Futebol: crueldade e ironia

Como se não lhe bastasse ter conduzido o Gil Vicente para os labirínticos meandros jurídicos do tristemente célebre Caso Mateus, o inenarrável presidente Fiúza insistiu, durante semanas, numa estratégia de tudo ou nada, que passava pelo recurso sistemático aos tribunais e por consecutivas faltas de comparência aos jogos da Liga de Honra. Esta semana, um tribunal de Lisboa indeferiu a última esperança legal dos gilistas e o clube lá teve que se deslocar a Vila do Conde, para defrontar o Rio Ave e evitar males maiores. O jogo foi ontem. O resultado: uma derrota por 1-0. E como é que aconteceu essa derrota, após vários meses de inactividade? Com um auto-golo, sempre humilhante e traumático. Um golo na própria baliza, depois de todos os tiros nos pés. Deve ser a isto que se chama justiça poética.

2 thoughts on “Futebol: crueldade e ironia”

  1. O inenarrável semi-analfabeto, mais o sempre-em-pé Loureiro (que lhe deu cobertura e alento) e um certo escritório de advogados, a ver-se protagonista de um novo caso “Bosman”. Não sejamos ingénuos. Na escala dos maiorzitos, o Fiúza também é mexilhão.

  2. quando o Mateus veio do Beja para o Sporting foi preciso esperar até Junho para o inscrever porque era amador. O homem do Gil Vicente julgará que é mais esperto que os outros?

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