Contas do Embaixador do Irão

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(Embaixador explica aritmética a um grupo de amigos)

«Em entrevista à rádio Antena 1, o embaixador do Irão em Lisboa, Mohammed Taheri, afirmou: “Para incinerar seis milhões de pessoas seriam precisos 15 anos, por isso há muito que explicar e contar” sobre o Holocausto.»
Faço minhas as palavras do Miguel Vale de Almeida: não é possível expulsar o gajo?

35 thoughts on “Contas do Embaixador do Irão”

  1. No julgamento de George Theil, em Lyon, chegou-se ao ponto de nas salas de tribunal se discutir teses históricas sobre temas que são impossíveis de discutir onde seria normal: nas universidades!

    Livros que contestem a proclamada “verdade definitiva” sobre o holocausto que terá vitimado até seis milhões de judeus são proibidos de circulação, quando não mesmo queimados, como sucedeu com “O Mito de Auschwitz” de Wilhelm Stäglich, na Alemanha.

    Se existissem provas inequívocas de que foram milhões, não existia necessidade de mandar para a prisão aqueles que afirmam que não foram milhões, mas sim, milhares.

    P.S. Não tenho nada contra os Judeus; só não gosto é de andar a ser comido por parvo.

  2. E qual a justificação para esta proibição de os historiadores averiguarem o número exacto de vítimas do Holocausto ? Sim, porque parece que é a única restrição legal à liberdade científica que conheço. O holocausto não seria menos negativo se em vez de 6 fossem só 4, 3, ou 2 milhões as suas vítimas. Não sou historiador, nem estudei a questão, mas também me parece empolado o número de 6 milhões e altamente suspeita a proibição de o contestar…

    Em Auschwitz-Birkenau, o principal lugar de extermínio, há documentos que permitem avaliar o número das vítimas aí assassinadas em 1.200.000. Claro que havia outros campos de extermínio mais pequenos, mas parece-me difícil chegar aos 6 milhões…

    Com a liberdade de investigação científica (ou histórica) não se devia brincar…

  3. NRA: Também faço minhas essas palavras e lembro ao comentador precedente que existe uma linha insusceptível de ser atravessada por quem se queira dar ao respeito e que é aquela que separa a crítica à prática política do Estado de Israel, ou mesmo ao sionismo enquanto princípio, da negação do holocausto. Haja decoro.

  4. Se o Rui Tavares, como historiador, e a Margarida, como contadora de histórias, e o meu primo que trabalha na companhia das águas, dizem que foram seis milhões, quem sou eu para duvidar de gente com tanto gabarito? Alem disso estou a pensar para o ano em ir de férias a Israel para tomar banhos de lama no mar Morto para a eczema e não quero que isso acabe num tratamento de sarampo.

    Portanto, fico-me na minha: foram nove milhões, como os camaradas do partido da classe operária da Ucrânia informaram a malta logo a seguir à Grande Guerra Pátria. E já não conto aqueles que possivelmente morreram à fome em prisão preventiva em Lisboa quando fugiram de Bordéus, porque o DN e o Século nunca faziam ondas, como todos sabemos, com as coisinhas que se passavam nas masmorras da Pide. Jesus, que lata que esse embaixador teve. Eu já ando a espreitar na Internet há muito anos e nunca, nunca, nunca li uma barbaridade dessas. Sinceramente, desconfio que o autor do post anda a pescar sardinha com anzol. You are awful, but I like you, Nuno!

  5. Agora que interessa que sejam 6 ou 4 ou 2 milhões?
    mesmo que fosse “apenas” (!) 1 milhão quem se lembraria do nome de toda essa gente?
    Sim, porque é de gente que se trata, não de números.
    Diminuir o número de vítimas, ainda que eventualmente para um número mais preciso, seria apagar da memória gente que viveu e morreu debaixo de um regime nojento, negar a sua existência, menorizar as suas vidas, resumi-las a nada.
    E isso também é condenável.
    Sobretudo se elaborado por revisionistas sem credibilidade nenhuma ou que encapotam as suas verdadeiras agendas com uma credibilidade construída.

  6. o número que connheço de vitimas judias do holocausto é de seis milhões, sendo que, como é obvio, nem todos foram assassinados em Auschwitz e nem todas foram crenadas. Por isso, a intervenção do senhor é pateta. Mas o mais importante é o seu obkectivo. Não estamos perante um debate legitimo entre historiadores para apurar o número exacto de mortos (do ponto de vista histórico a exactidão dos factos é sempre relevante) mas numa patética tentativa de negação da gravidade do mais horrendo acontecimento da história do século XX. O embaixador não quiz mais do que provocar, criar incidentes internacionais, que é hoje e especialidade do governo iraiano, para não ter de se confrontar com a impossibilidade de cumprir as delirantes promessas económicas que fez aos seus eleitores.

  7. Sobre a posição do Irão em relação ao holocausto:

    Interpretemos bem as afirmações dos outros se quisermos fazer análises correctas da situação.
    1) o Presidente do Irão NUNCA contestou a existência do holocausto. Chamar-lhe um mito não é negar a sua existência. Como costumo dizer, Marilyn Monroe também se transformou num mito, mas ninguém nega que existiu. O que ele disse foi que os autores do holocausto, os europeus, o transformaram (por pesado complexo de culpa, digo eu) num mito que colocaram no lugar de Deus, já que negar Deus não é punido no Ocidente, já o sendo negar o holocausto. Isto choca muitíssimo os muçulmanos, para quem Deus é sempre o valor mais elevado. E tanto não negou o holocausto que até afirmou que os seus autores (nós) deviam reparar eles mesmos tal crime (dando terras aos judeus, sendo caso disso) e NÃO APRESENTAR A FACTURA AOS PALESTINIANOS, que nunca participaram em pogroms e muito menos no holocausto. O que é correcto e que, além do mais, corresponde ao que pensam todos os 1500 milhões de muçulmanos (e não só).

