Demasiado Crespo

De um lado tínhamos um dos ministros mais irritantes do Governo, rival em agrado público do apatetado Pinho, protótipo de amanuense governativo e clone de Sócrates. Não se lhe conhece uma ideia política, filosófica ou artística, nem isso parece fazer falta para o cumprimento das suas funções. Do outro tínhamos a coqueluche do jornalismo português, ícone e figura de culto que congrega simpatias transversais. O destino estava traçado, o Ministro perfilava-se na parede de fuzilamento enfrentando espingardas, metralhadoras, granadas e morteiros. Antes mesmo da primeira questão, entravam na entrevista com o resultado em 10 a 0 a favor do jornalista.

Depois, as supostas fraquezas dum e forças doutro intensificaram as forças daquele e as fraquezas deste. Pedro Silva Pereira esteve impecável, até na pequena parte em que se deixou tomar pela natural emoção. E Mário Crespo falhou espectacularmente, até nas partes que lhe correram melhor. E porquê? Porque enquanto o Pedro se manteve dentro da responsabilidade institucional e política que se exige no seu cargo, o Mário foi para a entrevista como se fosse juiz num tribunal sem advogados. A informação ao seu dispor, a sua lista, não lhe deixava dúvidas: havia merda da grossa. A quantidade de escabrosas suspeitas, fundadas em semanas de crescente pressão na comunicação social que culminaram com declarações de familiares e intervenção policial e judicial, tinham atingido um volume que tornava inaceitável qualquer outro desfecho que não fosse o de uma confissão em directo. Daí veio o permanente acinte, o contínuo preconceito, que se transformou em ofensa na famigerada pergunta: Era possível, no ambiente governativo que se vivia, obter favores por dinheiro?

Mas que filha da puta de pergunta! Que se pode responder? Vamos imaginar que o interrogado respondia com Ora, deixa cá ver… bom… Agora que penso nisso… sim… Acho que sim! Esta seria a ocasião para o interrogador poder gritar Ah! Eu não disse? Apanhei-te! Posturas primárias e infantilóides à parte, o que a pergunta de Mário Crespo pretende é desqualificar a resposta negativa. De facto, responder negativamente é sempre tautológico quando se reclamou previamente a inocência. Para se inquirir da possibilidade de corrupção é necessária uma de duas intenções: ou sair do contexto e circunscrever a pergunta a uma abstracção (do género: Acha que os sistemas políticos são imunes à corrupção?); ou disfarçar uma tese dando-lhe a forma de interrogação (passando a mensagem de que o visado detém informação relativa ao tópico, logo aumentando a probabilidade tanto da possibilidade da corrupção como de o interrogado ter sido cúmplice no caso em discussão). Este sofisma, onde se introduz um subtexto inextricavelmente ligado ao contexto, é particularmente canalha, tóxico, e não se distingue de um ataque que ultrapassa todos os limites deontológicos do jornalismo.

Acontece que não é crível que Mário Crespo seja um canalha. A explicação para o seu erro será antes do foro cognitivo, pois ele revelou ter ido para a entrevista genuinamente convencido do sentido do que ia ouvir; a entrevista era uma mera formalidade e o entrevistado não tinha como escapar aos factos. A sua taça estava cheia, o que viesse de novo iria escorrer para fora. E não seria um badameco dum ministro de terceira categoria, industriado para vir mentir ao público, que lhe iria dar a volta. Logo a ele, o grande Crespo! Por isso perdeu por completo o pé, na sequência do justíssimo protesto pela sua perfídia, e deu neste diálogo:

– O tio era, ou não, tio do Primeiro-Ministro?
– O tio era… Está-me perguntar se o tio era, ou não, tio do Primeiro-Ministro?!
– Era ou não? Ou não? É?…
– Ó Mário Crespo… Está-me a desiludir profundamente…
– Temos casos… Desculpe, desculpe…
– Está-me a perguntar se o tio era tio, e se a prima era prima…
– Não, não… Não brinque com palavras comigo que eu não brinco com certeza.

