Comboio da noite para Lisboa

Comecei a ler Comboio da noite para Lisboa. Escreveu-o Pascal Mercier, romancista austríaco. Comecei-o ontem, num comboio já nocturno, a caminho da Suíça.

É a história (longa, 400 páginas em letra pequena) dum exemplar professor de línguas clássicas, de Berna, que um belo dia lê um livro (fictício) dum pensador português e larga tudo para ir a Lisboa. Dizem, e acredito, porque já o estou vendo, que é um livro colossal. Só o pus de lado porque a vida não é só literatura.

Leio-o em tradução neerlandesa. Não acho rasto de edição em português.

9 thoughts on “Comboio da noite para Lisboa”

  1. Tem estado em grande destaque nas livrarias holandesas, é verdade. Ouvi falar dele pela primeira vez através de uma amiga, que o leu no original alemão. Seria pena que não acabasse por chegar a Portugal (digo-o sem alguma vez o ter lido).

  2. É, de facto, uma obra monumental, amigo Fernando. Mas, vá lá saber-se porquê, sinto-me traído. Como escreveu o Tê pela voz do Veloso, “se tiver de ser ao menos que valha a pena”. É esse, tenho a certeza, o caso.

    Imenso abraço amigo.

  3. Olá
    Achei um acaso interessante estarmos a ler o mesmo livro ao mesmo tempo :)
    Estou a ler a versao original e, aqui na Áustria, esse livro está na lista dos livros mais vendidos.
    Boa leitura!
    Susy

  4. Maria, só para o caso de o Fernando não responder: ele vive na Holanda há já uns bons anos e é, salvo erro, professor de português (aqui estou a apalpar) na universidade livre de Amesterdão (mais apalpadelas).

  5. Boa, João André. Se eu fosse rico, punha-te (se calhar tens afazeres bem mais ambiciosos) a meu public relations.

    A primeira apalpadela foi óptima. Se alguma coisa sou na vida (eu convenço-me sempre de que sou várias), é professor de português.

    Já as apalpadelas à universidade ficaram a tentear. É Universidade de Amsterdão, sim, mas não a «Livre» – que se chama assim, porque era, de início, privada, não do Estado. De resto, a minha também o era, em parte. Era municipal, e assim o foi até aos anos 60.

  6. Uma correcção: o autor é suiço.

    E finalmente está nas livrarias a tradução portuguesa. Acho o livro fabuloso e quando o li em francês há cerca de um ano tentei logo descobrir se já tinham vendido os direitos para cá. Só não percebo porque é que a Dom Quixote demorou mais de um ano a editá-lo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.