Lisboa 2026?

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À atenção de um ou outro dos 28% de portugueses que se desejariam espanhóis

CARTA DOS DOS DOUS JOVENS ESTUDANTES DA USC [Universidade de Santiago de Compostela] DETIDOS E TORTURADOS EM 21 E 22 DE NOVEMBRO

Ante a gravidade dos factos acontecidos na capital de Galiza entre os dias 21 e 22 de Novembro, Aurélio L. e Iago B., detidos e torturados, queremos relatar o seguinte:

1) Efectivos antidistúrbios coordenados para defender da ira popular internacionalista a charla do ex-ministro dos Asuntos Estrangeiros do Estado de Israel detivérom-nos irregularmente a propósito de presuntos [presumíveis] actos de desobediência e injúrias à autoridade.

Minutos antes de começar a convocatória dumha concentraçom de protesto diante do prédio da Aula socio-cultural da Caixa Galicia onde Shalom Ben-Ami haveria dar umha conferência, dous agentes solicitárom o deslocamento dum carro para a nossa detençom alegando:

a – Ter sido chamados “terroristas” por um de nós. Várias testemunhas presentes defendérom-nos conhecendo que tal feito nunca tivo lugar.

b – Desobediência à autoridade por requerirmos umha justificaçom no momento em que, sem razom algumha, se dirigírom a nós para solicitar-nos identificaçom. Esta petiçom, realizada dum jeito intimidatório e prepotente antes inclusive de ter começado a concentraçom, seria a seguir satisfeita, motivo que nom saciou a sede repressora dos membros da Polícia espanhola.

2) Aproximadamente 20 minutos depois, fomos introduzidos numha carrinha policial compelidos por umha violência desproporcionada em que participárom umha dúzia de efectivos. Estes, arrastando-nos e agredindo-nos com patadas, forçárom-nos sem mediar palavra a penetrar no veículo. Antes de consegui-lo, I.B. foi brutalmente violentado nos seus genitais ao sofrer umha enorme pressom por umha mao policial, enquanto A.L. era espancado e agredido com um cacete com que tentárom forçar-lhe o anus.

3) Umha vez trasladados à esquadra policial, três policias fechárom o garagem no qual se detivera o veículo, deixando-nos ao “cuidado” de três agentes, entre eles os dous que levavam o carro. Após saírmos do veículo, I.B. foi deliberadamente espancado com dous fortes golpes de cacete no lombo e as nádegas, enquanto transcorria o primeiro “cacheio” a que fomos submetidos. O maior dos polícias presentes tivo de intervir exigindo o seu companheiro que se tranquilizasse.

4) Levados à ante-sala dos calabouços, na qual aguardamos quase 5 horas sem ser informados sobre a nossa situaçom, fomos postos baixo vigiláncia, alternativamente desenvolvida por um ou dous agentes. Passadas duas das 5 horas referidas, o polícia antidisturbios que provocou a nossa detençom no centro de Compostela baixou a “visitar-nos” . Ante esta inesperada e agressiva apariçom e, em previsom do que puder ocorrer, os agentes encarregados de custodiar-nos abandonárom cobarde e cumplicemente a sala.

A “intervençom” desta auténtica besta supujo que A.L. fosse agitado e insultado, trás o qual o agresor se dirigiu a I.B., a quem propinou três punhadas na cabeça com a mao direita, a qual enfundara previamente numha luva de lá, mantendo ao descoberto a mao esquerda, o que pode dar ideia da intençom com que acudiu onda nós. Acompanhando a gesta de horror com insultos e ameaças consistentes em frasses como “enséñame ahora la lengua que te la troceo” ou “esta noche la vais a pasar en los calabozos. Iré a visitaros para meteros un cuerno por el culo. Preparaos”. Ao abandonar o soto, e acreditando a natureza política das agressons, chamou-nos “desgraciados, bobos, terroristas” .

5) Sobre as 22,30 horas, após o sofrimento padecido, e ante os flagrantes danos causados em genitais, costas, nádegas e cabeça, decidimos solicitar atençom médica para I.B. Aliás, solicitamos o Habeas Corpus devido ao intolerável procedimento da detençom seguido pola Polícia espanhola em todo o momento, interpretado ao ritmo de falsidades, insultos, ameaças e agressons. Se a primeira petiçom foi demorada até as 2 da madrugada, a segunda foi denegada polo juíz, que nom achou irregularidades no procedimento.