    2) O que atrás se disse, explica também a utilização do tabu do holocausto pelos iranianos como arma de arremesso ou de retaliação contra a Europa, pelo caso das caricaturas blasfemas. É que eles sabem que esse é praticamente o único tabu da Europa, a única forma de a ofender. Se atacassem Cristo, ninguém se ralaria, até porque aqui há quem faça muito melhor nesse domínio… basta ver a caricatura nojenta que o proprio Aspirina publicou aí para baixo de um Cristo gay…

    Se o Ocidente se arroga o direito de insultar o que os muçulmanos têm de mais sagrado, Maomé, parece-me normal que estes retaliam atacando o mito mais sagrado dos ocidentais, porque assim lhes tocam no ponto fraco, lembrando-lhes que são eles, ocidentais, os autores do holocausto…

    Deixemo-nos, pois, de papéis de virgem ofendida…

  8. Não, não deve ser possível.

    Há liberdade de expressão e liberdade de investigação. O embaixador do Irão tem o direito de especular, pôr hipóteses, sobre o Holocausto. As hipóteses são imprescindíveis na investigação científica.

  9. Parece que para o Nuno Ramos de Almeida e para o Miguel Vale de Almeida a liberdade de expressão é um valor que se pode deitar pela borda fora quando conveniente.

    Expulsão do país para quem aventaehipóteses inconvenientes!

    Sem mais comentários: repugnante Nuno Ramos de Almeida.

  10. Para lerem, aprenderem e meditarem e porque não é decente brincar-se com o sofrimento, deixo aqui este artigo publicado do Avante , em Fevereiro de 2005

    “O camarada Anatoli surgiu em Auschwitz com a bandeira do futuro

    O invencível humanismo dos comunistas

    Por Manoel de Lencastre

    O mundo comemorou a 27 de Janeiro a passagem do 60º aniversário da libertação dos sobreviventes do complexo da morte de Auschwitz-Birkenau por unidades do Exército Vermelho. Naquele trágico lugar milhões de inocentes deixaram as suas vidas depois de haverem sido arrancados aos seus lares, às suas terras, aos seus países. Estima-se que no ponto mais alto da política de exterminações levada a cabo pelos nazis em Auschwitz cerca de 9000 pessoas tivessem sido assassinadas, diariamente. No total, um milhão e meio de pessoas (judeus, comunistas, prisioneiros de guerra soviéticos, gente de outras etnias consideradas não arianas, pobres, desalojados) foram vítimas da chamada ‘solução final’ inventada pelos hitlerianos.

    No dia 27 de Janeiro de 1945, um homem surgiu sobre a neve nas lonjuras de Auschwitz, a sul de Katowice. Montava um cavalo branco. Estranha figura, só, enquadrava-se no desolador conjunto onde os derradeiros sobreviventes do campo da morte esperavam. Os SS tinham desaparecido. Restavam, apenas, alguns membros dos tristemente célebres ‘sonderkommando’, judeus ucranianos, anti-comunistas, anti-soviéticos, servidores do mal. Mas a figura isolada que acabava de surgir no horizonte, a do sargento Anatoli Chapiro, não vinha, de facto, só. Cem metros atrás, apareceram dois regimentos do Exército Vermelho, unidades incorporadas nas Frentes comandadas pelo marechal Koniev e pelo general Petrov, empenhadas no ataque a Breslau, Katowice, Ozestochava, Sandomierz. Já tinham conquistado Lodz, Varsóvia e Cracov. O campo de extermínios de Auschwitz e, mais abaixo, o de Birkenau, surgiram na frente dos libertadores da Polónia. À entrada do primeiro, a inscrição ‘Arbeit Macht Frei’, sobre o portão principal ao fim da linha ferroviária dominava a conjuntura.
    Auschwitz é o nome germânico da cidade polaca de Oswiecim. Foi usada pelos nazis a partir de Maio de 1940 como centro de um complexo de campos de concentração. Os outros eram, além de Birkenau, Treblinka, Belzec, Sabibor, Chelmno, Majdanek. A organização dos campos e o seu funcionamento e manutenção estavam entregues a 35 ‘kommandos’ sob a superior direcção das SS. Birkenau tinha como função quase única o extermínio dos prisioneiros. Em Auschwitz também funcionavam indústrias que, sem gastos de mão de obra, produziam para a máquina de guerra do Reich. A IG Farben, por exemplo, produzia produtos químicos e a Krupp construía o material de guerra que alimentava a ‘Wehrmacht’. Foi a mais gigantesca operação criminal de toda a História.

    Esperança da humanidade

    Se fosse necessário voltar a referir a completa superioridade moral e material dos comunistas relativamente ao imperialismo o aparecimento do sargento Anatoli nas terras geladas do campo de Auschwitz, explicaria tudo. O que tinham os nazis, filhos supremos dos imperialistas, para oferecer ao mundo? As cinzas de milhões de inocentes assassinados, os crematórios, as câmaras de morte em Birkenau, a sua ‘obra’ de desumanização e extermínio, a sua revoltante orquestra sinfónica, os seus bordéis, os seus verdugos ucranianos. Pelo contrário, o Exército Vermelho, personificado pelo sargento Anatoli, que ainda está vivo e tem 80 anos, era a esperança da Humanidade.
    Surgia, ali, vindo de uma longa e estrénua caminhada, a dos povos soviéticos que, inspirados pelos comunistas, tinham feito apelo aos inumeráveis recursos da História e do marxismo-leninismo, da vontade dos homens e das mulheres que não queriam ser esmagados ou despachados para campos de extermínio e se afirmaram na reconstrução de tudo o que os alemães tinham arrasado. Assim fazendo, os comunistas, aí estavam a libertar a Polónia, senhores da mais poderosa máquina de guerra jamais colocada ao serviço dos principais valores do Homem, como o próprio Guderian reconheceu ao afirmar: «Nunca se vira ao longo da História uma tal capacidade para construir e lançar nas frentes de batalha tantos aviões, tantos carros de combate, tantas peças de artilharia» – e tantos homens e mulheres, dizemos nós, que tinham, afinal, de ser alimentados, vestidos e calçados, mas prontos para o sacrifício supremo em nome de dois poderosos ideais, o da Pátria soviética e o do socialismo. E Heinz Guderian (1888-1954) que, como todos sabemos, não devia nada a ninguém em matérias do conhecimento da ciência da guerra – vencera em França, ultrapassara Orel e Tula e o seu grupo de exércitos ‘panzer’ só fora contido já muito perto de Moscovo – sabia tudo sobre Clausewitz e Moltke e lera os despachos de Schlieffen.

