A minha equipa de futebol

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No ISE, a minha equipa de futebol tinha o animado nome de “Tchernenko and the Coconuts”, conseguimos uma vez chegar às meias finais da taça de futebol da escola. Milagre ao nível da escola soviética, concorriamos com mais de 30 equipas e nós éramos um bando de coxos. Não foi nada mau!
É engraçado seguir as transferências de todos os atletas:
Guarda-redes: Miguel Portas (eurodeputado); defesas: eu e o Josue (economista na Sismet); ao meio-campo: Luís Carlos (grande gráfico), João Rosa (Banco de Portugal) e Paulo Madruga (Professor no ISE); ao ataque, o nosso ponta de lança: Sérgio Figueiredo (director do Jornal de Negócios).
Na altura, todos comunistas; hoje, só alguns. Como dizia o Guterres:”é a vida!”

54 thoughts on “A minha equipa de futebol”

  1. Cara Claudia,

    Quem lhe disse que mudamos todos…

    Luís,
    Se jogasses lá na equipa serias as Coconuts. A que horas é o jantar plenário aspirina for ever!

  2. João,

    Tirando o Sérgio não me lembro de nenhum. Contabilidade: BE – 3, PCP -2 e Direita – 1, o Paulo Madruga não sei.

  3. Bom jantar para os meninos… e estou mais contente…apesar de o mundo dar muitas voltas ainda há quem fique perto… Outros reescrevem-se, reescrevem o seu mundo e os seus conceitos, crescem e sentem raiva do passado… outros continuam a acreditar, mal o menos!!!

  4. João,

    Desculpa lá, mas essa ideia que tem de se ter ódio do passado é medieval. É como dizer que toda a gente se tem de dar mal com as ex-namoradas. Encaixa naquele conceito levemente estalinista que se a gente não tem mesma opinião é porque se é malandro, desonesto e talvez espião.
    Outro exercício que talvez fosse interessante era analisar o que é este PCP, em comparação com o PCP dos anos 70 e 80.

  5. Quanto a conceito levemente estalinista deixo-o para tu analisares… Quanto ao ódio do passado, muitos dos que passaram pelo PC e se dão hoje bem e muit bem na vida eles que apreciem se têm ou não ódio do passado. Compreendo, nuns casos concordando ou discordando, aqueles que seguiram caminhos diferentes…agora aqueles que proposeram renovações e hoje são o contrário de tudo aquilo que defendderam nos anos 70 e 80…bem esses…

    e era a esses que me referia, sem estalinismo nenhum…

    Mas causa-me confusão as voltas que determinadas pessoas conseguem dar…

    Exemplos coneces tu mais do que eu…

    Refiro-te um, podia dar-te mil, já para não falar do Sérgio…

    O Pina Moura. Haverá exemplo de “melhor” renovador…

  6. Quanto às ex-namoradas, dou-me bem com todas… E faço questão disso…

    E não te tenho nenhum ódio de ti, nem de ningém…

    Causa-me confusão só isso.
    Não o teu caso, nem o do Miguel e outros parecidos…

    Mas algumas pessoas que sairam na altura do Miguel….

    è pá faz-me confusão.

    Ou se calhar não, percebo perfeitamente. Não há confusão nenhuma… é a vida.

  7. João, não compliques a vida. Olha lá, dás-te bem com todas porque és um finório todo matreiro, hein? Aaaai os homens!

  8. Mas olha uma coisa. Essa cena de ficar amigo das eijes parece-me um cenário vindo do além. Pessoalmente, prefiro manter distância. Mas cada um é como é.

  9. Quem diria que o Nuno Tito de Morais Ramos de Almeida, comuna de fazer inveja ao Alvaro Cunhal, é agora um indefectivel do demagogo incorigivel.

    A jogar á bola , não era coxo, eras marreco dos pes

  10. Mais um “delfim” que ficou pelo caminho. Ele, claro, não deixou de ser comunista: o Partido Comunista é que mudou… Enfim, está a “reconstruir” o Partido… uma obra de Penélope iniciada há 30 ou 40 anos e a que o Nuno Tito de Morais Ramos de Almeida vem agora dar a sua mãozinha… (Montenegro, continuas um poeta: vou apontar essa do “marreco dos pés” – e ainda assim semi finalistas!)

  11. Este blog está em vias de se tornar um blog filo-trotskista. Prova: o nº de vezes que aqui se fala do Camarada Zé Estaline (só os trotskistas é que sabem de cor quantas vezes é que o Camarada Zé Estaline bateu na mulher, e se importam com isso). Tese: no dealbar do século XXI, o trotskismo é a forma superior de umbiguismo do movimento socialista (salvo seja), devida ao individualismo narcisista dos membros da seita, resultante por sua vez da sua natureza de classe pequeno-burguesa. Depois digam que eu sou unrestructed, que eu fico muita chateado! Vão trabalhar para as obras, malandros!

