Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.



belmer05.jpg

Descubro que um novo e trepidante êxito editorial acaba de emigrar da blogosfera para o mundo real. Mais concretamente, uma coisa chamada “O meu ponto G”, oriunda do blogue homónimo.
Encurtando a crítica, que não ha tempo nem pachorra para muito, aquilo mete medo. Uma escrita que gostava de ser erótica mas que se fica pela brejeirice, prosas clonadas dos “contos” da revista “Maria”, lugares-comuns pegajosos repetidos até à exaustão. Rabos “empinados” há 5, só na página de entrada. “Paus” são 10, invariavelmente “duros”. “Ratas” e “ratinhas” formam uma matilha com uma dúzia de alegres convivas.
Aqui vos deixo exemplos um pouco mais extensos, para poderem medir a originalidade e a finura da prosa: “Ao sair de dentro de mim, Felino, os nossos fluidos escorreram pelas minhas pernas, obrigando-me a correr para a casa de banho.” “E chuparei cada pedaço dessa carne só minha, apertá-la-ei nos meus lábios e senti-la-ei a palpitar dentro da minha boca, enquanto engulo o teu leitinho divinal”; “abraçaste-me carinhosamente e assim ficamos, de pé, olhando-nos ao espelho e vendo o lindo casal que formamos…”
“Lindo” é como quem diz. Estamos em presença de um verdadeiro tratado de porno-chanchada, repetitivo, foleiro, piroso, intragável. “O meu ponto G” tenta com vigor enjoar-nos para as delícias do sexo; julgo mesmo que deveria ser leitura obrigatória em seminários e outros locais onde a cópula seja veementemente desencorajada.
Mas quem se lembrou de gastar bom papel neste aglomerado incoerente de paus, ratas e fluidos? Jorge Reis-Sá. Precisamente: o mesmo editor que há uns tempos clamava pelo regresso do “sublime” à poesia lusa, bramando contra quem “a retém nos urinóis”. Ao que parece, a prosa não merece cuidados similares: pode bem ficar presa em boudoirs manhosos.


  1. 1 Cristina

    pois…..

  2. 2 esfinge

    Plenamente de acordo. Esse editor tem uma prosápia equivalente à sua pindérica mebtalidade, patrocinada por académicos sabujos e outras gentes que pensam que escatologia é por umas citações a jeito de Montaigne, Loyola ou do divino marquês, a paTROCINAR FÉTIDAS E VERDADEIRAMENTE BADALHOCAS verborreias que nada têm de inovador, desafiante ou revolucionário.
    É urgente desmascarar esses piolhosos.

  3. 3 Renato C.

    Quanto a mim, esta deve ser mais uma verborreia oriunda do alter ego da Guida Rebelo Pinto (Pintelho para os amigos) publicada mediante pseudónimo. A dita é, pois, muito versátil: escreve com os pés e pelos cotovelos.

    Por outro lado, aproveitando o enlevo de maledicência inteiramente merecida, essa supracitada amostra grátis de escritor — que até colocou hífen no nome para evitar que os pais se divorciassem — quando era pequeno queria ser artista de circo. E nunca chegou a crescer. Não é um poeta de mão-cheia, mas é (citando o João Pedro Gravato Dias) um “PUeTA” de encher o olho.

    Verdade seja dita, como escritor o Reis vai nu e como editor tem um corpo feio.

    Se estiver enganado e não tiver sido a Guida a autora da obra-pimba, ela que não me perdoe porque ao menos soube bem escrever isto. E podia ter sido, que diabo! Jeito não lhe falta…

    “(…)Afinal o que importa não é a literatura
    Nem a crítica de arte, nem a câmara escura(…)”
    “Pastelaria”, Mário Cesariny

    Até já.

  4. 4 FELINA (sim, EU, a do "O MEU PONTO G"

    “Encurtando a crítica, que não ha tempo nem pachorra para muito, aquilo mete medo.”

    Ora bolas! Se se sentiu assim tão assustado, porque se deu ao “exaustivo” trabalho de fazer a contagem do “quão repetirtiva” sou? Se sou assim tão má, não perca tempo comigo. Dedique o seu tempo onde e com quem mais prazer lhe proporciona e deixe-me, e a quem não gosta, em PAZ. No meu cantinho escrevo o que me apetece e também só é bem-vindo quem gostar do emsmo que eu. O que não parece ser o caso!
    ;-)

    Cumprimentos.

  5. 5 FELINA (sim, EU, a do "O MEU PONTO G"

    “Encurtando a crítica, que não ha tempo nem pachorra para muito, aquilo mete medo.”

