Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.
36 thoughts on “Esta América vai continuar a existir depois de Trump”
val,
percebo que ao veres as tuas teorias politicas e geral visão do mundo ruir te tentes refugiar num simulacro hiper-real onde terás mais certezas mas viverás sempre zangado. é uma resposta natural do teu dispositivo de fuga. mas não nos tentes puxar a todos para dentro dele, por favor: os estados unidos já faziam isto muito antes do trump ter chegado ao poder. a ultima candidata presidencial americana concorreu numa plataforma de endurecimento da luta contra a imigração e “o exército mais letal do planeta” (sic). não sei se estás ao corrente também da história interna dessa nação e da sua influência na politica internacional, mas há muitos recursos disponíveis onde podes confirmar que te estou a dizer a verdade.
quanto ao resto, menos vinho porque dá azia
candidata presidencial Democrata*
<<devemos à Revolução americana o nascimento de instituições políticas<<
Se não fossem os donos de escravos, que queriam ser livres, a parir instituições politicas, nem sei o que seria agora de nós.
Isso foi antes da era asquenazi e do deep state. podes ter a certeza que não volta
A UE também vai continuar a existir depois de ver Ursula e Costa bajularem um terrorista islâmico nomeado Presidente em Damasco.
É só maluquinhos. Mas antes aqui resguardados neste pardieiro do que a andarem à solta na via pública, causando sabe-se lá que acidentes e prejuízos na população.
nem que seja só aulas de história e sejam só pro valupi
é um pequeno esforço
É só maluquinhos, diz o volupi. Quando não sabe o que responder, ou está demasiado ocupado a polir os retratos do 44 que tem na mesa de cabeceira, vai buscar uma destas ao saco: quem cá anda (fora ele) são malucos, quem discorda dele come merda às colheradas, etc.
E que pensam as pessoas sensatas, não maluquinhas, como ele e o chuleco Vital do link? Que devemos tudo aos EUA: a democracia, a república, a ‘rule of law’, a separação de poderes, a liberdade de expressão e, claro, o benfazejo capitalismo que nos garante tudo isto e nos (lhes) enche o frigorífico de coisas boas e as contas bancárias de dinheirinho para o que lhes apetecer.
Onde estaríamos sem os EUA? Nem é bom pensar nisso: andaríamos andrajosos a comer merda entre a lama, como os camponeses do ‘Monty Python and the Holy Grail’, a ver passar um lorde a cavalo de vez em quando. E nesta dívida de gratidão, mais a da II Guerra – para os volupis a vitória foi dos EUA, não da URSS que destruiu 80% das forças de Hitler – cabe tudo, tudo.
Colonizados, ‘brainwashados’ e enrabados por décadas de propaganda e cultura amaricana, não há Bush ou Trampa que lhes tire este fascínio parolo: vêem as (poucas!) coisas más como menores e transitórias, e as (inúmeras!) coisas boas como a verdadeira essência dos EUA, a prova do ‘american exceptionalism’ e razão para a eterna gratidão de um mundo orfão de ‘liderança’.
Houve realmente algumas coisas boas no início dos EUA, como a contribuição de Thomas Paine e do seu ‘Common Sense’, a libertação dos monarcas e mamões europeus, o princípio da igualdade universal, etc. Mas tudo começou torto, assente em desigualdade e escravatura, e não é de espantar que tenha acabado no actual esgoto de ganância, ignorância, violência e podridão.
São a maior ameaça, o maior parasita, a maior chaga do planeta.
Avisa se precisas de explicações ou referências bibliográficas complementares.
Lowlander, não percebi qual era a tua mensagem, mas, seja ela qual for, acho absolutamente notável que consigas colocar uma ligação num comentário para um texto do Chomsky.
Notável, notável!
@ Valupi,
Sobre as deficiências na tua educação não me posso pronunciar por falta de dados.
O link {que suspeito fortemente que leste mais que a autoria) é claramente para um texto que aborda sucintamente os princípios ideológicos que regiam a maioria e mais proeminentes membros da assembleia constituinte (minha tradução algo laxa da “constitutional convention” que criou a constituição dos EUA.
PS e os contrapõe ao pensamento filosófico de aristoteles sobre “o problema da democracia” – como aristoteles o apodou.
