«Ao longo de demasiados anos as pessoas com experiência de doença mental ou défice cognitivo deparam-se com estereótipos e preconceitos que condicionam a sua integração social. O impacto do estigma na vida da pessoa com experiência de doença mental pode ser tão prejudicial quanto os efeitos diretos da própria doença. Muitas formas de os discriminar têm sido usadas, incluindo frases pejorativas, abundantemente também usadas para insultar quem tem ideias e comportamentos diferentes.
Estigmatizar não esclarece, não protege e não transforma. Pelo contrário, afasta, silencia e perpetua o sofrimento. Se queremos sociedades mais saudáveis e justas, é preciso acabar com este tipo de campanhas, substituir o rótulo pelo encontro e o preconceito por responsabilidade coletiva. Combater o estigma é, em última análise, um exercício de humanidade, a favor da causa ambiental e da saúde mental.»