Se tivéssemos de identificar uma autoridade moral em Portugal, quem seria? O problema começa a montante: seria possível chegarmos a acordo do que significaria ser-se uma autoridade moral? Obviamente que não. Mas imaginando esse impossível, e calhando a definição ter fundamento e coerência, resultaria fatalmente inglório ir à procura de tal ser. Moralmente, não se conhece quem seja confiável, constante, corajoso. Há exemplos que se aproximam, cada um se lembrará dos seus, mas não existe uma figura que tenha reconhecimento comunitário nessa dimensão por palavras e actos. Não existe nas religiões, na justiça, na academia, na política, nas artes, no mundo das empresas e do trabalho, na imprensa.
Grave? Não. Grave é ir à rua, perguntar a quem passa o que seja a moral, e descobrir que quase ninguém elaboraria uma resposta acima da indigência intelectual.
aquele abraço. obrigada.
aconteceu alguma coisa ao almirante?
Submarino ao fundo.
A moral também, se é que alguma vez existiu nas cacholas de quem tem poder para mudar alguma coisa.
Mas falemos antes de coisas que não interessam para nada.
-Governo vai dar aos privados as linhas ferroviarias mais lucrativas
O ministro das Infraestruturas e Habitação, anunciou ontem que a primeira subconcessão do serviço urbano da CP vai ser decidida durante o primeiro semestre. O Governo apontou para a s subconcessões nas linhas de Cascais, Sintra/Azambuja, Sado (Barreiro – Praias do Sado) e Porto. O ar pode ser a próxima concessão.
–As palavras de José Gomes Ferreira, jornalista da SIC: «Com a cegueira própria dos capitalistas ávidos de acumular cada vez mais dinheiro no curto e médio prazo e sem cuidar do futuro de longo prazo, como tem sido habitual na nossa história económica recente, escondem que estão dispostos a ceder o controlo da única refinaria existente em Portugal sem se preocupar com as consequências que essa decisão imprudente possa vir a ter para a soberania nacional.»
«Já o silêncio do primeiro-ministro, do Presidente da República, dos próprios candidatos às eleições presidenciais e dos líderes dos partidos políticos, com a honrosa exceção do PCP, impressiona muito pela negativa.»
—A palavra a SARAMAGO
Privatizem tudo e mais a puta que os pariu a todos.
Eu escolhia o Agostinho da Silva, o Miguel Torga e o Aquilino Ribeiro. Gosto da “moral” deles, sem sofisticação, e espelhada nas suas vidas
Outra coisa que não interessa para nada a não ser aos próprios, pois os impróprios não tem nada a ver com isso, ou será que tem.
Armando Vara acumula duas pensões vitalícias. Ele recebe uma pensão como ex-deputado e governante, e outra como pensão de velhice, já que pulhíticos podem acumular subvenções mensais vitalícias por exercerem funções políticas.
Quem é impróprio ao reformar-se tem de meter mais água na sopa, mas continua a votar em pulhiticos na esperança de um dia algum ter pena dele.
As dominguices do volupi são frequentemente genéricas e superficiais, mas permitem pelo menos lançar discussões mais interessantes. Neste caso, claro que nomear uma ‘autoridade moral’ é um disparate, mas seria útil definir democraticamente o que é moral, i.e. desejável para a sociedade.
Por regra fugimos a essas definições: a dificuldade de termos de explicar-nos, de confrontar e questionar as nossas opiniões e de chegarmos a um acordo com outros assusta-nos. Preferimos delegar tudo isso em políticos, legisladores, académicos. Eles que decidam, que criem leis e normas.
O resultado desta renúncia está à vista – sociedades de alienação, ignorância e egoísmo, governadas por uma minoria que explora a vasta maioria, como todas as ‘elites’ do passado. A indigência intelectual de que fala o volupi é o que tais elites querem: uma população acarneirada e atomizada.
Podem assim continuar a mamar e a fazer o que lhes dá na gana, como nos dois exemplos trazidos pelo ‘A bem da noção’, um de cada metade do Centrão Podre, PS e PSD. Dois claros exemplos imorais, mas completamente legais – pois são estes pulhas que fazem as leis. E nós deixamos.
Eu escolhia o Agostinho da Silva, o Miguel Torga e o Aquilino Ribeiro. Gosto da “moral” deles, sem sofisticação, e espelhada nas suas vidas.