  12. “Conceito levemente estalinista!…” Se o Jorge Araújo não se tivesse transformado num editor modernaço, ele dizia-te, se se pode referir dessa forma desrespeituosa um ex-dirigente do PCUS e ex-Marechal da URSS…

  13. Caros amiguinhos da liga dos anónimos do Vitória e arredores,

    Para além de esse tique de me citarem o nome, supostamente completo, para fingirem que sabem tudo sobre mim, dizem uns pequenos disparates.

    1. Estou-me a borrifar para a reconstrução do verdadeiro Partido Comunista. Deixo a tarefa da sua destruição a vocês, que nisso são inultrapassáveis.

    2. “Delfim”?? Acho que é uma injustiça para o Francisco Lopes e que vocês devem abandonar o habitual carrascão e tomarem coisas mais leves que toldem menos o raciocínio. Arriscam-se a só conseguir gritar: “JCP, juventude marxista-leninista”, e apesar de isso não exigir que pensem muito, fica mal cambalearem.

    3. O convite para ir trabalhar para as obras parece-me simpático, embora o facto de não estar dito em ucraniano, retire grande parte da sua credibilidade.

    4. Montenegro, tens razão, era como o Benfica: marcava golos sem saber jogar.

  14. Ó Nuno, eu não sou do Vitória nem dos arredores, mas lá que tu tens um grande umbigo, isso tens (mas o do Miguel Portas ainda é maior, palavra de ex-ISE!)

  15. João:

    Consegui hoje obter cópia do artigo do Louçã no Centro de documentação do Público. Dado que o post onde se iniciou a discussão já está no arquivo do Aspirina, coloco-o aqui, juntado ainda os artigos do Michel Chossudovsky e do José Casanova,

    Como pode ver, se o Artigo do Louçã no Suplemento de Economia do Público de 26/02/01 tem algum RIGOR na tradução, não tem nenhuma SOLIDARIEDADE com o Michel Chossudovsky, pois nem o menciona…

    1 – Público Economia, 26/02/2001,

    Bombas sobre Bagdad para salvar a Bolsa

    Na sexta-feira, dia 16 de Fevereiro, a Bolsa de Nova Iorque viveu outro dia turbulento. O índice Nasdaq mergulhou mais cinco por cento, confirmando que temos vivido um período de euforia e sobrevalorização das empresas da “nova economia” e que a factura já chegou.. O líder mundial em fibras ópticas, Nortel, foi um dos maiores perdedores do dia. A Dell Computers, a Hewlett Packard e outros foram atrás. Os analistas tinham vindo a avisar desta crise iminente: ainda há-de ser pior, e a recessão americana, se se confirmar, começará com o colapso destas empresas “high-tech” nas bolsas.
    Mas nesse mesmo dia, umas horas antes de fechar a bolsa, cerca de 80 aviões de combate, americanos e britânicos, fizeram um raid devastadot sobre Bagdad: o Pentágono chamou-lhe uma “missão de rotina de autodefesa”. No entanto, esta diplomacia de mísseis teve um efeito imediato no relançamento da confiança num mercado muito especial, muito lucrativo e muito importante: o das empresas petrolíferas e, sobretudo, o das indústrias de armamento.
    As cotações da Exxon, Chevron, Texaco, dispararam. O mesmo aconteceu com as da Harken Energy Corporation, uma empresa-chave na exploração do petróleo colombiano, e de que George Bush foi director executivo. A Harken está directamente envolvida na Operação Colômbia, um ambicioso plano de acção militar americana na zona amazónica.
    O mercado respirou de alívio.
    No entanto, a grande alteração deu-se nas indústrias de defesa.
    O bombardeamento de Bagdad relançou a confiança no futuro dessas empresas. A Boeing, a General Dynamics, a Lockheed Martin, a Northrop-Grumman e a Raytheon, os cinco grandes beneficiários dos contratos militares, ressurgiram na bolsa. Para bom entendedor, meio ponto basta: o colapso do “high-tech” civil é compensado pela nova oportunidade no sector militar.
    Uns poucos dias antes, a Lockeed-Martin tinha anunciado despedimentos maciços e cortes orçamentais no seu departamento de satélites, declarando que ia deslocar o seu esforço de actividades civis para a indústria do armamento, onde a empresa é dos maiores beneficiários de contratos do Estado americano. Tem toda a razão para estar confiante. Bush declarou ao “New York Times” (12 de Fevereiro): “Planeio romper com a ortodoxia do Pentágono e criar uma nova arquitectura para a defesa da América e dos nossos aliados, investindo em novas tecnologias e sistemas de armamentos”.
    Confirmou-se entretanto a encomenda do novo caça F-22 Raptor, que a Lockeed vai desenvolver numa operação de cerca de 60 mil milhões de dólares. Dois dias depois, Bush ratificou um novo investimento imediato de 2,6 mil milhões de dólares para reforçar a investigação e desenvolvimento de novas armas. Mais dois dias, e Bagdad era bombardeada.
    Bush estabeleceu assim um santuário para as bolsas, através do recurso ao “keynesianismo militar” que já tinha feito a fama e o proveito do seu antecessor republicano, Ronald Reagan. O risco é grande, mas a parada também é muito alta. Por tudo isto, teremos em 2001 bolsas mais instáveis, turbulência mais acentuada, sobredeterminação política, predomínio das empresas militares, ameaças de recessão internacional: aqui está a nova ordem mundial em todo o seu esplendor.

