Disputatio – VI

Para descrever o que aconteceu nestes 45 minutos históricos não basta dizer que Sócrates ganhou, até que esmagou um atónito e apavorado Louçã. Isso seria estar a brincar aos debates. Não havendo comparação possível, vamos pela comparação impossível: para quem não assistiu ao mítico confronto entre Soares e Cunhal, em 1975, há agora uma réplica adaptada aos tempos que correm. Tal como nos últimos dias do PREC, a 8 de Setembro de 2009 a esquerda tirânica apareceu ao lado da esquerda democrática, e os telespectadores puderam comparar as diferenças com extrema nitidez. Louçã entrou como rival de Sócrates e saiu como caricatura de si próprio. Sócrates foi para o debate antecipado como o mais difícil e teve a sua melhor prestação televisiva de sempre, sendo brilhante do princípio ao fim; continuando, nas declarações após a refrega, a exibir uma afabilidade e bonomia letais para a cultura de ódio que o cerca. Tem pouco interesse calcular quantos votos terá ganhado ou deixado de perder, o que fica é um registo vídeo relativo à arte de discutir política com um assanhado e perigoso demagogo. Lição magistral. Com Sócrates, a democracia está protegida contra a asfixia da inteligência.

Não é o Amorim, stupid

47 thoughts on “Disputatio – VI”

  1. Valupi, Sócrates ainda foi brando e condescendente, pois podia e devia ter demonstrado através de mais leitura do programa do be, que tudo aquilo que está nas entrelinhas ou subjaz no palavreado “socialista” não passa de um programa subreptício para a “sovietização” a curto-médio da sociedade portuguesa.
    Quando foi apertado sobre os descontos concedidos pelos ppr que quer abolir, balbuciou várias vezes e finalmente concedeu que os ppr ou outros planos de benefícios sociais semelhantes, não interessam nada face à sua concepção do modelo de sociedade que prevê para os portugueses. Percebeu-se claramente que a ideia basilar é de que na sua sociedade, não há necessidade de diferenciações económicas: lá, onde eles mandarem, todos serão igualzinhos política e economicamente sob a batuda da “distribuidora geral única de iguldades” chamada Estado. Claro, terão de haver, revolucionariamente, uns mais igualzinhos: os com assento na “mesa”.

  2. O Eng. Sócrates referiu no fim do debate que ser primeiro-ministro é um exercício difícil, ou algo parecido. Penso que ninguém duvida. Creio que esta capacidade de debater ideias com inteligência e conhecimento das matérias é fundamental para que um primeiro-ministro desempenhe bem as suas funções que julgo serem de permanente confronto de ideias.
    O exercício de comparar estas características de Sócrates com os outros candidatos também não é fácil.:)

  3. No mano-a-mano Sócrates vence-os a todos..sem espinhas..e o resto são cantigas.

    Alguém sabe dizer-nos qual é a diferença entre PcP e B.E ?

    Louçã já deu uma dica..disse que Ps e Psd não são iguais e deu-nos exemplos disso, por isso não vale usar argumentos contrários.

  4. Ibn, podia pedir-lhe para me explicar isso melhor, mas, como costumo ler os seus comentários, se algum dia eu tentar obter conhecimento baseado nas suas explicações, preocupem-se comigo, não estarei bem.:)