Este jornalista que não brinca com palavras chegou ao fim da entrevista cabisbaixo, nervoso e a falar em realidades que são matéria de investigação. E, last but not least, ainda levou a estocada final – terminou com voz de falsete a agradecer a entrevista, dizendo que esta tinha sido um prazer. Do outro lado veio uma resposta que me obriga a colocar Pedro Silva Pereira no pódio dos ministros favoritos: Foi uma obrigação.

52 thoughts on “Demasiado Crespo”

  1. Sublime a firmeza do Ministro e o frio tratamento de “Sr. Crespo” com que encerrou aquele duelo.

    Grande lição de dignidade dada por PSP face a este tipo de putativos jornalistas,

    quais abutres sobre escandalos criados por politicos de bastidores, em conluio com “medias” em queda de tiragens,

    em politica de saldos, resumindo…

    abraço

  2. que engraçado, eu quase não vejo tv porque me irrita mas vcs mantêm-me informado, e acho muito bem que vejam,

    Valupi, olha aqui, isto cá era impensável

  3. vi agora TODA a entrevista do Ministro…
    espantoso como teve paciencia, capacidade para desmontar todas as atoardas levantadas
    agora e aqui, com eco em MCrespo.
    De facto sublime esta entrevista que vou divulgar junto minhas gentes de contacto
    Obrigado. Abraço

  4. está muito bem escrito este teu texto Valupi, como aliás é regra. Mas eu à noite sou asinino e amanhã é que vejo com mais cuidado. Gosto tanto de burricos, agora fiquei com saudades.

  5. O Crespo não chega a ser canalha, embora tente. É só um pateta, a milhares de milhas daquela excelência do jornalismo que ele tanto gaba quando vem à escada, como criadinha de servir, anunciar os Sixty Minutes.

  6. Isso, ó caríssimos, digo eu há anos. Que o Crespo é uma cavalgadura. Mas essa verdade, tão óbvia que até chateia, não tira que todo o mal que se fizer à cáfila de nulidades socretinas seja inteiramente justificado. E, como convém, o lixo deve ser tratado pelos homens do lixo.

  7. Acabo de rever o vídeo da entrevista. Pedro Silva Pereira simplesmente esmagou o Crespo. Não sobrou absolutamente nada das acusações de que o Crespo se fez eco. Deu completamente cabo dele!!!!!

  8. Valupi, olha aqui, isto cá era impensável

    Claro que era, mas é natural.
    Recorde-se que eles já tem democracia desde a Magna Carta, estas coisas aprendem-se de pequenino e eles já são adultos.
    Por cá ainda se mama no biberão.

  9. A entrevista de Mário Crespo ao Ministro Pedro Silva Pereira, na SIC, foi algo de inenarrável – só visto, mesmo!

    Querendo ser “incómodo” a propósito do recente “caso Freeport” acabou apenas a ser mal educado, provocador, cínico. É inconcebível que um jornalista digno desse nome tenha este tipo de comportamento, com à-partes, com ironias, com a tentativa clara de descredibilizar o entrevistado. Em certos momentos Mário Crespo pareceu um daqueles (maus) polícias das fitas de série B tentando intimidar um “prisioneiro”, só faltava o foco de luz nos olhos…

    Recordei-me de uma anterior entrevista, no mesmo canal, de Mário Crespo a Alberto João Jardim – sorrisos cúmplices, mesuras, zero de perguntas incómodas para o dirigente madeirense (que, ainda por cima, o recebia no seu palácio, no seu território…), zero de provocações a propósito de uma forma de governação que o jornal espanhol “El Pais” comparou recentemente a…Kadhafi!…

    Já conhecíamos os Jornais da Noite da TVI, especialmente com Manuela Moura Guedes ao leme, nos quais o PS, o Governo, Sócrates, as medidas do Governo, as propostas do PS, os militantes do PS, os Ministros do Governo e assim por aí fora, são alvo preferencial de ataques, de piadas, de ironias, todas do mais “fino recorte”, todas consubstanciadas em reportagens, comentários, intervenções sucessivas que habilmente conduzem os telespectadores a concluir que “efectivamente este PS é um bando de malandros, bolas!…”.