Por desgraça não poso opinar do Agostinho da Silva, mas tanto de Torga como de Aquilino Ribeiro, também gosto da sua moral como módelo para qualquer grupo de cidadãos. São os dois moi grandes.
reis, nenhum desses três está vivo. Não sabemos o que diriam e fariam se estivessem. Logo, a questão remete para os vivos.
Como é aí na Galiza, ou que seja a Espanha, identificas alguém como autoridade moral?
outro que sucumbe às modas ou ao l air du temps… esses senhores são como o tailleur chanel , intemporal. e fica bem a toda a gente.
mas não existe uma figura que tenha reconhecimento comunitário nessa dimensão por palavras e actos.
Eis a questão para mim sim há algúm referente moral da vida pública, mas concordo moito co post e ressalto esa frase tua da falta de reconhecimento comunitario, pois a sociedade está tão quebrada ideológicamente que o meu candidato seria esterco para outra gente. Em Espanha hoje é imposível conseguir um consenso sob um personaje, incluido o rei, pola informação e pulheria da direita nacional de converter todo em terra queimada até conseguir o poder.
No entanto a minha opinião na Galiza: José Manuel Beiras, Camilo Nogueira, Gonzalez Laxe, já retirados da vida pública, podiam concitar uma certa unanimidade de homes públicos, honestos e com moral. Na Espanha, eu eligiria, sem dúvida, o ex presidente Zapatero, que pode dar moi bons serviços a cidadania.
Embora os meus candidatos seriam motivo de chacota ou de enfadamento por moita gente. Eles são todos de esquerda dialogante e os tempos não estão para reconhecementos de valoração cidadana.
este excerto é delicioso para ilustrar a tartufice do valupi , um ser amoral , tal e qual o seu ídolo e mentor nestas questões de moral:
“. É precisamente por ele saber disso, e apesar do óbvio dano à sua imagem pública ter assumido fruir desse imóvel, que a sua atitude é brilhantemente amoral. Está para além do que os outros lhe querem impor como suposta correcção ou dever social. É uma escolha de quem sabe que a liberdade não tem de pedir licença à moral para ser essencial e existencialmente boa.” autor ? o valupi , claro,
«Grave? Não. Grave é ir à rua, perguntar a quem passa o que seja a moral, e descobrir que quase ninguém elaboraria uma resposta acima da indigência intelectual.
Segundo Bernard Williams ainda hoje o melhor pensamento ético é o dos gregos antigos que não inclui Deus nem precisa dele. Não usa de nenhum imperativo categórico vazio dado que, num sistema de ideias não existe qualquer ‘moralidade’ no sentido de uma classe de razões ou exigências fundamentalmente diferentes de outros tipos de razões ou exigências. Assim não há um abismo entre a esfera das ‘regras morais’ públicas e as dos ideais pessoais privados.
Williams considera um erro identificar, completa ou tendencialmente, o conhecimento ético como conhecimento científico e conceber a ética filosófica como uma ciência exacta (lógico-matemática ou da natureza). Daí recusar a teoria Kantiana de atribuir a moral a um ‘dever’ que o poder, utilitariamente, transforma em ‘lei’.
A “moral” é um conceito do pensamento abstrato, metafíco aplicado ao nosso comportamento diretamente relacionado com cada vida e experiência pessoal; assim o conceito de moral varia de acordo com a evolução do conhecimento e costumes de cada época histórica; é um conceito com aparência de uma crença que depende do conhecimento e das circunstâncias de cada idade histórica.
jose neves, tens de rever os apontamentos acerca do que é a ética nos gregos antigos. Deixo-te só uma pista: quem é que não quis morrer sem antes pagar o galo a Asclépio?
Poderia citar vários nomes de quem já cá não está, mas actualmente só existem duas pessoas: o Sr.º Dr.º Alberto João jardim e o Sr.º Dr.º Rui Rio.
Hahaha o melhor pensamento etico é o dos gregos antigos que tinham a instituição da escravatura. Genial
bla bla bla ,
moralidade é a coerência entre os valores proclamados , entre as palavras e os actos , entre o que se diz e o que se faz. um bandido confesso é moral , não trai a confiança de ninguém.
a definição de moralidade como coerência toca num principio transversal a todas as épocas e culturas s: a repulsa pela duplicidade. a hipocrisia é detestada em quase todo o lado — porque destrói confiança, e sem confiança não há sociedade.
