Re-Intermitência

 

 

 

 

 

“O teu filho é, de facto, um bebé espantoso”, digo, ternura embevecida, a N., amiga de uma infância feliz. “É muito parecido contigo”, exponho. “Mas vai ter os olhos do falecido pai”, acrescento. E passo-lhe para a mão, emoção incontida, uma caixa com um par de olhos azuis mortos dentro.

20 thoughts on “Re-Intermitência”

  1. Quem vê olhos, não vê corações.
    Os olhos sempre vivem. Tenho um amigo cego de claros e lindos olhos, quando falamos diz-me continuamente – “tas a ver?!” – e com razão!, muita das vezes o cego sou eu. Obrigado pela breve visita ao meu blog, com os seus olhos o viu.

  2. Gostas de veludo, mulher? Fetiche?

    E é só o começo, Cláudia. E é só o começo.

    Tem – o negro – uma cor especial, não tem, maria?

  3. Toda a alma tem uma face negra,
    nem eu nem tu fugimos à regra…
    sabes cantá-la?

    O negro nunca me assusta. São as cores do populismo que me assustam.

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