Falta de Chá no Deserto

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No que já é um dos episódios mais grotescos de sempre no desporto automóvel, o piloto Carlos Sousa teve um ataquinho de raiva e resolveu deixar o seu navegador em pleno deserto. Por mais explicações que surjam, continuo a gargalhar cada vez que penso no incidente.
A TMN, patrocinadora do cromo, é que já o conhecia de ginjeira. Vai daí, teve a prudência de pôr no ar uma promoção em que oferece a cada concorrente a hipótese de se tornar “co-piloto do Carlos Sousa”. O spot acabava de forma presciente: com um montão de malta, presumo que voluntários para a tarefa, empoleirada no tejadilho da morconeta do temperamental Sousa. E serão poucos para o resto da prova, a continuarem as ejecções para as dunas. Mas não sei se a perspectiva de serem deixados no meio de nenhures, entre a Mauritânia e o Fim do Mundo, não irá arrefecer o entusiasmo dos participantes nesta promoção…

16 thoughts on “Falta de Chá no Deserto”

  1. Por vezes não te entendo, Luis. A explicação dada pelo Carlos Sousa parece-me bastante aceitável.

    Porque raio preferes a do “ataquinho de raiva”? Tem mais sangue?

  2. Em tanta edição do Dakar e similares, nunca nada assim alguma vez aconteceu. Não te parece bizarro? E ele tem, desde há anos, fama de irritadiço com os navegadores.

  3. Site oficial da prova: «após ter perdido preciosos minutos por ter encalhado numa duna, o piloto português Carlos Sousa, furioso com o seu co-piloto Andreas Schulz, retomou a prova sem esperar por este último. O co-piloto alemão procura agora desesperadamente piloto e carro desde há 45 minutos».

  4. E mesmo que não seja verdade, a coincidência com a promoção da tmn vale bem o pequeno entorse à veneranda veracidade histórica… digo eu.
    Não sejas tão solene com estas merdas, que isso faz-te mal à tensão.

  5. A veneranda veracidade histórica não admite entorses.

    E nunca neste caso, uma vez que seria demasiado grave para o homem se tivesse acontecido como inicialmente relatou o site do dakar (de resto, isso foi retirado do site logo que se soube a verdade).

  6. E será tu quem decide quem é que ela é, afinal. E aquela coisa do homem andar à procura de um local menos movediço… se andasse 100 Km, lá teria o navegador de ir atrás dele. História estranha, no mínimo.

  7. e a história só fica por aqui, porque a vw (que impôs um navegador alemão) deixa que o “corredor” fique em prova….
    e haveria muito mais a dizer…a nível de “patrocínios” escondidos, palmela e outra coisas….

  8. Não digo que não pareça estranho a situação, perderem-se assim um do outro por uma distância de 500 a 1000 m, mas eles disseram tempestade de areia e via-se onde ele estava que não dava para parar! (por acaso achei estranho estar la mesmo naquele momento uma camara de filmar a filmar a cena toda, até porque este dakar em termos de filmagens está a deixar um pouco aquém, porque muito raramente apanham um acidente em tempo real, como era habito de outros anos).
    Mas penso que somos todos Portugueses e podemos tentar compreender um pouco o Carlos, caso esta situação seja verdade, o Homem é muito melhor piloto que o espanhol Repsol que já destruiu o carro todo, também é melhor que o da VW(De Villiers) este ano, nunca tem a sorte de estar na equipa oficial com as qualidades de tem,(os patrocinios não são os que as equipas querem), acho perfeitamente natural existir um pouco de revolta nele, quando até estes apupos estava em 3 da geral, com tantos “grandes” pilotos nas equipas oficiais.
    Só espero que tenha sorte nesta semana e tenha o mérito que merece enquanto piloto, isso pelo menos ninguem lhe tira ;)

  9. Eu ouvi o Carlos Sousa em entrevista à TSF no próprio dia dos eventos.

    Da entrevista ressaltaram dois factos. Primeiro: a tempestade de areia e a consequente diminuição da visibilidade.

    Eu não questiono o mau feitio do Carlos Suosa, no entanto estranhei a tranquilidade da voz dele num dia desportivamente tão conturbado. Aquele tom de voz não me pareceu o tom de voz de alguém que se quis livrar de um navegador em pleno deserto.

    Será que é preciso o afixe (ou o gibel) explicarem porque é que neste caso a verdade não admite entorses?

    Nota para o afixe: eu bem sei que eu por vezes tenho um apego um pouco cruel à verdade, mas não é isso que se está a discutir aqui. O que se está a discutir aqui é outro assunto completamente diferente.

  10. Eu vi as imagens transmitidas pela RTP.
    Claramente ficavam desmentidas as versões adiantadas sobre o tal ataque de fúria.
    Estou certo que quer a SIC quer a TVI também viram as mesmas imagens e, por isso sabiam a verdade, antes de noticiarem da forma que o fizeram, ou seja tentando insinuar a versão mais colorida mas, apesar disso, mentirosa.
    Não tenho dúvidas que a atitude quer da SIC quer da TVI reflecte a falta de ética das suas administrações mas também dos seus profissionais.
    Já o que terá levado LR a escrever esta “posta” escapa à minha compreensão.
    Estou habituado a este tipo de coisas no “blasfémias” e outros que tal, agora aqui….

    AM

  11. Não fui autor da resposta anterior, mas não teria conseguido ser tão certeiro e consiso.

    Há para aí um blog que assume:
    “não deixar que a verdade estrague uma boa história”

    Está claro que este é um desses casos.

    AM

  12. “E eis que a verdade encontra os seus santos detentores e polícias…
    Já agora, sr. AM, é “conciso”.”

    E eis que a ortografia encontra os seus santos detentores e polícias…

    AM

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