«o Sr.º Dr.º Alberto João jardim e o Sr.º Dr.º Rui Rio»
Que surpresa, Figueiredo: nunca o tinha ouvido mencionar o Exmo. Sr.º Dr.º Alberto João da Mamadeira, muito menos o Exmo. Sr. Dr.º Rui Rio. Que novidade.
Permita-me também lembrar-lhe o Exmo. Sr. Prof. Dr.º Múmia Cavaca: um modelo de probidade sem par, além de um formidável mamador em bancos trafulhas.
Ou o Exmo. Sr. Prof. Dr.º Eng.º Arq.º Miguel Relvas, o apogeu da moral laranja-direitalha, mui merecedor campeão dos títulos académicos neste país que ainda adora ajoelhar-se perante pseudoelites podres. Ou o Exmo. Sr. Dr.º Capitão Iglo, em boa hora apoiado pelo Exmo. Sr. Dr.º Rui Rio, com os resultados à vista. Ditosa pátria que tão bons e tão probos doutores tem.
Moral e bons costumes.
V. Eminencia nunca amou?
Amei sim, uma donzela de rara formosura- boca pequenina doce e pura – um dia jurei-lhe muito amor- mas o pai deu-a a um lavrador – um dia encontrei-a só, na quinta – levei-a lá para trás, e zás – mas então oiço dizer assim á bruta – oh seu filho da puta – isto é o da joana de quem quer – entra-se em casa e fode-se a mulher ….
Da ceia dos cardeais, onde o prevaricador – do ponto de vista do corno- acaba enrabado pelo burro.
ISTO a proposito de Q.
Um equivoco da plebe, tão antigo como achar que a barba induz sabedoria, é o de confundir a pose presunçosa ou solene, com carácter, moral, ou qualidade digna merecedora de respeito e confiança.
Não basta se-lo, é preciso parece-lo.
Assim segundo a mumia cavaca, cognome TUT-ANK-ABRON, vota em Seguro porque é << Honesto e Educado<< o que por analogia, define o contrario do seu opositor direto.
Na realidade, os burros acabam enrabados pela Exmas Eminencias Cheias de canudos, que lhes enfiam pelo cu acima.
“… quem é que não quis morrer sem antes pagar o galo a Asclépio?”
Há autores que defendem que Sócrates o que disse foi “Críton, deves um galo a Asclépio”. Por via da duvida que Sócrates colocou anos antes quando, ao passarem em frente ao altar das oferendas a Asclépio, este declarou que as oferendas ao deus para ter uma vida melhor não serviam para nada. Ao que que Críton lhe contrapôs “veremos se manténs o mesmo no dia da tua morte”. Faz toda a diferença e dá bem nota da certeza que Socrates tinha na consciência de cada um como a ultima instância moral.
E valupi, o Agostinho da Silva, o Miguel Torga e o Aquilino Ribeiro estão vivos. muito mais vivos que uma grande parte dos ungidos públicos contemporâneos. E quando equiparados com escroques infames como Zapatero, como faz o Reis, é a prova cabal de que já estão, no mínimo, moribundos muitos espíritos cujos dedos martelam teclados. O que não falta em Torga, e só nos Novos Contos da Montanha, não é preciso procurar muito, é uma mão cheia de exemplos de autoridade moral que já não se evocam, por desconhecimento e, nos casos piores, por taticismo.
“Assim segundo a mumia cavaca, cognome TUT-ANK-ABRON, vota em Seguro porque é << Honesto e Educado<<"
Isto não é uma declaração, é um peido em publico.
Miguel M. Elias,, por alusões. Ninguém comparou.O jogo estava em nomear referentes vivos, niste caso concordamos nos mortos, aleluia. Tal vez as suas informações, além do seu proprio estudo e conhecemento, sejam apanhadas de certos opinadores espanhois, amorais a mais não poder, para referir a Zapatero como: escroque infame. Tampouco, nem quem assim pensamos temos o espíritu moribundo, sinto comunicar-lhe que é todo o contrario. Tal vez não chegaremos a acercar posiciões, seja como for nem eu ,nem Zapatero , estou seguro, defineremô-lo a você, como escroque infame.
reis, não conhecia José Manuel Beiras, Camilo Nogueira e Gonzalez Laxe. Mas fiquei a saber que são os três da esquerda galega. Quer isso dizer que ninguém à direita te mereceria admiração moral? É só uma curiosidade.