    Tragédia e morte

    Os judeus chegavam, inicialmente, de quase todos os cantos da Polónia e, também, da Eslováquia. Mais tarde, eram feitos viajar em condições revoltantes de outros países situados no Ocidente da Europa. Mesmo em Portugal, duas das mais importantes fábricas de cortiça da região do Barreiro já tinham cessado a sua função industrial e, caracteristicamente pintadas de negro, estavam preparadas para receber refugiados de várias origens no nosso país, assim como comunistas. Seriam todos feitos seguir, mais tarde, para os seus trágicos destinos.
    Os campos tinham categorias distintas. Havia campos de trabalho, campos de concentração e campos de morte. A vida nas duas primeiras classes desses campos era, simplesmente, bárbara – em Belsen (sul de Hamburgo), em Dachau (norte de Munique), os presos, que incluíam activistas políticos e judeus de mais elevada categoria social, resistiam, apenas, algumas semanas. Os campos de morte, entretanto, localizavam-se a Leste. Nomes de que nunca se ouvira falar. Em fins de 1943 as SS começaram a plantar árvores em volta do campo de Auschwitz. Tinham, então, começado a assassinar judeus, funcionários do Partido Comunista soviético e prisioneiros de guerra, verdadeiramente em massa. A morte dos inocentes era provocada pelo gás Zyklon-B, uma especialidade recentemente inventada naquele complexo. Os ‘ghettos’ de Varsóvia tinham sido esvaziados dos seus habitantes. Mas no trajecto para Auschwitz e Birkenau, a confusão espalhava-se. Dizia-se que existiam piscinas, ali, bordéis, sauna, uma orquestra sinfónica. Podia Auschwitz, ser assim coisa tão má para se viver? Aquilo até parecia uma concentração de unidades militares ou uma pequena cidade universitária.
    Rudolf Hoss, o comandante do campo, era especialista na criação de métodos novos de extermínio dos presos. O Zyklon-B tornou-se o produto base das câmaras de gás. Foi também em Auschwitz que o Dr. Josef Mengele começou a conduzir experiências médicas em crianças, gémeos e mulheres grávidas. A piscina e os bordéis existiam, de facto, mas destinavam-se, exclusivamente, aos chamados ‘kapos’ ou aos presos julgados capazes de tornarem-se úteis para os nazis. Quando um combóio chegava (1500 pessoas era a lotação habitual), os presos viam-se divididos em duas colunas, uma formada por homens, a outra por mulheres e crianças. Os médicos e guardas das SS, quase sempre, pateticamente, deixando transparecer modos gentis, faziam logo uma selecção de 200 homens e outras tantas mulheres, todos jovens, que se destinavam aos campos de escravos da máquina de guerra nazi. Os restantes eram encaminhados para a zona das câmaras de gás onde lhes era dito ser importante tomar um duche. Para tal, deviam despir-se. Depois de mortos, os ‘sonderkommando’ retiravam-lhes dentes de oiro, anéis e outros objectos que tivessem. Antes de os cadáveres serem feitos queimar, cortavam-lhes o cabelo que era usado no fabrico de vários produtos.
    Ao mandar derrubar o fatídico portão de Auschwitz, o camarada Anatoli encontrou 7000 sobreviventes perplexos em corpos esqueléticos. Mas as câmaras de gás e as incineradoras de Birkenau tinham já devorado milhões de vidas humanas, incluindo cerca de 7000 homens de valor que tinham sido funcionários do Partido Comunista da URSS.

    O nacional-socialismo

    Trata-se da doutrina hitleriana que, incorporando a expressão ‘socialismo’, se destinava a confundir os espíritos que acreditavam naquela fórmula já bastante debatida, mas ignoravam até onde os levaria o projecto nazi do Reich de 1000 anos. No livro ‘Mein Kampf’ (A Minha Luta), escrita por Adolf Hitler, na prisão, em 1923-24, encontram-se tentativas de justificação do nacional-socialismo, mas com baixo teor histórico. Também Alfred Rosenberg (O Mito do Século XX) aborda a impossível questão do socialismo, segundo um plano divisado por assassinos. A doutrina hitleriana é sempre feita de ‘slogans’ mas oferece um ponto de partida com alguma originalidade, o da superioridade racial dos arianos relativamente aos judeus e a todas as outras raças. Mesmo assim, este princípio, desde logo duvidoso, já vinha de Gobineau (Ensaio sobre a Desigualdade das Raças Humanas, 1853-55), e da noção do homem superior desenvolvida por Nietsche.
    O anti-semitismo, entretanto, conhecera um violento despertar através dos actos do burgomestre de Viena, Lueger, antes de 1914. O desejo do recurso à força e a à guerra apareciam em Arndt e em teóricos do Estado-Maior prussiano. Mas o movimento dos hitlerianos ficaria marcado, essencialmente, pelo carácter vibrante, de extremo fanatismo, daquele que seria o ‘Fuhrer’ e pelas desastrosas consequências para o povo alemão surgidas da 1ª Guerra Mundial. A obsessão racista afirmou-se com renovada intensidade.
    Em 1932, o Partido Nacional Socialista alemão era já uma organização poderosa e atingiria, em 1939, o número de oito milhões de aderentes. Hitler entrega a direcção das S.A.(Sturmabteilungen), secções de assalto ou camisas castanhas), a outras figuras menos visíveis do seu movimento. As SS (Schutztaffeln) ficam encarregadas de garantir a segurança do regime e delineiam o plano de exterminação dos judeus e dos comunistas de modo a que se crie o chamado espaço vital (Lebensraum) ou, por outras palavras, o princípio da colonização do mundo. As SS, forças escolhidas e recrutadas com o mais intratável dos rigores, contavam com 250 000 membros, apenas, em 1939, quando passaram para o controlo de Himmler (1900-1945). Mas Heydrich (1904-1942) destacava-se desde 1936 como responsável pela polícia secreta (Geheime Staatspolizei), ou Gestapo, e em 1941 sucedia a von Neurath como ‘protector do Reich’ na Checoslováquia onde comandos patriotas o assassinaram.

