Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.
Aspirina box
Receitas
Arquivos mensais
Pharmácias
As Ruínas Circulares
afixe (RIP)
BdE I (RIP)
BdE II (RIP)
de vagares...(RIP)
A invenção de Morel
Sociedade Anónima (RIP)
31 da Armada
A aba de Heisenberg
Abrupto
O Acidental (RIP)
Adufe.pt
A Gaveta do Paulo
Agridoce
Alexandre Soares Silva
Almocreve das Petas
Amor e Ócio
António Sousa Homem
Arrastão
As Ruínas Circulares
Atlântico
Avatares de um desejo
O Avesso do Avesso
Babilônia
Babugem
Bada Bing!
Bandeira ao Vento
Barnabé (RIP)
a barriga de um arquitecto
Beco das Imagens
Blasfémias
Bomba Inteligente
Bombyx mori
Bonfim
Blogue dos Marretas
Blogo Social Português
Cabra de Serviço
Caderno de Verão
Caixa de Costura
Canhões de Navarone
Cão de Guarda
Casa de Cacela
Casmurro (RIP)
A causa foi modificada
Causa Nossa
O céu sobre Lisboa
Charquinho
Cibertulia
cinco dias
Cocanha
A Coluna Infame (RIP)
Complexidade e Contradição
Confissão do Silêncio
Conta Natura
Contra a Corrente
Coroas de Pinho
Crítico Musical
Crónicas Matinais
Cruzes Canhoto (RIP)
Daedalus
Daily Make-up
Da literatura
Desesperada Esperança
A Destreza das Dúvidas
Diário Ateísta
É a Cultura, Estúpido!
Em Busca da Límpida Medida
Enresinados
Epicentro
A Ervilha Cor de Rosa
Esplanar
Esquerda Republicana
Estado Civil
a.estrada:
Estrangeiros no Momento
Eternuridade
Floresta do Sul
Fora do Mundo (RIP)
FotoBen
Frangos para fora
french kissin'
Fuga para a Vitória
Fumaças
O funcionamento de certas coisas
garedelest
Gato Fedorento
Geração Rasca
Glória Fácil
Grande Loja do Queijo Limiano
Grupo do Pato
Hipatia
Homem a Dias
:Ilhas
O Insurgente
Intermitências da Corte
A Invenção de Morel
Janela Indiscreta (RIP)
Janela Para o Rio
João Pereira Coutinho
Klepsy´dra
A Lâmpada Mágica
Laranja Amarga
Last Tapes
letra minúscula
Letratura
Malfadado
Mar Salgado
Margens de Erro
Mas certamente que sim!
Meditação na Pastelaria
melancómico
A Memória Inventada
Memória Virtual
A Metamorfose
Miniscente
Modus Vivendi
Muro Sem Vergonha (RIP)
A montanha mágica
Nada Niente
A Natureza do Mal
O Observador
Ó Faxavor...
A Origem do Amor
A Origem das Espécies
Palombella rossa
O Pastelinho
Pastoral Portuguesa
Pedro Chagas Freitas
pequeno blogue do Grande Terramoto
Periférica
pesadelo sem ar condicionado
Pólis & Etc.
Ponto e Vírgula (RIP)
Ponto Media
Pópulo
Portal Galego da Língua
A Praia
Quartzo, Feldspato & Mica (RIP)
Quase Famosos
read me very carefully
Renas e Veados
Rimbaud Warrior
Rititi
Rua da Judiaria
Ruialme
seta despedida
Silêncio
Solvstäg
Sound + Vision
Tempo Contado
Os Tempos que Correm
Tomara-que-caia
Três Pastelinhos
True Lies
Um blog sobre Kleist
O verso dos versos
Vício de Forma
Vidro Duplo
Vistalegre
Voz do Deserto
what do you represent
The world as we know it
afixe (RIP)
BdE I (RIP)
BdE II (RIP)
de vagares...(RIP)
A invenção de Morel
Sociedade Anónima (RIP)
Farmácias de Serviço
100 nada
31 da Armada
A aba de Heisenberg
Abrupto
O Acidental (RIP)
Adufe.pt
A Gaveta do Paulo
Agridoce
Alexandre Soares Silva
Almocreve das Petas
Amor e Ócio
António Sousa Homem
Arrastão
As Ruínas Circulares
Atlântico
Avatares de um desejo
O Avesso do Avesso
Babilônia
Babugem
Bada Bing!