    Mário Crespo, com esta entrevista a Pedro Silva Pereira, esteve ao mesmo (baixo) nível.

  10. Já perceberam que o tipo veio para ficar. 3 anos a resisitir e ainda com mais de 40% nas sondagens. Fenomeno eleitoral. É um perigo à solta.
    Resultado: tem de ser morto a pauladas, não pode ser pelas vias normais. Assassinatos de caracter. Já é a 4ª ou 5ª campanha orquestrada para tentar assassinar JS. Por incrível que pareça, as anteriores não fizeram grande mossa. Eles já desesperam.

    Freitas do Amaral ontem pôs o caso Freeport no lugar devido.

  11. Eu até gostava do estilo de Mário Crespo. Mas em relação ao conteúdo, confesso que já há muito me desiludiu. Começou com o episódio do telemóvel numa sala de aula, em que ele escreveu uma crónica inflamada no JN a exigir a demissão da Ministra, que teria a responsabilidade desse episódio. Num estilo cosmopolita, a insinuar que era a prática democrática em países mais avançados,mas com um conteúdo confrangedoramente básico e populista. Pela ordem de ideias do rapaz, qualquer comportamento abusivo de um aluno reguila seria razão suficiente para a demissão da Ministra da Educação, se dois magalas andassem ao estalo lá se ia o Ministro da Defesa, se um médico ou enfermeiro fizesse merda, marchava o Ministro da Saúde, etc, etc. Subscrevendo o que dizia o Pedro Silva Pereira, o Mário desiludiu-me profundamente …

  12. Olá Valupi. Mais um post de antologia. Mário Crespo no seu peculiar estilo de padreca untoso desempenhou de forma “exemplar” o papel de polícia cínico e provocador, deixando a agressividade explícita para o seu colega de esquadra Ricardo Costa(A entrevista ao primeiro ministro foi de manual)que na impante ignorância de técnico de ideias gerais está sempre desejoso de a voltar a exibir. Sabes que enquanto se questiona sobre o tio, primo/a e restante família, tenta-se ( e consegue-se) fazer esquecer, ou passar para segundo plano, o BCP, o BPN,o BPP, o Sr.Presidente da República e “sus muchachos”. Olha Valupi, sabes uma coisa? Vou regressar à caminha, de onde não deveria ter saído hoje. Chove lá fora. Faz muito frio e o mundo além de estar a ficar cheio de pessoas pouco recomendáveis está sobretudo a ficar muito perigoso.

  13. perigoso? Estou-me nas tintas, mas já agora pedia-te Sol Pá, muito Sol que está tudo regado até mais não. Chuva é riqueza, aprendi com um pastor, por aí estamos ricos,

  14. Esta campanha pode até servir para vitimizar o PM, relançando a sua popularidade no nº de ponto necessários para obter a maioria absoluta nas próximas eleições. A Ciência Política tem destas coisas, quem não se lembra do “Sá Carneiro RUA!”.

    Mas também pode ser o contrário. A Administração Obama a pôr a casa global em ordem, limpando os PMs de inspiração “republicana” para promover outros de inspiração “democrática”. Nesta segunda hipótese há um factor que encaixa bastante bem, que é o da intervenção da sucursal americana na Europa, os ingleses, no imbróglio. Não se percebe muito bem a razão que os trouxe cá, pois se houve luvas no negócio elas saíram dos cofres da Coroa. Tão corrupto é quem paga como quem recebe luvas, e ainda pode vir a provar-se que se trata de um caso de corrupção activa promovida por súbditos da Coroa para obter vantagens naquilo que foi considerado perante a Rainha um grande negócio em Portugal.

