Da procura do conhecimento permanente

O Relvas debitou ontem, com os olhos em alvo e aquela cabecinha linda a girar ainda mais furiosamente que o habitual, qual ventoinha louca, a pérola que se segue:

«NORTEIO A MINHA VIDA PELA SIMPLICIDADE DA PROCURA DO CONHECIMENTO PERMANENTE.” (sic)

Duas conclusões:

1 – A patética verbalização em público da “fórmula” com conotação maçónica tem todo o aspecto de apelo subliminar desesperado às hostes da confraria (aux armes, citoyens!) para que não o deixem cair, tentando contrabandear a ideia de que o que lhe está a acontecer resulta não de pecados próprios mas sim de um ataque insidioso à agremiação, que assim se sentiria na obrigação de fazer tudo para impedir o “irmão” de se estatelar. Esperança idiota, penso eu de que, não me parece que os manos vão na conversa.

2 – Mas ao mesmo tempo, duro de ouvido e cábula como parece ser, (mal) habituado a que a matéria pegada com cuspo lhe chegue para singrar em mar calmo de equivalências, papagueou a máxima ao contrário e saiu-lhe a equivalência gripada. O lema maçon é, tanto quanto julgo saber, qualquer coisa equivalente (cruzes, canhoto!) a “procura permanente do conhecimento” e não “procura do conhecimento permanente.” Isto, mais uma vez, penso eu de que.

Aliás, que porra poderia ser essa de “conhecimento permanente”? Conhecimento cimentado com doses maciças de fósforo? Conhecimento à prova de Alzheimer? Wikipédia em comprimidos… ou intravenosa… ou em supositórios? Estará a resposta no bosão de Higgs?

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Oferta do nosso amigo Joaquim Camacho

9 thoughts on “Da procura do conhecimento permanente”

  1. o conhecimento permanente é o tipo de penteado revestido a laca que cobre a informação armazenada na tolinha do ministro e de mais uns quantos tótós que nos governam. o resto são especulações do escalrracho sobre relvas.

  2. Eu não entendo a maçonaria.Como pode compreender a sã convivencia com gente com tantos interesses politicos e privados tão contraditorios muitas das vezes.Aquilo é uma especie de rotarys, onde se juntam mensalmente numa jantarada, para discutirem o sexo dos anjos e arranjar tachos para os filhos e restantes familiares.

  3. Magnifique, mon ami.
    À muita gente que tem a acreditação do conhecemento permanente.
    Tudos os que sabem tão pouco que nem chegar-lhes-a para saberem que ainda há mais sabiduria que à deles.
    Soio sei que não sei nada, dizia o sábio. Chamavam-lhe Sócrates, também.

  4. Amigos e Amigas Aspirinas

    Sinto-me honrado e envaidecido com os bué de créditos que a vossa universidade atribuiu ao meu comentário, dando-lhe equivalência a post.

    Um abraço

  5. há que reconhecer algum mérito ao ervas, tudo indica que conseguiu convencer a maçonaria a admiti-lo por sistema de equivalências.

  6. então ? não é a melhor e mais simples maneira de subir na “carreira ” essa coisa dos bons conhecimentos ? há mais como ele , sempre procurando conhecer este ou aquele que podem dar isto ou aquilo -:))

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