Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.
Quando o li, desconhecendo o autor, perguntei ao Copilot.
Resposta:
“Não há informação pública recente que identifique claramente quem é o Paulo Mendes que assina o artigo de hoje no Público sobre emigrantes”.
Chapadona. Tenho entranhado nos miolos que quem assim escreve terá de ser, forçosamente, alguém importante. Importante naquele sentido…
Fiquei ainda mais maravilhado.
(Mas sinto-me frustrado. Gostava de escrever com este brilho humanitário)
Coitadinho do pretinho. Não e justo o pr não fazer referência explícita a tugas de primeira e de segunda.
Eu “ofereço” a yo este artigo, que talvez não tenha lido.
(Lá está!, no nosso arquivo interno há sempre algo que prevalece)
“A él le marcó una conversación que mantuvo en Bruselas con la responsable de una ONG que presentó “un proyecto de fabricación de bolsos como un ejemplo de éxito para beneficiarios romaníes, cuando la mayor parte de la élite económica e intelectual europea habla de la inteligencia artificial, de ir a la Luna, de la nueva revolución industrial”.”
coitadinhos dos ciganos , a fazer sapatos quando querem é ir à lua ou trabalhar com IA . Não é justo.
O enlevo do Fernando é compreensível: quem pode estar contra um artigo tão bonito, tão ‘inclusivo’, tão politicamente correcto? Escrito por um negro e tudo, como nota a yo? Só um monstro, um xenófobo, um racista, um chegano podia criticar tão lindo texto.
O nosso negro – como talvez lhe chamasse o grande Baldwin do ‘I’m not your negro’ – anuncia logo o seu amor ao Medíocre Seguro e ao 25 Abril, duas causas também muito queridas aos Fernandos e a todos os apreciadores de platitudes redondas e inócuas.
Depois evoca os imigrantes que fazem os trabalhos que os tugas não querem fazer, e de preferência nem ver, a importância de lembrá-los nestas ocasiões mui solenes, o contraste com Espanha, o ubíquo papão da extrema-direita, etc. – o catálogo do costume.
Diz alguma mentira ou exagera alguma coisa? Não, e no geral nem discordo dele. Então qual o problema? Só vejo dois: o tom pífio que tacitamente aceita o status quo político e económico, i.e. esta partidocracia chula e corrupta inserida num sistema neoliberal que torna inevitável a exploração de que se queixa; e o ‘puxar a brasa à sua sardinha’, também o costume.
Porque é sempre assim: cada grupo, classe, corporação, cada interesse particular reclama sempre atenção particular. Agricultores, professores, estivadores, maquinistas, pilotos, médicos, imigrantes, emigrantes, inquilinos, senhorios, operários, empresários que precisam de trocar o Ferrari, com maior ou menor razão todos se sentem injustiçados ou esquecidos.
Todos querem ser “convidados para a mesa do jantar da família portuguesa”, usando a expressão ‘cringe’ do Sr. Mendes, que tomem as dores deles e – quase sempre – que lhes paguem mais dinheirinho, mesmo que à custa do resto da sociedade. Será injusto dizer que é o caso do Sr. Mendes, mas esse ‘então e nós?’ lembra o que é repetido por tantos grupos egoístas.
<ENTÃO E NÓS<
Salve-se quem puder.
Pois, é por isso que a corja prevalece ao abrigo da norma DIVIDE ET IMPERA.
Todas estas formas de ser lembram-me certas frases dos filmes do Eddy Murphi .
MADER FOCA, MOI ?
GET THE FUCK OUT
TANK YOU TANK YOU FUCK YOU TOO
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Este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório
Que maravilha de escrito.
Quando o li, desconhecendo o autor, perguntei ao Copilot.
Resposta:
“Não há informação pública recente que identifique claramente quem é o Paulo Mendes que assina o artigo de hoje no Público sobre emigrantes”.
Chapadona. Tenho entranhado nos miolos que quem assim escreve terá de ser, forçosamente, alguém importante. Importante naquele sentido…
Fiquei ainda mais maravilhado.
(Mas sinto-me frustrado. Gostava de escrever com este brilho humanitário)
Coitadinho do pretinho. Não e justo o pr não fazer referência explícita a tugas de primeira e de segunda.
Eu “ofereço” a yo este artigo, que talvez não tenha lido.
(Lá está!, no nosso arquivo interno há sempre algo que prevalece)
https://elpais.com/internacional/2026-04-30/seis-siglos-de-resistencia-del-pueblo-gitano-en-europa-de-rumania-al-barrio-de-las-tres-mil-viviendas-de-sevilla.html
adorei esta parte :
“A él le marcó una conversación que mantuvo en Bruselas con la responsable de una ONG que presentó “un proyecto de fabricación de bolsos como un ejemplo de éxito para beneficiarios romaníes, cuando la mayor parte de la élite económica e intelectual europea habla de la inteligencia artificial, de ir a la Luna, de la nueva revolución industrial”.”
coitadinhos dos ciganos , a fazer sapatos quando querem é ir à lua ou trabalhar com IA . Não é justo.
O enlevo do Fernando é compreensível: quem pode estar contra um artigo tão bonito, tão ‘inclusivo’, tão politicamente correcto? Escrito por um negro e tudo, como nota a yo? Só um monstro, um xenófobo, um racista, um chegano podia criticar tão lindo texto.
O nosso negro – como talvez lhe chamasse o grande Baldwin do ‘I’m not your negro’ – anuncia logo o seu amor ao Medíocre Seguro e ao 25 Abril, duas causas também muito queridas aos Fernandos e a todos os apreciadores de platitudes redondas e inócuas.
Depois evoca os imigrantes que fazem os trabalhos que os tugas não querem fazer, e de preferência nem ver, a importância de lembrá-los nestas ocasiões mui solenes, o contraste com Espanha, o ubíquo papão da extrema-direita, etc. – o catálogo do costume.
Diz alguma mentira ou exagera alguma coisa? Não, e no geral nem discordo dele. Então qual o problema? Só vejo dois: o tom pífio que tacitamente aceita o status quo político e económico, i.e. esta partidocracia chula e corrupta inserida num sistema neoliberal que torna inevitável a exploração de que se queixa; e o ‘puxar a brasa à sua sardinha’, também o costume.
Porque é sempre assim: cada grupo, classe, corporação, cada interesse particular reclama sempre atenção particular. Agricultores, professores, estivadores, maquinistas, pilotos, médicos, imigrantes, emigrantes, inquilinos, senhorios, operários, empresários que precisam de trocar o Ferrari, com maior ou menor razão todos se sentem injustiçados ou esquecidos.
Todos querem ser “convidados para a mesa do jantar da família portuguesa”, usando a expressão ‘cringe’ do Sr. Mendes, que tomem as dores deles e – quase sempre – que lhes paguem mais dinheirinho, mesmo que à custa do resto da sociedade. Será injusto dizer que é o caso do Sr. Mendes, mas esse ‘então e nós?’ lembra o que é repetido por tantos grupos egoístas.
<ENTÃO E NÓS<
Salve-se quem puder.
Pois, é por isso que a corja prevalece ao abrigo da norma DIVIDE ET IMPERA.
Todas estas formas de ser lembram-me certas frases dos filmes do Eddy Murphi .
MADER FOCA, MOI ?
GET THE FUCK OUT
TANK YOU TANK YOU FUCK YOU TOO