Putin tem razão. Israel tem razão. Trump tem razão. A China terá razão se decidir invadir Taiwan. Os problemas devem-se resolver segundo a lei do mais forte. Matando e destruindo e matando. Foi assim ao longo de milhares, de milhões de anos. É muito mais simples, como ensina Tucídides: a culpa é sempre do invadido, o invasor é sempre a vítima e a força do bem. O invasor depois escolherá que verdade ficará mais bonita nos livros de história, merece.
A Europa pensa que vale a pena negociar e respeitar os direitos humanos. Há que tempos que não invade ninguém, só a reboque dos EUA e às mijinhas. Já não pertencemos ao mundo dos senhores da guerra. Temos andado ocupados com a reinvenção da liberdade e da democracia. Preferimos a lei do mais fraco: a civilização.
george bush tinha razão, tony blair tinha razão, obama tinha razão, o nosso durão barroso tinha razão mais o aznar. quem explodiu o nordstream tinha razão (obrigado, joe biden!), quem recusou negociações de paz tinha razão e o cabelo desgrenhado, quem empresta a base das lajes para estas atrocidades tem razão tal como tinha quem mandou portugueses pro afeganistão numa ocupação de duas décadas tão pouco violenta que quando acabou absolutamente ninguém ergeu uma arma para defender o regime resultante. acho pouco construtivo dizer estas coisas pela metade, a césar o que é de césar (pun intended).
mas pelo menos um mérito estas coisas têm, os que sempre defenderam estas acções com as nossas alianças internacionais, desta vez tentam ao máximo distanciar-se das ditas acções e nem mencionam as cujas alianças, o que pode eventualmente levar a reflexão interna. veremos, a utilização do termo civilização como distintivo não augura nada de bom mas a esperança é a ultima morrer.
“A Tese de Trasímaco (A República)
“A justiça é o interesse do mais forte”: Trasímaco argumenta que a justiça não passa de um mecanismo inventado pelos governantes (o mais forte) para servir aos seus próprios interesses.
Convenção vs. Natureza: Para os sofistas da época, a justiça é uma convenção social fictícia que limita os fortes, enquanto a verdadeira “justiça natural” seria o domínio do mais forte sobre o fraco.
O papel do mais fraco: O fraco é o súdito que deve obedecer às leis criadas pelo forte, sofrendo prejuízo enquanto o governante obtém vantagem”
percebeste ? :O papel do mais fraco: O fraco é o súdito que deve obedecer às leis criadas pelo forte, sofrendo prejuízo enquanto o governante obtém vantagem. a gente gramar enquanto os governantes recebem da blackrock .
O senhor Valupi, começa a perceber que o imperialismo é pegajoso! Colou-se-lhe à pele, sem que se desse conta; não desgruda facilmente. E, agora, com Trump, não é capaz de disfarçar a sarna que o infecta! Vai daí, fica baralhado e não diz coisa com coisa:
– a Europa “há que tempos que não invade ninguém”
– quer dizer, invade, mas “só a reboque dos EUA”,
– “civilização”, Valupi, ou moço que acompanha o amo?!
O resto é palanfrório!
JA, tenho muita pena de não ter lido este teu comentário antes de ter escrito aquilo ali em cima. Tu é que sabes destas cenas que metem americanos e quê. És um craque da politica internacional, estou rendido aos teus conhecimentos e inteligência.
@ Valupi,
“Civilizacao” e terminologia muito problematica amigo. Todos os imperios do mundo (incluindo o Portugues como nao poderia deixar de ser) sempre reclamaram ser “civilizadores” disto, daquilo e mais um par de botas.
Lowlander, se o conceito de civilização te causa alergia, porque subitamente preferes ignorar o historicismo, quais os teus conceitos de eleição?
Vamos valupi, mostra aí o historicismo do termo civilização ou os momentos historicos recentes em que o ocidente se mostrou na tua opinião mais civilizado que os barbaros chineses, russos, árabes e arrisco negros.
O maior 3x3mplo de civilização valupiana foi o terceiro reich
«O invasor depois escolherá que verdade ficará mais bonita nos livros de história»
Cuidado, volupi: assim ainda acaba como os ‘maluquinhos’ que por aqui lhe dizem umas verdades. Embora o risco seja pequeno; são demasiados anos de cegueira xuxo-burguesa deliberada.
quem a sabia toda era aquele gajo que fugiu com a filha pro bunker. se algum de nós tivesse um bunker agora, não sei não
@ Valupi,
Calma amigo! Nao e preciso disparares do coldre.
Nao sou necessariamente contra o uso de um certo conceito de “civilizacao” para fazeres passar a tua mensagem.
Apenas alerto que a palavra nao e politica nem ideologicamente neutra – especialmente quando falas “da Europa” berco de todos os Imperialismos Globalistas. Assim sendo, penso beneficiaria de um minimo de precaucao como por exemplo uma cuidada explicacao do que e que exactamente queres dizer quando a usas neste contexto.
Lowlander, o que quero dizer é tão-só isto: civilização é o nome que se dá ao modo de vida onde as comunidades se organizam tendo o respeito pelos direitos humanos consagrado no que for a sua lei fundamental.
E tu?
@ Valupi,
Estou satisfeito. Nada tenho a acrescentar.
” civilização é o nome que se dá ao modo de vida onde as comunidades se organizam tendo o respeito pelos direitos humanos consagrado no que for a sua lei fundamental.”
-:) -:) – ) português até à medula , contenta-se com formalismo.
desta definição de civilização concluo que Portugal não é um país civilizado , na sua lei fundamental vem consagrado o direito à habitação e à saúde. e à educação.
e civilização é isto :civilização é um estágio de organização social complexo em que existe estrutura política estável, sistema jurídico, instituições permanentes, produção cultural e mecanismos formais de regulação da convivência coletiva.
o irão é tão civilizado como Portugal , cromo. ou o império romano.
que tu não gostes de determinadas civilizações é problema teu , não da definição do que é uma civilização.
maias , egípcios , marroquinos.
eu também não gosto da ” civilização.” americana, problema meu.