5 thoughts on “É a política, estúpido!”

  1. o luciano amaral é tão historiador como qualquer curioso na matéria. para mais é do mais idiota que imaginar se possa

  2. como é que dois “historiadores” se podem pronunciar sobre o “futuro da politica”, isto é, sobre algo que ainda não aconteceu?
    Retirem o titulo aos homens e rotulem-nos lá mas é de Videntes.

  3. José Mário Silva,

    Duvido bastante que esses “historiadores” estejam interessados em saber o que é que Troia tem a ver com Nápoles ou Xerxes com o cavaleiro Saint-Omer, mas, enfim, se fores lá para carregar a pilha ou oleares as alavancas, não te esqueças de perguntar-lhes o que é que eles pensam do recente Auto-da-fé de Viena, trailer of things to come, e o que é que o novo-velho fascismo nos anda a preparar nessa área. Tenho a certeza que há uma boa meia~dúzia de comentadores deste blogue prontos para te agradecer quando vieres aqui descarregar os resultados desse inquérito curioso.

    Quanto às tuas viagens por praças alemãs a tirar fotos a pedra comemorativa (estou a responder ao outro post porque os Ips não gostam muito de certas conversas que aqui se têm, so watch my ass trying not to get too noisy in the future), apenas me fazes lembrar dum pedido, que nunca cheguei a formular, de informação ao jurisconsulto Gibel sobre a jurisprudência macaca da Nova Europa. Não era nada de importante. Era apenas sobre se ele poderia fornecer-me uma lista completa ou aproximada das masmorras e calabouços por onde passaram Marx e Engels criadores, propagadores e incitadores de ideias proscritas pelos absolutismos e reaccionarismos da altura. Eu, pelo menos, daquilo que li sobre a vida deles, não me lembro de nenhum passo de lágrima dramática à volta das viagens de hora de almoço da criada da família a levar refeições quentes às prisões por onde Marx passou. Nem do nome do operário de confiança da fábrica Engels encarregado de todos os dias levar ao filho do industrial a compota de cerejas, o jornal de oito páginas e uma muda de roupa.

    Interessante quando nos pomos a brincar com a simplicidade dos números. 48 anos de fascismo, 14 mil anos de prisão a dividir por 25 000 antifascistas presos nesse periodo. Sou eu que não sei fazer contas que acabam em sete meses de médias ou é a Europa na fase de apalpar terreno (a Europa dos três, cinco, dez e vinte anos por apenas se abrir a boca contra a “cultura” estúpida ou poderers estabelecidos) que anda a aproveitar a inocência das ludovinas de esquerda para as fazer engolir as garantias de futuros pre-fabricados?

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