Uma morte, duas vidas

Ontem, ao ler de relance a capa do “24 Horas”, descobri que morrera, vitimada por um “cancro galopante”, uma “estrela dos Malucos do Riso”. Horas depois, no “Público”, descubro que falecera uma grande actriz e fundadora da Cornucópia, Raquel Maria. “Azar dos diabos”, reflecti, “perdemos duas actrizes num só dia”.
Só ao cair da noite é que percebi que se tratava, afinal, da mesmíssima pessoa.
Quantas biografias caberão no espaço de uma vida? Muitas, de prestarmos atenção aos dias de Lorenzo da Ponte; eu, para mim, já me contentava com uma. Mas está difícil.

One thought on “Uma morte, duas vidas”

  1. Vir à procura das últimas reacções sobre a situação no Médio Oriente e ser brutalmente desviado para a confusa biografia do da Ponte… É por estas e outras que instalei um cronómetro com alarme sonoro ao lado do PC. O artigo na Britannica é ainda mais completo – a biografia mais desconcertante que leio desde a do Pêro da Covilhã. Um exausto obrigado ao Luis.

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