Bandeira ao Vento
Barnabé (RIP)
a barriga de um arquitecto
Beco das Imagens
Blasfémias
Bomba Inteligente
Bombyx mori
Bonfim
Blogue dos Marretas
Blogo Social Português
Cabra de Serviço
Caderno de Verão
Caixa de Costura
Canhões de Navarone
Cão de Guarda
Casa de Cacela
Casmurro (RIP)
A causa foi modificada
Causa Nossa
O céu sobre Lisboa
Charquinho
Cibertulia
cinco dias
Cocanha
A Coluna Infame (RIP)
Complexidade e Contradição
Confissão do Silêncio
Conta Natura
Contra a Corrente
Coroas de Pinho
Crítico Musical
Crónicas Matinais
Cruzes Canhoto (RIP)
Daedalus
Daily Make-up
Da literatura
Desesperada Esperança
A Destreza das Dúvidas
Diário Ateísta
É a Cultura, Estúpido!
Em Busca da Límpida Medida
Enresinados
Epicentro
A Ervilha Cor de Rosa
Esplanar
Esquerda Republicana
Estado Civil
a.estrada:
Estrangeiros no Momento
Eternuridade
Floresta do Sul
Fora do Mundo (RIP)
FotoBen
Frangos para fora
french kissin'
Fuga para a Vitória
Fumaças
O funcionamento de certas coisas
garedelest
Gato Fedorento
Geração Rasca
Glória Fácil
Grande Loja do Queijo Limiano
Grupo do Pato
Hipatia
Homem a Dias
:Ilhas
O Insurgente
Intermitências da Corte
A Invenção de Morel
Janela Indiscreta (RIP)
Janela Para o Rio
João Pereira Coutinho
Klepsy´dra
A Lâmpada Mágica
Laranja Amarga
Last Tapes
letra minúscula
Letratura
Malfadado
Mar Salgado
Margens de Erro
Mas certamente que sim!
Meditação na Pastelaria
melancómico
A Memória Inventada
Memória Virtual
A Metamorfose
Miniscente
Modus Vivendi
Muro Sem Vergonha (RIP)
A montanha mágica
Nada Niente
A Natureza do Mal
O Observador
Ó Faxavor...
A Origem do Amor
A Origem das Espécies
Palombella rossa
O Pastelinho
Pastoral Portuguesa
Pedro Chagas Freitas
pequeno blogue do Grande Terramoto
Periférica
pesadelo sem ar condicionado
Pólis & Etc.
Ponto e Vírgula (RIP)
Ponto Media
Pópulo
Portal Galego da Língua
A Praia
Quartzo, Feldspato & Mica (RIP)
Quase Famosos
read me very carefully
Renas e Veados
Rimbaud Warrior
Rititi
Rua da Judiaria
Ruialme
seta despedida
Silêncio
Solvstäg
Sound + Vision
Tempo Contado
Os Tempos que Correm
Tomara-que-caia
Três Pastelinhos
True Lies
Um blog sobre Kleist
O verso dos versos
Vício de Forma
Vidro Duplo
Vistalegre
Voz do Deserto
what do you represent
The world as we know it




cada vez gosto mais destes teus posts vegetais
(ainda são de choupo?)
Excelente post. 20/20, susana.
Ui ui ui. Incrível. Vejo lá livros do Henry David Thoreau, do Whitman, do Caeiro, do Rousseau e do Ovídio.
Todos estes posts são uma revelação do universo feminino.
Já agora: alguém sabe como é que se chama aquele pintor português que pinta livrinhinhos hiper-realistas em estantes?
É impressão minha ou isto me faz recordar um jogo de bowling?