Quanto a esse pobre diabo que veio aqui despejar fel para cima de Zapatero, o seu castigo é não conseguir compreender o que lhe disseste. Nem que ficasse a pensar nisso até o Inferno congelar.
Ah, o Zapatero: compreende-se a admiração xuxa, pois ele é o espelho espanhol de grande parte do PS – tal como o 44, o Vara, o Beiçolas, o Coelhone, o Pina Moura, o Amado, o Bosta e um longo etc., o Zapa é um tangas trafulha que enriqueceu com a pulhítica.
(E claro que a Laranja Podre fica pouco ou nada atrás – Limas, Loureiros, Oliveirinhas, Relvas, Arnauts… podíamos estar aqui a semana toda a nomear trafulhas do Centrão. Mas o Zapa é do ‘centro-esquerda’ e velho compincha do 44, logo pertence à equipa xuxa.)
Há certamente pior que o Zapa, a começar por muita direita que o Elias certamente aprecia, mas se ele é uma ‘autoridade moral’ então o 44 é um tipo modesto, o Blair é um socialista e o Farfalha é um honesto coleccionador de gravadores. Como toda a gente sabe.
Calma , nem tudo é mau! Sempre temos uma autoridade imoral em Portugal, o zezito. Quem sabe o people chega á definição de moral pelo contraste ?
E está conversa toda domingueira da autoridade moral que não se levanta a arengar pelo injusto calvário do mártir( omg, querer por multas a manobras dilatorias? ) é ridícula. Que é que é uma autoridade moral, afinal, para este gajo?
“Que é que é uma autoridade moral, afinal, para este gajo?”
O Zapatero. O verdadeiro exemplo de sucesso, entretanto acidentalmente milionário, a que aspirava o nosso socrates. Basta ver o iluminado que aponta indigência intelectual aos outros e vive há longos anos da defesa de outro escroque infame.
O valupi é uma especie de Travassos a quem o Ti Zé Tafona não deixaria atravessar a vinha velha do prior. Esperar que o inferno congele pode não ser um mal maior, quando comparado com os céus de zapateros, socrates e valupis.
não sei bem explicar como, talvez pela ideia do contraste, a conversa da yo fez-me lembrar a cicciolina. ora dos cavalos a quem essa lambia os mangalhos nunca poderia esperar algo em troca.
que risota a minha, pois claro
toda a gente percebe porque é que a olinda se lembrou da ciciolina, mangalhos e cavalos, menos a própria
por acaso, estais certinhos, esperai na posição missionária se algum dia irão ouvir-me dizer que as mulheres têm o dever de ser tão badalhocas como alguns homens e como a yo
!vivam os cavalos!
Quer isso dizer que ninguém à direita te mereceria admiração moral? É só uma curiosidade.
Agradeço a pergunta. Cingindo-me só a Galiza : Gostaria muito que assim fosse. Pois uma direita organizada e moral para o conceito de nação política galega é imprescindível. Houve e há uma grande tradição de nomes que cumprem esse requisito, mas estão já na história. No caso de valorizar a uma pessoa política pela sua moral, acho que não sou sectário, pois ainda que pareça virar, e vire, para a esquerda, não tenho, ataduras nem reparos em admirar, seja quem for, o bom fazer e estou co olho posto nos personagens da direita ou do centro. No caso de desejar o melhor para Galiza no desenvolvimento de nação política e cultural qualquer que ararar com esses bois, é prá mim, um dos “bons e xenerosos”, conceito moi usado no nacionalismo e galeguismo histórico para definir as pessoas com “moral”.
Postos assim, ainda a risco de ser um pouco maçado no relato, citarei :
Afonso Daniel Rodriguez Castelao: pai do nacionalismo moderno. Médico, artista pintor, saltou a areia política como necessidade de mudar as condições de Galiza e os seus cidadãos. Na procura dum mundo próprio para os galegos, dentro de Espanha, era um homem de centro e mais tarde de centro esquerda que liderou o ressurgimento galego nos tempo da República e que ninguém discute hoje, desde a direita a extrema esquerda, a sua liderança, luta e moral pelos ideais de todos os galegos. Ministro da vencida República, era pragmático, possibilista e homem de paz. Morreu no exílio em Argentina depois duma vida cheia de moral, laica, social, respeito os direitos mais fundamentais das nações e das pessoas.
