Passos e as reformas estruturais

Se o que se passou na Câmara Municipal de Lisboa entre Moedas, o Chega e Mafalda Guerra Livermore – com Moedas a garantir que a senhora foi nomeada por ser “competente” – tivesse ocorrido com pessoas do PS haveria um bacanal ininterrupto nas televisões, jornais, rádios até rolarem cabeças.

O Chega atrai criminosos, o PSD sente-se atraído pelo Chega. Realmente, só falta o regresso de Passos Coelho para consumar esta reforma estrutural já em curso.

5 thoughts on “Passos e as reformas estruturais”

  1. por acaso recordo-me de um caso em que um ministro do PS andava de férias com a presidente de uma associação de solidariedade relativa a crianças com doenças raras que acabou investigada por desvio de fundos.
    agora se mencionasses alguém de um partido mesmo de esquerda, até podia concordar com a conclusão.
    mas a festarola do putinismo na qual te rebolaste fortemente já está nas últimas, e agora só te sobra aquele arrependimento pelos exageros cometidos sob o efeito da “civilização”.
    temos pena

  2. «um ministro do PS andava de férias com a presidente de uma associação de solidariedade»

    Ah, a Raríssimas: sendo justo a senhora sempre mamou também em governos PSD; tinha todo o Centrão ao dispor. Até exibia a toda a gente uma foto dela abraçada ao Passolas, e a Maria Cavaca – assim como a chulona Beleza – era madrinha da Raríssimas. Se mamou mais no PS é porque a xuxaria esteve mais tempo no poleiro, e esteve lá durante vacas mais gordas.

    Mas a reacção geral ao mamanço da senhora, quando ela andava nas notícias, teve uma nota desagradável que podemos classificar como ‘inveja’, neste sentido: ela era uma plebeia que chegou a alturas e riquezas onde jamais devia ter chegado. A sua trafulhice e vaidade eram tão familiares como as duma vizinha do 3º que comprou um BMW com um subsídio que sacou.

    Séculos de iniquidade e desigualdade, de ricos e lordes, de servos e miseráveis criaram esta mentalidade acarneirada e acocorada na população: uma minoria merece tudo, o resto nada. Um Salgado mama mais do que mil Raríssimas, mas pertence a essa minoria. Uma Paula Brito e Costa jamais pertencerá. E a censura mais amarga é reservada às Paulas, não aos Salgados.

    Aconteceu algo parecido ao sucateiro Vara: quando se começou a questionar a sua ascensão meteórica, o 44 disse que isso era “inveja social”. (O próprio 44 sente-se certamente vítima de tal inveja, por – na sua cabeça – ter ‘subido a pulso’ de origens humildes.) Ambos são mafiosos irredimíveis, mas é verdade que mamões bem maiores recebem bem menos críticas.

    No status quo capitalista a palavra inveja é das mais usadas e abusadas de todas: serve de álibi e arma de arremesso a qualquer trafulha, chulo ou mamão sempre que alguém ousa questionar aquilo que tem, por mais excessivo, injusto ou obsceno que seja. Há, porém, uma inveja genuína, e só uma: a do lúmpen cuja indignação olha sempre para baixo, nunca para cima.

  3. e as reservas de petróleo, hum? acham boa ideia usá-las agora para tentar que os preços não subam nos mercados quando é evidente que não vai ser suficiente e depois ficarmos sem nada quando os preços estiverem como um foguete de festa na aldeia?
    é que ainda vêm aí os fertilizantes

  4. <<O Chega atrai criminosos, o PSD sente-se atraído pelo Chega. Realmente, só falta o regresso de Passos Coelho para consumar esta reforma estrutural já em curso.<<

    LIEC- LIMPEZA IDEOLOGICA EM CURSO
    Francisco Frazão não foi reconduzido na direcção artística do Teatro do Bairro Alto.
    Rita Rato afastada da direção do museu do Aljube.

    Mas se quiserem podem chamar-lhe REFORMA ESTRUTURAL, e podem ir lavando e lubrificando o rabinho prós senhores.
    https://youtu.be/rPs1ZiKTlms

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