Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.
a mim só me sabe bem ver sofrer quem me faz sofrer , nomeadamente políticos e gente de corporações. anseio pela castigo da hubris,
ver o sofrimento de gente como eu , parte-me o coração , faz-me querer morrer. é insuportável viver no meio de monstros.
estavas à espera que a distância entre ti e o guterres diminuisse e ao longo deste tempo todo só tu é que foste punido
Interessante, mas nem por isso inteiramente convincente.
Em primeiro lugar, procurar razões ou “causas” na neurobiologia é ignorar as premissas da mesma ciência, que pretende descrever o “como” e não o “porquê”. Para além disso, que a sanção satisfaz, que ela apazigua, de onde se pode inferir que ela dá prazer, não é propiamente uma novidade, nem uma descoberta das neurociências. Trata-se provavelmente da sua função primeira. Daí a concluir, como o autor do artigo parece querer fazer, que a sanção escapa ao livre-arbítrio, vai quanto a mim uma grande distância que não pode ser transposta com tanta facilidade. Se assim fosse, as próprias regras sociais e políticas (que se podem derivar da propensão para cooperar) também deveriam ser consideradas como alheias ao livre-arbítrio. O que me parece mais próximo da verdade é dizer que a organização cada vez mais complexa dos mecanismos sociais de sanção, processo que se confunde com o desenvolvimento do direito, se enraíza em comportamentos ancestrais, comportamentos que hoje se desconfia serem comuns a algumas outras espécies animais, e que provavelmente esses mecanismos deixariam de fazer sentido se não continuassem a cumprir a sua função primeira.
Boas
adorei. o que eu faço, no ânimo disruptivo, depois de cortar em pedacinhos e dar aos porcos o arroto, é chorar para ficar tudo lavadinho a quedar-se em cascata a desfazer-se na força da gravidade líquida. lailailai
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Este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório
a mim só me sabe bem ver sofrer quem me faz sofrer , nomeadamente políticos e gente de corporações. anseio pela castigo da hubris,
ver o sofrimento de gente como eu , parte-me o coração , faz-me querer morrer. é insuportável viver no meio de monstros.
estavas à espera que a distância entre ti e o guterres diminuisse e ao longo deste tempo todo só tu é que foste punido
Interessante, mas nem por isso inteiramente convincente.
Em primeiro lugar, procurar razões ou “causas” na neurobiologia é ignorar as premissas da mesma ciência, que pretende descrever o “como” e não o “porquê”. Para além disso, que a sanção satisfaz, que ela apazigua, de onde se pode inferir que ela dá prazer, não é propiamente uma novidade, nem uma descoberta das neurociências. Trata-se provavelmente da sua função primeira. Daí a concluir, como o autor do artigo parece querer fazer, que a sanção escapa ao livre-arbítrio, vai quanto a mim uma grande distância que não pode ser transposta com tanta facilidade. Se assim fosse, as próprias regras sociais e políticas (que se podem derivar da propensão para cooperar) também deveriam ser consideradas como alheias ao livre-arbítrio. O que me parece mais próximo da verdade é dizer que a organização cada vez mais complexa dos mecanismos sociais de sanção, processo que se confunde com o desenvolvimento do direito, se enraíza em comportamentos ancestrais, comportamentos que hoje se desconfia serem comuns a algumas outras espécies animais, e que provavelmente esses mecanismos deixariam de fazer sentido se não continuassem a cumprir a sua função primeira.
Boas
adorei. o que eu faço, no ânimo disruptivo, depois de cortar em pedacinhos e dar aos porcos o arroto, é chorar para ficar tudo lavadinho a quedar-se em cascata a desfazer-se na força da gravidade líquida. lailailai