é muito bonito, susana, sem mais
ou melhor, com mais, já que me f*deram o kpk na despensa, vai aqui,
definição:
designam-se (números) primos gémeos, pares de números primos d fotma (p,p+2), de que são exemplos (3,5), (5,7), etc.
conjectura:
existem infinitos pares de primos gémeos
(tem nome: chama-se engalanadamente a conjectura dos primos gémeos)
(da forma)
Agrada muito. É refrescante. Respira.
confesso que não gostei do mapa e que estranhei a despensa, mas admito que gosto desta estante. Pergunto-me porquê, e na minha ignorância absoluta dos materiais e das técnicas utilizados nas três construções, atrevo-me a dizer que tal se deve ao facto de sentir que, neste exercício, materiais e técnica se confundem, como dois amantes num abraço. Olho o mundo na prateleira de baixo, a suster alguns livros, ele próprio mais pequeno do que a maior parte dos livros. Como se estes fossem estruturas cósmicas maiores e muito mais complexas (e não são?) e nos levassem para outros mundos. A propósito desta estante, lembrei-me de um casal no início da sua vida em comum. Eram jovens e tinham muito mais livros do que dinheiro, por isso decidiram criar os móveis da casa seguindo uma matéria-prima e, consequentemente, um design sui generis. A mesa, as cadeiras, até o sofá, eram feitos de pilhas de livros. Nunca os vi e por isso para sempre viveram na minha imaginação. Talvez tivessem nomes como “a mesa de telefone existencialista”, feita com pernas de Sartre e Vergílio Ferreira e um tampo de Simone de Beauvoir, “a mesa de cozinha linguística”, feita com Saussure, Kristeva, Jackobson e vários números da revista de Comunicação e linguagens ou ainda “a cadeira absurda”, exclusivamente composta pela obra completa de Camus no original, por Kafka, Dostoiewski e Kierkegaard. Nunca percebi se também havia uma cama feita de livros e se ela se fazia e desfazia todos os dias e noites, no sentido literal e literário. Mas voltando à estante feita de árvores caídas, dá vontade de escrever nomes nas suas lombadas. Por exemplo, imaginar uma cerejeira e escrever Mishima, procurar um cipreste e dizer Hermann Hesse, descobrir uma planta desenraizada e chamar-lhe Sylvia Plath, adivinhar uma videira e soletrar Bachelard. Para perceber, para sempre, que os livros são árvores que sonham. E que esse sonho nos é emprestado, sempre que tocamos um livro com os nossos olhos.
O príncipe Charles vai chorar tanto quando ler, isto é, ver este post. Montes de arvorezinhas decentes a serem transformadas em livros de merda. Da Susana amarela já sabíamos, esta, a Verde, foi uma revelação. Vai desenhando, a Nova Mentalidade não pode triunfar sem ti.
Eu não poria nome nenhum. Parecem pedaços de mármore.
Belle de Nuit,
Save the crap. Stick to your day job!
Que imaginação tão fraca!
Susana
Já podias ter dito que o mapa conduzia aqui e que de caminho nos levava a uma despensa, lugar indispensável para guardar os livros que perderam o seu lugar na estante. Mas talvez nem tu própria o soubesses. Tal como não saberias agora dizer para onde segues. Imagino esta estante - a tua - com livros da Virginia Woolf, Sophia, Boris Vian e Paul Auster e sem espaço para um prontuário, mesmo de bolso, que por isso estaria numa prateleira da despensa. Estarei enganado?
E certo de que, não querendo com isso mudar o trajecto insondável da tua expressão criativa, deixo-te dois pedidos, à laia de desafio, Acredito que todos os corações têm um mapa, tal como suspeito que há uma arquitectura, mesmo que da ordem do devaneio, das nuvens. Quem sabe, um dia destes nos presenteias com uma radiografia a cores de um coração ou com as coordenadas imaginárias de uma nuvem que se formou apenas diante dos teus olhos fechados, a pedir para ver e ser vista. Só espero que não tenha a forma de um coração, pois assim estarias a fazer um dois em um e lá se perdia para sempre um deles.
zé, obrigada. tudo em choupo, sim.
cláudia, obrigada. e se umas caem, outras ficam de pé, pode ter semelhanças com o bowling, sim.
joão, sim, de certo modo. acaba por haver um pouco de tudo em tudo. (e não sei de que pintor falas…)
z, obrigada.
valupi, arejado, portanto.
belle, é perfeitamente normal que se goste mais de umas coisas que de outras. eu própria gosto mais deste post. e também eu já te li comentários mais bonitos que este… ;) isso que contas é parecido com o que acontece a uma personagem de paul auster («música do acaso», será?*); não estará a tua imaginação a pregar-te partidas?
quanto ao recurso ao espaço doméstico como temática para outras conversas, ele é comum. vem-me á memória a cama valium da joana vasconcelos, feita com blisteres do medicamento soporífero.