    Numa terceira hipótese, talvez a mais provável, diria que o Freeport foi um investimento ruinoso e que por isso os actuais proprietários estão a tentar obter “ajuda” do Estado Português para sair dele sacudindo parte do prejuízo e, não querendo faze-lo de uma forma directa por uma questão de imagem, tentam a porta-do-cavalo, em nome dos bons-costumes, já que não é possível fazê-lo em nome do “sub-prime”.
    É curioso ler aqui:
    http://www.freeportoutlets.co.uk/freeporthistory.html

  15. SAFA, ainda há quem tenha pachorra para ouvir o Mário Crespo?!

    Essa criatura peganhenta, que já saíu de circulação na colecção de cromos “os maiores palermas do nacional-porreirismo” para aí há uns vinte anos, pelo menos, quando a RTP o recambiou para as américas, por indecente e má figura.

    Péssima figura é a dele, aliás, desde sempre e para sempre, ámen…

  16. Z, nos tempos que correm a realidade ultrapassa Bond. Há apenas 10 anos qualquer filme que pusesse a hipótese de o manda-chuva do Nasdaq ser uma dona-branca acabada, seria um fracasso de bilheteira. “Pode lá ser!”, diriam as pessoas.

  17. mas Heredia anda aqui uma pulga a coçar-me: mas para onde foi o dinheiro? Faz sentido que não se saiba, porque sempre ouvi dizer que o dinheiro ‘real’ não tem rosto, é secreto, e portanto só vemos as caras (quem diz caras diz nomes porque nfica indexado) dos que deixaram de ter. Mas macacos que mordam se não hei-de perceber melhor isto, além de que tenho de fazer algo pelo país.

    Às tantas foi parar ao BCE e não largo a canela do tricheur.

    (mas agora vou comer um cozido ali e ao nimas)

  18. “A Economia só existe da cabeça dos economistas” terá dito Hitler, que não era nenhum parvo. De facto, um apartamento de 3 assoalhadas no Cacém tem um valor de utilização muito semelhante a um outro apartamento de 3 assoalhadas na Expo – Lisboa, porém o contra-valor em euros é muito diferente num caso e noutro. Isto é, o valor de um bem tangível expresso em moeda corrente é quase totalmente subjectivo, pois depende exclusivamente da lei da procura e oferta. O valor moeda das coisas intangíveis ainda é mais subjectivo pois não lhe é atribuível sequer um valor de utilização. Isto tem muito a ver com o Materialismo Dialéctico. Conheci um maoista que tinha um pisa-papeis encima da secretária que, dizia, servia para fixar os papeis e também poderia servir de arma de arremesso em caso de briga. Portanto é muito provável que muito pouca gente tenha ganho muito com o “sub-prime” e, em contra-partida também os que dizem ter perdido só deixaram de ganhar.
    Os 4 senhores que vêm hoje na primeira página do Diário de Notícias, aos quais o texto do artigo acrescenta J. Berardo, dizem que perderam milhões porque compraram acções do BCP com recurso a crédito bancário. Agora têm a dívida para pagar e o valor bolsista dos papéis que compraram não cobre nem a terça parte do empréstimo. Perderam agora, é certo, mas deviam explicar aonde arranjaram a fortuna que têm e que lhes permitiu obter esse crédito. Quase que aposto que essa fortuna foi obtida na especulação de preços que esteve na origem do “crash” do BCP.
    O dinheiro não foi para lado nunhum, anda por aí!

  19. Dass este post resumiu tudo o que se passou, com uma única excepçao, naquela entrevista o Mario Crespo(jornalista ao qual reconheco qualidades) revelou-se um canalha!!!

  20. Caro Valupi,

    não tinha visto a entrevista, porque o Crespo tem o condão de me irritar com o seu ar apatetado de uma pseudo superioridade intelectual adquirida aquando da sua estadia nos states.

    Infelizmente, fui vê-la e assisti a mais uma péssima peça de muito mau jornalismo, em que um triunfante entrevistador, que pensava ir arrasar um jovem político, iniciou um ataque soez à honorabilidade de todo um governo já passado, e, com uma boçal educação desatou a maltratar um seu convidado, esquecendo que poderia ter sido acutilante e incisivo sem ser grosseiro e insinuador, e que a sua impreparação para a entrevista não poderia ser escondida com atoardas disparadas para todos os lados.