6) Um de nós, a tratamento médico crónico de dous órgaos vitais, dirigiu-se à polícia com a finalidade de lhe ser facilitada a medicaçom precisa. A reacçom, semelhante às anteriores, foi afirmar que “isso fai-se num momento”. Duas horas depois ninguém perguntara sequer qual era a medicaçom necessária, malia a nossa permanente insistência sobre este aspecto. A medicaçom, solicitada às 22.30 para ser tomada às 23 horas, foi facilitada de jeito incompleto por serviços hospitalários às 03.30 da madrugada.

7) Finalmente informados, por volta das 01.00 horas da madrugada da nossa situaçom de detidos em qualidade de 4 delitos atribuídos (danos, desordens públicas, resitência à autoridade e atentado), fomos internados em calabouços, onde permanecemos a noite toda até às 09.00 da manhá sermos despertados para falar com o advogado e passar a instruçom.

Dito o qual, A.L. e I.B. desejamos pôr em conhecimento de todo democrata galego a detençom irregular de que fomos vítimas e, particularmente, a tortura impingida durante o tempo que estivemos custodiados pola polícia.

Achamos doloroso termos sido sujeitos passivos de violaçons tam brutais mas, ante todo, achamos intolerável que na Galiza do século XXI, uniformados espanhóis se dignem a torturar em dependências da Polícia espanhola jovens galegos pola sua condiçom política. Queremos rematar reconhecendo o trabalho mais importante do processo. É esse trabalho que fixo a gente desde o primeiro momento em que fomos levados polo ar. Ainda agora, escrevendo estas linhas, lembramos com emoçom o momento no qual os concetrados e concentradas rechaçárom a violência empregada e berrárom desde a injustiça contra os armados.

Muito obrigado a todas as pessoas que saírom o mesmo dia dos feitos à rua a denunciar o acontecido, a quem se concentrou até a nossa posta em liberdade, a todas as organizaçons e colectivos que tirárom comunicados, e a todas as pessoas que se interessárom por nós. Agora mais do que nunca decatamo-nos do importante de construirmos um movimento social que ante estes feitos nom tem mais regras das que a democracia. Por todo isto, apelamos a massa galega comprometida com os direitos fundamentais, a tomar nota do relatado e agir em conseqüência.

CONTRA A REPRESSOM, MOBILIZAÇOM!
NENGUMHA AGRESSOM SEM RESPOSTA!
TORTURAS NA GALIZA NUNCA MAIS!
FORA AS FORÇAS DE OCUPAÇOM!!

Isto é Santiago de Compostela em 2006. Você anseia por isto em Lisboa em 2026? Faz-lhe muita falta uma Polícia de Choque espanhola? Óptimo. Avise-nos já. São vinte belos anos para nos livrarmos de você.

24 thoughts on “Lisboa 2026?”

  1. Caro Fernando Venâncio,

    em primeiro lugar os (supostos) 28% não afirmaram desejar “ser espanhóis”, mas apenas defenderam uma união politica de Portugal com Espanha.

    Que tipo de estado se formaria com esta união política? Estado único, Federação de 2 estados, de mais estados, confederação, associação de estados livres ou outra coisa qualquer? Sobre isto a sondagem nada diz…

    A sua frase inicial é, portanto, apenas manipulação da mais primária e grosseira – manipulação que também é feita pelo jornal (?) Sol que apresentou a sondagem.

    Começando a sua prosa desta maneira, como quer que acredite na carta dos dois (supostos) estudantes torturados, carta esta que nem sequer é assinada (Aurélio L.?, lago B.?)
    Quanto à credibilidade estamos conversados…

    Quem nos garante que a denúncia de tortura não obedece apenas a uma estratégia semelhante à da ETA – que ordena aos seus militantes a denuncia sistemática (e falsa) de tortura, para efeitos de propaganda – veja-se o relatório sobre o assunto em http://www.bastaya.org/actualidad/Violencia/InformeTorturas/InformeTorturasBY.htm

    Já agora, a frase final, de ameaça directa aos iberistas (que na sua triste cabeça “são os que querem ser espanhóis”…), é uma vergonha.