    Francisco Louçã
    Deputado do BE
    http://www.tenc.net

    2 – [Emperor’s Clothes]
    How War and Globalization Support American Business…
    As Billions Flow to Oil and Defense Companies
    Bombing Of Baghdad Staves Off Financial Uncertainty
    by Michel Chossudovsky [2-19-2001]
    Professor of Economics, University of Ottawa, author of The Globalization of Poverty, second edition, Common Courage Press, 2001.
    On Friday February 16th, spurred on by the dot-com implosion and the climactic downfall of Nortel Networks Corporation, the World’s leader in fiber optics, the value of high tech stocks plummeted on Wall Street in turbulent trading. The NASDAQ stock index declined by more than five percent to a record low.
    But it could have been much worse. Did the bombing of Baghdad pull Wall Street out of danger? In fact it did more than that. It put billions of dollars into the deep pockets of Defense contractors and oil companies.
    WARNINGS FROM WALL STREET
    In the days leading up to the February 16 near-meltdown, stock market analysts had warned of a worst-case scenario. High tech stocks were heavily overvalued.
    But that day at 1.00pm, a few hours before trading closed on the New York Stock Exchange, American and British warplanes bombed Baghdad in what the Pentagon described as “a routine mission of self-defense.”
    Routine self defense? The US media applauded. And on Wall Street, brokers did more than applaud; they gasped with relief. For in a cruel irony, the bombing raids had saved the day. As one British financial analyst noted with contempt:
    # “..the American market didn’t collapse. It didn’t plummet. Indeed, the fall was less than one per cent. This was a routine day – unless you happened to live in Baghdad.”1
    Meanwhile, with telecom and computer stocks in the doldrums, financial and defense analysts had been working hard to rebuild “confidence in the stock market”:
    # “Makers of the nation’s warfare technologies along with Wall Street analysts and industry consultants spent a week bragging about new opportunities and the likelihood of changes to Pentagon policy that would foster growth after 15 years of strained budgets. What’s more, defense and aerospace stocks ended on a high note, climbing amid a broad market slump as 24 U.S. and British warplanes struck Iraqi military targets using various long-range, precision-guided weapons.”2
    In the last hours of trading on the 16th, defense stocks spiraled; oil and energy stocks boomed following news that Iraq’s oil industry might be impaired. The value of Exxon, Chevron and Texaco stocks shot up. Harken Energy Corporation –in which George W. Bush served as company director and corporate consultant before entering politics– gained 5.4% by the end of trading. Harken Energy happens to be a key player in Colombian oil (with a multi-billion dollar US military aid package under “Plan Colombia” on hand to protect its investments). Harken Energy CEO Mikel Faulkner is a former business associate of George W.
    FINANCIAL MELTDOWN
    The February 16th meltdown was already being predicted at the close of trading on the 15th. Business analysts on the evening news said that a major “correction” in the value of high tech stocks was “inevitable”. The financial press had previously hinted that the US defense industry could also take a beating if the new Bush Administration were to curtail military procurement.
    A few days earlier, Lockheed Martin (LMT) –America’s largest defense contractor– had announced major cuts in its satellite division due to “flat demand” in the commercial satellite market. A company spokesman had reassured Wall Street that Lockheed “was moving in the right direction” by shifting financial resources out of its troubled commercial (that is, civilian) undertakings into the lucrative production of advanced weapon systems.
    For weeks, defense contractors had been actively lobbying the new Administration. On Tuesday February 12th, President Bush promised to hike defense spending based on “a comprehensive review of the military.” According to The New York Times (12 February 2001), George W. Bush said:
    # “he planned to break with Pentagon orthodoxy and create ‘a new architecture for the defense of America and our allies,’ investing in new technologies and weapons systems rather than making ‘marginal improvements’ for systems in which America’s arms industry has invested billions of dollars.”
    On the 14th, he confirmed “a $2.6 billion increase in the Pentagon’s budget as a ‘down payment’ on new-weapons research and development.”3
    And two days later Baghdad was bombed by the US Air Force.
    The raids were a signal to Wall Street that Bush’s promise “to revitalize the nation’s defense” should be taken seriously. Had the Bush administration decided otherwise, Lockheed Martin’s listing on the New York Stock exchange might well have experienced the same fate as that of Nortel. In fact, while (civilian) high tech stocks (quoted on the NASDAQ) had plummeted, Lockheed Martin stocks ended the day up a comfortable 1.6%.