    Os números dolorosos do holocausto

    Os nazis assassinaram pelo menos 7 milhões de pessoas no decorrer do programa de solução final que atingiu judeus, comunistas, polacos, prisioneiros de guerra soviéticos, pessoas de religiões diversas, resistentes anti-fascistas e muitos outros. Tinham 39 campos de concentração, trabalho e extermínio, disseminados por vários países. A solução final foi aplicada, principalmente, em Auschwitz-Birkenau, Treblinka e Sobibor, na Polónia, em Mathausen-Gusen, na Áustria, em Belsen, Buchenwald e Dachau na própria Alemanha. Entre 1941e fins de 1944 já mais de 4 milhões de pessoas tinham sido assassinadas em seis campos. Em Auschwitz, estima-se que as câmaras de gás absorviam mais de 9000 vidas, diariamente. No total, só no complexo de Auschwitz-Birkenau, teriam perecido vários milhões de inocentes, mas só na Polónia a população judaica terá sido feita liquidar em cerca de 90% (três milhões de pessoas). Adolf Hitler assumia que os polacos não passavam de uma raça sub-humana cujo destino apontava aos campos de trabalho.
    Os chamados indesejáveis sociais, capturados nos vários países, também eram feitos seguir para campos de concentração – pedintes, alcoólicos, desempregados, sem abrigo. Os grupos de assassinos das SS surgiam, habitualmente, na esteira da ‘Wehrmacht’ e entregavam-se à sua desumana actividade logo que as operações militares eram dadas por terminadas.

    O Exército Vermelho libertou a Polónia

    A chegada de tropas soviéticas às imediações de Auschwitz e Katowice, inscreve-se no conjunto das operações militares das 1ª e 4ª Frentes Ucranianas, comandadas, respectivamente, pelo marechal Koniev, e pelo general Petrov. Outras frentes de exércitos (Jukov, Rokossovski, Malinovski, etc.), atravessaram o território polaco a uma velocidade incrível, principalmente as unidades de carros de combate dado que o objectivo era Berlim e o extermínio da máquina de guerra hitleriana.

    Ivan Koniev (1897-1973)

    Marechal da URSS. Graduado em 1926 pela Academia Militar Frunze. Em 1941, nos primeiros meses da guerra e da invasão nazi, serviu na região de Smolensk. Em 1942, os exércitos do seu comando tomavam parte na defesa de Moscovo. No ano seguinte, conseguiu suster a ofensiva nazi em Kursk e passou à ofensiva libertando as cidades de Oriel, Belgorod e Poltava. Uma das mais famosas vitórias do Exército Vermelho teve lugar na região de Korsun-Chevchenko e, aí, Koniev conseguiu cercar 10 divisões alemãs cujas baixas ascenderam a mais de 20.000 homens. Na ofensiva sobre a Polónia, capturou Lvov. No avanço em território germânico (na histórica campanha do Vístula ao Oder) entrou na região de Berlim. Ordens do Kremlin, entretanto, fizeram-no desviar a rota das suas tropas para ir libertar Praga em Maio de 1945.

    Ivan Iefimovitch Petrov (1896-1958)

    General do Exército Vermelho e membro do Partido Comunista desde 1918. Defendeu Odessa mas teve de ser evacuado quando as possibilidades de segurar a cidade se manifestaram precárias. Com toda a Crimeia já nas mãos dos nazis, defendeu Sevastopol até Junho de 1942. Em Setembro e Outubro de 1943, o general Petrov libertava Novorossisk e as penínsulas de Taman e Kerch. A partir de Agosto de 1944, já no comando da 4ª Frente Ucraniana, avançou para a libertação do sul da Polónia e, depois, da Eslováquia. Em Janeiro de 1945, as suas tropas achavam-se, efectivamente, na zona de Katowice de onde o sargento Anatoli partiu para encontrar e libertar Auschwitz.”

    Artigo publicado no Avante, na Edição Nº1627, de 03/02/2005 (http://www.avante.pt/noticia.asp?id=8390&area=19&edicao=1627)

  11. Iraque:Difundir imagens de Abu Ghraib foi dever jornalístico-TV australiana SBS

    Sydney, 16 Fev (Lusa) – A televisão pública australiana Special Broadcasting Service (SBS) defendeu hoje a controversa divulgação de novas fotografias de sevícias infligidas por soldados norte- americanos na prisão iraquiana de Abu Ghraib como um dever jornalístico.

    “Nós difundimos (estas fotografias) porque é da nossa responsabilidade fazê-lo, enquanto jornalistas”, defendeu Mike Carey, produtor do programa Dateline, durante o qual as imagens puderam ser vistas.

    A propósito do facto de a difusão das imagens ocorrer quando se multiplicam no mundo muçulmano manifestações de cólera contra o Ocidente, na sequência da publicação das caricaturas do profeta Maomé na Europa, Mike Carey assegurou tratar-se de uma coincidência.

    “Nós obtivemos estas fotografias que mostram sevícias de uma maior amplitude do que parece ter acontecido. Dizer que isso foi expressamente programado, é merda”, adiantou.

