3 thoughts on “Estamos no pós-25 de Abril”

  1. Ah, o Cabeça de Porco: o bitaiteiro favorito do volupi e do regime. Não podia ser mais adequado à data, pois o 25A é a festarola anual de legitimação do regime. O dia em que celebramos a troca duma ditadura a cair de podre por uma partidocracia que já nasceu podre.

    O DCIAP é uma bandalheira, descobriu o CdP. Pois que surpresa!, num país governado por bandalhos há décadas, onde a Justiça é um pântano de chulos indolentes e pesporrentes, e a corrupção e a impunidade começam por cima, quem diria que as coisas eram assim?

    Imagine-se o duplo, o triplo choque do CdP se alguém lhe dissesse, em directo e na focinheira, que o 1º problema das suas queridas ‘instituições’ é a escumalha que ele branqueia todos os dias; que o 2º são os chulecos como ele que andam nos merdia a endrominar a carneirada; e que precisamos é de mais escutas, mais controlo, mais trela apertada, mais pau nesta canalha.

  2. Há de acontecer alguma coisa. Vão ver.

    Desci hoje a Avenida da Liberdade, o que não fazia há uns anos. Marquês-Restauradores-Rossio.
    (Um petisquinho regado com umas bejecas, no final um bolo de chocolate, eu mais um amigo, no Nicola, numa mesa mesmo junto ao Bocage. Veio a conta, eu pago, sou eu que pago – paguel eu. Vão gamar pó caraças, não sou turista. Ele tinha pago o almoço)

    Renasceu em mim uma esperança. Porquê? Fiquei surpreendidíssimo com a predominância esmagadora de manifestantes jovens.

    25 de Abril Sempre! Era a palavra de ordem predominante.
    Disse ao amigo: vamos desaparecer daqui. Porquê? Não respondi.
    Mais à frente – 25 de Abril Sempre.
    25 de Abril Sempre! 25 de Abril Sempre!
    Gritei:
    Acabem com essa merda do
    25 de Abril Sempre.
    (Sorrisos e expressões desafiantes)
    O 25 de Abril foi há 52 anos.
    Gritei mais alto:
    Criem palavras de ordem adequadas aos nossos dias.
    Isso já cheira mal.

    É capaz de acontecer alguma coisa de bom.
    Esta tarde em Lisboa renovou em mim uma forte esperança.

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