    Meanwhile, the F-22 Raptor high tech fighter jet was already scheduled –pending the Administration’s final approval– to be assembled (at an estimated cost of $60 billion) at Lockheed Martin Marietta’s plant in Georgia:
    # “Defense Secretary Donald Rumsfeld was an F-22 advocate before joining the Bush administration, and Lockheed officials said Thursday [February 15th , one day before the raids on Baghdad] they are confident Rumsfeld will support the technologically advanced plane.” 4
    The message to financial markets was crystal clear: the bear market was hitting “civilian” high tech stocks including Nortel, Dell Computers and Hewlett Packard; but defense industry listings –including Boeing, General Dynamics, Lockheed Martin, Northrop-Grumman and Raytheon (the “Big Five” defense contractors) — remained “safe” and “promising.” (i.e. “a good place to put your money”). Wall Street analysts had concluded –without batting an eyelid– that
    # “with the Bush administration’s focus on defense, there is optimism the industry is on target to outperform the market again this year.”5
    The new buzz phrase on Wall Street is that –despite the slow-down of the US economy– defense stocks constitute “a safe-haven shelter from the dot-com implosion”. More generally, the assumptions underlying Bush’s new defense budget are considered “good for business”: no wonder pension funds and institutional investors are busy changing the structure of their portfolios!
    NEW WORLD ‘ORDER’
    War and globalization go hand in hand. Militarisation is an integral part of the neoliberal agenda. The build-up of the defense budget contributes to beefing up the “Big Five” US defense contractors, while denying financial resources to civilian programs including health, education and social welfare not to mention the rebuilding of America’s deteriorating urban infrastructure. Whereas defense production has spiraled, recession has hit the sectors of the US economy which produce “civilian” consumer goods and services. The U.S. domestic economy increasingly hinges on the military industrial complex and the sale of luxury goods (travel, leisure, luxury cars, etc.). And this satisfies the financial establishment irrespective of the needs of ordinary people.
    The bombing raids on Baghdad were certainly intended to intimidate countries committed to ending the sanctions on Iraq. But more generally, “missile diplomacy” is applied to enforce American political and economic domination under the guise of what is euphemistically called “the free market.”
    # “The hidden hand of the market will never work without a hidden fist – McDonald’s cannot flourish without McDonnell Douglas, the designer of the F-15.”6
    And America’s war machine is used in support of the conquest of new economic frontiers. In the Middle East, the Balkans and Central Asia, the US military is positioning itself directly and through NATO not only to support the interests of the Anglo-American oil conglomerates, which are working hand in glove with defense contractors in lucrative joint ventures, but to further colonize the former Soviet Union and Asian countries. Meanwhile, spiraling defense spending pours wealth into the military industrial complex at the expense of civilian needs.
    NOTES
    1. Sunday Mail, London, 18 February 2001.
    2. Reuters, 16 February 2001. About 80 warplanes were involved, of which 24 were strike aircraft. See Financial Times, 17 February 2001.
    3. “Bush Vows To Modernize Military After Pentagon Review Is Completed”, The Bulletin’s Frontrunner, 14 February 2001.
    4. Dave Hirschman, “F-22’s Fate to be Decided Next Month; Not on hold: Bush’s Defense Review won’t delay Judgment on Raptor”, The Atlanta Journal and Constitution, 16 February 2001.
    5. The Nightly Business Report, NPR, 19 February 2001.
    6. Thomas L. Friedman, “A Manifesto for the Fast World,” ‘New York Times Magazine’, Mar. 28, 1999.)
    C Copyright by Michel Chossudovsky, Ottawa, February 2001. All rights reserved. Permission is granted to post this text on non-commercial community internet sites, provided the essay remains intact and the copyright note is displayed. To publish this text in printed and/or other form, contact the author at chossudovsky@videotron.ca, fax: 1-514-4256224.

    3 – As aparências do mérito

    Actual. José Casanova

    Um dia destes – precisamente no dia 26.2.2001 – por mero acaso, deparou-se-me, no suplemento “Economia” do “Público” um texto, aliás interessante, intitulado “Bombas sobre Bagdad para salvar a Bolsa”, assinado por “Francisco Louçã, deputado do BE”. Começava assim: “Na sexta-feira, dia 16 de Fevereiro…” – após o que descrevia a turbulência que assolara a dita Bolsa no dito dia e destacava algumas das consequências maiores daí decorrentes. Depois, como o título sugeria, o texto – que confirma o reconhecido mérito do autor – estabelecia a ligação entre essa crise da Bolsa e os bombardeamentos efectuados nesse mesmo dia sobre Bagdad e sublinhava o disparo imediato das cotações das empresas petrolíferas e de armamentos.

