Não é por acaso que hoje já recebi uma série de mails de pessoas que nada têm a ver com “politizações” a pedirem os textos. O povo tem olhos na cara. O que falta são media livre que informem em vez de encobrirem. Para que se julgue, para que se não permita esta choldra.

    Ou será que ainda pode haver imbecis que acham que é na choldra, na mais degradante corrupção de clientelismos que um país vinga e ainda se pode chamar democrático o regime?

  18. Uma coisa é certa, há níveis de traficância mas a forma como se fazem os nossos não tem paralelo com mais nenhum país europeu.

    Porque por cá já chegaram ao ponto de serem legais. De nem serem tapados. De nem se saber onde termina a máfia e começa o Estado.

    Pior, por cá já existe a tal degradação do tuga filho da democracia que contribuiu com a anomia e macaqueia esta vergonha.

    Os portugueses estão-se a tornar seres cada vez mais hipócritas, mais corruptos. E isto não acontece por acaso. Limitam-se ao que aqui se disse: então não votamos em ninguém…

    Foi aqui, a esta falsa ideia de que democracia é o dia de ir à urna e mais nada, numa troca de cadeiras em que “agora pilhas tu, depois pilham os outros” que se chegou.

    Não há cidadania, há cópia de poltranice. Os que estão em cima copiam os que estão em baixo e, na volta, todos esperam ganhar alguma coisa com isso.

  19. Mas quem é que está interessado em entender isto?

    Eu sei quem não está, isso sei- não estão interessados em entender todos os arrivistas.
    Seja com a desculpa da camisola partidária, seja com as barbas de molho. De resto, se isto não chega, ainda existe o passado para acreditarem que vale a pena dar carta branca.

    Também temos os grandes anti-fascistas contemporâneos situacionista.

    Apareceram aí mais acima uns exemplares. Essa semântica ainda vende.

    Se faltar a semântica ainda pode haver o escriba, o problema é do escriba, do VPV. Portugal não tem nada a ver com o caso.

  20. Olha, zazie, há muita gente na esfera política sem essa cara hedionda que andas para aí a pintar. Pões tudo no mesmo saco, caramba.
    Be cool, baby!

  21. Disse o Valupi no outro post:

    «Uma coisa é certa: a realização da democracia, na sua promessa de justiça, pede um salto ético que não se vê na sociedade. Só nos raros. »

    Pois pede. E se não pedir não é democracia.

    Não pode existir uma palavra (democracia) que esteja acima de uma Nação.

    O problema é que a cabeça das pessoas politizadas foi feita. Os que ainda a têm mais livre até são os menos “politizados”.

    Todas as mudanças em Portugal têm começado tortas. Nem sequer temos uma república sufragada.

    E há quem lucre e lá vá levando a vidinha sem que nada o afecte. Até porque, se perguntarmos a muita gente o que entende por Portugal, pelo pais, não se obtem resposta.

    Antes do país há muito que passou a existir a palavra “democracia”, os nomes dos partidos e as dicotomias ideológicas.

    O resto, o que é mais do que esta escala para anõezinhos até tem má fama. Ainda pode passar por nacionalismo fora de época. Por saudosismo, ou pior, por falta da adaptação a uma “socieade moderna”. ~

    Já há quem chame à choldra “problema de crescimento”.

  22. O que tu gostas não vem ao caso. A menos que estejas a falar de smarties ou corn flakes.

    Mas se te contentas em gostar do capitalismo para responder a uma análise como esta, na maior.

    Já estou como o Groucho: tragam-me um cérebro de uma criança de 5 anos”.

  23. É claro que não se deve gozar. Pode-se vir a ter um filho assim, ou uma neta, neste caso.

    Cruzes canhoto! Tenho bons genes, caramba. Até que chegue aí há-de demorar umas boas gerações.

    “:O)))

  24. São os filhos do Big Brother. É só sucesso.

    ehehehe

    Sabem lá eles o que é mérito e trabalho sério. Sabem que existe sucesso e que vem com o carcanholzito.

    Mede-se por telemóveis por cabeça quadrada e automóvel por cavalgadura do asfalto, à entrada para a universidade.

    Foi por aqui que desaguou o homem novo do cavaquistão. Cada “homem novo” tuga é mais atrasado mental que o que o precedeu. Faz parte dos tempos- é regresso ao paganismo tribal.