árvore em pé, é «quando vir». isto só para não reclamares que não levas nada.
pintelho, então?
bruno, qual: a minha, a tua, ou outra qualquer?
*corrijo: creio que é no palácio da lua.
Eu olho, olho e volto a olhar. Sobretudo aquele globo. Com noite. E um pedaço de dia.
Lindo, lindo. Podes vender a píxeis? Eu encomendo o globo inteiro. Os livros, já os li esta tarde.
fv, então o globo vai ter que ir a leilão que eu também quero.
prontuário, fazes bem em imaginar. é para isso que as imagens servem, para imaginarmos para além delas.
que forma é a de um coração? a de uma nuvem, diria.
fernando, obrigada. não vendo, mas podes levar.
cláudia, não compres, rouba à vontade.
:)
Este vai para a estante, susana:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1301438
Fiquei com saudades de relêr a Julia K. Ninguém gosta aqui do Badiou e do Serres? Este é demasiado prolífero para meu gosto mas fez-me ver que na tradição ocidental a proporção é uma invenção grega, consagrada em vários lados entre os quais o majestoso Teorema de Thales (de Mileto).
”
But perhaps most amazing of all is the unique place of 2 in number theory, a subject as remote from the physical world as it is from trigonometry and calculus.
(…)
This comes at least in part from the fact that 2 is at once the smallest prime and the only even prime, giving it a special status even among the exalted primes.
”
pag. 212, Eli Maor, The Pythagorean Theorem, Princeton University Press, 2007
para quem quiser seguir a história do teorema de Thales tem, aí um bom link:
http://journals.tc-library.org/index.php/hist_math_ed/article/viewFile/189/184
o que eu referia como o teorema é um caso particular do enunciado geral,
em triângulos semelhantes, a angulos iguais opoem-se lados proporcionais
ou, em franciú,
“toute parallèle à l’un des côtes d’un triangle partage les deux autres côtes en parties proportionelles”
Combette, 1882, citado no link
Como nunca li Paul Auster com alguma atenção, apesar de me terem oferecido vários livros dele, não posso ter lá ido buscar a história, mesmo por acaso, a um qualquer palácio.
Como conheci esse casal - Paulo e Maria, moradores dessa casa em Benfica - fico tentada a pensar que das duas uma: ou insinuas que fui buscar a história a um livro da tua estante e lhe reclamei autoria ou então, será que o Paul Auster, numa das suas visitas ao nosso país, conheceu esse casal e a sua história? Tenho de lhes perguntar.
olá, sem-se-ver. :)
belle, esse livro não estaria na minha estante. como disseste que os tinhas imaginado, imaginei que pudesses ter lido distraidamente e ter sonhado depois a história, com outros contornos. não serias a primeira pessoa a inventar o que já leu e esqueceu. não havia réstia de insinuação de que estarias a apropriar-te deliberadamente da autoria de outrem.
estou mais inclinada para essa possibilidade de p.a. ter usado a história deles. é mais gira.
… sempre achei muita graça a D. Maria I porque sem perder o porte altivo às tantas declarou-se louca - a rainha está doida! - mas não sem antes concluir umas tantas coisas, entre as quais um Tratado com a Catarina, a Grande, que bela afronta à lei sálica.
Para perceber bem a cena convém ver o retrato da soberana que está ‘escondido’ nas Necessidades…
Aí na Ynbicta tem um no Palácio da Bolsa que ainda não conheço,
Inbetween,
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=58&id_news=288917
zup
Tás aqui, Susana???
Ainda não te tinha visto cá, vê lá como tenho andado cheia de …caruncho :))
linda estante, Susana. E lindo Mundo.
Agora vou até lá abaixo à procura de mais Tus.
zabelita!
fiquei à espera do teu telefonema, te alembras, desnaturada? :)