Isto é algo importante, sugiro eu, para o tema vertente suscitado pelo teu post. Sei lá…
*suspeito que NÃO leste mais do que a autoria etc
Lowlander, para tentar atribuir alguma racionalidade funcional ao que estás a dizer era preciso primeiro conhecer o que pensas acerca do texto do Vital Moreira, o qual se limitou a falar de factos acerca da “História constitucional”.
Também desconfio que não percebes patavina acerca do que Aristóteles deixou escrito, ou a ele foi atribuído, sobre a democracia, ou até sobre o azeite. Calma, não precisas de me mandar ler outro texto do Chomsky, desta vez podes pensar pela tua própria cabeça.
@ Valupi
LOL!
“Esta América vai continuar a existir depois de Trump”. E este Valupi vai ficando cada vez mais lerdo! “Esta” América é a América de Trump, igual, portanto, àquela que o dono do “pardieiro” antevê no futuro!!! Que grande confissão de apoio a Trump, sr. Valupi! Agora percebe-se melhor por que lhe custa tanto falar da violação do Direito Internacional na invasão da Venezuela. E não venha dizer que o pronome foi usado por referência ao constitucionalismo elogiado por Vital Moreira no texto (que nem ao bronco se refere), pois se assim fosse haveria de considerar que:
– ou Trump actua dentro dessas normas, sem mácula;
– ou o homem age á margem das ditas e está fora de controlo, sem que a Constituição preveja qualquer freio (pelo menos não se vê)!
O Sr. Valupi sabe muito bem que o problema com os EUA é a sua natureza Imperialista que, sempre que os seus interesses estejam em causa, não respeita os outros povos, independentemente do presidente que esteja na Casa Branca; Trump é apenas um bronco desbocado que deixa sem jeito apoiantes que, como o senhor, acham a política americana sempre o “máximo”, como referência Democrática mundial!
cambada de cornudos, eu traduzo, lailailai: não acaba a primavera se nascerem vampiros humanos que transpiram sangue.
As constituições resultantes das revoluções liberais transportam e exaltam no seu seio muito da Grecia mas também muito do pensamento dos povos semitas (aqueles que Israel trai e odeia).Trump é um personagem Nietzschiano na sua pior versão. É o que resulta depois da morte de Deus e do efeito benéfico das religiões; a empatia, a ética, a moral e, principalmente, a noção de igualdade. Trump é a verticalização do poder, a raça de guerreiros, a “eliminação” dos fracos.É a nova transvaloracao.
É a transvaloracāo e a vontade de poder que resulta do nihilismo Europeu e de uma forma de liderar, o centrismo. Um Continente hipócrita que vive de retórica, sem coragem, vendido a um modelo de negócio que se apoia totalmente no exterior e liderado políticamente por uma nação com um défice moral tão grande que paralisa colectivamente qualquer ação justa. Quem souber, reze, eu vou beber uma garrafa de vinho
JA, fazes muito bem em passar aqui os serões, talvez também as tardes e as manhãs. É que está muito frio lá fora e sabe-se lá que chatices arranjarias se saísses à rua.
Quanto a teres dito que me custa falar da violação do direito internacional na Venezuela, isso confirma teres sérios problemas de literacia que põem em causa a normal descodificação dos sinais de trânsito.
__
Cunk, qual é o teu regime político favorito, posto que não curtes a democracia?
Muito bem, Valupi! Fica aqui registado que agora se exprime por “sinais de trânsito”! Se fosse através de “sinais de fumo” era muito mais romântico, mas além de atrasado, pouco moderno para o seu estilo, podia trazer-lhe à memória o genocídio dos índios e isso não lhe permitiria escrever dislates como aqueles que escreveu em “a democracia tem de ter inimigos, bué deles”, sem exibir problemas de consciência, por pequenos que fossem!
De facto, Trump veio baralhar os neurónios de gente que só está bem a abanar a cabeça e dizer: SIM, SENHOR!
Mas, prepare-se, aprume a retórica, as metáforas, pois ainda estará para engolir sapos maiores, isto a julgar pelas mais recentes declarações do ogre: lá chegará o tempo da Gronelândia, no coração da Europa civilizada.