    Se dependesse de si, ficamos a saber que teria obrigado Antero de Quental ou Oliveira Martins (entre muitos outros) a viver no exílio ou algo ainda pior…

  2. pedindo antecipadamente desculpa por transformar o “Aspirina B” em veiculo de disseminação de ressentimentos, deixo aqui um dos muitos e diversos comentários que tenho tentado postar sem êxito no blogue Arrastão – o qual tem um qualquer mecanismo accionado junto do Weblog que varre de cena comentadores inoportunos. Para quem se diz de esquerda, não será muito curial utilizar métodos censórios, que condenam a outros; mas enfim, aqui fica:

    “o senhor Daniel de Oliveira tem um preconceito contra o PCP – que se nota mais do que quaisquer outros que tenha contra o p/e o CDS – um partido minúsculo que está a enxamear a comunição social de uma forma absolutamente despropositada, sem que isso lhe mereça nenhuma preocupação em particular; ao passo que contra o PCP,,,

  3. «Iberia/Ibéria»,

    O documento provém das melhores fontes. Saiba que não passam três meses sem que haja notícias destas sevícias e perseguições.

    Aprecio os seus raciocínios sobre formas de estado. Mas o que a malta quer – você sabe-o bem – é o passaporte e a folha de pagamento espanhóis. Não discutem por aí além a forma que o estado tenha.

    O iberismo é a doutrina (ou a miragem) que surge sempre que há desconforto à escala nacional. Tente, antes, convencer os portugueses de que ainda não é desta que nos afundamos.

    E olhe que essa de «los nacionales no pasarán» é, como ameaça, do mais catita. Chapeau! Ui, desculpe: Sombrero!

  4. Xatoo,

    Há gente, na política, com altos cuidados de higiene. Preocupam-se com a nossa higiene mental, o que é tocante. Há-de ser por isso.

  5. desculpe Ibéria, mas “Basta Ya”(organização espanholista anti-basca) também não é lá uma fonte fiável, e já mentem desde as primeiras linhas quando dizem que em “España no hay una legislación antiterrorista especial”, a esquecerem desde já a Audiência Nacional e toda a legislação antiterrorista (p.ex: 5 dias detido sem direito a juiz e advogado, a soas com os policiais sempre tão amáveis) e que a polícia pode aplicar em qualquer cidadão sem muita dificuldade… há muitos relatórios sobre a existência de torturas na Espanha e a sua impunidade judicial, podem ver em http://www.libertysecurity.org/article143.html

    e além dos relatórios há centos de testemunhos documentados, que todos eles mentem? é difícil de acreditar, as maiorias de torturas são denunciadas por imigrantes (infelizmente desorganizados e nunca aparecem nas notícias) e ninguém deles parece dar muito pelas “consignas” da ETA

  6. Caro Um,

    a organização Basta Ya http://www.bastaya.org
    é uma organização de cidadãos que denuncia o terrorismo em qualquer das suas formas, apoia as vitimas do terrorismo, defende a constituição e o estatuto de autonomia de Euskadi e (muito importante!) a liberdade de expressão pública no País Basco. Esta organização é internacionalmente reconhecida como um exemplo de coragem cívica, pois muitos dos seus membros estão ou foram ameaçados de morte pela ETA, sofrem sistematicamente ataques físicos e verbais por parte de elementos ligados ao nacionalismo vasco violento e têm que viver sob escolta policial (mas parece que este tipo de “tortura”, à qual são submetidos diariamente os cidadãos não nacionalistas do País Basco, não interessa).

