Vamos lá a saber

O que é que, exactamente, se deve dizer a um marmanjo, este marmanjo, que diz isto:

“Os militares têm a tendência para estabelecer um determinado limite à actuação da classe política”. Esse limite, considerou, foi ultrapassado em 1974 e culminou com a “revolução dos cravos”.

Hoje, Portugal está “a atingir o limite”, disse, corroborando o que há seis meses dissera à Lusa: “Se soubesse o que sei hoje não teria possivelmente feito o 25 de Abril”.

O coronel na reserva acredita que há condições para os militares tomarem o poder e vai mais longe: “bastam 800 homens”.

Em comparação com o golpe de 1974 – do qual afirma ser um “orgulhoso protagonista” –, Otelo considera que um próximo seria até mais fácil, pois “há menos quartéis, logo menos hipóteses de existirem inimigos” da revolução.

Otelo

9 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. Ó Telo o que é que achas de fazer a próxima sessão da assembleia no campo pequeno? Mas com o macacal todo presente que é para depois mandares uma bojarda das tuas. E se o Cavaco também lá estiver até as chocas se riem.

  2. O único capitão que fez o 25 de Abril que deu a cara e o peito às balas foi Salgueiro Maia,

    Se este homem acusasse a mais pequena fraqueza, naquelas horas psicologicamente decisivas, hoje ninguem conhecia o nome de Otelo nem dos outros.

    Porque Otelo apenas fez as figuras tristes do dia 26 e seguintes.

    Tudo o que se seguiu à acção de Salgueiro Maia, foi a baderna que todos nós participaram uns, bateram palmas outros e cruzaram os braços outros tantos.

    O Heroi ´que derrubou a Monarquia, na rotunda, foi Machado dos Santos, que foi assassinado e ninguem se lembra do nome dele, apenas dos bandalhos é que se fala.

    O mesmo se passa com Salgueiro Maia, mal se fala nele, só dos bandalhos.

  3. Otelo:

    Já tinhas a mesma boa opinião da democracia e do estado de direito há 36 anos, quando assinavas mandados de captura em branco. E há 27 anos, quando foste preso acusado de pertencer a uma organização bombista. A única novidade é que não há novidade nenhuma, estás exactamente na mesma.

    Gostei dessa de que hoje há menos quartéis. Uma unidade de comandos chegou para vocês todos em 25 de Novembro de 1975? Contra 800 da vossa têmpera hoje bastava… a polícia de intervenção.

    Nunca chegaste aos calcanhares do Vasco Lourenço, a quem se deve não termos tido uma guerra civil.

    Trata-te e não faças figuras tristes, que estás a apagar-te da História.

  4. Com alguma bonomia:

    Otelo, porque não te calas? Não tens amigos próximos e familiares chegados que te ajudem a perceber quão inútil e disparatada é a tua conversa sobre golpes militares em Portugal actualmente? Não impeças que de ti reste um rasto simpático para a História, vá lá!

    :)))

  5. Caro Val,
    esta entrevista ao Otelo serviu muito oportunamente (para o governo) desmobilizar umas largas centenas de militares que não se chegam a este tipo de teorias.
    O Otelo é o que é, e não são os anos que o farão diferente.
    Interessante é que ninguém lhe passa cartão noutras ocasiões, mas quando é conveniente lá vão fazendo uma entrevistazinha devidamente preparada para o espalhanço do homem.
    A ele e a mais alguns, devemos-lhes a liberdade de estar agora, publicamente, a discutir os seus méritos e deméritos sem medo de sermos visitados a meio da noite, por isso, e apesar dos seus excessos lhe estou agradecido na medida que considero necessária e essencial.
    Se fosse outra personagem a dizê-lo, ficaria muito mais preocupado, mas, felizmente, os que me preocupam ainda acreditam que democraticamente vamos lá.
    Já concordei mais com eles, hoje em dia começo a ter sérias dúvidas de que vivemos numa Europa democrática, numa altura em que tantos governos caem, não por vontade do povo, mas por golpes palacianos decididos algures na privacidade de gabinetes estrangeiros.

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