Esqueça o Iraque, a Líbia, o Afeganistão, a Síria, o Vietname e tantas outras intervenções do Império e continue a refugiar-se na bruma e a palrar sobre Prémio Nobel da Paz, a Corina Machado e a oferta da “comenda” ao Tump!Isso, sim, é que é defender a Democracia, na sua cabecinha, claro!
JA, muito bem. Assim é que é falar.
De onde inferes que eu não “curto” a democracia?
Cunk, daqui: “É a transvaloracāo e a vontade de poder que resulta do nihilismo Europeu e de uma forma de liderar, o centrismo”.
Aquilo a que chamas “centrismo” é o resultado da escolha livre em democracia. Logo, se o resultado da democracia é o nihilismo, seja lá o que isto para ti queira dizer, resulta que não curtes a democracia.
“Esta América vai continuar a existir depois de Trump”!
Jamé !
“Esta América”, leia-se a América que era, não a que é, foi morta por Trump e nunca mais voltará,
E “Esta América”, aquela que é, também não vai continuar a existir porque isto vai ser sempre a descer em direção à sanita da História.
Dos “americanos” restará uma bandeira na Lua, tal como dos romanos restam ruínas de estradas e do Coliseu em Roma.
Pensas muito mal Valupi, o nihilismo europeu é, neste caso, a falta de rumo, pensamento estratégico e falha moral da Europa que nos pôe a todos nós em risco.
Esse silogismo é muito pobre, o nihilismo a que me refiro, não se decide pelo voto popular.E isto é um diagnóstico não a manifestação de um desejo.
Mas parece que o teu ponto sensível é o centrismo, como tens a mania que és um grande democrata não gostas da crítica e já confundes o centrismo com a democracia.tu que já te reclamaste do centro radical que vives deslumbrado pela retórica dos comentários televisivos e artigos de jornal não imaginas que tudo isso é insuficiente para governar e organizar sociedades e provoca um vazio de sentido e propósito. Não chega. Agora tens aí a resposta, a extrema direita a assaltar e perverter tudo o que foi conquistado. Não aprendes nada.
Cunk, mas é sobre isto – “a falta de rumo, pensamento estratégico e falha moral da Europa” – precisamente isso, que estou curioso. Porque assim formulado é completamente indecifrável.
Conta lá: qual o rumo, qual o pensamento estratégico, qual a moral que defendes?
Quanto a vires para um blogue perdido no cu da Internet queixares-te de que aqui não se produzem materiais académicos, deixo-te a ironia por desembrulhar.
implica que a Europa reage mais do que planeia a longo prazo, incoerências entre valores proclamados (direitos humanos, solidariedade, democracia) e práticas reais ( a habitação entregue a fundos abutres , a saúde a privados e bla bla bla) , quanto a falta de rumo é evidente , os eeuu deixaram-na à deriva quando desatrelaram o reboque.
expliquei bem Cunk?
Netanyvalupi, tira me só aqui esta duvida. O processo ao jose socrates também não resulta de um regime democrático? Quando te atiras a ele e às instituições democraticas que o pariram também estás a dizer que és contra a democracia? Ou como não tens argumentos remetes-te à confusão para não teres que enfrentar as tuas falhas de raciocinio?
Sim, é isso tudo. Mas a falta de oposição ao genocídio em Gaza é a falência de todo o edifício moral europeu. Grande parte da indústria para a China, a energia para a Rússia e a segurança dependente dos americanos, apesar dos avisos destes. Agora perante a tenaz só lhes resta a humilhação, como aquela cena de irem todos a Washington participar numa cerimónia de capitulação pública perante um louco narcisista. Triste.
O tamanho do blog és tu que o fazes, estás cada vez mais tacanho.
de facto esqueci o duplo standard da ue , que lambe rabos a genocidas e eque cala perante raptos de chefes de estado. e que sanciona ferrenhamente o putin por mil vezes menos .
@ Cunk:
Uma palavra: subimperialismo.
Low, conceito interessante, não conhecia .
O marxismo é sobretudo uma crítica ao sistema capitalista e as suas contradições , nesse sentido, e em relação ao chamado capitalismo chinês ou via chinesa para o socialismo não acho que seja uma concessão terem seguido a via capitalista para melhor lidarem com as suas contradições intramuros.No fundo são, como não podia deixar de ser, dois sistemas quase indissociáveis, o modelo e a crítica.
