A lei de José Eduardo Martins

Paulo Ferreira diz que o Governo e o Estado são cúmplices de:

– [alinhar na] encenação que ditadores, protoditadores e governantes pouco escrupulosos gostam de se atribuir

– [receber] aqueles que se confundem com o Estado, que pensam que são donos dele

– [aceitar] aqueles que medem a sua importância, o seu poder e a sua influência pelo número de motas de polícia que abrem caminho nas ruas e avenidas, com absoluto desprezo pelos incómodos que esses caprichos causam a milhares de pessoas

mimar governantes sem credenciais democráticas ou humanistas

Também mostra ter informações que põem em causa a necessidade de tanta segurança:

Dir-se-á que é a segurança que motiva o aparato. Mas afinal que perigos ameaçam a vida de José Eduardo dos Santos? Teme-se um atentado da UNITA? Dos separatistas de Cabinda? De quem, afinal?

Termina com uma interrogação que nos leva para o cerne do problema:

Mas seria de esperar outra coisa de um país que hoje é governado por um primeiro-ministro que aceitou que fechassem a Praça Vermelha para fazer a sua mediática corrida matinal em Moscovo?

Concordo com o Paulo, é má-onda fechar a Praça Vermelha, seja lá para o que for. Nisso Sócrates fez cagada, não vale a pena tentar esconder (para mais tendo em conta o tamanho da puta da praça). E talvez explique por que razão ainda não conseguiu voltar à China. É que os chineses também têm praças, e são supersticiosos. Portanto, fixe, Ferreira, bem dezido. Não há dúvida de que à imprensa livre ninguém põe a pata em cima; apesar do PS e tal.

Ah, já me esquecia. Se porventura estás a insinuar, ou a declarar, que o Governo do meu país é cúmplice de criminosos, isso piaria muito fino. Claro que eu não acredito nisso, até porque tu escreves num jornal de referência. Mas se estivesses mesmo a querer dizer que os nossos governantes são criminosos por anuência, associação e promoção, vamos imaginar essa imbecilidade, era até caso para fazer uma pequena adaptação à lei de José Eduardo Martins – e convidar-te a resolver o assunto dentro do Parlamento.

9 thoughts on “A lei de José Eduardo Martins”

  1. Não gostaste do artigo do Paulo Ferreira, Valupi? Não leias! Pensei que já soubesses que para se ter uma explicação «honesta», «correcta», com «bom senso», e, sei lá, mais «íntima», àcerca de assuntos em que o «mestre» Sócrates esteja envolvido, se tivesse que ler o que a «Nandinha» escreve noutro jornal de referência. O que o vinho faz à cabeça das pessoas!

  2. O camarada Mao Z Dong dizia que só são justas as relações entre nações que respeitem mútuamente as respectivas independência. Mal estaríam as nações que fizessem depender as relações diplomáticas com a Indonésia do nº de sapatos que a mulher do Suharto tinha…
    E já agora Valupi, o que é isso de um “jornal de referência”, até parece que voçê está com inveja do rapaz. À mulher de César…

  3. ds, estás apanhadinho de todo.
    __

    Manolo, perguntas muito bem: que é isso de um “jornal de referência”? Tramado tentar responder, porque não há nem um caso, um qualquer, na imprensa nacional.

  4. Juro que o único Paulo Ferreira que conhecia (e até admiro) é o defesa direito do Chelsea. Este será mais um bimbo qualquer a soldo da Sonaecom. Caga nisso, Valupi. Dás-lhe uma importância que ele absolutamente não tem.

  5. Não sei porquê mas este post fez-me recordar da entrevista feita pelo Mário Crespo a Medina Carreira na SIC em 09/03/2009…muito do que MC disse é um retrato hiper realista da actual politica à portuguesa, infelizmente…e a coisa tem tendência a perpetuar-se no tempo…o monstro não morre, antes de fortalece a cada legislatura…

    Vide entrevista a Medina Carreira :

    http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/mariocrespoentrevista/2009/3/mario-crespo-entrevista.htm

  6. Nik, então, mas se vamos por aí cagando nestes amigos, em quem é que se vai malhar?
    __

    Pirate, tens de ser um bocadinho mais assertivo, se a ideia for estabelecer um diálogo.

  7. Não é nada de que nao acusem o PCP todos os dias desde há muitos anos. Felizmente alguém começa a ver que em matéria de relaões externas é falso que uns sejam mais iguais do que outros. Também é pena que se enxofrem com acusações aos seus aqueles que nunca se esquecem de acusar os outros.

    Nota: O BE é o único que é coerente nisso, concorde-se ou não com a posição deles.

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