    Esta organização foi também reconhecida internacionalmente como um exemplo na defesa das vítimas do terrorismo, da liberdade de expressão e dos direitos humanos.
    A Basta Ya ganhou, entre outros prémios, o importante prémio Sakharov em 2000 – atribuído pelo parlamento europeu – ver
    http://www.europarl.europa.eu/comparl/afet/droi/sakharov/sach2000_en.pdf

    Dizer que a Basta Ya é “espanholista e anti-basca” é repetir a cassete de propaganda do nacionalismo radical basco.
    Ou ser espanhol e basco e defender a liberdade de expressão pública no País Vasco é ser “espanholista anti-basco”? E ser vítima do terrorismo é ser “espanholista e anti-basco”?
    O Fernando Savater, por exemplo, é “espanholista e anti-basco”?
    Ou ser espanhol é já ser “espanholista e anti-basco”?

    não abuse do vocabulário nacionalista e não se deixe enganar pelas suas fontes…

    Quanto às torturas e à violência policial, é bem conhecido que a ETA ordena aos seus militantes a denúncia sistemática da tortura, quer ela tenha ocorrido quer não – isto torna muito complicado perceber quando é que de facto essa tortura ocorreu. Defendo contudo que todas as denúncias devem ser exemplarmente investigadas.
    Não excluo que, nalguns casos, essas torturas ocorram – o que merece o meu total repúdio (se for esse o caso relatado neste post, peço desde já as minhas desculpas). Contudo, na esmagadora maioria das situações, as denúncias parecem ser falsas.
    Pense um pouco: se a tortura sistemática da policia aos elementos da ETA ou do nacionalismo radical fosse um facto, isso só serviria a causa desses grupos, pois o apoio e a solidariedade que receberiam a propósito do assunto serviria perfeitamente os seus objectivos políticos.
    Mesmo assim, fazem propaganda à volta do assunto embora, na esmagadora maioria dos casos, não existam provas de tortura.
    Ressalvo que estou a falar da situação actual – é evidente que, na época franquista e até durante os anos 80 (época dos GAL)-, existiram torturas sobre elementos dos movimentos separatistas. O relatório para o qual reenvia o seu link é sobre os anos 1980-2004 – estou de acordo que entre 1980 e 1990 (anos dos GAL) foi exercida muita violência policial, mas de 1990 até 2006, a situação é completamente diferente.

    Relativamente à legislação anti-terrorista, por acaso conhece algum país que tenha sido flagelado pelo terrorismo e onde existam grupos terroristas activos, que não tenha uma legislação anti-terrorista?
    Dou-lhe até uma novidade: sabe que a Alemanha, a França, a Itália, a Inglaterra e … Portugal têm legislação anti-terrorista ?

    O que se diz no relatório da Basta Ya é que em espanha não há uma legislação anti-terrorista “especial”, para além do que é “normal” em qualquer país que sofre ataques terroristas. Ou seja, ao contrário do que diz a ETA, em espanha há uma legislação anti-terrorista “normal” e não “especial”, não como a dos EUA – com guantánamo, tortura autorizada e legal, poderes ilimitados para o Bush e etc… nem como a da Inglaterra, que autoriza a prisão indefinida sem conhecimento judicial (não por 5 dias, mas indefinida) a qualquer suspeito de terrorismo -(Antiterrorism,
    Crime and Security Act).

    E sabe que em França, os suspeitos de terrorismo estão detidos 6 dias (6, não 5) antes de passarem à disposição judicial?

    Quanto à audiência nacional, sabia que em França também existe um tribunal nacional do mesmo tipo para julgar os crimes de terrorismo?

    Sobre tudo isto, pode consultar o seguinte relatório sobre a legislação antiterrorista comparada em:

    http://www.realinstitutoelcano.org/analisis/891/891_AlvarezCondeGonzalez.pdf

    Quanto à violência policial exercida sobre prisioneiros comuns e imigrantes, certamente que ela existe e os responsáveis devem ser exemplarmente punidos. O que não significa que a polícia espanhola seja muito diferente da…
    portuguesa. Ou não conhece os relatórios sobre a violência policial e as torturas praticadas nas esquadras e nas prisões portuguesas ?
    Veja, por exemplo: sobre racismo e violência policial em portugal: http://www.sosracismo.pt/rel2002/policia.htm
    sobre violência policial e torturas nas prisões portuguesas:
    http://iscte.pt/~apad/dos%20jornais/Prisioneiros%20torturados%20em%20Portugal.doc
    http://iscte.pt/~apad/relatorios/ONU%20contra-report.doc
    http://iscte.pt/~apad/relatorios/REPORT%20CARD%20CURE%20POTUGAL.doc

    un saludo

  7. O que é que quer dizer com “São vinte belos anos para nos livrarmos de você.”? Proibir a opinião livre? Mandar para algum degredo? Ou paredão (rápido, barato e eiciente)?