    Dias depois, novamente o acaso coloca-me à frente dos olhos um texto intitulado “Bombardeamento de Bagdad protela incerteza financeira”, assinado por “Michel Chossudovsky, Professor de Economia da Universidade de Otava”. Começava assim: “Na sexta-feira, dia 16 de Fevereiro…” – após o que, seguindo o trilho de Louçã, chegava às mesmíssimas conclusões, com a particularidade de repetir ipsis verbis palavras, frases e parágrafos inteiros do texto do deputado do BE.

    Que grande bronca!, desabafei, então não é que o Chossudovsky plagiou o Louçã?, então anda o deputado bloquista a espremer as meninges, a esbanjar o seu reconhecido mérito produzindo análises soberbas e suculentas que o “Público” tem a honra de dar à luz e chega um professorzeco qualquer e zás, fana-lhe a análise, copia-lhe o texto e toca de difundi-lo (como se seu fosse e sem citar Louçã), despachando-o pelas internéticas auto-estradas da informação?, não há direito!, este Chossudovsky – que se comporta como aqueles pássaros preguiçosos que, gastando o tempo no doce ripanço, não cuidam de fazer ninho próprio e, quais parasitas, põem depois os ovos em ninhos alheios – tem que ser desmascarado como um plagiador despudorado.

    É verdade que, como já alguém me disse, há aqui um pequeno pormenor a ter em conta: o texto de Chossudovsky foi escrito uma semana antes do de Louçã…pormenor que pode colocar a questão de saber quem é o quê em matéria de plagiador e plagiado…

    Seja como for, o mérito de Louçã não está em causa: como dizia La Rochefoucauld há uns séculos, “o mundo recompensa com maior frequência as aparências do mérito do que o próprio mérito”.

    «Avante!» Nº 1424 – 15.Março.2001

  16. Sobre este caso, aqui trazido pela Margarida, peço comentário ao Nuno e ao Luís.

    Ao Luís porque gosta de falar e analisar plágios…

    Ao Nuno porque há dias tratou menos bem o Casanova quando eu trouxe para aqui este “caso”

    Estoà espera…

  17. Sobre este caso, aqui trazido pela Margarida, peço comentário ao Nuno e ao Luís.

    Ao Luís porque gosta de falar e analisar plágios…

    Ao Nuno porque há dias tratou menos bem o Casanova quando eu trouxe para aqui este “caso”

    Estou à espera…

  18. O luís carlos continua a fazer um bom no lugar no meio-campo, está a subir de rendimento, embora no capítulo da velocidade ainda não seja duplamente processado pela intel. continua 100% mac. e vós que atirais as primeiras pedras, quantos de vós não fizeram o percurso contrário, da maçã para o pc?

  19. Todos sabem que um bom “renovador” é aquele que abandonou e se inscreveu num partido de direita, confirmando a justeza da nossa linha.
    Também são tidos em boa conta os “renovadores” que já morreram.

    A centelha da dúvida que ilumina a cabeça da vossa estrela perturba a escuridão nauseabunda do nosso universo.

    Arranjem-me uma picareta!
    A minha ideologia por uma picareta!

  20. Acaba de ler os textos acima – que são longos e chatos de ler – e ainda não caí em mim: então o Professor Louça, o virtuoso Prof. Louça, também é da seita da Clara Pinto Correia?! Espantoso!!! A única conclusão positiva que se pode tirar deste incidente é que “humanizou” um pouco o Prof. Louçã…

  21. Mário,

    Por acaso, até discordo. Os textos (ou melhor, o texto) em questão nada têm de chatos.

    Margarida e João,

    Olhem que eu não sou funcionário do PCP; tenho de trabalhar de quando em vez….

  22. Caro Luís Rainha, Se o seu paradigma de texto para um blog é o artigo acima reproduzido, o seu paradigma de jornal diário deve ser o Zeri Populit, de saudosa memória, ou o Remin Rinbao da época do bando dos Quatro.

  23. Margarida,

    Por acaso… não; agora um comunista tão insistente e com tanto tempo livre nas mãos, já me causa alguma suspeita.

  24. Duas notas para o Luís.
    Nem sequer militante sou…
    Quanto mais funcionário…
    Tempo Livre também é pouco mas até agora dava esse tempo por bem empregue quando passava por aqui…

    Com as tuas graçolas, começo a ter as minhas dúvidas.
    Eu, para comer e outras coisas, trabalho mais de uma duzia de horas por dia.
    E, infelizmente, nunca fui funcionário, acessor, ou sustentado por nenhum partido. Mas e se fosse??? Vocês nunca foram??? Ainda são???