Na verdade, o primeiro Pinguinhas (O Deng Xiao) tinha um problema enorme a resolver
uma enorme massa demográfica numa situação de subdesenvolvimento gritante. Foi necessário o capital e abertura para atrair apoiar o desenvolvimento para depois corrigir a questão da distribuição além claro da exploração e anulação das classes. O caminho é longo mas o progresso foi enorme. Não me considero marxista, penso que atingida a sua “teleologia”,a sociedade sem classes, continuarao a existir diferenças e problemas, é um pouco reducionista, mas é inegável a sua importância e o mundo seria muito pior, terrível até, se Marx não tivesse existido.
Há no entanto um problema, o ressurgimento da China tende a passar subliminarmente a ideia de que só assim foi devido ao facto de ser uma ditadura e não haver o empecilho da mudança de líderes, ie, de um sistema democrático . É este o fascínio de Trump e apaniguados e da cada vez maior grande massa de consumidores desiludidos pelo centrismo europeu, um admirável mundo novo.
Lowlander, eu chamar-lhe-ia lumpenimperialismo, (subimperialismo ainda suporia alguma autonomia de acção, julgo) pela miséria moral, oportunismo e “chico-espertice” que a UE tem exibido face ao Império! Afinal, basta-se com as migalhas que sobram da mesa farta dos EUA, proveniente deste novo colonialismo.
Deves pensar que somos todos burros, compreendo que não percebas o que está em causa na Operação Marquês. Porque tu não passas de um maluquinho. Mas o teu comentário tem o mérito de expor com humildade a tua ignorância de fanático, por isso merece uma resposta: as críticas ao que se passa com Sócrates nada têm a ver com a sua eventual culpabilidade criminal – que ignoro e, portanto, considero-o inocente até ser condenado por alguma coisa – apenas com a violação do que é o Estado de direito democrático e a Constituição. Por quem? Por um poder que não é eleito pelo voto livre e soberano.
__
Cunk, era o que esperava, e temia. Nada tens de aproveitável para dizer. Primeiro, não há um genocídio em Gaza. Depois, mesmo que o uso do termo “genocídio” se justifique na retórica contra os crimes cometidos por Israel em Gaza, isso não se relaciona com a democracia na Europa. Idem para as referências à China, Rússia e América.
Sim, é tudo criticável, desde a política geoestratégica à cor dos semáforos na Europa. Só que essas ambiguidades e imperfeições face aos ideais que escolhemos como os melhores são inevitávels. São a condição humana. Vivesses um milhão de anos e os motivos para criticar o poder continuariam, calhando continuarem a existir seres humanos.
Este blogue sempre foi isto e nada mais do que isto: diletância sem interesse algum (a não ser o que cada leitor lhe um consiga descobrir por razões lá muito dele).
netanyvalupi,
afinal não deves achar, achas mesmo!
a tua asserção de que o extremo centrismo é a expressão perfeita da vontade do povo é tão sem noção que o apoio ao genocidio israelita nos usa tem 80% da população americana contra ele mas continua a acontecer na mesma. e o poder judicial não é eleito pelo povo como bem dizes, mas é sujeito a poderes eleitos pelo povo por isso, visto não haver qualquer sanções ou sequer recriminação dos poderes eleitos aos tais não eleitos relativa à(s) falha(s) que apontas, a pergunta que resta é se tu achas que portugal é um estado de direito democrático que cumpre a constituição ou não. depois, podes seguir para se os usa são ou não estados de direito democrático que cumprem a constituição, e a seguir para israel, e depois para a venezuela. no fim, podes reflectir acerca dos teus escritos sobre umas situações e outras e tentar finalmente compreender se a tua preocupação é com estados de direitos democráticos ou com outra coisa qualquer (extremo-centrismo). porque este blogue nunca foi de facto outra coisa além disso.
