Já não é preciso falar verdade aos portugueses, felizmente

Confrontado com a frase que deixou na sua tomada de posse de que “à legitimidade para reclamar sacrifícios tem de corresponder uma cultura de exigência assente em valores éticos e em princípios de serviço público” e interrogado se o Governo tem correspondido a esta “prerrogativa’, o chefe de Estado escusa fazer julgamentos em público sobre o Governo.

“Tenho reuniões com o primeiro-ministro todas as quintas-feiras, que decorrem com toda a normalidade, reuniões de trabalho onde falamos de tudo aquilo que ele e eu consideramos importante para o país”, declara.

Cavaco, a sonsice triunfante, o ex-líbris da direita portuguesa

5 thoughts on “Já não é preciso falar verdade aos portugueses, felizmente”

  1. Cavaco e o cavaquismo escavacaram o país, a democracia, a moralidade.
    E os democratas portugueses, em face da sua obra demolidora, consentiram, calaram, colaboraram. Nâo esqueçamos que, depois do BPN, das “Escutas”, das “Acções SLN e Casa da Coelha”, o povo reelegeu Cavaco, e Ramalho Eanes foi presidente da Comissão de Honra da sua recandidatura.
    A pretexto de “não enveredar pelo ataque pessoal”, os democratas permitiram que o povo fosse grosseiramente enganado. Não defenderam, como deviam, o ex-PM Sócrates das calúnias e conspirações, nem denunciaram o cavaquismo tentacular que veio à luz do dia com o BPN.
    É exemplo desta atitude dos democratas, de esquerda e de direita, a primeira reacção de António Costa ao caso Relvas, considerando-a uma perseguição inqualificável. Depois, perante o desabar da casa e do caso, começou a “dizer com os outros”, fingindo indignaçâo…
    Não vislumbro um pingo de decência nos “democratas”. Antes uma cobardia inaudita perante os fortes e a completa demissão perante o ataque aos fracos, descobrindo sempre mil razões de ordem moral para fazer valer a posiçâo dos fortes.
    O 25 de Abril aconteceu, não pela coragem de um povo e suas elites que se haviam deixado mansamente subjugar durante meio século, mas porque o regime, de tão apodrecido, desmoronou-se com um simples bofetão.
    E depois, como vimos até hoje, os corajosos democratas deram largas à sua cobardia, oportunismo e completa falta de apego à “ética republicana”. Eanes, homem de Abril, Presidente da Comissão de Honrra do Cavaquismo, é o espelho da atitude de um povo e das suas elites, mansos, cobardes, sem exigências éticas de espécie alguma. Um povo que queima na fogueira da calúnia os hoimens rectos e entroniza vigaristas da pior espécie. Merecem todos os “relvas” deste país nos mais altos cargos, para serem confrontados com a sua própria indignidade.

  2. cavaco silva,escavacou o governo do bloco central de mario soares e mota pinto,quando foi fazer a rodagem do carro à figueira.Como se nota… as suas “canalhices” já sao velhas.

  3. Concordo em tudo com o Fernando, mas utilizaria expressões como “alguns democratas”, ou mesmo “muitos democratas”, em vez do seu radical “os democratas”, que me parece francamente exagerado e injusto para com todos os democratas que sempre se mantiveram íntegros e dignos, embora os haja cada vez em menor número.

    Concordo também bastante com o Aníbal, quando ele afirma estar a situação má para as pessoas. Eu diria mais ainda, a situação está má para as pessoas e para os animais, em especial está muito má para ele, agora que se começa a levantar a vaga da lucidez do Povo, a partir de vozes decentes como a do Bispo Januário Torgal Ferreira e outras.

    Essa vaga vem lá do fundo e, felizmente, há-de engolir de vez muitos animais, sobretudo aqueles que andam há demasiado tempo à tona.

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