    Não vale a pena ires por aí. Passa bem

  25. Ter ou não muito tempo livre é como ter ou não muito dinheiro, é relativamente relativo (passe a redundância), mas o que mais me interessa, é como gastá-los. E gosto de gastar o meu tempo livre a insistir, a perserverar, a chatear…e ás vezes até o faço roubando no tempo do patrão.

  26. Só mais um pormenor…

    O meu infelizmente do comentário anterior serve apenas para assumir que não são “vergonha” aqueles que se dedicam de corpo e alma, profissionalmente até, a alguma causa.

    Para mim antes isso do que viver sem causas…

    Custou-vos que uma investigação de uma comunista “humanizasse” o Louçã, ou custou-vos ainda mais que o Casanova não estivesse a inventar…

  27. Que básico, Nuno! E já agora a quem se refere quando (coladinho ao Casanova) fala de “sectários que inventam inimigos em todo o lado e liquidavam, a tiro, qualquer divergência”?

    Não me caem os parentes na lama e tirava com gosto o chapéu (se o usasse) a quem oportunamente (e com bastante piada, como o Zé Casanova) despiu na praça pública quem o alheio vestiu.

    Afinal, pela não surpresa que mostrou, parece que aliás o Nuno já conhecia este plágio do Louçã. Serei também sectária se pensar que o Nuno estava a torcer para que o artigo do Público não viesse à luz do dia? E como compagina esta atitude com o slogan do RIGOR e SOLIDARIEDADE do seu líder?

    RIGOR e SOLIDARIEDADE do Louçã e do BE? Não me faça rir!

  28. Cara Margarida,
    Eu não conhecia os artigos. Ao contrário de si, tão cumplice da Coreia do Norte e de outras ditaduras, eu não tenho julgamentos selectivos.
    Você é apenas uma espécie de José Tim de novo tipo. Tão imbecil como o próprio, mas de sinal contrário.
    Ainda me riu, quando me lembro que na nossa última troca de palavras, conseguiu “justificar” a saida de 120 mil militantes do PCP, desde o final dos anos 80, pelas “leis da vida”, uma espécie de “gripe da Soeiro”.

  29. Sempre básico, Nuno, mas com essa da Coreia, mais que básico já se torna rasteiro e não tarda muito, rasteja.

  30. Cara Margarida,
    Vou levar o seu conselho a sério, porque a amiga é perita em dobrar a cerviz e rastejar perante qualquer ditador que nas “teses” esteja definido como “socialista”. Compreenda as minhas dificuldades: ainda não me habituei, ao seu princípio, que em Portugal os trabalhadores devem ter sindicatos e liberdade e na China não. E não sei se já reparou, dado aos meus desvios pequeno-burgueses pode disparatar à vontade cá no blog: não está sujeita à regra do centralismo democrático e nem é obrigada a apenas falar no seu blog.
    Sobre rastejantes, estamos conversados.
    Mas volte sempre.

  31. Além de rasteiro o que o Nuno escreveu é exageradamente tonto. Mas percebe-se. Nada como uma manobra de diversão para distrair as atenções: o que é preciso é que a malta afinal não perceba (ou se percebeu que esqueça o mais depressa possível) que o Louçã de facto plagiou, em 26/02/01, no Público um artigo do Chossudovsky

    E que o Zé Casanova deu pela marosca e a denunciou neste artigo do Avante em 15 de Março de 2001, numa altura em que o Nuno ainda era militante do PCP. Cá vai o artigo:

    “As aparências do mérito
    ACTUAL. José Casanova
    Um dia destes – precisamente no dia 26.2.2001 – por mero acaso, deparou-se-me, no suplemento “Economia” do “Público” um texto, aliás interessante, intitulado “Bombas sobre Bagdad para salvar a Bolsa”, assinado por “Francisco Louça, deputado do BE”. Começava assim: “Na sexta-feira, dia 16 de Fevereiro…” – após o que descrevia a turbulência que assolara a dita Bolsa no dito dia e destacava algumas das consequências maiores daí decorrentes. Depois, como o título sugeria, o texto – que confirma o reconhecido mérito do autor – estabelecia a ligação entre essa crise da Bolsa e os bombardeamentos efectuados nesse mesmo dia sobre Bagdad e sublinhava o disparo imediato das cotações das empresas petrolíferas e de armamentos.
    Dias depois, novamente o acaso coloca-me à frente dos olhos um texto intitulado “Bombardeamento de Bagdad protela incerteza financeira”, assinado por “Michel Chossudovsky, Professor de Economia da Universidade de Otava”. Começava assim: “Na sexta-feira, dia 16 de Fevereiro…” – após o que, seguindo o trilho de Louça, chegava às mesmíssimas conclusões, com a particularidade de repetir ipsis verbis palavras, frases e parágrafos inteiros do texto do deputado do BE.
    Que grande bronca!, desabafei, então não é que o Chossudovsky plagiou o Louça?, então anda o deputado bloquista a espremer as meninges, a esbanjar o seu reconhecido mérito produzindo análises soberbas e suculentas que o “Público” tem a honra de dar à luz e chega um professorzeco qualquer e zás, fana-lhe a análise, copia-lhe o texto e toca de difundi-lo (como se seu fosse e sem citar Louça), despachando-o pelas internéticas auto-estradas da informação?, não há direito!, este Chossudovsky – que se comporta como aqueles pássaros preguiçosos que, gastando o tempo no doce ripanço, não cuidam de fazer ninho próprio e, quais parasitas, põem depois os ovos em ninhos alheios – tem que ser desmascarado como um plagiador despudorado.
    É verdade que, como já alguém me disse, há aqui um pequeno pormenor a ter em conta: o texto de Chossudovsky foi escrito uma semana antes do de Louça…pormenor que pode colocar a questão de saber quem é o quê em matéria de plagiador e plagiado…
    Seja como for, o mérito de Louça não está em causa: como dizia La Rochefoucauld há uns séculos, “o mundo recompensa com maior frequência as aparências do mérito do que o próprio mérito”.
    «Avante!» Nº 1424 – 15.Março.2001

  32. Sim, o bom do “Zé”, que era um gajo porreiro e muito “aberto”, até ao dia em que se deixou apanhar numas misérias com dinheiros autárquicos e passou.a ser dos mais “duros” que por lá havia. É só histórias lindas, olarilas!

  33. Margarida,
    O que mais me irrita em si, é a sua descomunal burrice. Eu era militante do PCP, mas ao contrário de si, não estava obrigado a recitar o órgão central,todas as semanas, como um mantra. E por isso, não o lia sempre. Digo-lhe mais, leio-o muito mais agora que na altura.E mesmo assim poupo-me.

  34. Como em 2003 o Nuno ainda era militante do PCP, também lhe deve ter escapado este artigo no Avante:

    “Plágios bons, plágios maus

    ACTUAL • José Casanova

    A Lusa descobriu e divulgou que uma crónica assinada por Clara Pinto Correia (CPC) e publicada na revista Visão, era um plágio: «96 das 106 linhas do texto» eram «rigorosamente iguais (…) frase por frase, parágrafo por parágrafo», a um texto publicado numa revista norte-americana. Os jornais, praticamente todos, noticiaram. O Público foi ouvir a cronista e informou-nos que, segundo ela, tratara-se de uma «distracção» – «distracção» que, pelos vistos, se repetiu já que, logo a seguir, como informa o mesmo Público, alguém descobriu segunda crónica plagiada. Os jornais, praticamente todos, voltaram a noticiar, a Visão cessou a colaboração com a, digamos assim cronista, e uma editora que se preparava para lançar um volume de crónicas (supostamente) escritas por CPC suspendeu a publicação do livro.

    Esta reacção espalhafatosa dos vários jornais surpreende. Quanto mais não seja porque, como muito bem sabemos, em matéria de textos de opinião todos eles estão pejados de ideias, conclusões e apreciações plagiadas. Ou não?

    Tenho para mim que estas setas contra CPC decorrem de raivazinhas e invejas pelo espaço e pelo tempo que lhe é concedido nos média, onde ela passeia os seus múltiplos talentos, exibindo sorrisos e olhares, pernas e peitos, prosas e saberes, escritas e falas.

    Aqui chegado, não posso deixar de lembrar que, há tempos, um colaborador regular do Público – Francisco Louçã (também ele, como CPC, habitué na exibição mediática de múltiplos talentos, sublinhe-se) – certamente por efeito de «distracção» semelhante à de CPC, assinou um artigo que, no essencial, mais não era do que a tradução de um texto de Choussodovsky – facto para o qual se chamou a atenção aqui no Avante! mas que, naturalmente, foi silenciado em toda a restante comunicação social, Público incluído… talvez por ali se considerar que há plágios bons (os que à Casa interessam) e há plágios maus (todos os outros). Ora, Louçã é dirigente do Bloco de Esquerda e, por isso e enquanto tal, intocável na comunicação social dominante a qual, como todos os dias vemos, trata o BE com carinhos, enlevos e desvelos raros e o enche de mimos como o pai babado ao filho único chegado já em idade avançada.

    É certo que, por vezes, CPC se banha nas modernas águas bloquistas… mas não passa de uma principiante, de uma simples apoiante de quem ninguém se lembra enquanto tal. Por isso Louçã pode plagiar e ela não.