eu tenho algo a dizer muito importante: eu só quero douta diletância quando ando a aspirinar e a limpar o pó
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Este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório
val,
percebo que ao veres as tuas teorias politicas e geral visão do mundo ruir te tentes refugiar num simulacro hiper-real onde terás mais certezas mas viverás sempre zangado. é uma resposta natural do teu dispositivo de fuga. mas não nos tentes puxar a todos para dentro dele, por favor: os estados unidos já faziam isto muito antes do trump ter chegado ao poder. a ultima candidata presidencial americana concorreu numa plataforma de endurecimento da luta contra a imigração e “o exército mais letal do planeta” (sic). não sei se estás ao corrente também da história interna dessa nação e da sua influência na politica internacional, mas há muitos recursos disponíveis onde podes confirmar que te estou a dizer a verdade.
quanto ao resto, menos vinho porque dá azia
candidata presidencial Democrata*
<<devemos à Revolução americana o nascimento de instituições políticas<<
Se não fossem os donos de escravos, que queriam ser livres, a parir instituições politicas, nem sei o que seria agora de nós.
Isso foi antes da era asquenazi e do deep state. podes ter a certeza que não volta
A UE também vai continuar a existir depois de ver Ursula e Costa bajularem um terrorista islâmico nomeado Presidente em Damasco.
É só maluquinhos. Mas antes aqui resguardados neste pardieiro do que a andarem à solta na via pública, causando sabe-se lá que acidentes e prejuízos na população.
nem que seja só aulas de história e sejam só pro valupi
é um pequeno esforço
É só maluquinhos, diz o volupi. Quando não sabe o que responder, ou está demasiado ocupado a polir os retratos do 44 que tem na mesa de cabeceira, vai buscar uma destas ao saco: quem cá anda (fora ele) são malucos, quem discorda dele come merda às colheradas, etc.
E que pensam as pessoas sensatas, não maluquinhas, como ele e o chuleco Vital do link? Que devemos tudo aos EUA: a democracia, a república, a ‘rule of law’, a separação de poderes, a liberdade de expressão e, claro, o benfazejo capitalismo que nos garante tudo isto e nos (lhes) enche o frigorífico de coisas boas e as contas bancárias de dinheirinho para o que lhes apetecer.
Onde estaríamos sem os EUA? Nem é bom pensar nisso: andaríamos andrajosos a comer merda entre a lama, como os camponeses do ‘Monty Python and the Holy Grail’, a ver passar um lorde a cavalo de vez em quando. E nesta dívida de gratidão, mais a da II Guerra – para os volupis a vitória foi dos EUA, não da URSS que destruiu 80% das forças de Hitler – cabe tudo, tudo.
Colonizados, ‘brainwashados’ e enrabados por décadas de propaganda e cultura amaricana, não há Bush ou Trampa que lhes tire este fascínio parolo: vêem as (poucas!) coisas más como menores e transitórias, e as (inúmeras!) coisas boas como a verdadeira essência dos EUA, a prova do ‘american exceptionalism’ e razão para a eterna gratidão de um mundo orfão de ‘liderança’.
Houve realmente algumas coisas boas no início dos EUA, como a contribuição de Thomas Paine e do seu ‘Common Sense’, a libertação dos monarcas e mamões europeus, o princípio da igualdade universal, etc. Mas tudo começou torto, assente em desigualdade e escravatura, e não é de espantar que tenha acabado no actual esgoto de ganância, ignorância, violência e podridão.
São a maior ameaça, o maior parasita, a maior chaga do planeta.
@ Valupi
https://chomsky.info/commongood02/
Avisa se precisas de explicações ou referências bibliográficas complementares.
Lowlander, não percebi qual era a tua mensagem, mas, seja ela qual for, acho absolutamente notável que consigas colocar uma ligação num comentário para um texto do Chomsky.
Notável, notável!
@ Valupi,
Sobre as deficiências na tua educação não me posso pronunciar por falta de dados.
O link {que suspeito fortemente que leste mais que a autoria) é claramente para um texto que aborda sucintamente os princípios ideológicos que regiam a maioria e mais proeminentes membros da assembleia constituinte (minha tradução algo laxa da “constitutional convention” que criou a constituição dos EUA.
PS e os contrapõe ao pensamento filosófico de aristoteles sobre “o problema da democracia” – como aristoteles o apodou.