    Desconhecer que o governo seguinte tinha repristinado as alterações feitas pelo governo anterior, e apenas corrigido ligeiros pormenores de ordem técnica que não afectavam de todo a zona do empreendimento em apreciação, nem num aspirante a jornalista deve ser desculpado, pois os Decretos-Lei respectivos encontram-se presentes sequencialmente no DR onde foram publicados.

    As mais elementares noções de etiqueta foram arredadas do programa e só um cavalheiro como o ministro aguentou tanta falta de civilidade e desconhecimento do que se entende por etiqueta.

    Mário Crespo foi grosseiro, grotesco, soez, ridículo, sôfrego na interrupção constante, desconexo prestando um mau serviço ao jornalismo e à estação que diz pretender servir.

    É este o jornalismo que temos, e é este o jornalista que se baba na apresentação do jornalismo sério do 60 minutes da CBS,e pensa já ter adquirido a notoriedade e categoria suficientes para fazer uma cópia em estilo truculento.

  21. obrigado Heredia, está bem esgalhado, o Ricardo distinguia entre valor nominal, valor de uso e valor de troca estou a ler, eu não conhecia a primeira categoria em paralelo com as outras duas.

    à noite fico reformado, mas olha o nojo,

  22. “”A Administração Obama a pôr a casa global em ordem, limpando os PMs de inspiração “republicana” para promover outros de inspiração “democrática”.
    Nesta segunda hipótese há um factor que encaixa bastante bem, que é o da intervenção da sucursal americana na Europa, os ingleses, no imbróglio. Não se percebe muito bem a razão que os trouxe cá, pois se houve luvas no negócio elas saíram dos cofres da Coroa.
    Tão corrupto é quem paga como quem recebe luvas, e ainda pode vir a provar-se que se trata de um caso de corrupção activa promovida por súbditos da Coroa para obter vantagens naquilo que foi considerado perante a Rainha um grande negócio em Portugal.””

    Manolo, só é ingénuo da sua parte pensar que se pudesse vir a provar tratar-se de um caso de corrupção activa promovida por súbditos da Coroa.
    Como é possível pensar uma coisa dessa? Eles sairão limpos, e Portugal manchado.

    É isso que se pretende, por razões que nada têm a ver com dinheiro. Aquela gente tem dinheiro de sobra.

  23. bom dia Diotima, lá vou encontrando o belo-em-si vai que não vai, a modos que todos os dias, e concordo que é sublime,

    Já lá fui espreitar, gostas de andar no kairos e então queria contar-te uma história: em 1928 apareceu à venda na Black, Starr & Frost um ‘diamante histórico’ que foi parar ao pescoço da Peggy Joyce e depois tralálá até que está escarrapachado no Smithsonian I. com o nome de ‘portuguese diamond’; tentaram chamá-lo ‘the unknown’ mas não passou, desvalorizava muito; a história está toda branqueada, pretende-se que é um diamante sul-africano que por equívoco transporta esse nome; não é, é o diamante que está na pregadeira de D. José nas Necessidades, no retrato da Aclamação de 1750; é o Braganza, cuja historia também está baralhada com a água-marinha para ajudar a disfarçar.

    Isto só para dizer que a Inglaterra recuperou o padrão-ouro para o esterlino com as reservas de Portugal: ouro, prata e diamantes – a jovem república foi papada em grande pela gorda monarquia à conta do seguinte dispositivo: invoca-se o tratado de Windsor para pedir o apresamento da frota comercial alemã sediada no Tejo, Portugal cumpre, a Alemanha declara-nos guerra, Portugal pede um empréstimo à Inglaterra, (…), acaba a guerra, a Alemanha não paga as reparações, a Inglaterra cobra-nos o empréstimo com juros e lá se vão as reservas de Portugal,

    simples, não?

