Mares da China

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Encerrou-se, em Roterdão, o festival da Poetry International deste ano. Um dos grandes momentos foi, para mim, a actuação do poeta chinês Han Dong, representante – assim foi dito – de certa nova corrente, que preza a linguagem comum. Aqui fica um poema seu, traduzido graças à versão neerlandesa, comparando-a com a inglesa.

Com que então viste o mar

com que então viste o mar
tinhas uma ideia dele
do mar
primeiro tinhas uma ideia dele
e depois viste-o
pois é
então viste mesmo o mar
e até tinhas também uma ideia dele
mas não és
marinheiro
pois é
portanto tinhas uma ideia do mar
e viste o mar
se calhar até gostas a sério do mar
pois é tal e qual
então viste o mar
e tinhas uma ideia dele
não estás a querer
afogar-te na água do mar
pois é
isso vale para muita gente

11 thoughts on “Mares da China”

  1. Com que então traduziu do holandês
    Pois é
    Mas nunca tinha lido holandês
    pois é
    mas agora já sabe holandês
    comparou com inglês
    pois é
    Você fazia uma ideia do que era holandês
    Agora traduziu-o
    Por comparação, claro
    mas agora sabe
    pois é
    não está a querer tornar-se num anglo-nerlandês
    e afogar-se em traduções
    pois é
    vale pelo esforço.

    (poema simples, de uma nova vaga algures na europa)

  2. Olha que engraçado nos saiu este Alves Fernandes, «Pré» para os amigalhaços.

    Talvez lhe convenha saber o seguinte: 1. Não sei chinês, 2. Sei muito razoavelmente inglês, 3. Leio e falo holandês desde há 37 (trinta e sete) aninhos, e 4. Sou tradutor profissional. Chega-lhe, suponho?

    [elimino aqui uma observação minha insultuosa]

  3. Vcs ..lindos fascistas ..apagaram um com que pus ontem…falava de arabes ..e de uma pesquisa…
    Que mal tinha ?

    Tem censura ? neste blog de fascistas disfarçados ?

    Agora que o semiramis acabou de vez … preciso de encontrar o meu saco de boxe favorito …ele era conhecido por (M) e eu apelidei-o de Smith..ou s(M)ith.

    Como os vossos posts nunca falam nada de interesse .. aqui vai algo que interessava muito ao (m)… …In funeral papers presented to the mother, he said, “I was reading if they find more stuff, like if more parts come up, if she wants them to like notify her, she said no, if they find more she doesn’t want to get notified,” he said. “Whatever they have now, just send it and we’ll do the funeral already. It just seems like their bodies were probably very mutilated.”…

    Tem a ver com os GI’s que esse porco fascista queria ver torturados e mortos ..

  4. Caro Fernando Venâncio, acompnanho o vosso blog (e alguns que lhe fazem referência, ou aos seus autores)com a assiduidade que me permite saber, mesmo sem o conhecer pessoalmente, que o senhor fala holandês.
    Apenas fiz uma brincadeira ao poema que publicou, aproveitando esse facto.
    Já agora quanto ao original (traduzido) falta-me a capacidade intelectual para achar “aquilo” boa poesia.
    Cumprimentos.

  5. E já agora, caro senhor Fernando Venâncio, preferia que tivesse apagado o meu comentário, se lhe desagradou tanto, do que me chamar estúpido. Afinal o senhor não conseguiu entender a brincadeira, pelo que me parece de um certo pretenciosismo adjectivar os outros. Ou apesar da sua intelectualidade nunca aprendeu as regras da mais básica educação?

  6. Susana,

    Por uma vez a senhora acertou: eu vim das barracas. Sou também negro, cigano, coxo e míope. Ah, e gaguejo. Não se me cruze no caminho, pois, querida.

    Caro Alves Fernandes,

    Faz um gajo o seu melhor – sim, traduzir aquele poema é uma lança em África – e apanha com umas bocas. Você não é o primeiro, não será também o último, a usar este espaço para mandá-las. Daí que a minha paciência não seja sempre muita (embora a educação seja um pouco maior, mas, concedo, aqui não se viu. Desculpe algum excesso).

    Compreendo a sua inventiva, que – lida como você explica – até tem grande graça. Mas há-de convir que era basto arriscada.

    de resto, asseguro-lhe que a tradução é fidelíssima (do neerlandês, claro, mas o tradutor de chinês é famoso), e mesmo assim soa – suponho – como um original português. Que você não goste, isso é que é pena.

  7. O Fernando não reconhece o seu próprio desespero mas os seus comentários reflectem a sua necessidade de ajuda. Anda a enganar-se a si próprio.

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