Isto é algo importante, sugiro eu, para o tema vertente suscitado pelo teu post. Sei lá…
*suspeito que NÃO leste mais do que a autoria etc
Lowlander, para tentar atribuir alguma racionalidade funcional ao que estás a dizer era preciso primeiro conhecer o que pensas acerca do texto do Vital Moreira, o qual se limitou a falar de factos acerca da “História constitucional”.
Também desconfio que não percebes patavina acerca do que Aristóteles deixou escrito, ou a ele foi atribuído, sobre a democracia, ou até sobre o azeite. Calma, não precisas de me mandar ler outro texto do Chomsky, desta vez podes pensar pela tua própria cabeça.
@ Valupi
LOL!
“Esta América vai continuar a existir depois de Trump”. E este Valupi vai ficando cada vez mais lerdo! “Esta” América é a América de Trump, igual, portanto, àquela que o dono do “pardieiro” antevê no futuro!!! Que grande confissão de apoio a Trump, sr. Valupi! Agora percebe-se melhor por que lhe custa tanto falar da violação do Direito Internacional na invasão da Venezuela. E não venha dizer que o pronome foi usado por referência ao constitucionalismo elogiado por Vital Moreira no texto (que nem ao bronco se refere), pois se assim fosse haveria de considerar que:
– ou Trump actua dentro dessas normas, sem mácula;
– ou o homem age á margem das ditas e está fora de controlo, sem que a Constituição preveja qualquer freio (pelo menos não se vê)!
O Sr. Valupi sabe muito bem que o problema com os EUA é a sua natureza Imperialista que, sempre que os seus interesses estejam em causa, não respeita os outros povos, independentemente do presidente que esteja na Casa Branca; Trump é apenas um bronco desbocado que deixa sem jeito apoiantes que, como o senhor, acham a política americana sempre o “máximo”, como referência Democrática mundial!
cambada de cornudos, eu traduzo, lailailai: não acaba a primavera se nascerem vampiros humanos que transpiram sangue.
As constituições resultantes das revoluções liberais transportam e exaltam no seu seio muito da Grecia mas também muito do pensamento dos povos semitas (aqueles que Israel trai e odeia).Trump é um personagem Nietzschiano na sua pior versão. É o que resulta depois da morte de Deus e do efeito benéfico das religiões; a empatia, a ética, a moral e, principalmente, a noção de igualdade. Trump é a verticalização do poder, a raça de guerreiros, a “eliminação” dos fracos.É a nova transvaloracao.
É a transvaloracāo e a vontade de poder que resulta do nihilismo Europeu e de uma forma de liderar, o centrismo. Um Continente hipócrita que vive de retórica, sem coragem, vendido a um modelo de negócio que se apoia totalmente no exterior e liderado políticamente por uma nação com um défice moral tão grande que paralisa colectivamente qualquer ação justa. Quem souber, reze, eu vou beber uma garrafa de vinho
JA, fazes muito bem em passar aqui os serões, talvez também as tardes e as manhãs. É que está muito frio lá fora e sabe-se lá que chatices arranjarias se saísses à rua.
Quanto a teres dito que me custa falar da violação do direito internacional na Venezuela, isso confirma teres sérios problemas de literacia que põem em causa a normal descodificação dos sinais de trânsito.
__
Cunk, qual é o teu regime político favorito, posto que não curtes a democracia?
Muito bem, Valupi! Fica aqui registado que agora se exprime por “sinais de trânsito”! Se fosse através de “sinais de fumo” era muito mais romântico, mas além de atrasado, pouco moderno para o seu estilo, podia trazer-lhe à memória o genocídio dos índios e isso não lhe permitiria escrever dislates como aqueles que escreveu em “a democracia tem de ter inimigos, bué deles”, sem exibir problemas de consciência, por pequenos que fossem!
De facto, Trump veio baralhar os neurónios de gente que só está bem a abanar a cabeça e dizer: SIM, SENHOR!
Mas, prepare-se, aprume a retórica, as metáforas, pois ainda estará para engolir sapos maiores, isto a julgar pelas mais recentes declarações do ogre: lá chegará o tempo da Gronelândia, no coração da Europa civilizada.
Esqueça o Iraque, a Líbia, o Afeganistão, a Síria, o Vietname e tantas outras intervenções do Império e continue a refugiar-se na bruma e a palrar sobre Prémio Nobel da Paz, a Corina Machado e a oferta da “comenda” ao Tump!Isso, sim, é que é defender a Democracia, na sua cabecinha, claro!