  8. pois é caro professor Venâncio.
    convém tratar da higiene dos outros, que são todos uma cambada de badalhocos. aqui vai outro coment para o camarada anti-comunista Daniel:
    “o SP holandês é um partido de cariz marxista- maoista!.(e esta, hem?)
    É preciso lata para dizer que é parecido com o Bloco de E.”
    Esta colagem é estranha, vinda de alguém cujas prioridades comentadeiras são regra geral integralmente dirigidas contra o PCP, enquanto convive de bom tom com a direita. Deve ser auto-higiene recolhida do livro de estilo do Expresso.

  9. Anónimo das 02:14 PM,

    Leia bem o que se escreveu acima, e a que você alude com exagerada largueza de vistas: «Isto é Santiago de Compostela em 2006. Você anseia por isto em Lisboa em 2026? Faz-lhe muita falta uma Polícia de Choque espanhola? Óptimo. Avise-nos já. São vinte belos anos para nos livrarmos de você.»

    Acha que quem anseia por uma polícia de choque espanhola não merece ser, desde já, posto fora de acção? E olhe que esse seu «algum degredo» nem era má ideia. É que, com o anti-democrático que ainda perpassa pelo aparelho policial espanhol, e pela direita espanhola em geral, poderíamos, nós os outros, recear bem mais do que um… degredo.

    Querer unir-se a Espanha é já um gesto antipatriótico. Mas querer unir-se a «esta» Espanha é simplesmente suicida.

    Alguns galegos sofrem sob a bota ocupante? Que esse sofrimento sirva para alguma coisa: alertar-nos, a nós.

  10. Caro Venâncio:

    Com que então, a direita espanhola é que é anti-democrática, mas o senhor é que acha que os iberistas devem ser “postos fora de acção” ?

    Já estou como o anonymous: para os por fora de acção, o que é que faz? mete-os no campo pequeno?

    Você saiu-me um grande democrata…

  11. Ai, Iberia.

    Mas não percebeu ainda – depois de insistentes pedidos de boa leitura – que não é aos «iberistas» que importaria pôr «fora de acção», e sim aos portugueses que, com o passaporte ibérico, aceitassem o espezinhamento cá dos patrícios?

    Olhe, querida. Hoje não vamos repetir. Desolada?

  12. Sim, sabemos o que valem estes esforçados internacionalistas, sempre prontos a cascar em Israel.
    Os polícias espanhóis são brutos. Pode ser. Mas os beneméritos do Hezbollah batem-nos aos pontos.Mas para esses nada de críticas.
    Vamos: tirem a máscara. Sabemos o que vocês visam.

  13. Ai! Se isto se tivesse passado em Portugal! Mas claro, é cousa de “espanhóis”…

    Nota: “Basta Ya” representa ALGUMAS vítimas do terrorismo, nomeadamente as afins a um determinado partido político, isto é, a eles mesmos. “Basta Ya” ainda nem começou a ajudar na resolução do “conflito vasco”. “Basta Ya” é um instrumento ao serviço dos seus senhores, uma ferramenta política, como qualquer outra.

    Façam o favor de ver através da máscara!

    Obrigado Fernando por noticiares para os teus compatriotas uma de tantas “cousinhas” que acontecem no norte.

  14. O conflito basco, o problema basco ….

    O problema basco é que há uma muito significativa parte da povoação que apoia ou justifica a luta armada para conseguir a independência. Não há outro problema.

    Talvez a causa independentista seja uma causa justa. Tal vez exista um “povo basco” com maior entidade e com maiores direitos do que o povo andaluz, o povo minhoto ou o povo holandês.

    Mas sei de muitíssimas injustiças muito mais certas e graves do que a causa independentista do povo basco.

    …. a absoluta miséria de Africa, a exploração laboral dos imigrantes, a existência de paraisos fiscais, a destrução do equilibrio ecológico do planeta, a discriminação das mulheres no mundo laboral, a matança de inocentes em Iraq … etc, etc, etc.