    Ora bolas! Se se sentiu assim tão assustado, porque se deu ao “exaustivo” trabalho de fazer a contagem do “quão repetitiva” sou? Se sou assim tão má, não perca tempo comigo. Dedique o seu tempo onde e com quem mais prazer lhe proporciona e deixe-me, e a quem não gosta, em PAZ. No meu cantinho escrevo o que me apetece e também só é bem-vindo quem gostar do mesmo que eu. O que não parece ser o caso!
    ;-)

    Cumprimentos.

  6. 6 António de Noronha de Oliveira Martins

    Portugal, a minha Pátria aviltada,já nem tem o seu Imaginário ponto G! À falta de garbo, valentia e coragem para Salvar esta Pátria Secular, vêem estes aprendizes de “erotismo” tentar ganhar algum dinheiro com o imaginário Pornográfico de um Povo hoje, por vilipendiado, descastado! Vivemos numa época de capados. E pos isso, qualquer prosa folhetinesca que excite “este País”, publica, e, não duvidem, dá dinheiro a estes Intelectuais que pouco a pouco, ao fim de mais de 30 anos de “Revolução Proletária”, vão tirando da gaveta os milhares de “Prosas Bárbaras” que a Censura lhes não deixava publicar… nem imaginar! Falta Garbo! Falta Cumprir Portugal! Falta castigar os culp+ados! E é fácil encontrá-los se bem que muitos tenham vindo a “expirar”, estando provavelmente dando a Deus as contas que a nós, Portugueses não deram!

  7. 7 LR

    Pobre bichana, se quer expor-se, tem de estar pronta para críticas. De outra forma, guarde lá as suas inanidades pseudo-eróticas no fundo da gaveta.

  8. 8 Abílio Rodrigues

    Irónicamente posso apenas dizer: Abençoada Pátria que tais “filhas” tem !

  9. 9 Maria

    Sinceramente ainda estou sem palavras. Vim espreitar porque ouvi falar no dito livro e fiquei curiosa, mas o que encontrei surpreendeu-me pela negativa. Só posso dizer que é das coisas piores que já li. Se a intenção era ser uma escrita erótica julgo que esta senhora não sabe o que é o erotismo. Depois de ler parte do Blog (só parte, porque era impossível continuar a ler aquilo) fiquei com a ideia que estava num site pornográfico, aquelas fotos horríveis, aquela voz, nem sei que dizer. Eu que até gosto de escrever (mas sem pretensões a publicar seja o que for) fiquei com os cabelos em pé. Há tanta gente de talento a querer publicar as suas obras e não conseguem e isto tem honras de televisão. Não me quero alongar muito porque acho que já foi tudo dito, concordo com os outros comentários que li e pouco mais tenho a acrescentar. Vou talvez abusar um pouco, talvez sujeitar-me a alguma critica, mas como disse gosto de escrever e por isso deixo aqui alguns dos meus muitos “escritos”. Escolhi alguns que demonstram o que eu sinto que é o relacionamento/amor entre dois seres.

    Queria ser brisa para tocar de leve os teus cabelos.
    Queria ser sol para aquecer o teu corpo.
    Queria ser música para encantar os teus ouvidos.
    Queria ser mar para te levar para a ilha dos sonhos.
    Queria ser terra para semear no teu corpo a felicidade.
    Queria ser céu para encher a tua vida de arco-íris.
    Queria ser ar para sempre viver em ti.
    Queria ser água para lavar as tuas mágoas.
    Queria ser fogo para queimar a distância que nos separa.
    Queria ser estrela para brilhar nos teus olhos.
    Queria ser…
    …TUA!
    ————-
    Ah como é bom amar e ser amado!
    Sentir o cheiro, o toque, o silêncio que tudo diz, sentir prazer no prazer do outro, entregar-se sem barreiras nem pudores como se fosse a primeira e a última. Fazer amor ao ritmo dos corações. Abraçar num abraço que faz esquecer que há um mundo lá fora.
    Quem me dera ser bandeira desfralda ao vento e afagar o teu corpo como num lamento.
    Quero envolver a minha alma na tua e sentir o teu sentimento.
    Espalhar as fantasias e sorrir com este sorriso puro e tão aberto e sentir nesse sorriso que o mundo é o sonho que nos atrevemos a sonhar, onde não são precisas palavras, só sentir. Onde cada silêncio é coberto pelo bater do coração.
    Vamos espalhar por montes e por vales soprados pelo vento que canta uma canção só ouvida por quem ama. Que ultrapassa montanhas e se deixa levar até onde nunca ninguém foi.
    Aquele lugar onde os amantes se encontram e se amam esquecendo que há um mundo à sua volta.
    Aquele lugar onde sempre o sol brilha, porque se reflecte nos olhos dos apaixonados.
    Levo-te para o meu sonho, onde tudo é possível onde o amor e a amizade são permitidos onde não há barreiras nem tabus, onde as palavras têm as cores do arco-íris e os olhares o brilho das estrelas.
    Levo-te para onde o mar se junta com o céu e se transforma num azul somente visto por quem tem o coração puro.
    Levo-te para onde não existe som além dos sussurrados ao ouvido, além dos gemidos provocados pela paixão, pela entrega. Dedos entrelaçados, corpos entrelaçados numa união total, beijos trocados, corpos suados, odores que penetram, penetrações suaves, profundas, fortes, cadenciadas, apressadas, lentas, quase sem tocar, vontade de devorar, de explorar, de gritar sou tua, de gritar de prazer, de sentir o outro tremer, entregar-se e “morrer” dentro de nós. Levo-te suavemente até ao mundo onde a realidade se confunde com o sonho
    Cada instante vivido como se fosse o último.

