Dominguice

Corina Machado entregou mesmo a sua medalha do Nobel da Paz a Trump. Em simultâneo, ambos ofereceram à História um dos momentos mais absurdos e patéticos de que há memória. Mas a coisa teve um epílogo que eu não teria sido capaz de imaginar. É que ela saiu da Casa Branca com um saco daqueles que se dão em qualquer pronto-a-vestir – onde no exterior se via a assinatura de Trump, e no interior transportava bugigangas. Ou seja, a senhora trocou uma medalha de ouro com o seu nome gravado, símbolo de uma das mais prestigiantes honras mundiais, por um saco cheio de quinquilharia do marketing MAGA.

Fiquei a admirar Trump neste episódio. Porque tratou Corina Machado como um dejecto ambulante, sorridente e de saco na mão. Fez-lhe justiça.

10 thoughts on “Dominguice”

  1. Mais admiravel ainda, aos meus olhos, ficaram as bestas do Comité Nobel Norueguês (que atribui o prémio). Espero que tenham ao menos aprendido alguma coisa…

    Boas

  2. «Espero que tenham ao menos aprendido alguma coisa…»

    Essa é a visão ingénua da coisa, viegas: aquela que vê no Nobel um prémio ‘apolítico’ e imparcial; no seu comité apenas gente séria e imune a pressões e prebendas; na própria Noruega e na Suécia países fora da influência da canalha americana e do seu regime mamão.

    Basta lembrar os prémios atribuídos a Obama, outro terrorista e o mais eficaz fantoche da oligarquia dona disto tudo, ou a Kissinger(!), um dos piores abutres do séc. XX, para constatar a falta de credibilidade dos prémios; chamar-lhe palhaçada é ofender os palhaços.

    O prémio da Corina foi ‘par for the course’ – mais uma lambidela ao cu americano, mais um serviço sabujo ao capitalismo mundial. Com a possível excepção da vaca Meloni, é, aliás, a norte que vemos alguns dos maiores lambe-cus dos EUA, como Starmer ou Rutte.

    Para variar concordo com o volupi: a Corina a sair de saquinho MAGA na mão é realmente a sua imagem escarrada; o símbolo do esgoto em que está o mundo.

  3. you can’t always get what you want
    but if you try sometimes, you just might find
    you get what you need

  4. Calhaus votantes.
    Em breve terão um calhau como presidente, e depressa a maioria deles perceberá, que não terá o que quer nem o que precisa.

  5. do meu ponto de vista, o trump precisa urgentemente de uma “vitória”. mostrar-se como um “vencedor” é fundamental para a sua imagem politica e, por muita propagada que se faça, sem vitórias recentes a seu crédito essa aura tende a desvanecer. e portanto trump precisa de uma vitória. ora

    – na venezuela não parece que trump (nem ninguém mais) considere ter conseguido uma vitória
    – no irão, os constantes adiamentos da intervenção militar/bombardeamento também não sugere que uma vitória vá ser simples

    mas na gronelandia, o trump acha que pode conseguir uma vitória fácil fácil. quem será capaz de o provar errado?

  6. Valupi, um centrista radical, analisa os principais eventos geoestrategicos mundiais:
    Trump e Corina Machado jogaram ao amigo secreto e na troca de prendas Trump ficou a ganhar. Bem feita!

  7. Cunk, folgo em saber que frequentas este pardieiro para te manteres informado acerca dos principais eventos geoestratégicos mundiais. Fazes muito bem, mostras ter juizinho.

  8. Valupi: quarenta e oito horas depois (porra!) a tua esponjosa composição esquelética já se sente capaz de fazer publicamente o pino e ensaiar outra vez a espargata? O que vai passando na tua fraca cabecinha, rapaz, se alguma coisa nela se passa?

    Jorge
    15 de Janeiro de 2026 às 11:05
    Seguro é uma desgraça. Se ganhar, vão ser 10 anos de nulidade intelectual e empáfia moral na Presidência.

    Entendo-te: o António José Seguro é um gajo demasiadamente decente para os teus padrões (i)morais, Chalupi. Mas um bom resultado do candidato da/s Esquerda/s sendo, principalmente, mérito do próprio abre uma derradeira para a democracia portuguesa e para o estertor do PS que está quase morto depois dos escândalos das últimas duas décadas: alguém como um perfil impoluto, mesmo que venha do seu interior, passar a apresentar-se livre das peias do aparelho socialista, do pior!, dos compromissos e dos comprometidos e dos interesses e dos interesseiros… É uma mudança de paradigma, decerto: a ala do Partido Socialista decente fará o seu caminho e deixará cadáveres no campo de batalha (nomeadamente a tralha socratista do Aspirina B e gajos como o Pedro Marques Lopes e quejandos), o BE e o Livre e mesmo gente que envergonhadamente gira em torno do PCP poderão dar o seu apoio explicitamente a esta novo modo de vida durante os próximos anos ou décadas… E saírem por cima, imagina! (como diria o Cotrim)

  9. uma derradeira oportunidade, palavras sábias…

    Jorge
    15 de Janeiro de 2026 às 11:10
    vão ser 10 anos

    Ou seja, com azar dos próprios mas sorte da comunidade o José Sócrates, o Carlos César, o Augusto Santos Silva, o neto da dona Constança e a geração do Ferro Rodrigues já bateram a bota.

    abre uma derradeira oportunidade, deveria ter ficado assim.

  10. E o Lowlander, coitadito, sabes se ele anda a ressacar novamente? Ou deu entrada numa clínica especializada?

    Jorge
    15 de Janeiro de 2026 às 11:54
    Lowlander: o João Rodrigues não é bibliografia política para ninguém, e é-o moderamente no âmbito académico…, sendo certo que o António José Seguro como outros gajos livres de compromissos (literalmente os desempregados, sem emprego público) durante os anos de 2024 e 2025 dev/me ter sido convidado/s para dezenas de conferências… Ou querias que ele estivesse dez anos atrás do balcão a vender pilulas na farmácia das Caldas da Rainha (e durante os semestres vinha dois ou três dias por semana dar umas aulas na universidade…), e aparecesse agora nos debates com uma samarra e promessas de distribuir aos portugueses umas garrafas de vinho novo lá da sua vindima? Vá, reconhece que tens de ser mais exigente contigo.

    Postado por João Rodrigues às 13.1.26

    Jorge
    15 de Janeiro de 2026 às 13:28
    Hm… tinha que tratar da vidinha portanto…

    Tens é de consertar essa cabeça, Lowlander, tal a confusão que para aí vai: vender pilulas, dar aulas e obter por mérito próprio o lugar de Presidente da República a que se candidatou democraticamente, e tudo isso é tratar da vida como dizes…, é um bocadinho diferente de ser um aventureiro político, passar por ser um mentiroso compulsivo clinicamente problemático, um trafulha encartado ou um fugitivo recorrente a um qualquer julgamento em que uma acusação tenha sido formulada a partir do seu estilo de vida, lá está, e a garantia de acesso a um profissional de defesa à sua escolha, nessa coisa medonha que é uma sala de tribunal (apesar de continuar a ser apoiado por alguns, alguns poucos ou nenhuns, pilha-galinhas mentalmente incapazes que ainda há no Aspirina B e noutros lugares do estilo)… Ora, abre os olhos e compara: quem passou dez anos no banco dos réus por corrupção, falsificação de documentos e parte importante do cadastro que enfeita a vida dos meliantes, suspeitos e condenados ordi- e extraordinários portugueses?

    Vai deitá-la, pá.

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