É Natal, nem o Presidente leva a mal

Quase uma semana passada sobre as declarações de António Ventinhas, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, na SIC Notícias (na terça-feira) e reiteradas na Sábado no dia seguinte - acusando PSD, PS e "os políticos" em geral de quererem "exercer represálias" sobre o MP devido "às investigações que visaram pessoas colocadas nos patamares mais elevados da nossa sociedade", e considerando tratar-se as ditas "represálias" de "uma reação normal do poder político ao combate à corrupção" -, não se ouviu dos partidos ou do PR um ai.

Fernanda Câncio

Se não me espanta a habitual falta de coragem do Partido Socialista e do primeiro-ministro em enfrentar os problemas do nosso sistema judicial, sobretudo em tudo o que diz respeito ao Ministério Público, fiquei surpreendido não só com as primeiras reações do Presidente da República (de primeiro ter falado em possível inconstitucionalidade da proposta e depois com a ameaça de veto), mas também com a ausência de condenação das declarações do presidente do SMMP. Se as acusações de António Ventinhas e as suas tentativas de condicionamento do trabalho da Assembleia da República não são um ataque ao regular funcionamento das instituições, o que será um ataque a esse regular funcionamento?

Pedro Marques Lopes

7 thoughts on “É Natal, nem o Presidente leva a mal”

  1. Diz o Povo na sua imensa sabedoria; – quem tem cu tem medo!
    A maior parte dos ditos políticos não passam de meros pulhíticos!
    Assim sendo, o País está a transformar-se numa república de justi-
    ceiros a caminhar, para uma de bananas! Há muito que deviam ter
    sido extintos os sindicatos dos procuradores e dos juízes quanto
    muito deveriam ter Ordens Profissionais! Já a PGR devia ter sido
    convidada a pedir a demissão por falta de condições de indepen-
    dência para o exercício das funções para que foi nomeada!!!

  2. “….Se as acusações de António Ventinhas e as suas tentativas de condicionamento do trabalho da Assembleia da República não são um ataque ao regular funcionamento das instituições, o que será um ataque a esse regular funcionamento?….” Esta frase resume tudo o que tem de ser dito sobre o descalabro para o que os juízes-procuradores (?!) arrastaram a Justiça em Portugal, desde as célebres “provas” que abriram o processo “Freeport”….

    Apesar de tudo isto, eu tenho esperança no Novo Ano de 2019!…. BOAS FESTAS PARA TODOS, e em especial para si, Valupi, e para a “nossa ASPIRINA, que tomo diariamente….

  3. O estado da noção do país mediatico também se mede pelo tempo em que uma mera verdade pode finalmente ser reproduzida pela maquineta de Guttenberg. Embora não seja muito da onda, valoro mais o MS Tavares que há muito diz o que todos deveriam dizer não estivessem pendurados numa ilusória representação dos partidos parlamentares por “obediência” aos cânones teatrais dos papeis distribuidos pela imprensa.

    Bom Natal, apesar de tudo Its a wonderful life.
    https://m.youtube.com/watch?v=qfE1_8lYPP4

  4. M.G.P.MENDES, muito obrigado. Espero que que vivas com os teus dias de verdadeira festa.
    __

    Joe Strummer, esse filme é maravilhoso, e refiro-me só às lições políticas que contém (embora não esqueça a excelência de Frank Capra).

  5. Y por ese camino se ha llegado al extremo irresponsable de normalizar un lenguaje maximalista, así como a banalizar conceptos como el totalitarismo, el fascismo, el comunismo y todo extremismo. El objetivo es parecer más democrático que el oponente ante la opinión pública, aunque con ello se contribuya a la degradación de la convivencia y las instituciones.

    https://www.elmundo.es/espana/2018/12/24/5c2110d5fdddfff2988b459e.html

    jorge del palacio, codirector de la obra “Geografía del populismo. Un viaje por el universo del populismo desde sus orígenes hasta Trump” (2017)

  6. Concordo Valupi. Não é tão light como parece, os mundos alternativos são escolhas politicas, que são determinadas pelas nossas acções (actos políticos) ou falta delas.

    Capra e o James Stewart, fabuloso.

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