    «Avante!» Nº 1524 – 13.Fevereiro.2003

  35. Cara Margarida,

    Ainda bem que é mais variada que o José Tim e não divulga sempre a mesma página, Desejo-lhe sorte, no seu infinito labor de nos dar os arquivos do Avante, enquanto eu era militante do PCP. Vai ter que trabalhar muito, para dar 23 anos de Avante. Mas se isso a mantém feliz, visto ter pouco que fazer, esteja à vontade.
    Quando acabar, pode dar-nos os comunicados da SIP DORL.

  36. Depois do argumento rastejante, vem o argumento do “mais velho”…mas pelo menos agora já não diz que não conhecia este artigo do Zé Casanova. Só o que me espanta é a falta de curiosidade que pelos vistos nem o levou a inquirir sobre ao que é que o Zé Casanova se referia…e isto num jornalista, desculpe-me Nuno, não é lá muito credível.

  37. Margarida,
    Não sei a tua idade. Não conhecia os textos do Casanova. Não lia todas as semanas o Avante. Nem sequer acho que a coisa mais importante nestas presidênciais seja nomear a Constituição. Não simpatizo com o Kin jung Hill, nem com o pai dele. Não acho, nem nunca achei, que o Estaline era um bom homem.
    Não trato o José Casanova por “Zé”. Enfim, como vê a única coisa que me liga a si, é a minha infinita paciência para a aturar. Mas até isso, tende a acabar. A única coisa que me anima, é que lendo a caixa de comentários do “Quadrado”, descobri que você é uma espécie de vírus informático.
    Estou preocupado com a falta de visão, lá no “Vitória”, em vez de chater, não devia a estar a vender rifas de fundos para a campanha?

  38. Caro Nuno, cara Margarida,

    Neste momento, vence o Nuno no concurso QUEM DEPRECIA MAIS?
    Margarida, aguardo, com interesse, a sua resposta…

  39. Nuno: mas este artigo do Avante de 12/01/06, aposto que já leu, pois que entretanto já não era militante do PCP…

    O plágio de Louçã

    Voltemos, uma vez mais, ao plágio de Louçã. Não por falta de temas a abordar no que respeita ao modo de fazer política do líder do BE e candidato às presidenciais – nessa matéria haveria pano para mangas. Não, também, por qualquer doentio prazer em bater mais no ceguinho – tivesse o plagiador assumido o plágio e não se falaria mais nisso.
    Voltamos ao assunto porque esta coisa de plágio é coisa feia – mais ainda quando o plagiário, fingindo nada ter a ver com o que se passou, assobia para o lado ou se arma em vítima de terríveis perseguições por parte do Avante! e, assim, vai levando a água ao seu moinho, que o mesmo é dizer, assim vai fugindo com o dito à seringa da responsabilidade pelo plágio.
    Confesso que, há dias, vendo e ouvindo Louçã, na televisão, a insinuar saberes e prestígios de dimensão internacional – ele era um livro que vai espantar o mundo, ele era um Nobel que queria Louçã a seu lado, eu sei lá – me assaltou a dúvida sobre se não teria sido o Chossudovski que, à surrelfa, lá longe, do outro lado do Atlântico, julgando-se a salvo, surripiara, sem vergonha, pedaços de um qualquer texto de Louçã. Mas não. Que Chossudovski me perdoe a dúvida.
    Vamos lá, então, à coisa. Peguemos no dicionário: «Plágio: Acção de um autor apresentar como seu o que copiou de qualquer outro». Passemos agora ao que fez Francisco Louçã: apresentou como seu – assinando: «Francisco Louçã, economista» – um texto no qual podem ler-se, entremeados com outra prosa que suponho ser de sua autoria, largos extractos de um texto escrito e assinado por Michel Chossudovsky. O plágio – assim se chama a esta coisa feia que, no caso concreto, veio à luz no «Suplemento de Economia» do Público – foi assinalado, aqui no Avante!, na devida altura e, como era de esperar, sem quaisquer repercussões. Mais tarde, quando da ocorrência de um outro caso de plágio (dessa vez amplamente divulgado e com consequências graves para quem o praticou), relembrámos novamente, aqui no Avante!, o plágio de Louçã, sublinhando a diferença no tratamento dado pelos média a dois casos da mesma família e mostrando, com mais um exemplo, como o líder do BE é o ai-jesus dos média dominantes, os quais, eles bem sabem porquê, o tratam com enlevos e desvelos maternais, descobrindo-lhe prendas, qualidades e valências que só eles vêem – e que, se fossem reais, eles mesmos tratariam de ocultar. Resta o facto – esse sim, real – que aqui se relembra: Louçã plagiou Chossudovski.

    Artigo publicado na Edição Nº1673

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