    São causas justíssimas. Infinitamente mais certas do que a existência ou não duma nação chamado Euskadi (ou Galiza, ou Espanha). Mas ninguém mata em Espanha para conseguir a integração laboral das mulheres, não assassinam os banqueiros por terem os quartos nas Seychelles, nem o Presidente da Shell por causar a mudança climática.

    Em Espanha só os bascos matam por uma causa política. Eis o problema.

  15. Bravo Fernando. Oportuno, como sempre.
    E refaço uma oergunta que há tempos formulei: quantos portugueses desejariam ser espanhois na altura da guerra civil de Espanha?

  16. Caro Ramón: não podia estar mais de acordo…

    Caro Manel: a indiferença dos tugas relativamente aos problemas galegos e espanhóis em geral não tem desculpa, a não ser o estado geral de autismo/borreguismo tuga neste nosso rectângulo mágico. Nesse ponto tens toda a razão, mas em relação à Basta Ya, repetes a mesma cassete do nacionalismo radical… ou seja, é malta do PP ou do PSOE e só por isso merecem as ameaças, as perseguições e etc… que falta de originalidade…
    não te deixes levar pelas cantilenas e pantominices “nacionales”. Olha, uma sugestão de leitura:
    Nations and Nationalism Since 1780: Programme, Myth, Reality, by E.J. Hobsbawn,

    Ata máis ver,

    Caro João Pedro:
    parece que não percebeste, mas na altura da guerra civil todos fomos espanhóis… ou achas que o desenlace da guerra civil espanhol era indiferente para o “povo português”?
    Viu-se! 40 anos de Franco -> 40 anos de Salazar!
    Boa restauração!

    Iberia

  17. Caros amigos, perdoem a chatice,

    mas, na ressaca da restauração da independencia (?), permitam-me só mais uma sugestão: o filme “canciones para después de una guerra” de Basilio Martín Patino, que se compra (DVD) na DVDGo por 12 euros.

    É o melhor retrato da derrota e miséria do(s) povo(s) ibérico(s) após a guerra civil espanhola (perdón! do estado espanhol:))

    Agur

  18. Falo de “Basta Ya” após conhecer bascos pouco sospeitos de “radicais” ou “extremistas”. Eu nem sou basco nem vivo lá, mas quero acreditar nas informações pessoais de primeira mão que tenho e das que não tenho porque duvidar demasiado…
    É curioso, porque alguns destes bascos são pro-PSOE e identificam “Basta Ya” com o PP, principalmente…

    – – –

    Certo Ramón, certo, mas o meu “rádio de acção” é a Galiza. Aliás, só posso ajudar outros desde a minha óptica galega, e para poder ter uma óptica galega tenho que, primeiro, saltar por riba do corsé espanhol.
    Um pode ter diversas prioridades ao tempo ;) e por um se preocupar com um tema “X” não tem porque descuidar o tema “Y”.

  19. Eu penso, que falando de terrorismo, não há ópticas galegas, espanholas ou bascas.

    … e não peço que se descuide o problema “Y”. Peço que se defenda civilizadamente, não a tiros.

  20. Ops, acho que houve um malentendido… eu nunca falei de terrorismo, mas do aproveitamento vergonhento que deste fazem uns e outros, todos! ;) E terroristas hai muitos e de diversos tipos.
    Tomara eu poder decidir o meu futuro democraticamente! ai! ;)

  21. “eu nunca falei de terrorismo, mas do aproveitamento vergonhento que deste fazem uns e outros, todos!”

    … mas casualmente criticas a Basta Ya, nom ao PNV.

    “Terroristas há muitos e diversos tipos”.

    Em Espanha, a ETA, o GRAPO, e mais quém?

    “Tomara eu poder decidir o meu futuro democráticamente!; ai!”

    Isso digo eu, ai!! Meu pobre, quanto sofre!

    Ramón

  22. “Isso digo eu, ai!! Meu pobre, quanto sofre!”

    Releio este comentário meu e não gosto. Não é correcto, é desrespeitoso. Por isso retiro-o e peço desculpas.

    Agora, por que nom podes decidir o teu futuro democraticamente?

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