  5. O Valupi, como é normal nos fanáticos religiosos, baseia as suas crenças no medo. Só isso explica as suas delirantes e desesperadas «comparações impossiveis», que procuram ressuscitar o «temor» e o «tremor» perante o papão comunista. O diabo anda à solta e o grande messias e salvador Pinto de Sousa é o escolhido e o «deus» indicado para combater o mal vermelho. A verdade é que o medo prejudica o raciocínio e vê «brilhantismos» milagrosos onde apenas há uma manifestação de histeria e de alucinação religiosa que é cega a qualquer explicação e análise racional.
    Como já é habitual no «absoluto» impostor, este tratou de fugir às questões que lhe colocaram ou de dar respostas cínicas. Isto verificou-se na questão do desemprego, na questão da Galp, na questão da Mota-Engil, na questão das suas raízes ideológicas, e na sua fixação com a proposta eleitoral do BE (que só revelou a sua incapacidade para ouvir e perceber as explicações dos outros e a sua tendência para boicotar debates). De acordo com o «absoluto» impostor ficamos a saber que ele se preocupa com os desempregados, pois agora há mais pessoas a receber o subsídio social de desemprego, esquecendo-se de dizer que essas mais pessoas são as mesmas que deixaram de receber o subsídio de desemprego em consequência das medidas mais restritivas por ele implementadas. Ficamos a saber que o Eduardo dos Santos é um português. Ficamos a saber que o interesse da Mota-Engil dos Coelhones e que a ausência de concursos públicos se identifica com o interesse nacional. E ficamos a saber que ser-se do PSD ou do PS é pertencer à mesma família política de sempre, o que revela como a doença de Alzheimer até tem a vantagem de pôr os impostores a dizer verdades.
    O Valupi está eufórico não se sabe bem com quê, mas como todos sabemos a fé é um fenómeno subjectivo. Agora, a maluquice já é algo bem objectivo, e por isso tenho de dizer ao Valupi que o Pinto de Sousa não é nenhum messias, mas apenas um impostor e manipulador de consciências (como a sua). Olha que não, Valupi… Olha que não…

  6. De facto ontem o louça foi uma sombra de si próprio, talvez amedrontado.

    Ontem o debato foi ponteado por duas figuras, uma cínica e hipócrita e outra demagoga.

    É nestas altura que me lembro duma famosa frase de Nietzsche.

    Não percebi contudo a história da Galp e dos estrangeiros. Não percebo se sócrates está com ideias neo-colonialistas e julga que Angola ainda é Portugal. Aliás, é um argumento idiota, pois não impedirá que a Galp caia em mãos estrangeiras como ele justifica, porque o dos Santos e o Amorim podem agora vender a quem bem entenderem!

    As camas também não estavam lá muito bem feitas, que merda de país este que tolera políticos do faz de conta! E que o fazem com a maior desfaçatez e falta de vergonha.

    “Portugal, Portugal, como te deixas assim vestir?”

  7. Sim ontem palraram duas pérolas da nossa politica !!!

    Para os mais entusiastas recomendo:

    http://www.weforum.org

    e ler “The global competitiveness Report 2009-2010 na pagina 260…

    Depois disso fiquei a perceber que Portugal é governado por uma estripe superior de iluminados e e sou um grande tótó !

  8. O debate.
    Que diferença de atitude, que diferença de diálogo, que diferença de postura, que diferença de ideias, que diferença de preparação, que diferença de diferença. O debate para Sócrates foi límpido como a água. Francisco Louçã veio para o debate e não sabe o que consta o seu próprio programa, é isto que aspira a 1º. Ministro. Julgava que encontrava um Jerónimo de Sousa, Ferreira Leite ou Paulo Portas. Senti pena da sua triste figura, fez-me lembrar os alunos mal preparados para exame e prontos para um qualquer copianço. A Judite de Sousa ainda tentou dar-lhe a mão mas nem isso foi bastante. Aqui se compreendeu como a demagogia é fácil de combater, para isso basta uma verdade. Depois vê-se os fazedores de opiniões a dizer que Sócrates é um aldrabão, um ditador. Que digam sem dor de barriga, quem foi o que mais realidade trouxe aos debates. Na presença dele todos foram uns cordeiros, não tinham argumentação, junto dos seus apaniguados é ver o que mais mal diz. Gente fraquinha, no cara a cara, não tem coragem e argumentação. De Jerónimo de Sousa, disse – aquando do debate entre ambos – que foi educado e rendeu-se à evidência, passado um dia voltou ao vota abaixo para se defender das suas hostes. Sei que a vida está difícil, mas pessoas já com netos submeterem-se a este tipo de atitude não compreendo. Dos atributos que mais admiro no ser humano são: a frontalidade, honestidade e seriedade.