  25. É isso mesmo. Só faltava a outra palavra chave da moda. Quando não é sucesso é inveja.

    Não ligues. Estava só na hora do recreio.

    Inté e muito sucessozinho.

    Mas não esforces muito essa cabecinha a ler estas coisas que pode stressar o neurónio de sucesso que vive lá dentro.

    “:O)))

  26. Tá bem, acredito que foi assim que fizeram contigo.

    Olha, até já fiz um postito a pensar em ti.

    Agora vou indo. O musaranho fica a tomar conta da casa que a blogosfera não é vida.
    ………

    A propósito, tens lá umas fotos giras acompanhadas de uns textos mais estilo “chave de fendas”.
    “O artista incompreendido” e olhos que delineiam simetrias que criam sentido” e tal e coisa.

    Não sei porquê só fez-me lembrar a Soledade.

    Foi pena não teres botado aqui essas peças tão preciosas do teu estaminé. Assim ficava tudo mais democrático e também entravas na festa.

    Eu entro sempre. Escrevo com os pés e tenho parvoeira online até dizer chega.

  27. Mas olha que aquela cena do “artista incompreendido em busca da beleza” e da impossibilidade de “ponte com a sociedade” não parece coisa de mocinha de sucesso.

    Dá um ar um tanto rançoso à século XIX. Mas tu é que sabes de que é feito o bom do sucessozinho micro-burguês e capitalistazinho.

    Por mim aplaudo as fotos.

  28. Tenho a mania de dizer isto. Mas aqui há tempos até chorei a rir quando o maradona fez aquele post dedicado ao JPP. A propósito do sujeito estar a comentar as eleições e a escrever postais para o Abrupto.

    Era oferecer-lhe um portátil, para esconder debaixo da mesa e ainda saía mais post com os pés

    ehehehe

  29. Vá lá, vá lá, um pouco de fairplay. Para quem anda aqui tão catita com aquelas das pérolas e dos porcos, não há que levar a mal.

    Olha só esta passagem que também está gira: «Por trás da maior beleza, há a maior miséria. A perfeição na Arte anda de mãos dadas com a perdição na vida. A obra pode ser aceite pela sociedade, mas ainda não se descobriu a ponte que unisse o artista à sociedade.»

    È assim um balançar entre o cabaret e o convento. O artista é uma rameira incompreendida; um sacrificado, coitado, que o sucesso não faz a ponte, mesmo que instale estamine na calle del Desengaño .

  30. Já voltou o terrível ehehehehehehehehe troando pelas arcadas penumbrosas do Aspirina. Criancinhas todas para casa, já!

  31. a cabeça da zazie é uma bola de sabão prestes a estalar entre uma coca e restos de ideologias esquerdistas passadas de moda. veste roto, sujo e ecléctico, sempre com a pastilha elástica na boca.

  32. CLAUDIA,

    Lets face it, dear. You are just an ordinary PACHACHA with a mind on the dole. That you are not a match for Zazzie and your jokes stink is outrageously obvious. Recognize that and you will leave at peace with yourself forever.

  33. I “leave” you with a nice chance to get at me with another of your tasteless jokes. Who is your best chum?

  34. Tem piada que eu também estava para emitir uma opinião similar à do Chico sobre a Claudia, mas depois tocaram-me a campainha e acabei por esquecer. Sim, de facto, se há alguem que ande por aqui a sofrer de guturotetania, não é de certeza a Zazzie. Como não há muito a escolher e a Maria de Fátima desistiu de torcer mais o seu esfregão de galhofas, só há uma candidata de peso: a Claudia, pois então. Que a menina me desculpe a sinceridade.

  35. Fernando, dizes que o Vasco faz de Cravinho um ameno menino de coro, mas não. Com o Vasco, metade da elite nacional marchava para a cadeia como um fuso. Com Cravinho, seria mais de metade. É o que ele quer dizer, quando aponta a surpresa de o seu próprio partido, e dito socialista, não querer ir mais longe na legislação contra a corrupção.

  36. Cláudia, a Zazie é mais género salazarista. Se fores à toca dela, percebes logo pelo intenso cheiro a mofo. Esta conversa da rapariga contra as camisolas e os partidos é típica. Sendo ela (sem o saber, como Monsieur Jourdain) um exemplar museológico das ideologias caceteiras dos anos 20-30 do século passado, quer aqui fazer-se passar por isenta e independente. Não há pachorra.