    Qualificando de “piada” as declarações de Washington segundo as quais estas novas imagens poderiam pôr em perigo os soldados norte- americanos no Iraque, o produtor sublinhou que as tropas já correm um risco permanente.

    “Não acredito que o que nós façamos aqui na Austrália vá reduzir ou aumentar o risco”, disse.

    Reagindo à publicação das imagens, que mostram “novos” maus- tratos, segundo a SBS, um porta-voz do ministério da Defesa norte- americano, Bryan Whitman, considerou que isso “pode desencadear violências inúteis em todo o mundo e pôr em perigo” os soldados dos Estados Unidos em serviço no Iraque.

    Carey defendeu a realização “de novo inquérito para determinar como aqueles corpos chegaram a Abu Ghraib e se eram de pessoas mortas quando estavam em Abu Ghraib sob administração norte-americana”.

    As fotografias mostram nomeadamente um homem nu pendurado pelos pés, outro com a garganta cortada, um terceiro com feridas graves na cabeça e outro ainda coberto do que parecem ser excrementos.

    As fotografias divulgadas fazem parte de um conjunto do qual apenas uma parte foi divulgada na imprensa na Primavera de 2004 e que esteve na origem de um escândalo mundial.

    MC.

    Lusa/Fim

  12. Incrível é a sua boçalidade,`o Lavoura; os comentários da menina, sobretudo sobre o heróico Exército Vermelho que libertou a Europa da besta nazi-fascista, são justos e razoáveis, ao contrário da sua cassette sobre a cassette.

  13. Julgo que mesmo os loucos da Casa Branca não vão ter loucura suficiente para atacar o Irão. É que…

    1) Tal ataque aéreo (com ou sem os caniches israelitas) só poderia na melhor das hipóteses atrasar o programa. O Irão e outros países islâmicos terão mesmo a bomba custe o que custar, para pôr fim à arrogância assassina dos gangsters sionistas.

    2) mas tal operação poderia muito bem acabar num fiasco humilhante para os EUA, como a tentativa de libertação dos reféns da embaixada em 1979…

    2) As consequências sobre o preço do petróleo seriam catastróficas. Facilmente os preços chegariam aos 200 dólares por barril e memsmo mais. O estreito de Ormuz seria minado e todos os terminais do Golfo destruídos (nas zonas petrolíferas da Arábia, Iraque e Bahrein a maioria é chiita…).

    3) Mas, sobretudo as encurraladas tropas americanas no Iraque seriam um alvo demasiado óbvio e fácil para uns milhões de guardas da revolução infiltrados na guerrilha iraquiana, ajudados pelos chiitas locais que entrariam na dança em força. Ora se 5 milhões de sunitas já chegam para derrotar a soldadesca cruzada, então 70 milhões de iranianos, mais 15 mulhões de chiitas iraquianos… fariam desses terroristas ocupantes carne picada…

    4) Além disso, a panela de pressão islâmica está prestes a explodir, Uma intervenção no Irão provocaria uma sublevação generalizada nos países islâmicos dirigidos por ditadores fantoches (Egipto, Paquistão, Jordânia, etc.) com a chegada ao poder de regimes islâmicos intervencionistas… A jihad no seu esplendor…

    5) Mesmo sem bomba atómica (que não é garantido que não exista já, ou que não possa chegar como presente do Paquistão…), Israel seria fortemente golpeado pelos mísseis iranianos, além dos ataques do Hezbollah e o Hamas (ou ainda de um Egipto e Jordânia com governos islâmicos…).

    5) Conclusão. Os EUA tiveram entradas de leão e saídas de sendeiro… estão numa posição de extrema fraqueza, com um exército duramente golpeado, desmoralizado, insuficiente, overstreched e sem reservas, e são abertamente desafiados por um Irão ( e um Islão)seguro de si e da capacidade de infligir golpes demolidores na escumalha nazi-sionista…

  14. Luís Lavoura,
    Vamos lá ver se tu percebes:
    O Sr. Embaixador fez uma declaração política e tem responsabilidades políticas.
    Não defendo que o Sr. seja preso, mas que o ponto de vista que ele defende tenha resposta política: a sua expulsão.
    Eu sou bastante tolerante, como vês, continuas a comentar cá, apesar de achares que a negação do Holocausto é um ponto de vista, como outro qualquer.

  15. Já que o N.R.A. “censurou” o que disse o Embaixador do Irão deixo aqui o relato completo:

    Embaixador do Irão em Lisboa elogia Freitas
    Público, 15/02/06
    Por Carolina Reis

    “Ficámos muito satisfeitos e queria aproveitar a ocasião para agradecer a posição do Governo português, do sr. Sócrates e do ministro Freitas do Amaral”, disse Mohammed Taheri sobre a posição do Executivo português na crise provocada pela publicação das caricaturas de Maomé. Taheri fez questão de sublinhar a atitude do ministro dos Estrangeiros: “O sr. Amaral disse coisas muito boas e muito lógicas.”

    O embaixador iraniano está igualmente convicto da origem desta crise: “Nós pensamos que isto é uma conspiração dos sionistas que querem pôr os muçulmanos contra os cristãos na Europa. Mas o nosso líder religioso apelou aos muçulmanos para que respeitem os valores dos cristãos.”

    Taheri justificou ainda a revolta dos muçulmanos com a publicação dos cartoons: “O nosso profeta é muito valioso e importante para nós. Como Cristo é para os cristãos e Moisés para os judeus”. Aproveitou a entrevista também para criticar o Governo dinamarquês: ”Lamentamos que o primeiro-ministro da Dinamarca tenha dito apenas que era liberdade de expressão. Mas, não é!” E questionou a liberdade de expressão europeia: “Mas que liberdade de expressão é esta que vocês europeus têm que permite insultar outros tantos de outras religiões?”