  9. Ok. Ontem, o José Sócrates, retirou o Louçã do pedestal onde a nossa imprensa e comentadores o tinham colocado à mingua do desejo, por esses declarado, de retirar a maioria absoluta ao PS.
    De facto, e pela primeiríssima vez, ficaram claras as perguntas que sempre se deveriam fazer ao Louçã. Ganhou a democracia e ganhamos todos.
    Nunca visto é um líder partidário sentir-se tão incomodado com o seu próprio programa eleitoral, então, das duas uma: ou não acredita nesse programa e terá sido um louco revolucionário qualquer do BE a fazê-lo à revelia do seu líder ou, mais óbvio, temos um facínora que defende a ditadura do proletariado e a democracia directa a esconder os seus propósitos (ganhar escala), para no meio de uma aparente colagem ao centro, criar as condições para a futura revolução ou regresso ao passado.

  10. Caro DS, não sei se o menino é tonto ou não, contudo, sempre lhe digo o seguinte: durante o debate o Louçã invectivou o adversário com um aparente compadrio do PS com a Mota-Engil na adjudicação de um Auto-estrada. Sócrates, frontal e com uma seriedade que se estampava no olhos foi perentório no seu “está equivocado Francisco Louçã”. Após o debate e num comício em Almada, o padre Louçã diz que por causa dele o Governo já não vai adjudicar a obra à Mota-Engil e assim os portugueses poupam 500 milhões. Pois, mas aquilo que Louçã esconde é que por um lado estava mesmo equivocado e estava tão Equivocado que à mais de duas semanas foi recusada a proposta da Mota-Engil. O compadrio de que fala Louçã é uma prova da mais forma de se fazer política. Interessa passar um mensagem, interessa denegrir e ofuscar, tudo serve para se ganhar escala.

  11. Sim guida, O ainda primeiro ministro é licenciado em engenharia pela universidade independente, não é engenheiro, compreendeu agora? Não? Oh pá isso é um problema de facto.

  12. Bravo, Valupi! Considero os seus comentários entre os melhores da blogoesfera nacional.
    Quanto aos debates na TV, ainda haverá dúvidas sobre quem tem a melhor capacidade e competência para levar a cabo em Portugal uma política imbuida de socialismo reformista e democrático, na conjuntura internacional actual? Obviamente que é o actual Primeiro Ministro José Sócrates, o que ficou ontem bem demonstrado, perante a retórica demagógica do novo “controleiro do povo”.

  13. Na minha modesta opinião o BE tem um problema, é um conjunto de franjas, gays, herbívoros, acumputores, cartomantes, etc, etc, o problema é quando sai desses nichos de mercado. Resta-lhe a demagogia, quando apertada dá no que deu ontem!

    O gajo ainda por cima não teve coragem para apertar o licenciado em engenharia (está bem assim guida?) sócrates com casos populistas. Não quis dar o ar de puto reguila senão o o licenciado em engenharia (está bem assim guida?) sócrates poderia ter pedido a estribeiras e não lhe faltavam casos com relevância politica (não, não falo do fripor) para o aborrecer.

    Por exemplo, o licenciado em engenharia (está bem assim guida?) sócrates martelou na revogação das deduções fiscais, em meu entender o louça não deixa de ter alguma razão, embora em termos de sound byte tenha saido bem ao licenciado em engenharia (está bem assim guida?) sócrates.

    Mas o Louça podia ter esmifrado o tema certificados de aforro, porque não o fez? eu tenho as minhas teorias.

    achei curiosa a referẽncia ao facto de que as Estradas de Portugal virão a propor a não adjudicação.
    Isto que dizer concretamente o quê?????????????????? Estranho!!!!!!!!!!!!

    Se o Louça pensava que poderia ganhar votos do bombordo do PS perdeu ontem uma excelente oportunidade.

  14. O Socialista Ibn Erriq está mesmo confundido. Olhe lá ó “socialista”, existe algum problema em se ser licenciado por uma universidade privada? Acaso acha que os Advogados, Engenheiros, Sociólogos e outros licenciados em universidades privadas têm menos valias? Acha? Que espécie de argumento é esse?

  15. O Gorjão, não está todo baralhado.

    Um licenciado por uma univ publica em Engenharia não será automaticamente engenheiro, capisch?

    De igual modo um licenciado em Direito não é automaticamente advogado, capisch?