JA, muito bem. Assim é que é falar.
De onde inferes que eu não “curto” a democracia?
Cunk, daqui: “É a transvaloracāo e a vontade de poder que resulta do nihilismo Europeu e de uma forma de liderar, o centrismo”.
Aquilo a que chamas “centrismo” é o resultado da escolha livre em democracia. Logo, se o resultado da democracia é o nihilismo, seja lá o que isto para ti queira dizer, resulta que não curtes a democracia.
“Esta América vai continuar a existir depois de Trump”!
Jamé !
“Esta América”, leia-se a América que era, não a que é, foi morta por Trump e nunca mais voltará,
E “Esta América”, aquela que é, também não vai continuar a existir porque isto vai ser sempre a descer em direção à sanita da História.
Dos “americanos” restará uma bandeira na Lua, tal como dos romanos restam ruínas de estradas e do Coliseu em Roma.
Pensas muito mal Valupi, o nihilismo europeu é, neste caso, a falta de rumo, pensamento estratégico e falha moral da Europa que nos pôe a todos nós em risco.
Esse silogismo é muito pobre, o nihilismo a que me refiro, não se decide pelo voto popular.E isto é um diagnóstico não a manifestação de um desejo.
Mas parece que o teu ponto sensível é o centrismo, como tens a mania que és um grande democrata não gostas da crítica e já confundes o centrismo com a democracia.tu que já te reclamaste do centro radical que vives deslumbrado pela retórica dos comentários televisivos e artigos de jornal não imaginas que tudo isso é insuficiente para governar e organizar sociedades e provoca um vazio de sentido e propósito. Não chega. Agora tens aí a resposta, a extrema direita a assaltar e perverter tudo o que foi conquistado. Não aprendes nada.
Cunk, mas é sobre isto – “a falta de rumo, pensamento estratégico e falha moral da Europa” – precisamente isso, que estou curioso. Porque assim formulado é completamente indecifrável.
Conta lá: qual o rumo, qual o pensamento estratégico, qual a moral que defendes?
Quanto a vires para um blogue perdido no cu da Internet queixares-te de que aqui não se produzem materiais académicos, deixo-te a ironia por desembrulhar.
implica que a Europa reage mais do que planeia a longo prazo, incoerências entre valores proclamados (direitos humanos, solidariedade, democracia) e práticas reais ( a habitação entregue a fundos abutres , a saúde a privados e bla bla bla) , quanto a falta de rumo é evidente , os eeuu deixaram-na à deriva quando desatrelaram o reboque.
expliquei bem Cunk?
Netanyvalupi, tira me só aqui esta duvida. O processo ao jose socrates também não resulta de um regime democrático? Quando te atiras a ele e às instituições democraticas que o pariram também estás a dizer que és contra a democracia? Ou como não tens argumentos remetes-te à confusão para não teres que enfrentar as tuas falhas de raciocinio?
Sim, é isso tudo. Mas a falta de oposição ao genocídio em Gaza é a falência de todo o edifício moral europeu. Grande parte da indústria para a China, a energia para a Rússia e a segurança dependente dos americanos, apesar dos avisos destes. Agora perante a tenaz só lhes resta a humilhação, como aquela cena de irem todos a Washington participar numa cerimónia de capitulação pública perante um louco narcisista. Triste.
Toma lá uma tradução Valupi, talvez assim compreendas.
https://sicnoticias.pt/podcasts/eixo-do-mal/2025-08-01-quando-olhamos-para-a-situacao-em-gaza-e-de-uma-clareza-moral-absoluta.-como-e-que-nao-se-pode-condenar-o-que-ali-esta–d2b05923
O tamanho do blog és tu que o fazes, estás cada vez mais tacanho.
de facto esqueci o duplo standard da ue , que lambe rabos a genocidas e eque cala perante raptos de chefes de estado. e que sanciona ferrenhamente o putin por mil vezes menos .
@ Cunk:
Uma palavra: subimperialismo.
Low, conceito interessante, não conhecia .
