Leituras na encruzilhada

De Edward Hugh, um dos economistas que mais gosto, vem esta análise sobre a quase inevitabilidade de partir o Euro – e a Europa – em dois, um para países nórdicos, liderados pela Alemanha, e outro para países mediterrâneos, liderados pela França. Creio que é uma hipótese a ser levada muito a sério.

Junte-se este grande artigo de Michael Lewis na Vanity Fair sobre a Alemanha, a mentalidade alemã e como a sua banca foi completamente enganada por Wall Street na crise de 2008. É longo, mas vale muito a pena para compreender a encruzilhada em que o motor da Europa se encontra.

 

17 thoughts on “Leituras na encruzilhada”

  1. E a seguir a essa partilha do Império europeu em dois, um a norte, luterano e onde se acumularam os capitais fixos, e um outro, a sul, onde há escesso de mão-se-obra e “invasão ” dos povos do norte de África, já tem data para iniciar a 3ª guerra mundial? Não? Era bom que tratassem também disso! Nada deve ser deixado ao acaso…

  2. Vou ler, Vega. Mas à partida um dos problemas do problema maior é que o embróglio é tão complexo que não pode ser abordado só por economistas ou, melhor, só numa perpectiva economicista. O economicismo foi parte do problema, não está a ser parte da solução. Caramba, falta liderança, falta Políticos.

  3. Se fosse só abordado apenas por economistas se calhar já estava resolvido, aliás já aqui disse que a UE tinha recursos mais do que suficientes para salvar a Grécia e a Irlanda. Os mercados tinham visto que as dívidas estavam garantidas, que a UE era coesa, e a coisa tinha provavelmente ficado por aí.
    O problema é político, sendo que a politica deriva dos cidadãos, neste caso creio que não se pode criticar demasiado os líderes, que para avançarem com o Euro prometeram explicitamente que não serviria para andar a sustentar os défices escondidos dos outros. E como está bem observado no artigo da Vanity Fair, se os alemães pagarem as dívidas dos outros países, exigem que eles se comportem segundo as regras alemãs. O que não é de todo possível.
    Mas esta crise deve acelerar agora. Os bancos franceses estão a ver as suas linhas de crédito cortadas na Ásia. Nada a fazer. É comprar pipocas e apreciar o espectáculo.

  4. É pá, vocês andam a perder o que realmente interessa. Santana Lopes provedor da Santa Casa da Misericórdia! É daqueles convites que um vereador da Câmara do Costa não pode recusar. Visibilidade, o cargo não tem assim tanta, mas o Santana vai dar-lha. E transformar aquilo num degrau para o quinto ou sexto regresso à política. E depois passa por ali muito dinheiro.

  5. Júlio,

    Quando souberes do que estás a falar e finalmente decidires vender o produto acabado, diz-me que estou interessado em comprar meio quilo para pôr a render no banco.

    Vega 2000 e tal,

    A Europa (e o Euro das confusões) já foi dividida há muito, pelo menos desde que o De Gaulle se reformou e começou a meter moedas no contador da electricidade : a do norte liderada pelos gajos dos yarmulkes e a mediterrânica liderada pelos cujos ditos. Espero que quando andares um dia a navegar entre o entulho económico tropeces num sujeito que escreva tão bem que te convença disso. Pouco provável, mas…

  6. Ó Júlio se isso acontecer será um remake de «voando sobre um ninho de cucos», a loucura total mas olha que já me disseram que o homem leu o «compromisso» da Santa Casa e não gostou de ver aquilo algo «blindado». Se acontecer será horripilante…

  7. Mas, espera: o homem, por onde passa, só deixa monumentais buracos financeiros, dívidas e processos judiciais. Ai valha-nos a santa…

  8. jcfrancisco, estatutos blindados? Para isso há a gazua, o berbequim, o pé-de-cabra e a quadrilha laranja – especialistas em desblindagem.
    Mas quem se terá lembrado deste flausino para a Santa Casa?

  9. Aposto que a ideia foi do Relvas : “damos-lhe a Santa Casa para ele não nos importunar. De contrário ele vai andar por aí de tv em tv a dizer mal de nós”.

  10. Quente, quente, AP Santos. E o Relvas ainda lhe arranja a gazua para a desblindagem e um parecer berbequim do prof Martelo.

  11. Excelentes leituras. A hipótese dos dois Euros é estimulante e vem embrulhada num papel muito bonito. O artigo do Michael Lewis é uma gozação, e uma manipulação, mais do que material intelectualmente valioso. Está, obviamente, num registo provocador, dando largas a um sarcasmo que nasce do seu detalhado conhecimento das trafulhices americanas e se compraz a malhar na caricatura dos alemães.

  12. Queres dizer que o Santana Flopes será um beneficiário do assistencialismo deste governo? Com quantas assistentes?

  13. E o Santana está com sorte. Lá não só há velhinhas, também há gajas boas que gostam de curtir. Eu já lá trabalhei, está bem que foi há muito tempo mas aquilo é porreiro para gajos desempoeirados como o Santana. E depois fica mesmo ali no Bairros Alto, fica mesmo à mão de semear. O Totoloto também não fica longe esta vem mesmo a calhar. Vai ser uma rebaldaria do caraças. Com que então são contra os bois. São claro a favor das vacas. Eu diria mais: a puta que os pariu.

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