    Não?, a ignorância é lixada para não dizer nada pior.

    Oh gorjão vai lá estudar a lição e não estejas tão deslumbrado.

    Ah de uma coisa podes ter certeza, aparenbtemente sou mais socialista do o o licenciado em engenharia (está bem assim guida e gorjão?) sócrates.

  16. Ibn, tem razão, tenho alguma dificuldade em compreender o que diz. Para si é mais importante a questão da licenciatura do Engenheiro Sócrates, para mim é a do Mestrado que frequentou no ISCTE, pelos vistos, com excelente resultado e que pessoas como o Ibn fazem questão de ignorar.
    O Dr. Louçã é especialista em economia, o seu grau académico não tem espinhas, mas isso não impediu o Engenheiro Sócrates de lhe dar um baile, pois não? :)

  17. Caro Ibn Erriq, sei bem o que diz. Mas a minha questão é outra. O verso daquilo que vexa aponta é: foi numa privada então não é sério. Por outro lado, talvez o meu caro não saiba, mas o visado é sim senhor Engenheiro Técnico e por uma universidade pública, tendo mesmo exercido a profissão numa autarquia, ou não sabe? Penso que o amigo é que deve ir estudar melhor o alcance das suas atoardas. Agora, não aproveite este meu esclarecimento para vir com os projectos de arquitectura assinados pelo Eng.º Técnico Sócrates, sabe porquê? Já não há pachorra.

  18. não vejo os debates, mas os ecos apontam para uma vitória clara do Socrates. Ainda bem. Do Louçã a única coisa que lhe interessa é vir, um dia, a ser PR, tudo o resto é matéria instrumental e subsidiária.

    Quanto a esta conversa chata dos ‘engenheiros’ o que o Ibn quer dizer é que quem confere o título de engº é a Ordem, não é o canudo. Acho a OE execrável, faz um ano que ando a tentar sair e ainda não consegui, agora é tempo de tratar disso. Disso e doutras coisas.

    Espero que o ps tenha mais dez pontos que o psd, isso é que eu quero, para não haver dúvidas nenhumas que os portugueses enterram este salazarismo requentado.

  19. Gorjão,

    Vexa tem algum problema, só pode.

    Eu alguma vez disse o que quer que seja acerca de universidades públicas ou privadas? Oh homem trate-se.

    OK! se para si um Engº Técnico é o mesmo que um Engº, então estamos conversados. Com as respectivas diferenças é quase o mesmo que dizer que um técnico de farmácia é farmacêutico.

    Para mal dos seus pecados conheço o seu deus sócrates de outros carnavais.
    E não, não vou falar dos projectos de “arquitectura” (arquitectura????). Sabe porquê? Porque ao contrário de si não confundo a nuvem com Juno. Ora como não sei se os projectos estão bem ou mal executados não os discuto, mas é provável que estejam bem, pois foram aprovados pela câmara. Quanto à estética não discuto, cada um gosta do que gosta ponto final.

    Atoardas, dê um exemplo, seja homenzinho!

  20. Guida, engano seu, está a confundir tudo, para mim a questão da licenciatura do licenciado em engenharia não tem espinhas, ou seja, é clara ele é licenciado em engenharia. OK? Isso não lhe confere o grau de engº certo? está difícil.

    Vou dar-lhe um conselho, em vez de estar para aqui com conversa fiada vá ao site da O. dos Engenheiros, certamente lá encontra a informação necessária.

  21. Ibn, já lhe ocorreu que o Engenheiro Sócrates, provavelmente, não está inscrito na Ordem porque optou pela política (e ainda bem, o país tem muitos engenheiros e falta de políticos como ele) e que para isso não precisa da tal inscrição para nada? Pensa que é preciso ser-se génio para obter a inscrição?
    Já agora, quanto ao gosto arquitectónico do Engenheiro, experimente olhar à sua volta e aprecie o gosto que revelam muitos projectos assinados, não por engenheiros técnicos, mas sim por arquitectos inscritos na respectiva Ordem.