  37. Olha, a Claudia perdeu o pio. Que pena, a senhorita! E depois, para colmatar o buraco por onde a ela se lhe escapou o fôlego, surge-nos a sua hermana Maria de Fátima que entreabriu a portita da vox-latrina para atacar sem razão nenhuma o Valupi. Que duas maganinhas com tão pouco miolo.

    Mas, esperai, gentinha, não se perdeu tudo. Temos aqui Niknik – O Mofo – com muito pouca pachorra para aturar a Zazzie, uma comentadora cheia de graça genuina que disse um par de coisas que há muito tempo precisavam ter sido ditas. Talvez valha a pena lembrar a este Niknik, portador da estafada argumentação da caceteirice, muito popular entre diplomatas de meia-tijela, que os únicos e incorrigíveis caceteiros foram os que causaram TODAS as grandes e pequenas guerras dos últimos cem anos neste mundo com as suas intrigas e poder financeiro granjeado na experiência secular em usura, banca e bolsa e andam a preparar mais do mesmo ou pior com a ajuda de todos os corruptos das repúblicas do grande bacalhau do oriente como a nossa. Pois é.

  38. Olha a tipa saiu anti-semita. Todas as guerras do últimos cem anos, “grandes e pequenas”, assacadas aos judeus! A toca do ogre afinal tem chaminé de crematório.

  39. Anónimo das 5.57, assino por baixo. O gajo é mesmo maluco.

    Nik,

    Já arrumaste a senhora com esse teu argumento “semítico” de matar ratos e fazer parar a respiração. Mas, olho vivo porque nunca se sabe quais serão as consequências do emprego pouco judicioso de adjectivos como “anti-semita”. Que provas é que tu tens de que a mulher é considerada persona non grata na Síria, na Palestina ou no Líbano e noutros lados? Se tens, mostra aqui lacres e selos para provares essa acusação e da mesma penada provares também a tua excelência em antropologia cultural – secção de enredos e aldrabices.

    “Judeus” é palavra tua, não te esqueças, e já agora aproveito para te dizer que só encaixa propriamente com “semita” em apenas 25 por cento dos casos em que uma pessoa honesta as compara e interrelaciona para extrair sumo histórico potável. Portanto segura-te bem que podes cair sem ninguem te empurrar. Se insinuação havia no escrito da “tipa”, poderias ter visto nessa dubiedade um incentivo ou motor de arranque para desemperrares os pistões cerebrais em novas viagens de elucidação. Apressado e nervoso, pareceu-me, cagaste e mijaste na fralda quando eliminaste a possibilidade de que ela poderia estar a aludindo a banqueiros sionistas (gente mais couraçada e habituada a críticas) e outros alfarrabistas que vendem os livros que lês. De modo que duvido que algum psicólogo seja capaz de explicar o que é que te levou a enterrares a cabeça mais uma vez na grande carapuça universal.

    E também acho que deviamos denunciar todos os “anti-semitas” mas só quando não nos falta munição argumentária. Que tal começar pelo muito genuino “judeu” anti-semita Henry Kissinger, que disse um dia, completamente consciente que o diabo não estava a ouvi-lo, algo parecido com isto: “Um povo que anda a ser perseguido há 2000 anos é porque deve ter feito alguma coisa de errado”. Isto nem o Torquemada. E vê lá se ele não tem tido bons empregos como a Claudia.

  40. Ó merdas das 08:51 (desculpa, mas o teu nome não dá jeito nenhum), o problema não está no qualificativo, está no conteúdo dauquele comentário que tu aparentemente também condenaste. A não ser que seja só aparentemente, aí fia mais fino. Esse argumento dos judeus anti-semitas é muito velho, tem um cheiro a ranço bem característico. A citação do Kissinger, o mínimo que se pode dizer é que na tua argumentação está fora do contexto. Citações ad hoc como essa, já ouvi e li milhares. 99,99% são falsas. Mas logo te direi.

    Se me queres desafiar para uma discussão terminológica ou sematológica, perdes o teu tempo e, se calhar, o dos nossos amigos. Bem percebeste o que eu queria dizer. Agora saúdinha e vai levar na peida, se és dos que gostam. Se não, não.

  41. ehehe, logo vi que havia de haver (?) pantufada.

    Eu ando a tratar de vistos pás, que vou bazar uns tempinhos para dar uma rabecada na acedia outonal

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