    já que temos as fronteiras mais antigas do mundo vamos chamando-as em profundidade,

  24. eu bem me parecia que a China andava metida nisto e deve estar cheia de dinheiro que aquilo é um atractor estranho no mapa climatérico monetário. Eu gosto da China, tirando a história do Tibete, andavam por lá quietinhos desde que o ducado de Ch’in unificou aqueles territórios. Ora Portugal é dragão…,

    mr burroso: karma operates on you

  25. Oh Meu caro Z
    A sério? Surpreendida, agradeço a simpatia e o alento.

    “a jovem república foi papada em grande pela gorda monarquia”

    Z, porque não faz um artigo tão detalhado quanto possível de todos esses conhecimentos que tem? … e então agora.

    Estou muito interessada sobre tudo o que referiu. É agora, e nos tempos próximos que se publicam tais verdades… ou não será nunca. É um tempo chave.

  26. Meus caros, como é possível continuarem a existir seres,penso que não racionais,a
    acreditar em tudo e este tudo é realmente muito, nas desculpas ,no dizer que é para a justiça o que se trata de ser julgado ,que o que se diz são atoardas ,que a procuradoria irá tratar deste e doutros assuntos, que os entrevistadores e a comunicação social,só querem mal aos politicos, que se tenta denegrir a imagem deste 1º ministro e de toda a sua tropa , assim como de todos os outros que após a abrilada por lá têm passado e que á nossa custa bem se têm orientado.
    É triste mas mesmo muito, ver toda esta corja ir vivendo à grande enquanto o nosso povo ,classe média e daí para baixo serem sugados até ao tutano e estes ditos srs. ainda a pedirem mais esforços, que não devemos ser derrotistas e outras balelas do género,que sinceramente só de os ouvir dá nojo e vómitos.
    O sr. Cravinho também deve estar louco, quando vem dizer que no caso Freeport,um governo de gestão, não poderia ter tomado a decisão que tomou,pois para tal não tinha poderes , enfim é tudo farinha do mesmo saco e enquanto vão mamando a coisa corre,os srs do PS que o desmintam.
    Meu pobre PORTUGAL e algum do seu povo, pois outro há que não se encontra nada mal ! Como é possível que figuras publicas com processos em Tribunal de vária ordem, fogem do País, regressam e são candidatos a novos cargos publicos,não estamos esquecidos de Valentim Loureiro, Isaltino de Morais ,Fátima Felgueiras e outros que tais, pois não?
    Mas afinal queremos o quê ? Continuar na lama governados por estes srs. e outros, vejamos BPN,BCP,BPP e pergunto não haverá mais?
    Se bem me lembro ouvi srs. Presidentes do meu País dizer “doa a quem doer” o caso CASA PIA tem de ser desvendado até ao fim, e então no que estamos,quem são realmente os culpados ? Deixem-se de histórias que no meu PORTUGAL, salvo raras exceções (para os mais pequenos e pobres ) a culpa morre sempre solteira, quem tem dinheiro compra, quem tem poder manda(politicos), e se os Juízes se intrometem em demasia onde não devem são transferidos para outros Tribunais e
    são-lhes retirados os processos, já para não falar no quase total desmembramento
    das forças de segurança. Há esquecia-me de dizer que ouvi outro nosso Presidente
    do País dizer que desconhecia o que se passava na Casa Pia,é de louvar que com tal
    ignorância, se consiga chegar a tão elevado posto, este sr. deve ter vivido sempre numa localidade isolada do resto do País, mais própriamente de Lisboa,mas tendo habitado no Palácio de Belém, é algo muito estranho,pois práticamente CASA PIA E PALÁCIO DE BELÉM ,são paredes meias.
    E então os casos de corrupção a vários níveis, que temos vindo a saber, fora os outros que provávelmente ainda virão a soar?
    Continuamos a ser um povo de brandos costumes!
    Este País ,precisa e rápido de novos valores, que o Marquês de Pombal viesse cá
    por uns tempos, que ele saberia o que fazer.
    Faço o apelo para as pessoas sérias e de valores morais altos ,que ainda as há, reunirem-se ,indepentemente da sua côr partidária, para fazerem deste País algo de sério e bom, para que PORTUGAL venha a ser um País digno , em que todos possamos viver condignamente e termos um orgulho imenso , fazendo ver ao Mundo aquilo que somos .
    Acabem com com os hipócritas ,os corruptos e toda uma corja que passaríamos bem sem ela.
    BEM HAJA VIVA PORTUGAL!!!!!!!!!!!!