  22. S.Ex.a Ibn Erriq o senhor, sua excelência, não passa de um ressabiado e as consequências dessa “enfermidade” notam-se em qualquer dos seus apontamentos de escrevinhador! Quantos doutores há por aí que nunca foram nem serão doutorados? Alguns nem licenciatura, bacharelato, ou nem isso. Para sexa, também o escrever Sócrates com s ou designá-lo pelos seus outros apelidos é para destrinçar o quê? O homem vulgar do filósofo? Só isso espelha o que (não) vai na sua mente. Na sua e na de quejandos, pois que felizmente este é um espaço livre.

  23. manutor,
    Já agora, sou ressabiado do quê?

    Quanto as Doutores e Drs. cada um fala por si!

    Poço-lhe mais uma ajudinha, o que vai ou não vai ma minha mente?

    Escrevo sócrates porque me apetece, tem alguma coisa contra?

    manutor, ou outra coisa qualquer que Vexa seja, a sua técnica é conhecida há muito tempo ainda vexa nem sabia o que era a Internet, sim nos tempos do “carecter mode”.

    Deixe que lhe diga que não aprecio a deferência com que se refere mim pois a forma correcta seria SAR. vá lá estudar a lição!

  24. Guida,

    Não me ocorreu nada. restrinjo-me aos factos e o primeiro ministro não é Engenheiro.

    Não não é preciso ser génio, senão a ordem não tinha inscritos, mas essa questão interessa para o quê. Isto se fosse por hipóteses, até podíamos por o cenário de chumbar no exame, acha que seria o primeiro?

    Mas a questão é: primeiro ministro não é Engenheiro,o resto são especulações da treta.

    Ouça se eu não opino acerca da estética dos projectos de engenharia civil, porque o faria de outros alguns arquitectos de renome? Repito os gostos não se discutem! Há quem goste dos projectos do Sisa Vieira mas há quem não goste, há quem goste dos projectos do Souto Moura mas há quem não goste. Agora não tente transformar o num assunto num assunto. Gosta do projectos do ainda primeiro ministro? Óptimo eu não opino. Até parece que eu alguma vez falei bem ou mal dos ditos. Haja santa paciência e que Deus vos proteja.

  25. Caro Valupi, Louçã foi de uma banalidade confrangedora. Jerónimo também já o tinha sido. Se tivesse dúvidas…
    Quanto aos imbecis de esquerda, aos ranhosecos de direira, resta repetir (porque não deve ser nada de mal) o mago da hiperventilação democrática que tão incensado foi pela denunciante da asfixia da dita: FUCK THEM!

  26. Ibn Erriq, vexa, é um enorme bocejo. Amigo, penso que a sua prosápia faz de si o típico postador do blog 5 dias, ou do Portugal Profundo, ou ainda, daquele anão J. Maria Martins. Não acha? Agora tem uma nova. Já conhece o Sócrates de outros carnavais? Ora, por um lado, ainda bem para si, por outro, o que é que temos nós exactamente que ver com isso? Homem, não seja cabeçudo e trate de uma vez essa depressão.

  27. Ibn, estamos com problemas de comunicação. Também não lhe disse que gostava, até porque só conheço umas fotografias de duas ou três moradias projectadas pelo Engenheiro Sócrates, nem sequer sei se as projectou de raiz se apenas fez alterações a construções já existentes. Já para não dizer que em muitas situações é o bom ou o mau gosto do cliente que prevalece, por muito que custe ao projectista. Falei nisto porque, tal como o Ibn embirra com o facto dele ser ou não engenheiro, há muita gente que invoca o mau gosto nestas moradias como argumento para fazer do Engenheiro um mau primeiro-ministro.:)

  28. Guida, óptimo, estamos então de acordo. LOL, esperava então que que eu caísse na esparrela e fosse por aí, lamento. Não foi por estratégia é porque o assunto não me interessa mesmo.

    Cara Sra. Não sei se é da província ou de Lx. Se for da província saberá que uma grande parte desse projectos que fala, pelo menos na altura desses, eram executados por desenhadores, muitos deles funcionários da câmaras. Como vê não eram necessárias grandes habilitações académicas para projectar uma dessas casas.

