Re-Intermitência

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Não te apetece fazer amor”, pergunta-me, esfomeada, C., corpo estendido pelos lençóis por suar. “Sim, apetece”, respondo. “Mas pensei que fosse incomodativo, para ti, deixar-te aqui sozinha a meio da noite”, explico. E, alguns segundos depois, saio de casa, a caminho dos braços de M.

9 thoughts on “Re-Intermitência”

  1. Fizeste mal, CC. Devias ter levado a boneca contigo. Debaixo do braço ou na mochila. Em casa, sozinho, como fazes sempre, pelo que escreves, era só encher…Mas compreendo-te: encher duas é um pouco cansativo.

  2. Oh Mário tu enches a boneca quando descobres, ao chegar a casa, que já lá “estás”? Se calhar, aí, é que sentes vontadinha de bufar…

  3. Sinhã, as bonecas não têm piada nenhuma. Na nossa idade. Por isso o CC anda tão desgostoso. E, como ele escreve, já não consegue ver as ondas, o sol, a areia. Muito menos a Sereia, de carne e osso, embalada nas ondas, vestida de espuma e a seduzir-nos com o canto da vida.

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