  27. mas Diotima está ai resumidinho tudo, a história da venda das reservas de prata e ouro de Portugal à Inglaterra no final da Grande Guerra está em todos os historiadores, a história do Braganza, o maior diamante azul do mundo é que permaneceu secreta, mas está à vista de qualquer um que compare o Portuguese diamond (v. google) com o diamante que está na pregadeira do retrato da aclamação referido, usa-se a distância inter-pupilar como métrica e encaixa que nem ginjas,

    (bem precisamos de alento, olhe eu fui despedido ilegal e inconstitucionalmente pelo Estado em 2005 por me ter atirado contra interesses poderosos e ainda estou à espera do que dizem os tribunais sobre uma coisa tão simples como um contrato automaticamente renovado por não ter sido denunciado no prazo)

    continue a cultivar o kairos são os votos que lhe deixo, a outra dimensão do tempo,

  28. Como é que quer que os tribunais lhe digam algo sobre o seu despedimento,que acredito tenha sido ilegal e inconstitucional,por se ter levantado contra interesses poderosos,quando esses tribunais ,respectivos juízes e mais funcionários,são pura e simplesmente totalmente silenciados e maneatados pelos tais interesses ditos poderosos,sejam eles de todo e qualquer tipo de vertentes, pois o mal já está tão
    instalado que só (não vê quem não quer ver) ou temos duvidas ? Não voltemos tão atrás sobre as vendas das reservas de prata e ouro aos ingleses, o diamante
    azul Braganza,quando tantas reservas de ouro havia aquando do 25 de Abril, e só pergunto onde elas estão,quem as derreteu ,quem tem ganho com tudo isto ?
    Mais lhe digo que alento só, não chega,pois é necessário muito mais que isso, mas como,quando tudo está minado e derretido,por quem tem sucessivamente governado este País, afinal temos medo de quê? Porque que é que os srs de renome não vão bater com os costados nas prisões?Tudo isto por acumulação é uma vergonha,respeito perdeu-se,autoridade não existe,ou anda a qualquer hora e em qualquer local que seja completamente á vontade? E os gang’s não se acaba com eles porquê? Basta dar ordens e saber dá-las,que muita coisa de mal neste País acabaria,para que queremos os Gois e outra forças similares?O sr. bate em Mário Crespo,quando existem tantos mais em que poderia bater,mas possívelmente as suas tendências não permitam tal!
    Em quem se deveria bater não se bate,pois são os seres supremos que tudo comandam. Veja que realmente a comunicação social é muito chata,pois neste preciso momento Judite de Sousa entrevista alguém ligado ao Ministério Publico,a
    Sra.Dra.Cândida Almeida sobre o caso Freeport, para já não falar no que foi dito no telejornal. Gozaria imenso que da sobranceria do Mário e a sua entrevista (estupida e arrogante a Pedro Silva Pereira),escoresse algum sumo.Veja que é preciso uma carta anónima para despolotar tudo isto,já envolve arquitetos, advogados é lá está o tio e a prima ,isto é um teatro lindo.Continuem as proteções,os segredos de justiça e todas essas merdas, pois assim vamos realmente para a frente, e como lhe disse anteriormente e se não me enganar muito, uma vez mais a culpa vai morrer solteira.Sabe,fui combatente no ultramar e muito destes atuais rapazinhos metem nojo,e não gostam de nós pois servimos o
    antigo regime.
    BEM HAJA
    VIVA PORTUGAL

  29. Pingback: Ensaio Geral

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