    O representante do Irão acusou o europeus de serem contraditórios sobre o Holocausto: “Quando o nosso presidente quer falar do Holocausto com historiadores e cientistas todo o mundo fica contra ele. Mesmo quando europeus fizeram investigações acabaram presos. Como é o caso em França de Roger Garaudy. Onde está a liberdade de expressão, quando querem fazer perguntas sobre o Holocausto. Isto é uma dualidade.”

    Mohammed Taheri pôs em causa a dimensão do número de vítimas do Holocausto, e invocou para isso a sua experiência diplomática na Polónia. “Quando era embaixador em Varsóvia visitei por duas vezes Auschwitz e Birkenau e fiz as minhas contas. Para se incinerar seis milhões de pessoas são precisos 15 anos. Portanto, é preciso que os historiadores se reúnam e dêem a sua opinião.” E manifestou a vontade do Irão em organizar um seminário internacional com historiadores e peritos para debater o Holocausto, “para que digam a dimensão dessa realidade, para que digam quantos morreram.” (…)

  16. “Não defendo que o Sr. seja preso, mas que o ponto de vista que ele defende tenha resposta política: a sua expulsão.”

    Não há responsabilidade política nenhuma do embaixador. Colocar a hiopótese altamente credível de o número de 6 milhões estar empolado e criticar o facto de este ser o único facto histórico não susceptível de discussão é exercício da liberdade de expressão diplomática. Os embaixadores EXISTEM PARA TRANSMITIREM A POSIÇÃO DOS SEUS GOVERNOS E ESSA É A POSIÇÃO DO GOVERNO DO IRÃO E DE TODO O MUNDO MUÇULMANO que não tem lições de moral e de anti-racismo a defender da Europa dos pogroms e do holocausto.

    Expulsar o embaixador constituiria um acto intolerável de hostilidade ao Islão e levaria ao corte de relações e à colocação de Portugal na lista negra dos países a boicotar, ao lado da blasfema Dinamarca. Quem defende isso é estalinista ou tolo (ou as duas coisas).

  17. A pessoa que ali em cima pôs um comentário a criticar-me assinado com o meu nome, faça o favor de assinar com o seu próprio nome.

  18. “Não defendo que o Sr. seja preso, mas que o ponto de vista que ele defende tenha resposta política: a sua expulsão.”

    Não há responsabilidade política nenhuma do embaixador. Colocar a hipótese altamente credível de o número de 6 milhões estar empolado e criticar o facto de este ser o único facto histórico não susceptível de discussão é exercício da liberdade de expressão diplomática. Os embaixadores EXISTEM PARA TRANSMITIREM A POSIÇÃO DOS SEUS GOVERNOS E ESSA É A POSIÇÃO DO GOVERNO DO IRÃO E DE TODO O MUNDO MUÇULMANO que não tem lições de moral e de anti-racismo a receber da Europa dos pogroms e do holocausto.

    Expulsar o embaixador constituiria um acto intolerável de hostilidade ao Islão e levaria ao corte de relações e à colocação de Portugal na lista negra dos países a boicotar, ao lado da blasfema Dinamarca. Quem defende isso é estalinista ou tolo (ou as duas coisas). Quanto ao M. Vale de Almeida já se sabe que os gays alinham com os sionistas, apenas porque Telavive tem Gay Pride e Gaza não… é uma visão muito redutora da realidade, uma visão anuscêntrica…

  19. “O Sr. Embaixador fez uma declaração política”

    Não. Fez uma declaração científica. Colocou em causa que os fornos pudessem ter queimado tantos corpos em tão pouco tempo. Isto não é política, é ciência. Ou os fornos podem queimar, ou não podem. Não se trata de matéria de opinião, trata-se de um facto experimental comprovável. Para avaliar da declaração do embaixador, o que é preciso é avaliar quantos corpos é que, com a tecnologia e com os combustíveis disponíveis pelos nazis, os fornos teriam podido queimar. Depois logo se vê se o embaixador tem razão, ou não.

  20. “defendo […] que o ponto de vista que ele defende tenha resposta política: a sua expulsão”

    Ou seja, defende a aplicação de uma pena para quem tem determinado ponto de vista, ainda por cima numa matéria científica. Bonito.

    Eu também podia defender a expulsão do país das pessoas que têm ou tiveram os pontos de vista que você tem ou teve. Mas não defendo, porque sou adepto da liberdade.

  21. Além do mais devemo-nos perguntar se é correcto utilizar sempre a expressão “Holocausto” (com maiúscula) como referida apenas aos judeus vítimas do nazismo. Eu mesmo cometo esse erro… Porque afinal, holocaustos há muitos. Na II Guerra morreram directa ou indirectamente 25/30 milhões de russos, os verdadeiros vencedores do nazismo. Foi de longe o maior sacrifício humano e ninguém utiliza o termo holocausto (mesmo com minúscula) para o referir. Por complexo de culpa, a Europa continua, a propósito de tudo, a praticar a política da “excepção judaica”, permitindo a Israel fazer o que ninguém mais pode fazer (conquistar territórios pela força, roubar terras, casas e água, ter a bomba H e nem sequer ratificar o tratado de não proliferação, manter um sistema de exílio e de apartheid para a maioria não-judaica, com bantustões, com 15.000 presos políticos sem julgamento e milhares de execuções sumarias de opositores, com eleições apenas para 40% da pupulação de jure (e ainda, apesar disso, ser considerado “democrático), etc, etc.

    Para russos, polacos, arménios, ciganos, tutsis e peles-vermelhas não há “holocausto”, porque aparentemente não são “povos eleitos” ! Devemos acabar com esta palhaçada. Todos os povos são iguais, não há questões históricas imunes a críticas e novas apreciações e holocausto a sério e com letra grande é o russo (20 milhões de mortos por Estaline e mais 30 por Hitler) ou o chinês (50 milhões de mortos, 30 dos quais no Grande salto em frente do Grande Timoneiro em 59/62). Claro que também houve outros holocaustos como o dos judeus, mas é bem provável que este fosse bastante inferior ao dos propalados 6 milhões. En todo o caso é intolerável que tal não se possa discutir…

  22. Afinal o Euroliberal o que lê são as tretas que o Pacheco Pereira prefacia como o do tal livro negro que pôs uns funcionários do PE a fazer quando andou por lá – ao mesmo tempo que por cá continuava a escrever em tudo quanto era jornal dos grandes grupos e a perorar em tudo quanto era TV e rádios privadas. Grandes vidas as destes “historiadores” e seus seguidores. Foi o euroliberal um escriba de serviço ou limitava-se a servir-lhe de chauffer?