O marxismo é sobretudo uma crítica ao sistema capitalista e as suas contradições , nesse sentido, e em relação ao chamado capitalismo chinês ou via chinesa para o socialismo não acho que seja uma concessão terem seguido a via capitalista para melhor lidarem com as suas contradições intramuros.No fundo são, como não podia deixar de ser, dois sistemas quase indissociáveis, o modelo e a crítica.
Na verdade, o primeiro Pinguinhas (O Deng Xiao) tinha um problema enorme a resolver
uma enorme massa demográfica numa situação de subdesenvolvimento gritante. Foi necessário o capital e abertura para atrair apoiar o desenvolvimento para depois corrigir a questão da distribuição além claro da exploração e anulação das classes. O caminho é longo mas o progresso foi enorme. Não me considero marxista, penso que atingida a sua “teleologia”,a sociedade sem classes, continuarao a existir diferenças e problemas, é um pouco reducionista, mas é inegável a sua importância e o mundo seria muito pior, terrível até, se Marx não tivesse existido.
Há no entanto um problema, o ressurgimento da China tende a passar subliminarmente a ideia de que só assim foi devido ao facto de ser uma ditadura e não haver o empecilho da mudança de líderes, ie, de um sistema democrático . É este o fascínio de Trump e apaniguados e da cada vez maior grande massa de consumidores desiludidos pelo centrismo europeu, um admirável mundo novo.
Lowlander, eu chamar-lhe-ia lumpenimperialismo, (subimperialismo ainda suporia alguma autonomia de acção, julgo) pela miséria moral, oportunismo e “chico-espertice” que a UE tem exibido face ao Império! Afinal, basta-se com as migalhas que sobram da mesa farta dos EUA, proveniente deste novo colonialismo.
Deves pensar que somos todos burros, compreendo que não percebas o que está em causa na Operação Marquês. Porque tu não passas de um maluquinho. Mas o teu comentário tem o mérito de expor com humildade a tua ignorância de fanático, por isso merece uma resposta: as críticas ao que se passa com Sócrates nada têm a ver com a sua eventual culpabilidade criminal – que ignoro e, portanto, considero-o inocente até ser condenado por alguma coisa – apenas com a violação do que é o Estado de direito democrático e a Constituição. Por quem? Por um poder que não é eleito pelo voto livre e soberano.
__
Cunk, era o que esperava, e temia. Nada tens de aproveitável para dizer. Primeiro, não há um genocídio em Gaza. Depois, mesmo que o uso do termo “genocídio” se justifique na retórica contra os crimes cometidos por Israel em Gaza, isso não se relaciona com a democracia na Europa. Idem para as referências à China, Rússia e América.
Sim, é tudo criticável, desde a política geoestratégica à cor dos semáforos na Europa. Só que essas ambiguidades e imperfeições face aos ideais que escolhemos como os melhores são inevitávels. São a condição humana. Vivesses um milhão de anos e os motivos para criticar o poder continuariam, calhando continuarem a existir seres humanos.
Este blogue sempre foi isto e nada mais do que isto: diletância sem interesse algum (a não ser o que cada leitor lhe um consiga descobrir por razões lá muito dele).
netanyvalupi,
afinal não deves achar, achas mesmo!
a tua asserção de que o extremo centrismo é a expressão perfeita da vontade do povo é tão sem noção que o apoio ao genocidio israelita nos usa tem 80% da população americana contra ele mas continua a acontecer na mesma. e o poder judicial não é eleito pelo povo como bem dizes, mas é sujeito a poderes eleitos pelo povo por isso, visto não haver qualquer sanções ou sequer recriminação dos poderes eleitos aos tais não eleitos relativa à(s) falha(s) que apontas, a pergunta que resta é se tu achas que portugal é um estado de direito democrático que cumpre a constituição ou não. depois, podes seguir para se os usa são ou não estados de direito democrático que cumprem a constituição, e a seguir para israel, e depois para a venezuela. no fim, podes reflectir acerca dos teus escritos sobre umas situações e outras e tentar finalmente compreender se a tua preocupação é com estados de direitos democráticos ou com outra coisa qualquer (extremo-centrismo). porque este blogue nunca foi de facto outra coisa além disso.
eu tenho algo a dizer muito importante: eu só quero douta diletância quando ando a aspirinar e a limpar o pó