    ————
    Sem leme, sem velas, sem remos, e sem rumo, navegando no mar das sensações as ondas levam-me até ti. Desemboco na enseada onde tu me esperas, livre, solto, ávido de mim. Beijas os meus lábios salgados, sentes o calor da minha pele, navegas nas ondas do meu corpo, sem pressas, ao sabor da maré. Teus cabelos ao vento, teus gemidos lamento de horas ausentes. Mergulhas no prazer dos sentidos e a brisa leve refresca o corpo que queima. Sossegas finalmente e dizes… Encontrei o meu Norte! E os meus olhos reflectem o brilho da lua que sorri para nós.

    ———–
    Fecho os olhos e deixo-me ir…
    Sigo pela estrada dos sonhos,
    Sem destino, onde eles me quiserem levar.
    A minha imaginação não tem limites,
    Mas a minha vida sim!
    Por isso quero sonhar muito, sonhar sempre.
    E nem que seja em sonhos continuar a amar,
    A ser amada, a tocar e ser tocada, a beijar e ser beijada.
    Quero viver sem prisões, sem rédeas que me segurem,
    Por favor não me façam acordar!

    Fiquem bem.

  10. 10 Maria

    Peço desculpa mas não resisto a postar mais um.

    Alguém inventou o amor!
    Amor de dois seres…
    Que livres como pessoas,
    São aprisionados como Animais!…
    Há que inventar paredes
    Para destruir prisões…
    Amor clandestino!
    Amor perseguido!
    Amor acossado pelo desejo!…
    Desejo de ser tudo!
    Desejo de substituir carícias,
    Para inventar olhares!
    Amor sem contratos assinados…
    Amor sem casas alugadas…
    É amor proibido!
    Proibido porque é belo,
    É grandioso…
    Porque ultrapassa barreiras
    E não cumpre leis!..
    Amor que profana as horas
    Convencionadas pela sociedade?
    Amor da noite…Amor do dia…
    Amor de hoje?
    Amor de sempre!
    Amor que existe
    Porque sempre existiu!
    Não porque o homem o fabricasse
    Nas provetas dos laboratórios!
    Um sábio inventou o amor!
    Um imbecil deturpou-o!..
    Deformou-o!.. Trucidou-o!..
    Até o tornar clandestino!!!

    Fiquem bem.

  11. 11 sei lá

    voces sao é todas umas PUTAS

  12. 12 kika

    Caríssimos:

    acho que estão todos a exagerar. O que está escrito neste “bendito?” blog nada mais é que o passar para palavras aquilo que um casal vive quando se ama, se completa e se compreende .
    Muito sinceramente, eu acho que quem tão duras críticas faz (desculpem-me) mas fala por inveja, pois com certeza gostaria de ter vivido um pouquinho daquilo que a Felina vive. É óbvio, que não se pode agradar a gregos e troianos, mas vá lá, não vamos tratar mal a pessoa que o escreveu. Um pouco de respeito cai sempre bem.
    Um bem haja para todos.

  13. 13 Joana

    Não gostou mas pelos vistos também não hesitou em ler tão promenorizadamente que até os “ratas”, “paus” e afins contou. E achou tão pouco interessante, “chanchada”, “foleiro, piroso e intragável”, que gastou tempo e espaço a escrever um comentário daquele tamanho. Confesse.. É falta de quem lhe faça daquilo, certo?

  14. 14 Sara

    Basicamente resume-se tudo a hipocrisia e hipocrisia + vontade de chamar a atenção! o facto é que andou tudo a ler, “a molhar-se” mas pronto decide tudo comentar! é falta de quem o queira ou quem o foda mesmo

  15. 15 Anónimo

    caramba pah, mas a questão não é ter falta ou deixar de ter, nem é inveja! a questão é publicar escritos blogosféricos, já de si com qualidade duvidosa, em livro! isso sim!
    “vontade de chamar a atenção”… bem, só se for de quem escreve semelhantes textos, para se mostrar muito moderno e liberal. sexo vende e ainda por cima está na moda. querem o quê?