  23. Camarada Margarida,

    Tenha calma, porque o “livro negro do comunismo” não foi escrito por JPP mas por uma grande equipa de historiadores prestigiados, a maioria de esqerda, aliás, que se basearam en milhares de documentos do KGB e outras instituições do mesmo tipo, cujos arquivos são agora acessíveis. E a conta final a que chegaram é de 85 milhões de mortos pelos vários Grandes Líderes, Pais dos povos, Grandes Timoneiros e Fuziladores Máximos, a tal escumalha que o seu partido continua a venerar. À beira desse Grande Holocausto, o holocaustozinho da raça superior (o tal “povo eleito”), reduzido às suas devidas proporções, parece bem pequenino… Mas é claro que para os marxistas, como o nosso bravo NRA, convém que só se fale do holocaustozinho (proibindo penalmente a contestação da versão oficial, é claro), qual cortina de fumo que afaste das nossas visões o Grande Holocausto comunista… A gente percebe bem a jogada… percebe, mas não aceita !

  24. Afinal é mesmo nos amigos do Pacheco Pereira que o euroliberal se inspira! E é bom que a malta não se esqueça que todos eles pertencem à tal “esquerda-ciática” de que por cá tivemos uns exemplares curiosos como o Pacheco, o José Manuel Fernandes, o João Carlos Espada, a Teresa de Sousa a Esther, and so on…

    Mas já que o euroliberal anda na contagem dos mortos, eu ajudo com este artigo:

    Público, 02/05/05, António Vilarigues
    Reescrevendo a história

    A tentação de reescrever a história ao sabor das ideologias ou dos poderes dominantes, já vem de longe. É tão antiga como a própria história.

    Muito do que se diz e escreve a propósito das celebrações dos 60 anos da derrota do nazismo, tem esta chancela – adulteração da história. Já tinha sido assim em relação ao desembarque das tropas aliadas na Normandia em 1945, o chamado dia D. O fenómeno repetiu-se com o 60º aniversário da libertação de Paris.

    Duas vertentes dominam as “análises”: por um lado, a referência ao choque entre dois totalitarismos apresentados como de sinal igual – o nazismo e o comunismo. Por outro a tentativa de apresentar o contributo dos EUA e, acessoriamente, da Inglaterra como determinantes no desenrolar da II Guerra Mundial.

    Para fazer passar estas duas mensagens recorre-se aos mais variados métodos. Dos filmes de Hollywood às séries de TV. Dos documentários mais ou menos científicos, às análises escritas e faladas. Em todos eles um traço é predominante: a desvalorização, e mesmo o silenciamento quase total, sobre o papel da URSS e das diversas Resistências Patrióticas no esmagamento da máquina de guerra das potências do Eixo.

    Toda a realidade, seja ela económica, social ou política, é movimento segundo condições internas de mudança, de transformação. A análise deve ser concreta e em função da realidade concreta. Esta tese marxista, que me parece dever ser consensual, passa, obviamente, ao lado de todos a que nos temos vindo a referir. Seja por ignorância, seja por má fé.

    E, no entanto, o que nos mostra a realidade, essa “chata”?

    Mostra-nos, por um lado, que em nome do comunismo cometeram-se inúmeros crimes. Mas a matriz dominante desta ideologia é a da construção de uma sociedade sem classes, de homens e mulheres iguais, sem exploradores nem explorados. Onde vigorará o conceito “de cada um segundo as suas possibilidades a cada um segundo as suas necessidades”. Esta concepção de sociedade percorreu um longo caminho desde que começou a ser desenhada por Thomas Moore no seu livro A Utopia. Com Marx, Engels e Lenine ganhou novos e decisivos contornos, aprofundados pelos seus seguidores e que a moldaram até aos nossos dias.

    Em nome do comunismo, em quase todos os países onde os seus defensores existem, lutou-se e luta-se pela paz, pela independência, pela liberdade e pela democracia. Em nome dessa luta morreram e morrem milhões de seres humanos.

    Comparar esta ideologia com o nazi-fascismo, defensora de uma sociedade de exploração, de superioridade racial, de extermínio físico de povos e raças inteiros, de repressão e opressão, só mesmo por má fé. A política de “solução final” não abrangeu apenas os judeus. Alargou-se aos ciganos e aos eslavos. Em apenas 3 anos (1941-43) 1/3 da população masculina da Bielorússia foi aniquilada. Refira-se um facto, entre inúmeros outros, nunca citado na historiografia dominante: noventa e nove por cento dos quase duzentos campos de concentração nazis foram construídos a LESTE de Berlim!!!

    Concorde-se ou não com os comunistas, goste-se ou não deles, a verdade é que foram eles que tiveram o triste privilégio de inaugurar os campos de concentração hitlerianos e de neles serem literalmente quase exterminados. O PC Alemão em 1933 tinha centenas de milhares de membros. Em 1945 eram pouco mais de mil. Nos países ocupados pela Alemanha e pelo Japão desempenharam um papel essencial, muitas vezes decisivo, na condução da Resistência. De 1940 a 1944, setenta e cinco mil comunistas franceses morreram torturados, fuzilados ou em luta directa com o ocupante. A história repetiu-se em Itália, na Checoslováquia, na Polónia, na Albânia, na Jugoslávia (1 milhão de mortos), na Hungria, na Bulgária, nas Repúblicas Bálticas. Na China, no Vietname, nas Filipinas, etc., etc., etc.. No mínimo exige-se dos seus adversários que respeitem a sua memória.