    O que se sabe é que os projectos foram assinados por ele, o que não quer dizer que tenham sido também executados.Também não tenho motivos para afirmar o contrário o que sei é qual era prática corrente na província.

    Mais, uma grande parte desse projectos eram feitos por gente das câmaras, o que era manifestamente ilegal. Mas para o caso pouco interessa.

    Se o primeiro ministro desempenhou bem ou mal a sua função não terá sido por causa da qualidade dos projectos de assinou. Se é bom ou mau primeiro ministro vai ser avaliado no próximo dia 27/09 e será pelo seu desempenho no cargo e não por qualquer outra razão exógena.

    Mas sempre lhe digo, se tiver menos votos que nas eleições anteriores significa que há menos gente a confiar na sua governação. Agora tire a ilações que entender.

  29. Guida, faltou dizer-lhe que a conversa está a ficar estranha, eu não embirro com o facto de ele ser ou não engenheiro, ele não é engenheiro, o que eu não consigo compreender é o provincianismo bacoco deste país ter que tratar as pessoas por um titulo. No Brasil é que é habito tratar as pessoas pelo títulos que não têm. Mas se faz gosto em lhe chamar engenheiro não o sendo, quem sou eu para lhe criticar o prazer!

  30. Gorjão, hei Gorjão acorda.

    Não sabia que tinhas um index, ainda bem para ti. Deixa dar-te uma alegria o que tu achas ou deixas de achar vale tanto para mim como aquilo acha o cão da minha vizinha, sem ofensa para o pobre bicho.

    Como sabes, lancei-te um repto, solicitei que fosses homenzinho e desses os exemplos de atoardas minhas, não o fazendo acaba aqui a nossa conversa, gosto de conversar com gente séria. Tu terás que mo provar, caso contrário ficas a falar com electrões.

  31. Pois Guida, bem sei que nunca lhe daria qualquer novidade, aliás, o que a leva a pensar que alguma vez pensei que tal poderia ser possível?

  32. Ibn, a conversa está mesmo estranha. É do meu provincianismo, que é tanto que estou capaz de começar a tratá-lo por Senhor Primeiro-Ministro Engenheiro José Sócrates. Gosta? Deixo o Pinto de Sousa, senão dá muito trabalho a escrever.

    Não tinha visto o seu último comentário. O parágrafo a que me refiro ali em cima é este:

    “Mas sempre lhe digo, se tiver menos votos que nas eleições anteriores significa que há menos gente a confiar na sua governação. Agora tire a ilações que entender.”

    Com um parágrafo destes vê-se logo que o Ibn não é da província.:)

  33. Ibn, integralmente. Para lhe provar que percebi a ideia, digo-lhe que o contrário também é válido. Mas se tiver uma votação semelhante já fico satisfeita.:)

  34. Os três avós
    Tenho respeito pelos avós até porque sou um deles. Estou a ouvir o debate entre Jerónimo de Sousa e Ferreira Leite, e chego à conclusão que se calhar devia era estar a ver a RTP Memória. Que falta de ideias e de preparação, quem ouve Jerónimo de Sousa a falar para os seus apaniguados, tanto diz e que com velocidade, aqui faltam-lhe as palavras, fala quase gaguejando e não faz frente às não ideias de Ferreira Leite. Que pena e Constança faz o frete, nem ata nem desata.
    Queixamo-nos de falta de debates na televisão mas com estas intervenções, ainda vamos pedir para não se fazer mais, porque com estes intervenientes ninguém aprende nada. De todos os secretários gerais, só o Sócrates é que mostra que está ao nível de governar o País.
    Por isso digo, tenho pena destes três avós.

  35. muito giros são estes economistas que para dissertarem sobre a situação económica, puxam duma cartola de mágico, põem coelhos, tiram coelhos, juntam notas de 20, retiram o papel, mais uns pozinhos de prelimpimpim e toques de varinha de condão e está o milagre da procriação. e da credibilidade.
    depois, como se tem visto nos debates, a montanha pariu um rato e só lhes resta a demagogia.

    por essas e por outras é que em relação ao trabalho dos farmacêuticos só ouço, tento perceber os resultados e recuso lançar suspeitas. quando muito, comento o ar do fulano :-)

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