Ramón Otero Pedraio: católico, fidalgo, intelectual, professor. Companheiro de Castelao no partido galeguista da época republicana, respeitado como figura emblemática, honesta, com uma moral católica e profundo sonhador e activista duma Galiza dono de se mesma. Ninguém hoje duvidaria do seu magistério, liderança para o nosso país e respeitado por todas as camadas sociais.
Manuel Fraga Iribarne: Ora essa. A quem me chame contraditório, palerma, pateta, andar na bebedeira ou algum dos muitos adjectivos tão sonoros e habituais neste blog, produto da variedade e riqueza da língua portuguesa. Será compreensível, e tal vez acho que apropriado, no entanto, seria mui injusto receber o apelativo de sectário. Este homem ( para dar contexto) foi ministro com Franco. Mente privilegiada, catedrático, homem de acção, visceral nas formas, era todo o contrario do estereotipo que os espanhóis têm de nós os galegos ( estereótipos nada positivos, mas essa é outra história). Foi o grande líder da direita espanhola depois da morte de Franco, ainda que o Rei não contou com ele para dirigir a transição, mais tarde fundaria o actual partido da direita o PP, actualmente na oposição. De família humilde, emigrante durante a sua infância na Cuba, foi um avançado e reformador na ditadura ( do pouco que se podia). Depois de dois intentos para atingir o poder para Presidente do Governo de Espanha, desistiu da liderança da direita espanhola e apresentou-se na Galiza para ser presidente da Xunta de Galiza. Foi Presidente quatro legislaturas. Tinha, política mente, essa dupla personalidade de ser para uns o grande líder espanhol e para outros, os galegos, um homem que representou a Galiza dentro de Espanha com personalidade e valentia que nos entendia, que sintonizava co país, que era um dos nossos. Tal vez fosse populismo e tactismo, no entanto o coração não engana. Nos seus governos havia nacionalistas ou galeguistas de direita e dentro deste jogo fez políticas avançadas e manifestou-se ele, de forma supressiva, como um líder da ideia da Galiza, da língua, do ser, e da gestão dos nossos recursos. Essa é a parte positiva além de que no plano moral, e de honestidade pessoal e política ninguém duvidava. Nunca tive, nos muitos anos de actividade política, suspeita de corrupção. Conseguiu boas relações com a esquerda nacionalista, coas elites económicas e culturais, e pode-se dizer que atingiu ser respeitado moralmente pela sociedade em geral. A sua figura era moi respeitada tanto na Galiza como em Espanha e isso dava sempre um plus de categoría a Galiza.
Depois a parte negativa, dizer que gostava do culto a sua personalidade o que fazia que misturada a sua grande vocação política e o seu narcisismo, fizera políticas populistas e mentíreis por vezes. Que não fiz reformas profundas e que o seu lado cresceu o clientelismo e o caciquismo secular. Que havia um partido nacionalista de direitas galego que ele conseguiu atrair para si e pouco a pouco ficarão mergulhados no seu grande partido. Foi isto uma grande mágoa para a política galega, pois um partido nacionalista como têm bascos e catalães e necessaario. Embora o seu poder atraente ganhou e os parvos perderam, eis a questão da vida. Depois, perdeu uma legislatura e deixou Galiza. Os seus voltaram a ganhar com Nuñez Feijoo a Xunta e até de agora. Neste caso calha a perfeição, o dito popular de quem melhor era o mão conhecido pelo bom por conhecer. Deixou um baleeiro grande na política galega e chegou a vacuidade, a indigência intelectual e a pilhéria de quem hoje pretende, desde a oposição ser presidente do governo de Espanha.
Todos mortinhos, mágoa. Hoje ando a buscar em Galiza, e não encontro. Depois de Fraga os medíocres e ordinários ocuparam e ocupam o poder “daquela maneira” que não seja prioridade nenhuma Galiza como ente política e a defensa da língua, a economía e a cultura galegas. São mandados, gestores de alguém, e obedintes as consignas do seu partido em Madrid. Priorizam políticas populistas para a sua clientela e o mantenham-se no poder controlando como seja os meios de comunicação, públicos e privados. Pouca moral. Eles não têm toda a culpa.