    Por outro lado, a realidade mostra-nos com uma clareza cristalina o papel que cada Aliado desempenhou na II Guerra Mundial.

    A desproporção quer nos meios envolvidos, quer nos consequentes resultados, é evidente. Na URSS os hitlerianos destruíram 1.710 cidades, 70.000 aldeias, 32.000 empresas industriais, 100.000 empresas agrícolas. Desapareceram 65.000 Km de vias férreas, 16.000 automotoras, 428.000 vagons. As riquezas nacionais da URSS foram reduzidas em mais de 30%. No território dos EUA, excepção feita a Pearl Harbour, não caiu uma só bomba, não se disparou um único tiro.

    Até começos de 1944 na frente sovietico-alemã operaram, em permanência, de 153 a 201 divisões nazis. Na frente ocidental, no mesmo período, de 2 a 21. Em 1945 a mesma proporção era de 313 para 118. De Junho a Agosto de 1944, ou seja, desde o início da Operação Overlord, as tropas fascistas perderam, entre mortos, feridos e desaparecidos, 917.000 na frente Leste e 294.000 na frente ocidental.

    A Alemanha perdeu na sua guerra contra a URSS o correspondente a 3/4 das suas baixas totais. Na frente soviética o exército japonês perdeu cerca de 677.000 homens (na sua maioria prisioneiros). Morreram, recorde-se, em todos os cenários da II Guerra, 250.000 norte-americanos, 600.000 ingleses, 27.000.000 de soviéticos (3 milhões dos quais membros do PC).

    Esta realidade está toda devidamente documentada. Porquê 16 anos depois da queda do Muro de Berlim, 14 anos depois do fim da URSS, continuar a escondê-la, a ignorá-la, a escamoteá-la? Porquê?”

  25. Se existissem provas inequívocas de que foram milhões, não existia necessidade de mandar para a PRISÃO ( sim, PRISÃO!!!!!!!! ) aqueles que afirmam que não foram milhões, mas sim, milhares.

    P.S. Não tenho nada contra os Judeus; só não gosto é de andar a ser comido por parvo.

  26. Rafeiros riapas da Brigada Bigornas, não se esqueçam da MEDICAÇÃO !

    Vocês copiam os “estudos” de uns para os outros, mudando apenas o nome. Se era para ter piada, têm que me vir fazer cócegas… Quanto ao vosso cretinismo compulsivo, não preciso de ser médico para vos receitar o tratamento e posologia adequados:

    1) pau de marmeleiro administrado por via anal, 4 vezes ao dia, e

    2) bochechos com bicabornato de pirocaína ao deitar e ao levantar.

  27. A nossa expedição ao Afeganistão é demasiado cara para o pouco que faz: apenas mostrar bandeira e coçar os tomates entre bocejos no aquartelamento. Já toda a gente percebeu que a “guerra ao terror” da buxaria é uma cruzada anti-islâmica. E nós, para esse peditório, já demos em Alcácer-Quibir…

  28. pela atmosfera intelectual a questão da “solução final” não terminou em em 1945. precedendo o exterminio dos judeus existia um movimento intelectual que lançou as sementes de ódio sobre o povo judaico. o holocausto foi a apoteose pragmatica. como outrora como no presente existem duas espécies: os autores morais que incitam ao exterminio e os autores materiais que o executam. mas só até ao momento foram julgados os autores materiais.

  29. nazismo e comunismo foram duas ideologias sanguinárias antropofagicas. o nazismo terminou em 45 graças a intervenção dos estados unidos e, até 1989 debelaram a ameaça expansionista soviética. foram fulcrais na construção da união europeia e na edificação da paz no ocidente, pois sem a America estariamos dizimados enquanto civilização. compreendo muito bem porque odeiam a tanto a America pois ainda julgam que Cuba é um paraiso socialista o reduto da dialetica marxista. Mas curiosamente os cubanos arriscando a vida preferem fugir para o “inferno capitalista” Americano. caros intelectuais preocupa-vos muito mais guantanamo e a prisão delta porque nesse “hotel” estão instalados os vossos aliados para derrotarem o grande “satã”. Mais uma vez os estados unidos depois do nazismo e comunismo são chamados a combater a tirania: o islamismo e os seus comparsas.
    parabens aos autores do blog. até breve

  30. nazismo e comunismo foram duas ideologias sanguinárias antropofagicas. o nazismo terminou em 45 graças a intervenção dos estados unidos e, até 1989 debelaram a ameaça expansionista soviética. foram fulcrais na construção da união europeia e na edificação da paz no ocidente, pois sem a America estariamos dizimados enquanto civilização. compreendo muito bem porque odeiam a tanto a America pois ainda julgam que Cuba é um paraiso socialista o reduto da dialetica marxista. Mas curiosamente os cubanos arriscando a vida preferem fugir para o “inferno capitalista” Americano. caros intelectuais preocupa-vos muito mais guantanamo e a prisão delta porque nesse “hotel” estão instalados os vossos aliados para derrotarem o grande “satã”. Mais uma vez os estados unidos depois do nazismo e comunismo são chamados a combater a tirania: o islamismo e os seus comparsas.
    parabens aos autores do blog. até breve

  31. Logo os assassinos e genocidas comunistas que exterminaram 100 milhões de pessoas ao redor do mundo vem a falar do tal de “holocausto”! Na verdade esse “holocausto” é uma mascara para que os Genocídas comunistas esconderem seus crmis bestiais no Gulag da Sibéria! Será que os judeus mortos na Segunda Guerra que dizem são “seis” milhões(?)valem mais do que as 100 milhões de pessoas exterminadas no Gulag comunista? O comunismo foi fundado pelos judeus Marx,Engels,Lenin,Trotsky e outros judeus do Grande Capital Internacional do Comunismo Global!

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