  16. 16 Roni

    Realmente tem muitas criticas o dito blog e consequente livro, mas não será a frustração desses mesmo criticos que está velada nestes “posts??
    Quantos deste “criticos”, ao ler, as passagens do livro ou do blog não se imaginaram naquelas situações? Sim quantos não se sentiram excitados?

    Não seja hipócritas, e como a Felina diz: Só é bem vindo quem gosta

  17. 17 Torre negra

    Tenho 22,anos e sou fiscurado numa coroa,tem que guentar a torre negra.

  18. 18 Francis

    google google

  19. 19 Numbers

    colchicine what is colchicine colchicine 0.5 mg

Leave a Reply





Toma mensal

Pharmácias

As Ruínas Circulares
afixe (RIP)
BdE I (RIP)
BdE II (RIP)
de vagares...(RIP)
A invenção de Morel
Sociedade Anónima (RIP)

 

Farmácias de Serviço

 

100 nada
31 da Armada
A aba de Heisenberg
Abrupto
O Acidental (RIP)
Adufe.pt
A Gaveta do Paulo
Agridoce
Alexandre Soares Silva
Almocreve das Petas
Amor e Ócio
António Sousa Homem
Arrastão
As Ruínas Circulares
Atlântico
Avatares de um desejo
O Avesso do Avesso
Babilônia
Babugem
Bada Bing!
Bandeira ao Vento
Barnabé (RIP)
a barriga de um arquitecto
Beco das Imagens
Blasfémias
Bomba Inteligente
Bombyx mori
Bonfim
Blogue dos Marretas
Blogo Social Português
Cabra de Serviço
Caderno de Verão
Caixa de Costura
Canhões de Navarone
Cão de Guarda
Casa de Cacela
Casmurro (RIP)
A causa foi modificada
Causa Nossa
O céu sobre Lisboa
Charquinho
Cibertulia
cinco dias
Cocanha
A Coluna Infame (RIP)
Complexidade e Contradição
Confissão do Silêncio
Conta Natura
Contra a Corrente
Coroas de Pinho
Crítico Musical
Crónicas Matinais
Cruzes Canhoto (RIP)
Daedalus
Daily Make-up
Da literatura
Desesperada Esperança
A Destreza das Dúvidas
Diário Ateísta
É a Cultura, Estúpido!
Em Busca da Límpida Medida
Enresinados
Epicentro
A Ervilha Cor de Rosa
Esplanar
Esquerda Republicana
Estado Civil
a.estrada:
Estrangeiros no Momento
Eternuridade
Floresta do Sul
Fora do Mundo (RIP)
FotoBen
Frangos para fora
french kissin'
Fuga para a Vitória
Fumaças
O funcionamento de certas coisas
garedelest
Gato Fedorento
Geração Rasca
Glória Fácil
Grande Loja do Queijo Limiano
Grupo do Pato
Hipatia
Homem a Dias
:Ilhas
O Insurgente
Intermitências da Corte
A Invenção de Morel
Janela Indiscreta (RIP)
Janela Para o Rio
João Pereira Coutinho
Klepsy´dra
A Lâmpada Mágica
Laranja Amarga
Last Tapes
letra minúscula
Letratura
Malfadado
Mar Salgado
Margens de Erro
Mas certamente que sim!
Meditação na Pastelaria
melancómico
A Memória Inventada
Memória Virtual
A Metamorfose
Miniscente
Modus Vivendi
Muro Sem Vergonha (RIP)
A montanha mágica
Nada Niente
A Natureza do Mal
O Observador
Ó Faxavor...
A Origem do Amor
A Origem das Espécies
Palombella rossa
O Pastelinho
Pastoral Portuguesa
Pedro Chagas Freitas
pequeno blogue do Grande Terramoto
Periférica
pesadelo sem ar condicionado
Pólis & Etc.
Ponto e Vírgula (RIP)
Ponto Media
Pópulo
Portal Galego da Língua
A Praia
Quartzo, Feldspato & Mica (RIP)
Quase Famosos
read me very carefully
Renas e Veados
Rimbaud Warrior
Rititi
Rua da Judiaria
Ruialme
seta despedida
Silêncio
Solvstäg
Sound + Vision
Tempo Contado
Os Tempos que Correm
Tomara-que-caia
Três Pastelinhos
True Lies
Um blog sobre Kleist
O verso dos versos
Vício de Forma
Vidro Duplo
Vistalegre
Voz do Deserto
what do you represent
The world as we know it


© 2006/07 Aspirina B | Powered by TubarãoEsquilo | Editado com Wordpress | afinado por Paulo Querido | Topo