Outubro de 2011. Maioria de direita, Governo de direita, Presidente da República de direita. Abre-se uma investigação às parcerias público-privadas das rodovias estabelecidas nos Governos socialistas anteriores. Abre-se e não se volta a fechar. 14 anos depois, tudo espiolhado e devassado, renderam-se à evidência de não haver sequer suspeita de corrupção. Mas continuam a tentar encontrar uma forma de entalar aqueles que conseguiram arrastar para a coisa. Por isso, não a fecham. E, enquanto não a fecham, como se viu com Ivo Rosa, podem fazer o que lhes der na gana. Inclusive manter a lâmina pronta a cair sobre o pescoço dos arguidos, entretanto alguns já acusados. Com absoluta impunidade.
Por que razão se falou ontem da Operação Influencer, e justamente, mas ninguém mexe uma palha a protestar contra mais esta aberração do Ministério Público? Porque o alvo principal é Paulo Campos. Que o mesmo é dizer, esta é mais uma frente da batalha onde a Operação Marquês é o cenário principal das operações.
As PPP em Portugal são como as hóstias consagradas, mistério da fé.
O que eu ouvi de malta da direita beata contra as PPP: enterraram-nos por 30 anos, diziam eles.
Chega Passos e a conversa mudou. Não se fala mais em PPP. Porquê? Porque os senhores padres tinham colégios a defender, porque havia hospitais com PPP. Com estes a direita fez o pino: bom bom são as PPP.
De gente desta não se pode esperar nada. Pensam tanto quanto as ovelhas. Estes e os de esquerda, note-se. Por alguma razão somos há largos séculos um buraco miserável na Europa. Adaptando São João Evangelista, a miséria está em nós.
By the way, sou contra as PPP: para a Mota Engil e para a Companhia de Jesus.1
Albino Manuel, pois foi. A direita decadente, completamente à nora com o poder político de Sócrates, afundou-se no vale tudo. Berravam isso mesmo, sem parar, que as PPP eram uma catástrofe nacional que iria desgraçar os filhos e netos da Nação.
E depois veio Passos, e calaram-se porque havia negócios para fazer onde passaram a ocupar o seu tempo.
Albino e volupi estão certíssimos sobre o súbito amor da direita às PPP xuxas: se é para encher mamões privados a direita concorda, apoia e bate palmas. Sempre.
Isso, porém, não absolve essas mafiosas e ruinosas PPP, nem o criminoso e ruinoso governo xuxa que as cozinhou: apenas comprova que quando é para servir os DDT, para mamar e dar a mamar, xuxas e laranjas estão do mesmíssimo lado. E encobrem-se mutuamente.
Na montanha de sucata e ruína do governo 44 as PPP rodoviárias foram particularmente escandalosas, e o choradinho do lacaio Paulo Campos ao Gomes Ferreira particularmente asqueroso. Só por essas rendas garantidas, ‘contratos blindados’ e lucros obscenos, pagos por um país miserável durante gerações, a sua máfia Xuxa devia ser presa, interrogada e bem malhada.
Em cima disto, com o 44, o Campos e restante máfia à solta, ainda falar em “impunidade” requer uma lata maior que o Titanic. Apetece dizer que a forca era pouco.
Nem sequer ousaram embarcar numa de revisionismo. Tão blatant foi, para usar um termo muito usado no latim, que não ousam mexer naquilo. Tá ali, fatual, relevado para todo o sempre. Daí a alternatica: chama-lhes antes que te chamem a ti. Escolheram o alvo. Já lá vão mais de 10 anos. Ninguém ousa vaticinar o seu terminus (mania do latim). Oxalá, desejo deles, não acabe por hora.
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O linkinho é tempo perdido, mas….
Aqui vai ele.
(“MELHOR QUE ROUBAR UM BANCO É FUNDAR UM”)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_BPN#:~:text=O%20caso%20BPN%20refere-se%20a%20um%20conjunto%20de,Oliveira%20e%20Costa%2C%20Duarte%20Lima%20e%20Miguel%20Cadilhe.
Tenho melhor. Muito melhor.
Mas ocupa muito espaço.
Suficiente para a espelunca.
ESPELUNCA! ESPELUNCA! ESPELUNCA!