Perguntas simples

Existe alguma declaração ou documento público que possa ser atribuído a Sócrates, sequer a alguém que lhe fosse ou seja pessoal ou politicamente próximo, a respeito de supostas conversas privadas com outros responsáveis políticos, sejam eles quem forem?

Alguém consegue explicar o silêncio de Sócrates a respeito da reunião secreta que teve com Passos dias antes de uma cimeira europeia nos princípios de Março de 2011, e sobre o que nela ficou dito ou acordado, a qual Passos e Relvas começaram por esconder e deturpar para poderem abrir uma crise política catastrófica em conluio com Cavaco, e explorarem mediaticamente a mentira de que o Governo não tinha avisado o líder da oposição a respeito do acordo com a Europa que teria evitado o resgate de emergência, para deste modo afundarem o País ao chumbar o PEC IV e forçarem eleições antecipadas?

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18 comentários a “Perguntas simples”

  1. «sequer a alguém que lhe fosse ou seja pessoal ou politicamente próximo»?

    Está visto que Cavaco Silva ressuscitou, politicamente, e que as suas “memórias” trouxeram à tona José Sócrates. Mas antes, Valupi, define o que é para ti «politicamente próximo» ou, pior ainda, o que é esse «pessoal» (?!) dado o contexto? Alguém assim ao estilo de Ivanka Trump, mas ?

    Aqui, por exemplo: http://www.mirror.co.uk/news/politics/people-upset-over-inappropriate-photo-9816281

    Nota. «Alguém consegue explicar o silêncio de Sócrates a respeito de», Valupi-Valupi, perguntazinhas como estas já deram lugar à Operação Marquês como sabes.

  2. Não foi dias antes Valupi, essa tal reunião de 4 horas 4 de Sócrates com passos teve lugar na véspera à noite, portanto horas antes, da cimeira europeia para decidir do apoio a Portugal sem resgate.
    Até hoje, não só nunca fez denúncia desse caso como nunca se serviu desse ou outros semelhantes para atacar os adversários e, quando muito, usa-os tão só, para fundamentar a falta de credibilidade política dos acusadores ; a sua grandeza de carácter e verticalidade moral também sobressai nisso face à miséria e mesquinhez política geral reinante.
    É, também, por isso que cavaco pode escrever livros e livros cheios de memórias inventadas ou ficcionadas ou imaginadas que serão sempre, doravante, tomadas como ficção tirada do seu ódio, despeito e raiva dum bacoco que não pode com quem é mais político sabedor e competente nem que ele, cavaco, tenha nascido dezenas de vezes porque, um bacoco assim, mesmo que incarne cem vezes e melhor em cada incarnação precisa de milhões de anos para atingir a grandeza intelectual e moral de Sócrates.
    Sócrates é um caso especial e o seu modelo de vida intelectual e política tem mais a ver com o Sócrates retratado na apologia de Platão do que com qualquer político recente ou existente.
    Já afirmei isto aqui, talvez de outro modo e por outras palavras, e o Valupi não aceitou continuando a ver em Sócrates o indivíduo de fraca moral que se pôs a jeito.
    Mas o caso não é esse, a sua moral está para além da moral conveniente e oportunista que tem sempre presente o medo e cuidado da sua imagem política futura: ele é o que é sem imitações nem calculismos oportunistas.

  3. «Sócrates é um caso especial e o seu modelo de vida intelectual e política tem mais a ver com o Sócrates retratado na apologia de Platão do que com qualquer político recente ou existente.»

    Porra, José Neves.
    (gargalhada)

  4. jose neves, teve lugar numa quinta-feira à noite, e a cimeira foi nesse fim-de-semana, com o anúncio da proposta portuguesa do PEC a levar à cimeira na manhã de sexta por Teixeira dos Santos.

  5. lol , ele há cada lambe botas , nem percebem o ridículo da figura. essa tal de reunião é um segredo de polichinelo , não ? omg :)

  6. Valupi, a verdade é que José Sócrates está a ser frito diariamente pelo marketing da editora (?) do Cavaco Silva desde a publicação do último Expresso. É ir acompanhado os jornais, por agora já dá para se fazer um best of.

    Nota. Como num puzzle, a ilustração do Expresso é sobre o seu papel si também.
    http://images-cdn.impresa.pt/expresso/2017-02-16-2017-02-16-cavaco–silva-livro-quintra-feira-e-outros-dias-1/original/mw-680

    (ILUSTRAÇÃO TIAGO PEREIRA SANTOS)

  7. Ó das Vogais

    Não te aflijas que a MÚMIA não ficará sem o devido troco.
    Isto é só para começo de conversa:

    “O sr. ex Presidente da República, Cavaco Silva, tem hoje propagado pela comunicação social partes importantes e interessantes da sua mais recente obra. Diria mesmo, as partes mais importantes e interessantes: o mexerico e o mal dizer.
    Sobre isto, quero dizer algumas pequenas coisas. Pequenas coisas mas importantes. A primeira é que o sr. ex presidente leva já uma longa vida – não só politica, e nós democratas, respeitamos isso. A segunda, é que o sr. ex presidente ocupou esse cargo durante 10 anos por escolha dos portugueses e portuguesas, e já tinha antes ocupado o cargo de primeiro ministro por semelhante periodo, igualmente por escolha livre dos cidadãos. E, nós democratas, também respeitamos isso. A terceira, é que sabemos que as memórias escritas tendem, por vezes, a fugir da verdade histórica. As memórias procuram por vezes encaixar-se numa narrativa condicionada pelo momento da escrita e não do momento da vivência, ou são adornadas de pormenores que são construções normais do processo cognitivo – irreais portanto, sobretudo quando se pretende atingir um determinado objectivo. E nós, cidadãos vividos e atentos, também respeitamos e entendemos isso.
    Já não consigo entender a parte dessas memórias que é escolhida para a promoção da obra. Certamente não foi escolha do sr. ex. presidente. Mas a verdade é que estranho que a súmula apresentada aos portugueses não contenha o que o sr. ex presidente pensou antes da queda do BPN e da necessidade da sua nacionalização para conter o risco sistémico, ou o que o sr. ex presidente pensou quando incentivou os cidadãos a confiar no BES enquanto banco sólido, meses antes dele desabar, ou o que o sr. ex presidente pensou do financiamento do BES para a compra do Pavilhão Atlântico – obra emblemática do nosso país e que foi vendida em saldo – ou o que é que o sr. ex presidente pensou da proibição da acumulação de salários com pensões na função pública – em janeiro de 2011 – ou o que lhe passou pela cabeça quando condecorou algumas das figuras de relevo, ou ainda tantas outras dúvidas abordadas muito ligeiramente pela comunicação social ao longo dos tempos. Não estão no livro? Que pena… São muito bons mexericos também…
    Na minha também longa vida, e não só politica, sempre achei que se alguma dúvida existisse sobre o sr. ex presidente, entre outros, ela nunca seria objecto de grande atenção, investigação ou propagação pela comunicação social. Aliás sempre pensei que seria exactamente ao contrário. Nesse aspecto, também eu, não me enganei. Nem um bocadinho.
    José Sócrates”

  8. … e eu gostaria de repisar nesta ideia, ideia minha …

    “Sim, e ele (CAVACO) veio dizer alto e bom som, que eu VI e OUVI, que o BES era um banco sólido. Está cheio de sorte que o MP não desconfie que tanta generosidade de Sua Excelência para com o banqueiro aflito, tenha acontecido na ausência de qualquer contrapartida.
    Já em relação a outros, por muito menos, … são suspeitas umas atrás das outras !”
    Jasmin

  9. … e é só relacionar o financiamento pelo BES à compra do Pavilhão Atlântico pelo genro do sr Presidente da República … com a vinda a público do mesmo afirmar que o BES era um banco sólido (quando já devia saber que não era) …

    … e eis que nos vemos confrontados com a terrível questão dos INDÍCIOS de corrupção que precisam de ser investigados e exemplarmente esclarecidos, … Ministério Público , alô, tá sim ?

  10. Estás a ver, Jasmim?

    «Sobre isto, quero dizer algumas pequenas coisas. Pequenas coisas mas importantes. », esta parte foi escrita por ele sem a ajuda e o pilim do gajo da FDUL.

    «As memórias procuram por vezes encaixar-se numa narrativa condicionada pelo momento da escrita e não do momento da vivência, ou são adornadas de pormenores que são construções normais do processo cognitivo – irreais portanto, sobretudo quando se pretende atingir um determinado objectivo. E nós, cidadãos vividos e atentos, também respeitamos e entendemos isso.», já este naco de prosa poderia ter sido escrito pelo ilustre José Neves depois de uma revisão apressada tão confuso que ele está.

    O resto, leio amanhã.

  11. “ou o que o sr. ex presidente pensou do financiamento do BES para a compra do Pavilhão Atlântico – obra emblemática do nosso país e que foi vendida em saldo ” isso vendida a quem? ao genro do bolicoiso que estava falido com uma divida ao fisco de se não estou em erro cerca de 12 milhões de euros. uma bela falcatrua!

  12. Pergunto ao quebra-nozes : e pagou ?
    É que já ouví uns zum zuns de que não pagou .
    Uma família ridícula, pai, mãe, filha, genro …

  13. grandeza intelectual e moral de Sócrates? do nosso Sócrates? não obstante as campanhas anti-Sócrates que abundam por aí, campanhas porcas, onde se pode afirmar isso? o que eu vi, e vejo, e tenho vindo a ver, é que enquanto primeiro ministro foi empreendedor, visionário, sagaz. de resto, e atendendo a tudo o que sabemos, resta-me considerar que essa grandeza é mais um desejo do que uma realidade.

    e depois, guardar segredos é forte indício de carácter quando tal não prejudica alguém – ou milhares.

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